Prisão de dez deputados exibe o “nível” da política no Rio de Janeiro

Por G1 Rio

O governador Luiz Fernando Pezão informou na noite desta quinta-feira (9) que aceitou o pedido de exoneração do secretário de governo, Affonso Monnerat, e determinou a exoneração dos demais servidores citados na operação Cova da Onça. “O governador reitera que não tem conhecimento dos fatos e tampouco do teor das acusações imputadas a esses servidores. O governador reafirma sua confiança na inocência do ex-secretário Affonso Monnerat”, diz a nota de Pezão.

Affonso foi um dos 22 presos na operação, que, segundo o MPF, investigava um “mensalinho” distribuído na Alerj para a aprovação de projetos de interesse da organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral.

LAÇOS NO DETRAN – Além de Affonso Monnerat ainda foram exoneradas Carla Adriana Pereira e Shirley Aparecida Martins da Silva. Carla Pereira ocupava a diretoria de registros do Detran. Segundo o MPF, ela intermediaria as indicações dos deputados com os postos de trabalho à mando do deputado Paulo Melo preso na operação Cadeia Velha.

A diretora de registros coordenou a campanha eleitoral de Franciane Motta, mulher de Paulo Melo e, deputada estadual eleita pelo MDB nestas eleições.

OPERAÇÃO FURNA DE ONÇA – O esquema de compra e venda de votos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) movimentou ao menos R$ 54 milhões, segundo informou o superintendente da Polícia Federal, Ricardo Saadi. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (8), após a deflagração da Operação Furna da Onça, que investiga o que o Ministério Público Federal chama de “mensalinho” da Alerj. Os valores chegavam a R$ 900 mil.

A investigação cumpriu todos os 22 mandados de prisão – três alvos já estavam presos desde o fim de 2017, quando da Operação Cadeia Velha. No total, dez são deputados estaduais, cinco deles reeleitos.

No Poder Executivo, foram presos Affonso Monnerat, secretário estadual de Governo; Leonardo Jacob, presidente do Detran; e Vinícius Farah (MDB), ex-presidente do Detran, eleito deputado federal.

DEZ DEPUTADOS – No Poder Legislativo, foram presos André Correa (DEM), deputado estadual reeleito e ex-secretário estadual de Meio Ambiente; Chiquinho da Mangueira (PSC), deputado estadual reeleito e presidente da escola de samba; Coronel Jairo (MDB), deputado estadual não reeleito; Edson Albertassi (MDB), deputado afastado – já preso em Bangu; Jorge Picciani (MDB), deputado afastado – já em prisão domiciliar; Luiz Martins (PDT), deputado estadual reeleito; Marcelo Simão (PP), deputado estadual não reeleito; Marcos Abrahão (Avante), deputado estadual reeleito; Marcus Vinícius Neskau (PTB), deputado estadual reeleito; Paulo Melo (MDB), deputado afastado – já preso em Bangu.

ASSESSORES – Também foram presos Alcione Chaffin Andrade Fabri, chefe de gabinete e operadora financeira de Marcos Abrahão; Daniel Marcos Barbiratto de Almeida, enteado e operador financeiro do depurado Luiz Martins; Jennifer Souza da Silva, empregada do Grupo Facility/Prol, vinculada a Paulo Melo; Jorge Luis de Oliveira Fernandes, assessor e operador financeiro de Coronel Jairo; José Antonio Wermelinger Machado, ex-chefe de gabinete e principal operador financeiro de André Corrêa; Leonardo Mendonça Andrade, assessor e operador financeiro de Marcos Abrahão; Magno Cezar Motta, assessor e operador financeiro de Paulo Melo; Shirlei Aparecida Martins Silva, ex-chefe de gabinete de Edson Albertassi e subsecretária dos Programas Sociais da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social; e Carla Adriana Pereira, assessora de registros do Detran.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como dizia o jornalista David Nasser, falta alguém em Nuremberg, porque 0s federais ainda não conseguiram prender o governador Luiz Fernando Pezão, por causa do foro privilegiado. Mas em janeiro ele sai do governo e vai bailar a contradança, conforme é de seu merecimento desde que desempenhou a função de secretário de Obras do governo Cabral. (C.N.)

6 thoughts on “Prisão de dez deputados exibe o “nível” da política no Rio de Janeiro

  1. “A Câmara é a representação do povo. Os deputados não são santos porque o povo também não é santo”

    (Bonifacio Andrada, que exerceu DEZ MANDATOS de deputado federal por MG)

  2. Com esse negócio de “Políticos Ladrões Contumazes dos Cofres Públicos do Brasil e de toda América Latina” se sentirem “Perseguidos” poderemos ter na América Latina o maior “Show de Perseguição” da História da Televisão, Rafael e Lula seriam os apresentadores e os participantes “Gold” seriam os Congressos Nacionais dos Países(se tiver uma “baixa corte” que se comporte pela origem de seus dirigente como PT que gosta de participar para ajudar a destruir uma Nação e um povo ,acrescente ao show e deixa a merda voar), e as Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais seriam Silver , ou seja, haja perseguições. E nós, diuturnamente assaltados e esfoliados por essa canalha de facínoras impunes, imunes, acovardados, traidores do país, com seus acordões madrugadores em suas dachas lisboetas ou brasilienses criminosos da humanidade, vamos eternamente (até que chamemos um soldado e um tanque para os colocarem na cadeia infinitamente) viver nesse mar de lama, no maior “Encontrão de Perseguidos Buliçosos Infernais na Penúria de Ganharem, uns dando aos outros o que ainda resta do que roubaram bem juntos e em cumplicidade a bagatela mensal de R$ 40.000,00 ” !!! Haja perseguição e penúria( isso no meio de mais de 21 milhões de desempregados e outros tantos na miséria total) não é “grande devogado do capitão do mato da corruptolandia lulopetralha zé dirceu” ???? E o povo que se dane, até um dia que crie coragem e os bote prá fora dos palácios pelos fundilhos corrompidos e apodrecidos !!!!!

  3. Uma quadrilha comandou o estado do Rio de Janeiro, executivo o cabeça, legislativo o corpo e judiciário leniente, estamos assistindo um desgoverno que trás suas consequências e Luiz Fernando Pezão, continua, livre, leve e solto.

  4. Essas coisas somente ocorrem no Estado do Rio de Janeiro porque a Justiça fecha os olhos, através do órgão que deveria representá-la, o Judiciário Fluminense, e do órgão auxiliar na sua efetivação, o Ministério Público do Estado, este que deveria atuar na fiscalização dos atos públicos.
    – será que esses dois órgãos (Tribunal de Justiça e Ministério Público) não possuem cota de responsabilidade na situação de alta corrupção no Estado?
    – Vimos que o ex-PGJ foi preso. Mas quantos não praticam ou deixam de praticar ato, qualquer que seja, em benefício próprio ou de terceiros? São poucos os casos de prisão e responsabilização de membros do Judiciário e do Ministério Público do Estado. Parece até que ali só tem santo.

    Há tempos sabemos que a Alerj não presta.
    Temos Jorge Picciani, Paulo Melo, Albertassi presos e a representação pela cassação deles sequer é colocada para votação.
    – Cadê o Ministério Público que deveria, sim, agir neste caso pois aproxima-se o fim dos mandatos e até agora não foi colocado em pauta.

    Para mim, esses promotores/procuradores são ou incompetentes ou prevaricam.

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