Privatizar a Petrobras seria a pior opção para o país

Roberto Nascimento

Entre as receitas para a crise que nos assola atualmente, a mais descrita nas entrevistas dos economistas que comandarão postos-chaves no futuro governo é a concessão de empresas públicas. É a receita da venda do patrimônio público, sem tirar nem por.

Discordo frontalmente da possibilidade de privatização da Petrobras, nossa maior empresa pública e motor do desenvolvimento nacional, desde a sua criação no governo Getúlio Vargas.

Por que discordar? Porque seria medida inócua, pois a corrupção no Brasil é endêmica. Portanto, sob o controle dos poderosos grupos privados, a corrupção seria ainda danosa para os brasileiros. Consórcios seriam formados e algum grupo internacional, associado às empreiteiras, venceria o leilão com financiamento do BNDES e o lucro iria para fora do país, talvez Europa ou Estados Unidos.

Privatizar, então, significaria vender aos algozes corruptores da Petrobras, ou seja, premiá-los por nos terem roubado por tantos anos, pois só agora, pelo aumento excessivo da tunga, o escândalo da quadrilha veio felizmente à tona.

O produto da riqueza petrolífera então deixaria de irrigar a economia já em decadência e passaria a compor a alavanca para países ricos driblarem a crise de 2008.

TIRAR O SOFÁ…

Falar em privatização soa como tirar o sofá da sala. Ao invés de vender nosso maior ativo, por que não se envereda pelo combate firme contra corruptos e corruptores? Empreiteiras e gestores públicos em sintonia da roubalheira devem amargar as fétidas prisões brasileiras sem pena nem dó, e também devolverem o produto do roubo depositado em paraísos fiscais.

É preciso estancar a rapina, substituindo os gestores aliados das empreiteiras nos negócios ilícitos e seguir em frente. No corpo técnico e administrativo da Petrobras há profissionais honestos e capazes, que podem assumir as funções de direção e gerência, e as indicações políticas não podem continuar, sob pena de eternização das mesmas maracutaias num futuro próximo.

Empresa pública não combina com indicações partidárias, isso foi constatado ao longo da história do Brasil. Apenas empregados orgânicos deveriam ocupar cargos tanto na Petrobras como em todas as empresas públicas, do mais simples até a Diretoria. Já está na hora de impedir que empregados honestos amarguem a geladeira, por não concordarem com a corrupção.

O nó da questão será saber quem colocará o guiso no gato. E só tenho uma certeza, a de que a privatização não é o remédio ideal, talvez seja o pior deles.

32 thoughts on “Privatizar a Petrobras seria a pior opção para o país

  1. O sr. Roberto tem razão, a Petrobras pode ajudar o Brasil, e muito. Mas, sempre há um mas, quem é que vai deixar de entregá-la a políticos, para prestigiar o pessoal altamente especializado que ela tem lá? É difícil! E, só lembrando, a sra. Foster é profissional de carreira, tida e havida como muito competente. Deu no que deu. Por causa dos políticos, talvez?

  2. Concordo com o Autor, Sr. ROBERTO NASCIMENTO. Privatizar a Petrobras SA, via o Governo Federal vender a maioria de suas Ações Ordinárias ( as que dão direito a Voto ), seria como “jogar fora a água suja do banho, com Bebê e tudo). Hoje a Petrobras SA por estar no controle do Gov. Federal, é âncora de toda a Indústria Nacional do Petróleo/Gás, ( Plataformas, Navios-Plataformas, Navios-Sonda, Petroleiros, Rebocadores, todo o Equipamento Submarino, bombas, cabos, árvores de natal, Submarinos Robots, tubos aço, tubos aço inox, Terminais, etc,etc,) e que perfazem +- 15% do PIB (Produto Interno Bruto).
    É perfeitamente possível reduzir em muito “as Comissões” nos Contratos Governamentais, especialmente na Petrobras SA, depois desse “calorão” que a Polícia Federal deu, com a correta aplicação da LEI e punições exemplares. AUDITORIAS EXTERNAS em tudo, daqui para a frente, e não só na Petrobras SA.
    Toda Economia é composta de 3 tipos de Capital: O ESTATAL que tem Matriz no Brasil, Desenvolve TECNOLOGIA NACIONAL, mas que é passível de sofrer NEFASTA interferência Política; O PRIVADO NACIONAL com Matriz no Brasil, que é de longe o mais produtivo por desenvolver TECNOLOGIA NACIONAL e não sofrer DIRETAMENTE interferência Política: e o INTERNACIONAL que tem Matriz no Exterior, não desenvolve TECNOLOGIA NACIONAL e remete para o Exterior o Lucro, Dividendos, Assistência Técnica, Royalties, Salários da Alta Diretoria, Seguros, etc, para não falar de sub e super-Faturamento entre Matriz no Exterior e Filial no Brasil, etc,etc.
    Assim vemos que em Produtividade para os Brasileiros, Primeiro vem o CAPITAL PRIVADO NACIONAL com Matriz no Brasil; Segundo o CAPITAL ESTATAL, e só por último e bem longe, o CAPITAL INTERNACIONAL.
    Como na escala de uma Petrobras SA, só o CAPITAL INTERNACIONAL teria capacidade para comprar, esta solução como nos diz o preclaro Autor do bom Artigo, Sr. ROBERTO NASCIMENTO, seria a pior das Soluções.

  3. DILMA DEVE LIVRAR PETROBRAS DE INGERÊNCIAS NOCIVAS

    Os ataques entre petistas e tucanos (militantes ou “voluntários”) nas redes sociais dão ideia de que a campanha não encerrou, com foco maior nos escândalos da Petrobras e cada lado pondo culpa no outro, enquanto seus líderes atuam para aquietar os ânimos a fim de que tudo continue como está porque no fundo se entrelaçam em duas décadas de desgovernos.

    A partilha de poder feita hipoteticamente para garantir “governabilidade” vem de décadas promovendo contratos bilionários entre o setor público e empresas, que nas eleições corroem a política financiando candidaturas à revelia dos partidos. Assim tem sido desde os mandatos de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva até o atual mandato da presidente Dilma Rousseff, feita poste pelo antecessor e que agora reeleita pode se libertar dessa imagem aprofundando as investigações e pondo fim no loteamento político das estatais, pelo menos.

    Esta é a expectativa que está delineada no site do PDT Nacional, na longa entrevista do físico Luiz Pinguelli Rosa, que não entra em disputas sem lógica ou noção e aponta os caminhos para superar a crise: “Na verdade, não dou muito crédito a isso, que um lado era bonzinho e o outro, mau. É natural que a defesa vá alegar essas coisas, isso faz parte do jogo. Mas nessa escala que está aí demonstrada, acho que é um processo viciado. A surpresa é ter chegado a tal ponto. Essa é a surpresa. Acho que é possível agir com mão forte, botar pingos nos is, afastar os caras, evitar essa protelação brasileira, de que tudo vai sempre sendo empurrado adiante e tal”, diz ele… http://www.pdt.org.br/index.php/noticias/pinguelli-precisa-acabar-o-loteamento-politico-nas-estatais

  4. Não concordo com o autor. Governo não é, nem nunca foi eficiente em gerenciamento empresarial. Como disse Milton Friedman “Se puserem o governo federal para administrar o Deserto do Saara, em cinco anos faltará areia.” E ele estava falando do governo americano, imagina o que sobra para nós. Para conseguir administrar tais empresas o governo faz uso de centenas de subterfúgios e principalmente do monopólio, caso da Petrobrás, que nos faz pagar tão caro pelo combustível, tendo uma das gasolinas mais caras do mundo (sem contar que é “aditivada” com álcool). Fala-se em “riqueza natural”, mas sequer existe uma correlação entre desenvolvimento e qualidade de vida de um país com sua riqueza em petróleo. Ou Venezuela, Rússia, Irã, países árabes são exemplos de desenvolvimento? Um país depender de “recursos naturais” é o carimbo do atraso, quanto menos dependente destes recursos, mais desenvolvido é o país. O importante é nosso capital humano, e aqui lembro do meu caro Bendl, fervoroso defensor da melhora da qualidade da educação em nosso país como impulsor de desenvolvimento (e, comentário meu, isso necessariamente não está ligado a mais dinheiro, mas sim ao uso eficiente, não ideológico e incompetente, destas verbas). Privatizar não melhora tudo, mas resolve muita coisa, desde que bem feita, com abertura do mercado e que o governo cumpra o regime jurídico vigente (no mínimo o povo deixa de pagar pelos prejuízos). Chega de “o petróleo é nosso” porque nunca foi, não do cidadão brasileiro comum, o petróleo sempre foi deles, do governo e seu compadrio…

  5. Não vou emitir opinião sobre o assunto, apenas lembrar, em razão ao que tem sido publicado pela mídia, a claríssima META DO PT (Partido dos Trapaceiros):

    “PRIVATIZAR NÃO; ASSALTAR SIM”.

  6. Juro que não entendo essa obsessão pela Petrobras. Dá-la, de graça – com desculpas à tautologia -, já seria um grande negócio para o Estado.

    Eu falei Estado, não governo(s).

  7. Toda essa conversa é totalmente inepta, inútil. O fato consumado é que a Petrobras já foi privatizada. Hoje ela pertence à organização criminosa comandada pelo PT, PMDB e PP. Com uma cachorrada atípica e especial: os verdadeiros proprietários do capital social da Petrobras, ao invés de lucros, estão arcando com o enorme prejuízo. Até os funcionários aposentados do Banco do Brasil já sentiram na pele essa roubalheira. Perderam gratificações sobre a participação no capital da Petrobras, via PREVI. Do jeito que as coisas estão, a Petrobras caminha para a falência extrema, isto é, sem qualquer chance de recuperação. Petróleo do pré-sal? Esqueçam. O custo por barril de prospecção desse petróleo já está acima do valor de venda no mercado. E a situação tende a piorar com o xisto entrando em cena. Ademais, a Petrobras não tem recursos financeiros para bancar os investimentos no pré-sal.

    Então, é uma besteira discutir sobre a privatização da Petrobras. Os petralhas já dividiram o seu espólio. Tchau Petrobras, infelizmente. O PT conseguiu quebrar também a Eletrobras e já vai levando de roldão a Funcef, a Petros, a Previ, dentre outras. Os petralhas só não conseguiram garfar a Postalis, ainda, porque o pessoal de lá barrou essa cambada. Agora, já estão mirando no dinheiro do Fundo de Garantia. Invadam Cuba e investiguem onde estão sendo depositados os produtos da roubalheira bilionária. Viraram barras de ouro, para fugir do rastreamento eletrônico globalizado. Então, parem com essa conversinha de comadre sobre a privatização do que privatizadíssimo está há muito tempo.

  8. Sei não…
    Sem maiores delongas. acionista minoritário da Petrobras, ou seja, aquele que ainda acredita que a empresa possa ser recuperada, já ganhou, do mercado, apelido mais que irônico: Miniotário…

  9. A tese de que a Petrobrás não deve ser privatizada é uma falácia, uma mentira. A Petrobrás só é boa para os socialistas, ou para aqueles que vivem dependentes do Estado.
    A Petrobrás cumpre um grande papel para os políticos, para os seus altos diretores, serve para ser saqueada, roubada.
    Todos se lembram que antes das privatizações da telefonia poucos podiam ter um telefone fixo, chegando a custar US$2000. Hoje, depois da privatização da telefonia, todos podem ter um telefone fixo em casa, com internet banda larga.
    Todos se lembram da lei da proteção da informática, que resultou no atraso homérico do desenvolvimento do setor de informática no Brasil.
    QUALQUER ATIVIDADE QUE O ESTADO POSSA FAZER, O SETOR PRIVADO FAZ MELHOR. Com o petróleo não seria diferente.
    As melhores universidades do mundo, as americanas, são privatizadas. Todas as invenções contemporâneas foram criadas, ou por indivíduos ou por empresas, sendo que o Estado nada produz, apenas rouba de todos.
    inventividade, criatividade, passa por competição, isto o Estado desconhece, sendo o peso morto da sociedade, o sanguessuga, o paraíso dos parasitas e socialistas. .
    A Petrobrás jamais será privatizada, pois temos um pais de ladrões, onde os políticos e governantes se servem da coisa pública para o seus próprios interesses.

  10. Obrigado a todos que comentaram a favor e contra. Quanto aos que disseram que as empresas privadas operam as empresas melhor do que as estatais, os exemplos demonstram a falácia da assertiva. As empresas privadas do grupo X estão aí mesmo nas portas da falência e, portanto, seremos nós que pagaremos mais impostos para saldar a dívida dos empréstimos concedidos pelo BNDES, naquela máxima de pai para filho. Querem mais exemplos? E a nossa VARIG, empresa privada que deixou na rua da amargura mais de 10 mil empregados? Os exemplos são tantos, que seria enfadonho demais enumerá-los. A LAVA JATO é o maior dos exemplos, pelo volume de empreiteiras envolvidas.

    Mas, no papel cabe tudo.

    Um abraço a todos.

    • Caro Roberto, as empresas que citaste são alguns do maiores exemplos do “dedo” do governo alterando as leis de mercado e favorecendo o compadrio. Como disse o governo favorecendo monopólios, oligopólios e a manutenção de empresas que já deveriam ter falido. Caso como das 4 grandes montadoras de veículos. Sempre favorecidas pelo governo. Na Varig, desde o fim forçado da Panair pelo governo militar. E hoje, apesar do saudosismo pelos excelentes serviços de um outro tempo na aviação civil, existem muitas outras companhias para suprir a demanda. O caso de Eike foi de um embusteiro grandemente favorecido pelo governo, eleito um “campeão nacional” por Lula e criando uma fortuna em cima de somente papéis e projetos. É óbvio que a gestão privada tem problemas, senão não haveria falências, mas isso no fim diz respeito aos seus donos e empregados diretos. E a gestão pública? Em um país que parte do princípio que todos são corruptos ou desonestos (indústria do “reconhecimento de firma”), onde não existe falência de empresas estatais e estas são artificialmente mantidas com o dinheiro dos cidadãos que nada tem haver com elas e tem dispender de seus salários para mantê-las. Em que para conserto de um banheiro estragado são necessários no mínimo seis meses de burocracia com licitações, empenhos e assinaturas, me desculpe mas não há como pensar em gestão pública eficiente.

    • As pessimamente administradas empresas X e a Varig não servem de modelo para eficiência no setor privado. As empresas X se penduravam no Estado, com empréstimos do BNDES. A Varig atuava num mercado oligopolizado, com o apoio do Estado.

      Enquanto não acabarem com os monopólios, os oligopólios e os cartéis, privatização é uma falácia.

  11. “Entre as receitas para a crise que nos assola atualmente…” – desculpe, receita de quem? Só se for do Armínio Fraga. Não li uma linha dos que estão comandando a economia do atual governo, sobre privatizar a Petrobrás, se tiver eu me desculpo. Aí eu vou concordar com articulista, seria a pior opção para o país a privatização da Petrobrás.

  12. Quando um empresário se serve do dinheiro público, como o Sr. Eik Batista, ele não pratica a livre concorrência, o fair play econômico. Simplesmente tem relação promiscua com o Estado, onde vale a lei do toma lá da cá.
    A boa economia preconiza que cada um seja responsável por suas ações. As empresas que quebrarem que se recomponham com seus esforços.
    Mas papel aceita tudo.

  13. A Petrobrás é nossa? O BB e a Caixa? Eu nunca recebi nenhum centavo de nenhum deles, mas já contribuí e muito para acobertar os prejuízos. Mesmo assim sempre fui contra a venda das estatais. Penso que deveriam ser administradas por administradores sem nenhum vínculo com o governo, qualquer que seja ele. Mas o PT, sempre ele, matou as minhas esperanças, tudo em que ele toca apodrece. Então, diante dos fatos, sou sim a favor da venda de TODAS as nossas empresas!

  14. Parabéns aos senhores Caio Efrom e Antônio Valente. Excelentes arrazoados. Para quem sabe ler um pingo é letra.

    Não há qualquer justificativa plausível para a manutenção da Petrobrás como estatal. Todas as que existem ou são ideológicas ou derivam de uma visão errônea da economia, do círculo de rendas e do papel de cada um dos elementos que o formam: famílias, empresas e governo.

    É preciso conhecê-los para emitir opinião abalizada.

  15. Tá na hora de vender sim, p/q não? O governo mostrou claramente que não tem competência de administrar, sendo administrada como está só serve para enriquecer os governantes sonegando imposto e dilapidando o patrimônio publico aas ações que já foi vendido por R$ 45,00 hj não vende por R$ 12,00 quem ganhou com esta perda? só os corruptos e os Ptistas…vide caso recente da VALE gera renda emprego e impostos e não há corrupto dentro dela…teve sua ações depreciadas depois que o líder dos ptitas, o nove dedos, colocou suas mãos sujas nela, quando derrubou o Roger Agnelli, já fui contra a privatização hj sou totalmente a favor…

  16. Caro Sr. Wagner Pires:
    Leio sempre os seus artigos sobre economia neste site. O Sr. conhece com profundidade o assunto, acredito que o SR. deve percorrido um longo caminho intelectual, já que o tema é complexo e vasto.
    Suas análises estatísticas são muito boas, o que prova o seu conhecimento de matemática, ciência fundamental para o entendimento das ciências físicas e sociais.
    Cordiais Saudações.
    P.S. Caríssimo Caio Efrom: Comungamos de muitas ideias. Acredito no livre mercado, na força das ideias, na competitividade, na liberdades politica econômica, enfim, no bom e velho laissez- faire.

  17. Pingback: Privatizar a Petrobrás? | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e Opiniões

  18. A questão é que a corrupção na petrobrás é endêmica, troca-se o governo ,ela ou aumenta ou fica igual, nunca diminui. Mas em relação a serviço os funcionários da Petrobrás são produtivos, isso é fato.

  19. Perfeito texto, Roberto Nascimento, claro e objetivo, sobre contundente e desmistificador.
    O tema é candente e precisa ser entendido não como um jogo entre duas torcidas, mas entre trabalhadores e beneficiados, entre povos e elites, entre gente normal e bandidos.
    Parabéns!

    Ante o seu belo artigo e os comentários colocados, arrisco uma digressão sobre a grande empresa estatal e a privada, para pensarmos em qual situação queremos ficar. Imaginei seis hipóteses, “fechando” o cerco.

    – Se a grande estatal é ineficaz e corrupta, o Estado paga.
    E se o Estado paga, o povo paga. 1×0.

    – Se a grande estatal é eficaz e não corrupta, o Estado não paga.
    E se o Estado não paga, o povo não precisa pagar ! 1×1.

    – Se a grande privada é corrupta e quebrada, seus donos se locupletam e o Estado paga.
    E se o Estado paga, o povo paga. 2×1.

    – Se a grande privada não é corrupta, mas é quebrada, seus donos se locupletam e o Estado paga.
    E se o Estado paga, o povo paga. 3×1.

    – Se a grande privada é corrupta, mas não quebrada, seus donos se locupletam e o Estado não paga.
    Mas o povo paga o preço que esta privada entende que valham seus serviços e por eles cobra, livremente, garantida pelo Estado que não paga nada. 4×1.

    – Se a grande privada não é corrupta, nem quebrada, seus donos se locupletam e o Estado não paga.
    Mas o povo paga o preço que esta privada entende que valham seus serviços e por eles cobra, livremente, garantida pelo Estado que não paga nada. 5×1.

    Alguma dúvida para escolhermos a melhor situação?
    Quem sai ganhando e em que situação?
    Quem sai perdendo e em que situação?
    Não parece muito difícil…

    Como virarmos este placar, digno da seleção?
    Simples, o Roberto já disse tudo, lá em cima: combate firme a corruptos e corruptores, substituir os gestores aliados das empreiteiras, corpo técnico e administrativo com profissionais honestos e capazes, não mais indicações políticas, não mais indicações partidárias, apenas empregados orgânicos em todas as empresas públicas.
    O nó da questão será saber quem colocará o guizo no gato.
    E só tenho uma certeza, a de que a privatização não é o remédio ideal, talvez seja o pior deles.

    Outras medidas complementares:
    a – proibir a saída eletrônica e descontrolada de dinheiro para fora do país.
    b – controlar rigidamente a origem do dinheiro depositado, na hora do depósito.
    c – corte de relações diplomáticas e comerciais com qualquer país que acate algum paraíso fiscal;
    d – corte de relações comerciais com qualquer empresa que tenha conta em algum paraíso fiscal;
    e – proibição de bancos brasileiros terem agências em algum paraíso fiscal;
    f – proibição ao trabalho aqui, de qualquer banco internacional;

    Com isto, os bandidos brasileiros podem roubar aqui, sem problemas estruturais.
    Mas o produto do roubo, o dinheiro roubado, o dinheiro desviado, terá que ficar por aqui para, quando a polícia chegar, termos alguma garantia de recuperação do que foi roubado…
    Concessão especial aos bandidos: podem levar nas costas, é só carregar, se quiserem…
    Só não vão mais poder depositar sem explicitarem a origem.

    Assim, vemos que a privatização em si tem seus problemas e, em particular, não concordo com ela.
    Mas o verdadeiro problema, não é este, o verdadeiro problema é a livre circulação do dinheiro eletrônico.

    E, por favor, não me contra-argumentem com as maravilhas do sistema bancário eletrônico atual.
    Ele pode facilitar sua vida, permitir-lhe comprar no impulso, aqui na Cochinchina, com seus parcos reais.
    Mas, ao mesmo tempo que este sistema lhes dá estas facilidades, ele dá aos bandidos as mesmas facilidades para roubarem milhões há algum tempo atrás, bilhões ontem, trilhões hoje.
    Preciso dizer o quanto roubarão amanhã, se estes buracos negros eletrônicos não forem urgentemente tampados?
    Estão lembrados, só do Plano Real para cá nossa Dívida Interna?
    FHC começa devendo R$ 100 bilhões, sai devendo R$ 900 bilhões;
    Lula começa devendo R$ 900 bilhões e sai devendo R$ 2,4 TRILHÕES;
    Dilma começa devendo R$ 2,4 TRILHÕES e já está devendo R$ 3 TRILHÕES…

    E os juros e amortizações que pagaram, em paralelo à Dívida que aumentava?
    FHC pagou R$ 2,08 TRILHÕES, em 8 anos;
    Lula pagou R$ 4,76 TRILHÕES, em 8 anos;
    Dilma pagou R$ 3,09 TRILHÕES, em 4 anos…
    Acham mesmo que este dinheiro ficou por aqui? Ou, por acaso, ele entrou, de fato?

    Está na hora de darmos ouvidos a quem não concorda com a corrupção.
    E está mais que na hora de começarmos a agir contra ladrões e seus cúmplices, banqueiros e eletrônicos.
    Terá que acompanhar uma radical mudança do nosso paradigma social.

    • Obrigado Luiz Cordioli! pela reflexão e pela aula, concordo com o senhor, haja visto o que ocorre com os lucros das empresas do setor elétrico e de telefonia, para mim é uma forma de corrupção de desvio de dinheiro, ou seja, em vez de fazer a coisa certa, administrar o nosso negócio publico de forma honesta e eficiente, gerar riquezas e emprego aos brasileiros e as empresas brasileiras, se nós vendemos o patrimônio por um preço baixo aos americanos/europeus, geramos lucros no países deles e criamos vagas de empregos para eles, e eles levam o lucro e nos entregam um péssimo serviço e muito caro, haja visto a telefonia, internet, energia elétrica, será que ninguém percebe o que acontece, nossa rede elétrica é ineficiente e obsoleta, com fatores de potencia baixos, o que significa isto? que não fazemos o mesmo que um pais evoluído faz com 1kw/hora, internet cara e lenta e com altos índices de instabilidade, temos é que virar o jogo, tirar os corruptos do poder e colocar Brasileiros honestos com B MAIÚSCULO para administrar o negócio publico, somos uma nação formadas por pessoas capazes, somos pessoas trabalhadoras, não podemos deixar a minoria de brasileiros DESONESTOS ditar as regras, estes brasileiros são elogiados pelos gringos com estadistas, como visionários, porém no momento que estamos é importante saber a verdadeira intenção de alguns veículos da mídia, é preciso saber separar o joio do trigo, não podemos acreditar em determinados jornalistas que são empregados de grupos empresariais nefastos aliados a poderes econômicos estrangeiros que não tem o menor sentimento pátrio, estes jornalistas são empregados destes grupos defendem o que for de interesse do patrão deles, e neste momento aproveitam da situação frágil para disseminar a ideia de vender o patrimônio publico, é importante neste momento não entrar neste jogo, não acreditar nestes jornalistas mal intencionados e lembrar daquela máxima:
      “Quem desdenha quer comprar”
      Sandro Ivo

  20. Obrigado Luiz Cordioli! pela reflexão e pela aula, concordo com o senhor, haja visto o que ocorre com os lucros das empresas do setor elétrico e de telefonia, para mim é uma forma de corrupção de desvio de dinheiro, ou seja, em vez de fazer a coisa certa, administrar o nosso negócio publico de forma honesta e eficiente, gerar riquezas e emprego aos brasileiros e as empresas brasileiras, se nós vendemos o patrimônio por um preço baixo aos americanos/europeus, geramos lucros no países deles e criamos vagas de empregos para eles, e eles levam o lucro e nos entregam um péssimo serviço e muito caro, haja visto a telefonia, internet, energia elétrica, será que ninguém percebe o que acontece, nossa rede elétrica é ineficiente e obsoleta, com fatores de potencia baixos, o que significa isto? que não fazemos o mesmo que um pais evoluído faz com 1kw/hora, internet cara e lenta e com altos índices de instabilidade, temos é que virar o jogo, tirar os corruptos do poder e colocar Brasileiros honestos com B MAIÚSCULO para administrar o negócio publico, somos uma nação formadas por pessoas capazes, somos pessoas trabalhadoras, não podemos deixar a minoria de brasileiros DESONESTOS ditar as regras, estes brasileiros são elogiados pelos gringos com estadistas, como visionários, porém no momento que estamos é importante saber a verdadeira intenção de alguns veículos da mídia, é preciso saber separar o joio do trigo, não podemos acreditar em determinados jornalistas que são empregados de grupos empresariais nefastos aliados a poderes econômicos estrangeiros que não tem o menor sentimento pátrio, estes jornalistas são empregados destes grupos defendem o que for de interesse do patrão deles, e neste momento aproveitam da situação frágil para disseminar a ideia de vender o patrimônio publico, é importante neste momento não entrar neste jogo, não acreditar nestes jornalistas mal intencionados e lembrar daquela máxima:
    “Quem desdenha quer comprar”
    Sandro Ivo

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  22. Todos nós devemos fazer a nossa parte gente a dengue mata.que tal começamos arregaçar as mangas aqui em Caieiras até que o prefeito está pulverizando os bairros.nasceu uma criança cega com xincungunha ,agora nós temos que vigiar aqui tenho um Monte de plantas mais sem pratinho.

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