Problema urgentíssimo: abastecer de alimentos as favelas do Rio e de todo o país

A sociedade civil já começou a distribuir alimentos aos pobres

Pedro do Coutto

A manchete principal da edição da Folha de São Paulo deste domingo sintetizou o grande problema nas comunidades pobres que nesta altura da pandemia necessitam obter mantimentos para sua sobrevivência. O desafio colocado para as autoridades representa praticamente uma medida até de sobrevivência para famílias pobres residentes em favelas. Existem no Rio de Janeiro grandes áreas ocupadas por moradias nos morros e também em áreas planas como é o caso do Complexo da Maré. O quadro assim revela que uma iniciativa do governo necessita ser tomada com urgência, pois caso contrário moradores de favelas irão descer para conseguir alimentos nos supermercados.

As comunidades não existem somente no Rio de Janeiro, ao contrário, espalham-se pelo país. Na cidade do Rio de Janeiro cerca de 2 milhões de pessoas vivem nessas áreas críticas.

CRISE HABITACIONAL – No Brasil o déficit habitacional encontra-se na escala de 7,75 milhões de residências onde residem 33 milhões de pessoas, 15% da própria população brasileira.

Ontem, enquanto o ministro Henrique Mandeta reiterava mais uma vez a necessidade das pessoas permanecerem em suas residências evitando aglomerações, o presidente Jair Bolsonaro visitava a Ceilândia, cidade satélite de Brasilia e cumprimentava grupos de pessoas nas ruas daquela localidade.

Como se verifica, enquanto o ministro da Saúde diz uma coisa, o presidente da República age exatamente na forma oposta. Não se entende assim a predominância de um choque refletido nos meios de comunicação que focalizaram o encontro de Bolsonaro com populares.

POSIÇÕES ANTAGÔNICAS – O Ministro Mandeta retomou sua posição original em relação a pandemia. Jair Bolsonaro repetiu os gestos que trocou ha uma semana atrás com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. A distonia está caracterizada.

A respeito da distonia, vale a pena ler a entrevista do general Hamilton Mourão, de página e meia, na qual deu ênfase ao que ele próprio classificou da falta de coordenação em torno do problema do coronavírus. Como a entrevista saiu ontem, o general Hamilton Mourão, mesmo sem bola de cristal focalizou a desconexão que atrapalha o combate ao surto virótico que está atingindo o mundo inteiro.

O panorama por enquanto é esse. Todos nós devemos esperar que o governo federal adote um novo rumo capaz de enfrentar o ataque do coronavírus.

11 thoughts on “Problema urgentíssimo: abastecer de alimentos as favelas do Rio e de todo o país

  1. Ontem escrevi o que penso para que essas pessoas pobres e miseráveis sejam atendidas com referência ao teu artigo, Pedro do Coutto.

    Não há como se chegar nas vilas, casebres, malocas, favelas, comunidades, se não for através do Exército!

    Os militares têm uma logística incomparável:
    200 mil sodados;
    milhares de veículos;
    existem quartéis em todo o país;
    nesse momento de calamidade pública, as FFAA deveriam estar NAS RUAS auxiliando o povo, e não socada embaixo da cama ou brincando de Forte Apache nas casernas!

    O papel que estão fazendo jamais vi igual!
    Covardia explícita;
    desdém com a população;
    cospem na Constituição porque a desobedecem frontalmente quanto à defesa e proteção do povo brasileiro.

    Nenhum hospital de campanha deveria ser erguido, se os alojamentos das guarnições fossem usados para a finalidade de atender os pacientes FORA DO CORONAVÍRUS!!!!

    Infartos, AVCs, doença renais, com exceção da hemodiálise … doenças não transmissíveis e que não precisem de isolamento.

    A verdade é que nossas autoridades adoram se lambuzar com salários milionários e privilégios.
    Quando delas necessitamos, aonde estão?
    Sumiram!

    A covardia, omissão e irresponsabilidade dos comandantes do Exército me exasperam, me deixam indignado e revoltado!

    Lamento que Bolsonaro esteja depreciando o conceito dos militares de maneira sórdida, se pensa em preservá-los do vírus!
    O ex-capitão demonstra que nada aprendeu enquanto estava na AMAN, principalmente com relação ao destemor e coragem de nossos soldados.

    Ao deixá-los fora desse gravíssimo problema que nos aflige, o Planalto comprova que a população que se vire, que dê um jeito, pois antes de qualquer medida está a economia, e depois as instituições!

    Dinheiro que não pode faltar para as castas;
    as instituições são apenas para inglês ver.

    Que vergonha!

    • Como você não xingou o Bolsonaro hoje. Vou te contrapor com carinho.

      A função do exercito é outra. PONTO. É o ultimo impacto, só usado em caso de extrema necessidade (Quando estivermos em caos social, e alguém estiver invadindo a casa do Francisco bendel para roubar o papel higiênico que ele estocou).

    • Vou te dar dois exemplos recentes que acabaram com a magia (serventia dos militares).

      1 – O exercito foi para as ruas do rio de Janeiro; no inicio, os criminosos (pobres coitados vitimas da sociedade, segunda a esquerda) fugiram como visto ao vivo e mostrado pelo wiilian booner e fatima Bernardes. PONTO. Mas, logo após o “primeiro impacto”, a magia se quebra, e a vagabundagem começou a mijar na frente do exercito.

    • 2 – O Paulo Maluf administrou a Rocam (Rota de Moto). Quando qualquer QUALQUER um via a Rocam, se fosse ladrão, já se mijava e se entregava (nem tentava fugir). Se fosse um zé galinha qualquer; já falava logo que estava com maconha comprada com dinheiro que pegou do pai funcionário publico; então, tomava dois croques na cabeça, tinha os bicos dos pneus cortados e saia empurrando a moto.

      Mas quando a social democracia assumiu, adotou essa sua ideia; e colocou um monte de recrutas socialistas andando de enceradeiras (motos de criança com baixa cilindrada) e com a braçadeira de “ROCAM”. Nos primeiros 6 meses, foi um sucesso total. Só não vou dizer qual a atual situação; porque eles não merecem levar a culpa, da administração social democrata.

      PS: Gostaria de ver uma “live” do Maluf, falando sobre o que coroninha fez com a Rocam e sobre a obra do fura fila (que graças a Deus não matou ninguém).

    • Meu pai foi um militar, que morreu em serviço; graças a Deus eu não tenho a informação, se ele morreu tentando salvar uma criança, ou salvando um “ser” igual a você.
      Mas, você me faz aceitar melhor o meu avô, que também foi outro militar; porém, tinha a função de mandar alguns “seres” para a vala.

  2. Não posso falar em nome de ninguém, a não ser de mim mesmo.

    Mas, se o Exército convocasse quem tem mais de setenta anos para levar mantimentos, água e material de higiene para pobres e miseráveis, certamente a minha classe atenderia de imediato a convocação!

    Afirmo nesse blog, que podem me convocar para esta tarefa, ainda mais que estou no grupo de risco.
    Se tiver de morrer pelo vírus, morro fazendo algo para o país, meus filhos, netos e o meu povo!!!!

    MAS FAÇAM ALGO, por favor!!!!

    Eis uma boa ideia a que deixo para os generais:
    que os velhos protejam os mais novos, e que vão para a linha de frente como se fossem militares antigamente.

    Que nos liberem caminhões e camionetes, que levaremos para os locais mais pobres e miseráveis a comida tão necessária!

    Coloco-me à disposição, inclusive de transportadora, pois sei conduzir caminhões!

  3. Pede aos Governadores, Rede Globo, MST, Lula e Dilma, que estão viajando e gastando nosso dinheiro luxuosamente na Dinamarca acobertados pelo “prsidentizinho barbudo seu subordinado”(quando é que Tofolli e o STF vão investigarem e prenderem a reunião da quadrilha petista ?), Agripino Dória, Witzel, Trigueiro, Valdo, Natuza, Maria João e por aí vai para levarem comida ao Povo !!!!

  4. Toga,

    É mais fácil o Bolsonaro decretar isolamento total no país, que essa gentalha fazer algo para o povo!!!

    Em todo o caso, a minha ideia foi para eu fazer essas entregas, e se houver voluntários junto comigo.
    Eu não disse que DEVEMOS fazer esse trabalho, porém eu me encontro à disposição.

    Te cuida!

    • Bendl, não perca tempo com esse tipo de gente que não luta pelo que é certo, mas pelo que lhes convém e não demonstram amor e apreço ao próximo. desrespeitando o que Jesus ensinou. Faça como eu, simplesmente os ignore, porque não merecem nossa atenção.

      Abs.

      CN

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