Procurador-geral Janot troca farpas com o advogado de Cunha

Advogado diz que Janot poupa Delcídio e ataca Cunha

Adriano Magalhães

Saiu na coluna Radar, editada pelo jornalista Lauro Jardim na revista Veja, uma nota muito especial sobre o embate que travam o atual procurador-geral da República Rodrigo Janot e  o advogado Antonio Fernando de Souza, que ocupou o mesmo cargo no governo de Lula. Vejam que situação interessante e reveladora:

O embate de Rodrigo Janot e Antonio Fernando de Souza

Rodrigo Janot e Antonio Fernando de Souza, o atual e o ex-procurador-geral da República, travaram uma pequena batalhar particular, por meio de ofícios, em torno da Lava-Jato.
O imbróglio começou pelas mãos de Antônio Fernando, que agora advoga para o notório Eduardo Cunha. No recurso em que pediu a Teori Zavascki o arquivamento do inquérito contra Cunha, Antonio Fernando criticou Janot por não ter pedido a abertura de investigação contra Delcídio Amaral.

O ex-PGR o criticou também por achar que o atual PGR não teve com Delcídio “a mesma diligência” que teve com Cunha: listar as doações eleitorais por ele recebidas. Citado por Paulo Roberto Costa como beneficiário de propina, o petista recebeu doações do próprio delator Júlio Camargo e de empreiteiras investigadas na Lava-Jato.

A resposta de Janot ao seu ex-colega veio esta semana. Ao se dirigir a Teori Zavascki, foi curto e grosso:

– Não cabe à defesa dizer o que deve e o que não deve ser apurado.

COMENTÁRIO

Pois então, Sr. Janot, não cabe à Procuradoria-Geral da República dizer o que a defesa pode e deve falar. Também não cabe à PGR tratar seletivamente fatos permeados por indícios e informações semelhantes. Que todos, inclusive Dilma e Lula sejam investigados, pois foram da mesma forma, citados nominalmente nos depoimentos da Operação Lava Jato!

7 thoughts on “Procurador-geral Janot troca farpas com o advogado de Cunha

  1. E a Tia continua entocada ! kkkkk
    Dilma não vai mais viajar ao Rio de Janeiro na sexta-feira, para a cerimônia dos 70 anos do fim da II Guerra Mundial, no Monumento aos Pracinhas, na Zona Sul da cidade.

    O Ministério da Defesa avisou há pouco ao Planalto que o Exército não pode garantir que os 800 militares na plateia do evento, a maioria da reserva e menos sensíveis à hierarquia dos tempos de democracia, não fossem, de alguma maneira, hostilizar Dilma (leia mais aqui e aqui).

    Com isso, Dilma será a única chefe de Estado de um país que lutou na II Guerra a não participar da comemoração do fim do conflito.

    Por Lauro Jardim

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