Procuradoria-Geral da República precisa agir contra os crimes que atingem Moro e membros do MPF

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Raquel Dodge se omite diante dos crimes e não toma providências

Jorge Béja

É dever da Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir à Justiça Federal que expeça ordem determinando que todo o material, em poder do site “Intercept Brasil” e referente à invasão e captação de mensagens atribuídas ao então juiz Sérgio Moro e a membros do Ministério Público que atuam no combate à corrupção, que todo o material seja imediatamente apreendido e entregue à Polícia Federal.

Para tanto, que a procuradora-geral Raquel Dodge peça Mandado de Busca e Apreensão, com ordem de prisão, se o material não for encontrado ou se houver resistência, ocultamento ou obstaculização ao êxito da diligência. Mas a PGR está de braços cruzados. Nada faz. E a procuradora-geral sonha em ser reconduzida…

PROCURADORIA OMISSA – Diz a PGR que foi aberto inquérito policial. A ser verdade, o que já foi feito de concreto no inquérito? Por que o recolhimento (busca e apreensão) do material não foi solicitado à Justiça Federal?

Enquanto isso, a inércia ministerial permite que partes, pedaços e porções de um corpo de delito inteiro venham sendo expostos, em capítulos, à curiosidade pública, denegrindo a imagem daqueles que atuaram e conseguiram penetrar na engenhosa trama que saqueou o dinheiro do povo brasileiro, identificando-os, submetendo-os ao devido processo legal e levando-os à prisão.

Tudo é gravíssimo. Tudo é inconcebível. Tudo é barbárie e contrário à civilidade, à civilização e à vontade soberana do povo brasileiro que, ao eleger Jair Bolsonaro presidente, externou sua repulsa aos governos passados, mentirosos, impatrióticos e corruptos.

MONSTRUOSIDADES – Tudo é literalmente hediondo. Seja aquele monstro que matou com 7 tiros o jovem ator, com 4 tiros seu pai e com 2 tiros sua mãe, quando a família foi à casa da namorada do filho para se apresentar e conversar com os pais da moça e o pai dela matou todos eles, ou seja o invasor ou invasores dos celulares do juiz e dos promotores e se apoderaram dos conteúdos a eles atribuídos.  Não faz diferença. Tudo é crime.

Mas no caso do monstro, a polícia de São Paulo e do país inteiro está à procura do matador para levá-lo ao cárcere. E os corpos das inocentes vítimas, perfuradas de tiros, não foram exibidos. Já no caso das interceptações ocorridas contra o juiz e os procuradores da República, as autoridades judiciárias e judiciais não estão caçando quem cometeu o crime.

Enquanto isso,  pedaços, porções e partes do corpo de delito veem sendo exibido pela mídia, em etapas ou capítulos.

SIGILOS PÉTREOS – Tanto é inviolável o direito à vida, como também são invioláveis o sigilo de correspondência e de comunicações telegráficas, de dados, de mensagens, por que meio forem. São preceitos que nem precisariam constar (como constam) da Constituição Federal, por serem comezinhos, naturais, primaríssimos. Desrespeitar um ou outro, ou desrespeitar um e outro, é crime.

Vê-se como altamente suspeito, a gerar desconfiança e fundada dúvida, que um grave crime cometido, não apenas contra a privacidade de um juiz e de determinados promotores públicos, mas contra toda a magistratura nacional e contra toda a promotoria pública nacional, não receba a reprimenda pronta e imediata da parte dos próprios poderes da República atingidos: o Judiciário e o Executivo. Perdão, mas democracia não é isso. Nem isso é o denominado Estado Democrático de Direito, a permitir perversões, violências e destruições de vidas e reputações.

44 thoughts on “Procuradoria-Geral da República precisa agir contra os crimes que atingem Moro e membros do MPF

  1. Pronto!

    Se faltava a palavra de uma pessoa abalizada, competente, um jurista, profissional de renome nacional e internacional, eminente advogado e célebre pelos seus notáveis conhecimentos de Direito, ei-las.

    E me alegro em demasia pelo texto postado.

    O dr.Béja defende a privacidade, sendo contra as violações das comunicações, o sigilo rompido e, pior, obtidos ilegalmente!

    Alerta que tais fatos deprimentes não podem ser levados em conta, pois atentam contra a democracia, à Constituição, ao respeito às leis e às pessoas.

    Se não foi direto, em razão da sua elegância e educação refinada, deixou um recado aos magistrados do Supremo que aquiesceram quanto à possibilidade de Moro e Dallagnol serem julgados pelos seus atos!

    Neste particular, Aurélio Mello foi repulsivo, venal, ao declarar que nunca viu em Moro aptidão para ser juiz, dando a entender que aceitava passiva e escandalosamente a ilegalidade, que afronta quem esse ministro jurou defender, a nossa Carta Magna!

    Mendes dispensa comentários, pois arqui-inimigo de Moro e seu maior e deprimente crítico.

    Portanto, os adeptos dessas conversas, do carnaval que estão fazendo para se aproveitarem de um crime contra a Justiça e soltar Lula da prisão, tais movimentos são tão graves quanto aos roubos praticados por Lula e sua quadrilha, pois estão usando inescrupulosamente material ROUBADO para suas intenções!!!

    Aplaudo, efusivamente, mais este artigo do dr.Béja, pois esclarecedor, isento, imparcial, e íntimo da verdade e das leis existentes, ao contrário de muitos que ignoram o ilícito para libertar outro indivíduo, e que somente cometeu ilícitos!

    Um forte e fraterno abraço, dr.Béja.
    Saúde,e vida longa.

    • Caro Bendl, assino teu comentário e o Artigo do Dr. Béja. A bem da verdade, temos uma “Republiqueta Demoradura”, baseada em mais de 109 emendas fajutas de auto proteção dos 3 podres poderes. A da Matriz, não chega a 10, tem mais de 200 ANOS, ás 2 últimas do OBAMA, PARA FORTALECER A CIDADANIA e a República de seu POVO. Em meus 90 anos, nesses últimos 30 anos de desgonança, com bandidos transvestido de “Autoridade” impunes, e o Zé e Maria Povinho se danando para sobreviver. que Deus-Pai nos ajude. Muita Saúde e longa vida, meu irmão em DEUS.

  2. A PGR não expede mandado de busca e apreensão…
    Parece que o Dr. Beja se descuidou, movido pela paixão e emoção de acreditar certo da razão.
    Dito isso, como imaginar que o doutor realmente esteja certo da razão, se tropeçou de determiná-la segundo as normas vigentes?
    Pois é… Não dá para acreditar!

    • O erro não foi do Dr. Béja, mas do editor da Tribuna. Ele escreveu que a Procuradoria-Geral da República deve pedir que se expeça mandado de busca e apreensão. Meu erro foi corrigido pelo dr. Béja assim que o texto foi publicado.

      CN

    • Caros leão da montanha e Tribuna da Internet … Dr. Béja foi até econômico … a CIDADÃ é sem limites ao MPF na Defesa da Ordem Jurídica e DEMOCRACIA … … … repito: não existe limite ao MPF.

      Sds.

  3. Depois de mais uma aula de Direito, de seriedade, de honestidade de propósitos, de como se deve exercer a cidadania, ministrada pelo brilhante dr.Béja, uma boa tarde.

    Feliz resto de domingo a todos, indistintamente.

    Dou-me por plenamente satisfeito com meus comentários apoiando a Lava Jato, agora também corroborados pelo texto do articulista que sempre fez uso da verdade, do legal, do que deve ser obedecido, as leis.

  4. A mim, ainda quero seguir acreditando no Estado, que tal qual como o cidadão cumpre seguir as normas.

    Do Estado emanam normas dirigidas aos cidadãos e à própria Administração Pública (Estado).

    O Estado não está acima dessas normas, assim como não está o cidadão.

    A Justiça com as próprias mãos praticada por particular é punida, assim a consequência de um abuso de direito ou excesso de legítima defesa.

    Assim, consequências também deverá haver quando é o Estado que pratica atos, quando irregulares, através de seus agentes.

    Como dito. O Estado pratica atos através de seus agentes, nominados atos com nomes e fins diversos, não fugindo dos registros.

    A forma como atuam estes agentes está prevista em lei ou regimentos, regulamentos internos aos órgãos.

    Caso um órgão atue em colaboração com outro que não previsto é preciso editar um termo de cooperação, convênio (ou outro).

    Portanto, sempre indispensável o registro prlos agentes públicos.

    Não à toa há exigência de tomar oitiva, depoimento e reduzi-los a termo. Os elementos do crime são reunidos. Há busca de bens. Bens são apreendidos. Procedimentos são relatados. Cotas ministeriais manifestadas. Ou não. Por novas diligências. Ou, satisfeitas as condições e com os elementos, se denuncia, e sendo esta suficiente ao Juízo, após defesa prévia, recebida a denúncia não, pratica todos os demais atos nos autos, designa oitivas na instrução processual, ao final, absolvendo, ou condenando.

    Se as leis do Estado determinam um fluxo de fases para determinado procedimento, prevendo a atuação de cada personagem no processo, não há que promover inovações senão pela via apropriada, legislativa.

    Regras de Direito Processual alteradas são imediatamente aplicadas – principio Tempus Regit Actum, sem prejuízo dos já praticados e prejuízo ao réu.

    Vamos exigir a todos o cumprimento das leis!

      • Nem Deus está acima da Constituição, como querem alguns cristãos, ou Alá, para os islâmicos… quanto mais um órgão por ela criado, que deve sujeitar-se aos princípios nela insculpidos.
        Mas infelizmente a prática vem sendo outra. Às vezes bem camuflada. Nem precisa muito esforço para notar. Basta ficar 10min. dentro de um Tribunal, Ministério Público, Delegacia, Escola, Hospital, Quartel, Secretaria, Ministério etc.

        • Vivemos sob Proteção de Deus … visto que a Promulgação o foi … … … em outras era só a reunião dos constituintes.

          O Poder dado … só e exclusivo ao MPF … é também velhidade de 1988 … pensam como se fosse novidade 1946 ou 1967 kkk KKK kkk

          Um aperto de mão.

      • Você sabe que se o Ministério Público tem um elemento de prova ele deve imediatamente apresentá-la, na denúncia, não podendo optar para um momento posterior, a fim de surpreender o acusado, e dos novos fatos, descobertos na fase processual, deve-se proceder conforme o caso, segundo as regras de processo…
        Que isso senão sujeição do Ministério Público às leis?

        • Cabe sim ao MPF a Defesa da Ordem Jurídica (que até Ditaduras possuem, né???)

          Porém, na DEFESA DA DEMOCRACIA … não há limites ao MPF.

          Sim, foi o MDB dos históricos (como chegamais) de Ulysses, Cabral e Jobim … que criou o AUTORITARISMO CIVIL DO MPF.

          Sds.

          • Se o MPF, ou o MPE (dos estados) está de fora, diga-me o porque tantas normas e regulamentos, mesmo internos, são editados em referência às leis ordinárias, normas Constitucionais e Tratados?
            Por que e com qual finalidade, senão determinar a atuação de acordo com aquelas regras e princípios…
            The end

          • Se o MPF, ou o MPE (dos estados) está de fora, diga-me o porque tantas normas e regulamentos, mesmo internos, são editados em referência às leis ordinárias, normas Constitucionais e Tratados?
            Por que e com qual finalidade, senão determinar a atuação de acordo com aquelas regras e princípios…
            The end

          • Só em relação à defesa da democracia … vou escrever o porquê:

            1 – em 1964 houve Revolução de Mulheres com Terço nas Mãos;

            2 – que foi apoderada pelo Costa e Silva se nomeando Ministro da Guerra;

            3 – em 1967 veio nova Constituição … indo contra o pedido por mulheres … Família … Deus … Liberdade;

            4 – em 1969 houve emenda autoritária;

            5 – em 1986, Emenda democrática resultou em CIDADÃ de 1988 … finalmente atendendo Mulheres de 1964;

            6 – Nunca Revolução de 1964 foi extinta … pois o MDB não acabou com o Comando Supremo constante na de 1967;

            7 – E passou o Autoritarismo para o MPF … para não haver Intervenção Militar.

            Sds.

  5. Ninguém aqui fala desse pederasta Glenn , estão com dedo de quê? Da dedicação desse STF corrupto. Da homofobia? Pois eu não tenho medo de nada. ESSE PEDERASTA É PARA SER PRESO. Um vagabundo que não mostra as fontes primárias e divulga ao seu bel prazer notícias contra nosso país. Pelo amor de Deus aonde estamos?
    Em um país sério os formadores de opinião os intectuais já estariam se pronunciando e mandando esse cretino para fora.

    • Liberdade de expressão, livre exercício da profissão, está na Constituição. A fonte do Jornalista é segredo constitucional, ele não pode revela-la sob pena de incorrer em crime de violação de sigilo profissional. O diabo é que no Brasil, pimenta nos olhos dos adversários é colírio, mas nos próprios olhos, ou dos amigos, arde, à velha moda “para os amigos tudo, para os inimigos a lei, interpretada da pior e mais cruel maneira possível. Ainda falta muita coisa para sermos uma República de verdade, infelizmente.

    • O Sr, Moro e o grupo de procuradores (com “p” minúsculo – eles detestam que escrevamos assim) também usou a imprensa conforme quis, seletivamente vazando informações, que influiu na economia e destruiu empresas, ao invés de atuar com discrição nas suas funções.

  6. E vagabundo continua atirando flechas de dentro da sua prisão resort enquanto um juiz que tentou salvar a pátria amada tem que sofrer ataques daqueles que estão tentando destrui-la.
    Melhor mesmo é declarar guerra aos gringos e perdê-la para ter o país consertado. Porque com o povinho que temos e as autoridades bundas-sujas que nos lideram nous allons rester dans cette merde pour toujours.

  7. Num país onde o sigilo até de uma presidente espionada é violado até por subordinados, violação essa divulgada ato contínuo no veículo de comunicação de maior audiência do país, em rede nacional, onde sigilos até de advogados e seus escritórios são violados, numa sociedade onde tudo se sabe, porque tudo se vaza, como dizia um famoso e saudoso colunista social do famigerado veículo majoritário, num país que ainda está muito longe de ser um Democracia de verdade, e que por ora não passa de plutocracia putrefata, com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, com os protagonistas de direita, esquerda e centro, em permanente estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limites, à moda todos os bônus para elle$ e o resto que se dane com os bônus, com diz o HoMeM, onde vale tudo pelo poder, ou em defesa contra o poder, tudo é possível, infeliz e desgraçadamente.

  8. Escreveu, escreveu mas não citou nada sobre as palavras capturadas do ex juiz e procurador.

    E então as conversas entre esses agentes do Estado foram na forma da lei?

    Eles poderiam conversar isso?

    Sobretudo tentando impedir o retorno de um partido ao poder?

    • De olho no lance, meu caro … como emedebista … sabemos que há quem procure Hegemonia … e é perigo retornar ao poder … Moro e MPF agiram bem, sim.

      Sds.

  9. Esta outra múmia quer inocentar o servengonha do Moro e o procurador!

    Muita cara de pau. Cadê a imparcialidade da TI?!

    ***

    ‘Violação pelo juiz do dever de imparcialidade é grave’, diz juíza

    Frederico Vasconcelos

    Sob o título “Juiz imparcial: direito fundamental“, o artigo a seguir é de autoria de Cynthia Torres Cristofaro, juíza de Direito Titular I da 23ª Vara Criminal da Capital (São Paulo-SP). É uma crítica à nota oficial do Fórum Nacional de Juízes Criminais (Fonajuc), publicada neste Blog em post sob o título “Fórum de juízes criminais defende a Lava Jato”).

    ***

    Sou juíza de Direito em São Paulo há mais de 25 anos, uma dos 64 juízes e juízas de Varas Criminais que fazem o processo e julgamento de todos os crimes graves (punidos com pena de reclusão) ocorridos na cidade de São Paulo, exceto os crimes dolosos contra a vida (esses são da competência das 5 Varas do Júri da Capital) e aqueles bem excepcionais de competência federal.

    Há anos julgo crimes como roubo (inclusive latrocínio), extorsão, furto, receptação, estelionato, tráfico de drogas, estupro, corrupção ativa e passiva, concussão, tortura, peculato, sonegação fiscal, crimes contra a economia popular e o sistema financeiro, enfim, a lista é grande.

    Não faço parte do fórum nacional de juízes criminais – fonajuc, e como eu, a larga maioria dos juízes criminais no Estado de São Paulo e do país também não faz. Não compartilho do entendimento dessa associação veiculado por seus “enunciados”, alguns deles bastante constrangedores por proporem violações a garantias constitucionais como a do devido processo legal e da ampla defesa.

    O esclarecimento é necessário em vista da possibilidade de equivocada compreensão a que a denominação da associação pode conduzir quanto à abrangência e importância de sua nota oficial, publicada nesta coluna no sábado 14 de junho (Fórum de juízes criminais defende a Lava Jato), no sentido de que “é preocupante que o país fique refém de insinuações e divulgação de material que foi obtido de forma ilícita”, a propósito do que denominou “invasão cibernética sofrida por autoridades”.

    A Constituição Federal de 1988 prevê com o status mais elevado os direitos e garantias individuais fundamentais, na maioria listados pelo artigo 5o, de sorte que a expressão “garantismo” diz respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana e, aplicada ao processo penal, refere-se ao conjunto de garantias do indivíduo a quem é imputada a prática de crime. Aí estão inseridas as garantias da presunção de inocência e do devido processo legal, abrangendo as garantias do juiz natural, do duplo grau de jurisdição, do contraditório e da ampla defesa.

    O “garantismo penal integral”, visão com que se afirmam comprometidos os magistrados participantes do fonajuc, ao contrário de se alinhar à noção constitucional, pretende a relativização dos direitos humanos fundamentais ao reduzir sua importância e nobreza para colocá-los em pé de igualdade com interesses coletivos, supostos direitos fundamentais da sociedade, o que vai na absoluta contramão de todo conhecimento já produzido pelos estudiosos do Direito.

    Não se estranha, assim, que diante da revelação de diálogos entre um juiz e o ministério público a respeito de processos que um preside e em que o outro é parte, tenha escapado à associação a flagrante violação de garantia fundamental, a do devido processo, que pressupõe juiz imparcial, equidistante das partes.

    Evidentemente que a violação do sigilo das comunicações de qualquer pessoa é indevida. Mas a violação pelo agente político juiz do dever essencial de imparcialidade é de gravidade incomensurável. É essa violação que é preocupante. Mais que isso, é acontecimento que me envergonha e aos vários juízes verdadeiramente comprometidos com o Estado Democrático de Direito.

    Folha SP15.jun.2019 às 7h52

  10. Mais um excelente artigo do Dr. Béja. Muito admiráveis a inteligência e a determinação dele e do Carlos Newton, em zelar pelo bom senso e pela boa anáise, e pela paciência de ambos em manter seus pontos de vista e seu bom estilo diante de tantos comentários chatos que pensam rebater e silenciar os outros com ofensas.

  11. Quando um advogado de 74 anos de idade e 45 anos de militância jurídica concorda com a violação do princípio da imparcialidade do juiz e do Código de Ética da Magistratura, com o juiz traçando estratégias de acusação com o Ministério Público, ambos agindo em conluio espúrio contra a defesa e o réu, com a gravação ilegal do tronco principal da central telefônica de um escritório de advocacia com 40 advogados, devassando criminosamente o sigilo legal entre advogado e cliente assegurado pelo Estatuto da Advocacia, é que realmente o Estado de Direito foi para o brejo. O interessante é que o articulista não demonstrou a mesma indignação quando o então juiz de piso violou criminosamente o sigilo telefônico da então Presidente Dilma, que não estava sob sua jurisdição, e sim sob a jurisdição da Suprema Corte, e divulgou também ilegalmente o conteúdo da conversa, Muito triste.

  12. Caro Dr. Beja,
    Não.
    Realmente, democracia não é isso.
    De fato, há mais de 33 anos a democracia brasileira, de cuja manifestação “diretas já” participei, vem agonizando, diria até que não deu certo, considerando os desgovernos dos últimos 33 anos que só saquearam a nação brasileira.
    Parabéns pelo artigo.

  13. Perfeito, Dr. Béja, que seu texto sirva de lição aos ignorantes e aos mal intencionados.

    É de se lembrar que se é vedado ao juiz aconselhar, servir às partes, o MP é custus legis, age como fiscal da lei.

    A condição de parte do MP é apenas para preencher o chamado triângulo processual (duas partes e o juíz).

    Filosoficamente, em definitivo, MP NÃO É PARTE.

    Daí, essas acusações que clamam contra a relação do juiz Moro com a “parte” MP, pecam na origem. O fundamento é falso.

    Afinal, onde já se viu a parte, stricto sensu, que acusa requerer a absolvição do réu? A nenhum advogado da parte acusadora, autora, é dada essa franquia. Se, ao longo do processo, se convencer da fraqueza da acusação deve renunciar ao mandato.

    Já o MP, que parte não é, está livre para requerer a absolvição do réu.

    Parabéns, Dr. Béja.

  14. Vamos pegar o Moro e o Delagnoll e dar uns vinte anos de cadeia em cada um, onde já se viu tamanha sacanagem no trato com a nossa justiça no interesse único de denegrir e/ou punir o ex presidente Lula.
    Deve ser inveja de um pobre nordestino, retirante, simples, humilde e honesto que chegou no cargo máximo da república.
    Quem já leu o Vidas Secas do Graciliano Ramos há de convir que na fome atroz da caminhada acabaram por comer a cachorrinha do menino, comeram a Baleia, não havia nenhuma cabritinha no meio do caminho, e no meio do caminho não não havia nenhuma pedra, epa, cabritinha.
    E para não dizer que não falei das cabritas…
    Certo fazendeiro lá de Garanhuns um dia passeando na cidade viu um ventríloquo conversando com os bichos presentes e resolveu levar o artista para distrair os empregados de sua fazenda, logo na chegada foi conversando com a vaca, com o boi, com a galinha e até com um papagaio, o homem dialogava com os animais e quando se dirigia ao curral dos bodes foi interrompido pelo bigorrilho da fazenda que pediu aflito que não conversasse com uma cabritinha branquinha, linda, alegou o rapaz, seu moço aquela cabritinha é muito mentirosa, hehehe.
    Fim de papo.

  15. Abominável, nessas alturas, eu ler comentários de quem não é advogado, mas se investe de autoridade no assunto para contestar o artigo do dr.Béja!

    Definitivamente esse pessoal perdeu a sensatez por completo.

    A adoração por Lula ultrapassou o ridículo, para se tornar cumplicidade de um ladrão e genocida;
    A paixão pelo criminoso excedeu o que poderia se chamar de consideração para descambar para um fanatismo ideológico preocupante, que leva uns e outros a reações descabidas e despropositais.

    Drs Werneck, Belem, Martinelli, Bordignon, Newton …. se esses advogados brilhantes discordassem do artigo em tela, tudo bem, conhecem o Direito, as leis, a Constituição, mas meia dúzia de radicais petistas e insanos sectários ousarem contrapor as alegações de um Jurista de renome, acompanhado no mesmo raciocínio por ex-ministros do STF, associações, sindicatos, e a maioria do povo brasileiro que quer Justiça no caso de Lula, ou seja, que permaneça preso, demonstram inquestionavelmente o patamar indigno que nos encontramos, de pessoas lutarem por um bandido em detrimento do legal, do correto!

    Repito:
    Dia 25 teremos uma reedição de 7 de setembro de 1.822, agora com outra palavra no célebre grito:
    CORRUPÇÃO OU MORTE!

    • Concordo com o senhor, seu Francisco, não me meto a gato mestre em questões de direito, sou um leigo profissional.
      E como frequento blogs e coluna de leitores, faço isso pra me divertir e a bem da verdade devo dizer que me divirto mais com comentários de leitores que da própria matéria.
      Tenho encontrado de tudo, um deles quer que um general dê um tiro na cara do Lula, outro que Lula é a alma mais honesta do mundo e que é uma espécie de santo. Tem uma doida que prega o analcentrismo como solução para soluções definitivas dos problemas brasileiros. Tem um privatista que se ganhar na mega sena vai sair dizendo que na Caixa só tem ladrão, hehehe, Napoleões de Hospicios, Catões e Varões de Plutarco se acha as duzias, a dar com o pau.
      Hermeneutas e exegetas nem se fala, tem de tudo nestas plagas, tem mais intelectuais que tem de bagulho na Feira de Caruaru.
      Como gosta de dizer o editor, e assim la nave se vá, e assim vou indo, curtindo e rindo.

  16. E tem gente que insiste em comparar os grampos, autorizados pela justiça, a um furto criminoso de dados.

    Além disso, mesmo não vendo o tal direcionamento de sentença que tanto esbravejam, sequer se perguntam se as informações divulgadas são verdadeiras. Fazem juízo sobre informações furtadas, que podem ser falsas, divulgadas por alguém que defende um criminoso condenado por mais de uma dezena de juízes e que tem como principal meta liberar seu bandido de estimação.

    Realmente a razão é facilmente engolida pela paixão…

  17. Lacerda era meio Churchil, com respostas prontas, dono de um tirocínio invulgar.

    No entanto, existem dois tipos de inteligência, a saber:
    O criador de frases, mesmo inconsequente, pois se Lacerda comesse uma iguaria, seja o nosso tradicional feijão com arroz ou lagosta ou churrasco, e tais alimentos estivessem envenenados ou com vidro moído, o autor teria saboreado as refeições, mas morreria com o tempo, logo, trata-se de um sofisma clássico;

    A outra inteligência é aquela que sem maiores criatividades, sem luzes fulgurantes, pesquisa frases de vários autores para embasar o seu pensamento ou réplica.
    Mas, esquece de entender e devidamente interpretar, o sentido das palavras postadas, então comprova, indiscutivelmente, que suas ideias e convicções são frágeis, sem conteúdo, sem substância, haja vista a intenção é de inconformação pelas informações alheias com fundamento nas leis e Constituição!

    Vai daí, justifica-se o amor ao criminoso Lula, pois outro golpista admirado pelo sectário petista só podia ser Lacerda, autor também desta “pérola”:
    “Não gosto de política… gosto é do poder. Política para mim é um meio para chegar ao poder”, diz Carlos Lacerda, em Depoimento, publicado em 1978, um ano após sua morte.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  18. hoje, segunda-feira 17, a Justiça expediu Mandado de Busca e Apreensão para apanhar o celular de Nájila Trindade, a moça-modelo que viajou a Paris para flertar com Neymar e voltou ao Brasil dizendo que o jogador a teria estuprado, a teria agredido e tudo, como conta ela, foi gravado com o celular da moça que ainda não apresentou o aparelho à Polícia.

    Isso já deveria ter sido feito —- expedir Mandado de Busca e Apreensão — para apanhar o aparelho que invadiu a privacidade do então juiz Sérgio Moro e de promotores da Lava Jato. Mas é preciso que o Ministério Público Federal (PGR) formule o pedido.

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