Procuradoria pede cassação de Pimentel, governador eleito de Minas

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Pimentel é acusado de abuso do poder econômico

Helena Martins
Agência Brasil

A Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais (PRE-MG) pediu a cassação do diploma e a decretação de inelegibilidade do governador e vice-governador eleitos de Minas Gerais, Fernando Pimentel e Antônio Andrade. A procuradoria também solicita a realização de ação de investigação judicial eleitoral dos eleitos.

No pedido, ajuizado no Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE-MG), o procurador regional eleitoral Patrick Salgado destaca problemas na prestação de contas da campanha ao governo do estado. De acordo com a ação, “a campanha de Fernando Pimentel e Antônio Andrade foi ilicitamente impulsionada por inaceitável abuso de poder econômico”, evidenciado “pela superação do limite de gastos e por adoção de um método dúbio de realização de despesas”.

A prestação de contas da coligação Minas pra Você (PT/PMDB/PCdoB/PROS/PRB) foi desaprovada pelo TRE-MG, na última quinta-feira (11). Entre as irregularidades apontadas pelo tribunal estão a extrapolação em mais de R$ 10,1 milhões do teto de R$ 42 milhões da campanha, estabelecido no registro da candidatura, bem como a ausência de registro das despesas feitas por outros candidatos, partidos ou comitês em favor do então candidato ao governo.

ALEGAÇÕES DA DEFESA

De acordo com informações da Justiça Eleitoral, a defesa de Pimentel afirma que o montante excedente não pode ser considerado nova despesa, já que consiste em transferências feitas ao Comitê Financeiro Único do PT, em Minas Gerais, para fazer propaganda para o próprio Pimentel. Os advogados também alegam que a coligação não teve conhecimento da publicidade feita por candidatos a outros cargos.

A análise das contas feita pelo TRE-MG embasa o pedido de cassação feito pela procuradoria. Para a PRE, “não se trata de apenas um erro formal, mas de falha grave, visto que o limite estabelecido para gastos é uma forma de garantir a transparência da campanha eleitoral e propiciar a fiscalização plena”.

A Agência Brasil procurou a coligação Minas pra Você e o PT em Minas Gerais, mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria. Para outros veículos da imprensa, a assessoria da coligação informou que ainda não vai se manifestar sobre o pedido.

5 thoughts on “Procuradoria pede cassação de Pimentel, governador eleito de Minas

  1. Se cassa, o Brasil começa a endireitar, este cidadão só foi eleito com o dinheiro roubado do petrolão, e fora isso, ainda teve a maracutaia do correio, que não entregou a correspondência do PSDB, e nem cobrou os serviços prestados para os petralhas. DELENDA EST PT

  2. Muito cuidado coma s ameaças. Pimentel e vice não sabiam de nada.
    E o Ministro Toffoli já disse que não tem “terceiro turno”.
    Não li e nem ouvi nada sobre esta triste (porque pagamos o salário dele) e ridícula manifestação de Toffoli. Quem não se dá o respeito não pode esperar que lhe respeitem. A função que ocupa é digna mas o ministro foi de uma infantilidade a toda prova. Onde se viu um ministro da maior corte do país tomando posições partidárias. Se lhe arrumaram o emprego, pelo mínimo tenha dignidade e fique com a boca fechada, falando somente o necessário e protocolar.
    Portou-se como um militante da antiga turba vermelha, agora turma de assalto!

  3. Sr. Newton, interessante o outro lado da moeda, estava ´pensando com meus botões sobre essa frase “ilicitamente impulsionada por inaceitável abuso de poder econômico”
    A outras candidaturas também não receberam a dinheirama das empreiteiras para as campanhas eleitorais. ?
    Tanto a do candidato ao governo como a Presidente (aécio) receberam milhares de milhões para abaster os caixas do Partidão da Ética,/?
    Será que não confira também “l abuso de poder econômico”;???
    Ou será dois pesos e uma medida….

  4. Armando
    Talvez o pessoal do Pimentel seja “menos esperto” do que os demais. Encaminhar valores tão acima do limite é, no mínimo, estranho para não dizer-se absurdo. É, praticamente, 25% maior do que poderia. Já conheci gente que cometeu erros idiotas, mas este demonstra a total falta de controle.
    Muita grana, entrando por todos os lados e saindo pelos ralos, dá nisso.
    certamente terão outros.
    Sinceramente, você acredita que na campanha da Dillma gastaram só o que declararam?
    Abraço

  5. Bem, o bandido chefe do tse vai dizer que nada aconteceu. Antes os ministros do executivo eram conhecidos pela alcunha de 10, 20 ou até mesmo 30%. Agora já tem os do tse e até mesmo do stf. Todos com letra minúscula porque a decência é minúscula também. Ou a indecência é maiúscula?

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