Procuradoria só admite federalizar o caso Adriano se houver conexão com Marielle Franco

Mudança de competência foi defendida pelo advogado de Bolsonaro,

Andréia Sadi
G1

Investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) têm repetido nos bastidores nos últimos dias que, por ora, não há elementos que justifiquem uma federalização das investigações da morte do miliciano Adriano Nóbrega.

A mudança de competência das investigações tem sido defendida, por exemplo, pelo advogado do presidente Jair Bolsonaro, Frederick Wassef. O advogado defendeu a federalização em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, e disse que o Ministério da Justiça deveria ser acionado.

CASO ESTADUAL – Procurados pelo blog, procuradores afirmaram nesta quinta-feira, dia 20, que “não há crime federal “ e que a “regra” é a investigação ser conduzida por autoridades estaduais, por se tratar de um caso estadual.

No entanto, procuradores reiteram que “qualquer conclusão” ainda é precipitada e que aguardam “novos elementos” sobre as investigações. Os procuradores aguardam informações sobre se, como acusa a defesa de Adriano Nóbrega, a morte do miliciano seria uma “queima de arquivo”.

CONEXÃO – Na avaliação da cúpula da PGR, ganha força a defesa do deslocamento da competência das investigações se houver conexão entre a morte de Adriano com o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018.

O caso de Marielle está sob responsabilidade de autoridades estaduais do Rio de Janeiro, mas há um pedido para federalizar o caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ainda não há data para esse julgamento.

PERÍCIA INDEPENDENTE – No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que pediria uma perícia independente sobre a morte de Adriano Nóbrega. O presidente foi questionado por jornalistas se o melhor seria federalizar as investigações, e se ele já havia falado sobre o assunto com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Bolsonaro respondeu que, se a investigação ficasse sob comando da Polícia Federal, “alguns podem achar” que o presidente “teria alguma participação, alguma influência no destino da investigação”. “Se o Moro achar que deve federalizar, a decisão é dele. Eu não vou falar para ele que não ou sim. A decisão é dele”, complementou Bolsonaro na ocasião Ao blog, fontes do ministério avaliaram, nesta semana, que não há motivo para federalizar já que não se trata de crime federal.

7 thoughts on “Procuradoria só admite federalizar o caso Adriano se houver conexão com Marielle Franco

  1. ““Se o Moro achar que deve federalizar, a decisão é dele. Eu não vou falar para ele que não ou sim. A decisão é dele”, complementou Bolsonaro. ”

    -Sacanagem! Assim não dá para criticar a opinião dele!

    • Na minha opinião, nenhum dos casos deveriam ser federalizados, cada polícia, que atue na sua área, já basta o STF legislando nesse país, chega de invasão de competência. O povo não sabe o poder que tem nas mãos através do voto, é preciso não votar mais em deputados que trabalham contra o povo, é preciso acabar com as mordomias dos três poderes, é preciso reduzir a quantidade de deputados, senadores e vereadores, para que possamos criar leis que tratem do desenvolvimento e industrialização do país, desburocratizar e reduzir impostos, o estado tem que existir para servir e proteger seus cidadãos, e não para criar leis para sempre tolher a liberdade destes, o Brasil precisa se tornar um país sério.

  2. Flávio visitou o miliciano Adriano na prisão diversas vezes: “Estamos sendo perseguidos porque somos amigos do presidente”, disse Adriano

    As visitas de Flávio ao cárcere do miliciano Adriano ajudam a a reconstruir o ambiente de promiscuidade com policiais criminosos em que vivia a família Bolsonaro. Era, junto com as famílias de militares, o pilar eleitoral de Jair e sua prole.

    http://bit.ly/2SImEPY

  3. Cômico:
    -Quando o assunto é segurança pública ou a proteção de bandido, a Rede Esgoto bloqueia o “like” e o “deslike” para poupar os seus afilhados de críticas!
    -Não duvido que também esteja selecionando os comentários e excluindo aqueles que são contra o criminoso posicionamento da emissora.

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