Produtores rurais pedem nova política indigenista e acusam a Funai e a Igreja de incitarem os índios

Mariana Tokarnia (Agência Brasil)

Em nota, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pediu hoje (5) a elaboração de uma nova política indigenista. Segundo a CNA, os conflitos entre os produtores rurais e indígenas prejudicam o setor “mais produtivo da economia brasileira”. Caso a situação não seja revertida, diz a nota, poderão ocorrer “novos e dramáticos confrontos de consequências imprevisíveis”.

A confederação pede a suspensão dos processos de demarcação de terras indígenas em curso até o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal dos embargos de declaração contra a decisão em que foram fixadas as condicionantes no caso Raposa Serra do Sol, “para que todos os Poderes tenham uma orientação única sobre os procedimentos de ampliação ou criação de terras indígenas”. Pede também indenização não apenas das benfeitorias, mas das terras legalmente tituladas “tomadas” dos produtores rurais.

A nota acrescenta que o setor agropecuário tem, hoje, “peso extraordinário na economia do país. Acumula recordes de produtividade, usando menos terra e unindo produção com preservação. Cresceu, no último trimestre, 9,7%, enquanto o PIB [Produto Interno Bruto] como um todo avançou 0,6%. Em relação ao mesmo trimestre de 2012, o crescimento foi 17%”.

INVASÕES

Além dos pedidos, a CNA acusa a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) de “estimular os índios a invadir terras produtivas”. “Os produtores rurais não desrespeitam os direitos dos índios, mas, ao contrário, estão tendo os seus desrespeitados. As invasões têm sido sistemáticas, a partir de ação da Funai, que, ao arrepio da lei, decide de maneira autocrática que terras serão demarcadas, ignorando os direitos do produtor rural e a segurança de sua família e empregados”, diz.

O secretário executivo do Cimi, Cleber César Buzatto, rebateu a acusação. “É uma tese equivocada que considera os povos indígenas como seres inferiores que não seriam capazes de análises e decisões próprias das conjunturas e circunstâncias que envolvem suas vidas”, diz. Segundo ele, “é mais uma afirmação desqualificada da CNA que se situa em um contexto de ataque violento dessa entidade aos povos indígenas e aos seus direitos”.

A Funai foi procurada, mas até a publicação da matéria não emitiu posicionamento.

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9 thoughts on “Produtores rurais pedem nova política indigenista e acusam a Funai e a Igreja de incitarem os índios

  1. Enquanto aos índios são concedidos direitos de disporem de terras de extensão descomunal a maioria do povo brasileiro que não tem onde morar. E os que moram em apartamentos de 25 metros quadrados ainda são considerados privilegiados. Não precisa ser muito letrado para perceber que alguma coisa está errada.

    • ” Baderna ….Baderna…Baderna… e ação de criminosos intitulados “indios”. Cada cousa em seu devido lugar . Honra a quem merece,
      e “chumbo” em ladrão , vagabundo e preguiçoso.

      é absurdo…termos visto o que estamo vendo…tudo em “favor” de meia
      duzias de vagabundos e preguiçosos.

      Imaginem conm tantas bocas para alimentar ..e agora nos vem os “indios”
      invadindo terras que estão produzindo alimentos para a nação.

      e mais espantoso nesta “história do diabo” é que ninguém está medindo
      o fato em si e sua periculosidade como um todo.

      depois quando os tiros começarem a derrubar alguns …vão pensar no assunto
      com a devida importância que ele merece.

      YAWHE SEJA LOUVADO…. ( Comerás o teu pão com o suor do teu rosto ).

      Carlos de Jesus -Salvador -Bahia

  2. Este é um país de mentiras repetidas que se tornam verdades. Nas greves dos bancários e outras categorias ditas poderosas, já foi constatado que os sindicatos contratam desocupados por cerca de 30 reais por dia para fazerem os piquetes e passeatas. A categoria como massa, não participa dos movimentos, que são a maioria das vezes de cunho politico, no interesse dos dirigentes sindicais, e às vezes do próprio patrão. O caso do museu do índio no Rio de Janeiro é emblemático. Para engrossar os protestos surgiram “índios de aluguel”. Tais situações, é claro, contaminam o pleito verdadeiro, causando grande desconfiança na parcela da população que se difere da maioria que só se interessa por Copa do Mundo, Olimpíada, Big Brother e novelas.

  3. O Índio em território brasileiro, na maioria dos casos, já não possui mais as características ancestrais, quando em grupo.
    Excetuam-se os casos de tribos arredias, em áreas selvagens, cuja pratica atual não preconiza a aproximação do homem civilizado. Essas poucas etnias são normalmente localizadas e catalogadas, não se mantendo nenhuma aproximação.
    Quanto aos índios já inseridos na civilização, existem necessidades de assistência aos mesmos, inclusive tendo de se fazerem trabalhos para preservação de suas tradições.
    Contudo, não necessitamos, deslocar setores já estabelecidos em áreas que são cedidas aos índios.
    O que esses índios necessitam é assentamento,direito a terra, não de tribos que não mais existem, mas sim distribuindo terras a famílias de descendentes indígenas ( que hoje são brasileiros ).
    O que estamos fazendo, é criar territórios com possibilidades de revindicações separatistas futuras, o que fatalmente ocorrerá, com grandes possibilidades de ocorrência de conflitos armados dentro de território brasileiro, inclusive com concurso de nações hostis.
    Nesse ponto, talvez, fosse interessante dar uma olhada nas tropas dos Guerreiros de Selva do Exército Brasileiro, composta por brasileiros de origens indígenas, que mantém suas tradições, sem contudo deixarem de ser BRASILEIROS.

  4. A decadente Igreja Católica,através do CIMI ,ainda se acha no direito de se intrometer em assuntos laicos.Será q ñ seria mais interessante resolverem seus próprios problemas,em vez de se intrometerem na Política Nacional?O agronegócio vem sustentando o superávit comercial há mais de 20 anos.Quem produz precisa de paz,e não de aporrinhações.Os 300.000 índios já têm 13% do nosso território.Não é o bastante?Ou há outros interesses?

  5. è tão simples resolver isso, assim como criaram o estado do Tocantins, cria-se um estado indio, e asenta todas as tribos indigenas nesse novo estado, quem sabe até o Acre inteiro pros indios?!!

  6. Se aqui fosse um país sério como os EUA e Canadá, que já resolveram o problema indígena há décadas, inclusive incluindo o índio na cultura vigente, ocidental , democrática e capitalista, em tudo que qualquer cidadão tem direito, os nossos índios estariam num ótima situação econômica e social e os produtores rurais, que são aqueles que produzem e alimentam este país, inclusive responsáveis por mais de 40% do PIB nacional, teriam segurança jurídica para produzir.
    Mas aqui é Brasil , um país na contra-mão do mundo que progride, onde quem trabalha é criminoso e quem é criminoso é autoridade.

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