Projeto da equipe de Guedes simplesmente acaba com a Previdência Social

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Charge do Amarildo (amarildo.com)

Pedro do Coutto

Na minha opinião, com base na reportagem de Adriana Fernandes e Idiana Tonazelli, edição de ontem de O Estado de São Paulo, o projeto de reforma elaborado pela equipe do ministro Paulo Guedes, se transformado em lei, fechará o INSS e derrubará o sistema previdenciário do país. Isso porque o texto prevê que a contribuição das empresas empregadoras descerá dos atuais 20% sobre a folha salarial para apenas 8,5%.

Atualmente a contribuição dos empregadores é muito maior do que a dos empregados. Basta dizer que a dos empregados escalona 8% a partir de R$ 1.750, passa a 9% de 1.751 a 2.500 reais, e finalmente para todos os salários acima destes, 11% até 5.800 reais, que é o limite também da maior aposentadoria.

SEM COMPARAÇÃO – Como se vê, a arrecadação proporcionada pelos empregados não se compara com a receita gerada pelas empresas, inclusive as estatais.

Na tarde de ontem, uma mesa redonda da Globo News focalizou o assunto, mas esqueceu de comparar as despesas e a receita do INSS. Foi destacada a existência de um déficit da ordem de 190 bilhões de reais, resultado de 2018. Assim, enquanto as despesas se elevaram a R$ 790 bilhões, a receita ficou contida na escala de 600 bilhões de reais em números redondos. Por aí pode se ver e ter noção de que as contribuições empresariais somam mais de 400 bilhões por ano. Isso decorrente de uma contribuição de 20% dos empregadores.

RISCO TOTAL – Se descermos a alíquota de 20% para 8,5% chegamos facilmente à conclusão que, ao invés de conter gastos o projeto favorece o sistema empresarial e explode a Previdência Social do país.

Trata-se de uma observação bastante simples, baseada na própria matemática. A contribuição dos empregados jamais poderá suprir a diferença entre o percentual de 20% para apenas 8,5%. O lance, como se observa, diminui à metade o que os empregadores pagam hoje.

A alternativa de aumentar a receita com a retomada da economia é simplesmente impossível, pois não há hipótese de uma enorme onda de empregos, objetivo da troca de uma realidade por uma fantasia da equipe de Paulo Guedes.

SUPERDESEMPREGO – A mão de obra ativa brasileira, em torno de 100 milhões de homens e mulheres, carrega consigo um desemprego “declarado” na escala de 12%, mas na verdade é ainda maior, porque muitos acabam desistindo de procurar trabalho. Isso revela de forma bastante clara que o presidente Jair Bolsonaro não pode encaminhar tal projeto ao Congresso Nacional.

Inclusive, vale destacar que Paulo Guedes resolveu incluir os militares e os funcionários públicos federais na mesma pirâmide que sustenta a ideia em foco.

O certo é que a forma da reforma criará um impasse muito grande para o universo econômico e social do país.

18 thoughts on “Projeto da equipe de Guedes simplesmente acaba com a Previdência Social

  1. Venho dizendo isso há tempos.

    E o Bolsonaro e Guedes também.

    Mas aí o povo entorpecido votou nele.

    Alguém já viu o estouro da Manada, sai da frente porque eles correm em linha reta sem olhar o que vem pela frente, ás vezes é um precipício.

    E alguns falam que temos que esperar o governo governar… Parece brincadeira, e eles tratam a vida deles como se fosse uma brincadeira de mau gosto.

  2. Vai piorar daqui pra frente a situaçao de Jair Bolsonaro.
    Muitas denuncias a respeito de seu envolvimento com a milicia , vao surgir daqui pra frente.
    O povao trabalhador continua sendo explorado para poder bancar os privilegios dos militares , dos politicos e do judiciario.
    Enquanto isto , o Brasil vai afundando na divida publica , rumo ao caos e a desordem.

  3. Se a transição for lenta e responsável, para 15 a 20 anos, qual seria a desvantagem? Não especulemos.
    Uma proposta para os gênios da lâmpada é simplesmente aposentadoria por idade, deixando leis ordinárias para estabelecerem as classes de trabalhadores e respectivas idades de inatividade. Por exemplo, 75 anos para o judiciário, 63 anos para operário rural, etc. Apenas três caracteristicas devem existir: 1) Quanto mais longe da idade de inatividade menor o percentual do valor pleno, mas não seria linear, a curva seria muito achatada nos anos mais distantes da idade limite e muito íngreme nos dois ou três anos que antecederiam a idade de aposentadoria estabelecida por lei. A partir desta idade limite, o salário passa a ser integral; 2) Enquadraria todos de uma vez, no dia da publicação. 3) Direitos adquiridos seriam respeitados, mas o cálculo das perdas entre o sistema antigo e o novo obteria o montante em valor atual, e a dívida seria paga por títulos do tesouro com vencimento no ano da data do atingimento da idade estabelecida na lei nova, havendo distribuição de juros semestrais até lá. Óbvio que quem quisesse exercer o valor antes, venderia o título para terceiros pelo valor de mercado.
    Isto resolveria todo o déficit e seria uma pequena EC, do tipo de apenas um parágrafo.
    Ao abandonar a pajelança da soma de idade com tempo de contribuição o sistema se tornaria mais objetivo e justo.
    Como exemplo, tomemos um procurador com salário de aposentadoria de R$ 25.0000. Ao se aposentar com 50 anos, vai receber p.e. 5% do salário durante a faixa de idades 50-55 anos depois, 10% do salário entre 55-60 anos; depois 20% do salário na faixa 60-65 anos; depois 60% do salário na faixa entre 65-70 anos; entre 70-75 o percentual seria 80% e ao completar 75 passaria a receber 100% do salário. Receberia, nesta idade o resgate pelo valor capitalizado do título do tesouro que ficou aplicado durante 25 anos, após sua aposentadoria. Portanto, nada a se falar sobre tempo de contribuição. É obvio que se houver óbito do cidadão, os direitos serão repassados aos descendentes e herdeiros legais.

  4. Ao cumprimentar o Jornalista Pedro do Coutto pela disposição de com disciplina e estudos abordar a pretendida Reforma da Previdência Social é que a propósito, me permito tecer apenas três breves considerações:

    1. Falar em Déficit da Previdência Social – Regime Geral, sem considerar, sem explicitar os Valores da criminosa DRU é pura má fé.
    Qual seria o Déficit se não houvesse ou se fosse extinta a DRU?

    2. É vergonhosa a sabujice dos jornalistas da GloboNews na defesa da Reforma da Previdência Social.

    Chega a parecer que estão interessados nela.

    3. Porque a Imprensa Brasileira não abre espaço para a Dra. Maria Lúcia Fattorelli, estabecer o contraditório e aí sim se estabecer a melhor verdade que atenda aos interesses do Povo Brasileiro?

    Parabéns Jornalista Pedro do Coutto!

  5. São só especulações da mídia. Entretanto, se a proposta de Paulo Guedes vir neste contexto prevejo que ele cai antes da reforma e Meirelles ocupa o seu lugar. Paulo Guedes é bom economista, mas parece que os interesses falam mais alto. Espero que eu esteja errado.

    • Antônio, se colocamos um Presidente que aceitou o programa econômico do Paulo Guedes, votaram errado.

      O Presidente tem de ser o contraponto do ministro banqueiro, não sei se me entendeu.

      As monstruosidades deveriam ser cortadas pelo Presidente.

      Reforma da Previdência no INSS não pode acontecer.

      • Não votei errado já que os outros candidatos era do Orcrim. Na realidade, faltou candidato com capacidade de assumir a presidência. Sobrou Bolsomito, fazer o que. Perda Total (PT) nunca mais.

  6. Benefícios previdencários deve ser tão-somente a quem contribui e aos seus legítimos e diretos dependentes.
    Quem não puder pagar, que procure outra via ou se suicide. Seria até uma fórmula de promover uma faxina em nossa população; proliferada de tantas lástimas inúteis e perniciosas, que não servem nem para esterco!

  7. O super gênio das finanças parte do pressuposto de que todos os empregados de hoje passarão a serem pessoas jurídicas amanhã. Isto posto a contribuição das empresas pode despencar de 34% para 8,5% , talvez sobre o lucro porque não terão mais empregados mas prestadores de serviço. Não sei se sou idiota ou muito estúpido mas o ministro deve ter um trunfo na manga para fazer esta proposta.

  8. Quem bem entende de tributação é a Dra. Maria Lúcia Fatorelli, ela é tributarista, mas parece que tanto os jornalistas, com especial atenção no pessoal da Globo News nunca citaram-na. Outra coisa bem grave, que parece ser tabu, a “dívida interna” na casa do 4,5 trilhões de Reais que não se comenta e o que pior não se audita, e que os juros mirabolantes atingem a cifra de um Megasena da virada por hora, tudo sendo drenado do nosso trabalho!

  9. Senhor Rubens, os jornalistas da Globo não defendem a reforma da Previdência, eles apenas, como macaquinhos obedecem as ordens da corja maior.

    Se mandarem, eles plantam bananeiras, fazem strip, etc…..

  10. Roubalheira petista é pura mentira, sustentada por juízes sem provas e divulgada pelas estações de TV com interesses escusos! Nunca existiu. São “atos indeterminados” em que os trouxas, com cabeças lavadas, acreditam que nem Papai Noel!

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