PSB busca protagonismo sem PT

Guilherme Reis
O Tempo

Em Belo Horizonte e na esfera nacional, o PSB deixou a aliança com o PT para fortalecer um projeto próprio. O afastamento do aliado gerou, consequentemente, o estreitamento com o PSDB. No plano federal, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) se desligou da aliança do PT para se lançar candidato à Presidência. Em Belo Horizonte, o prefeito Marcio Lacerda se desentendeu com o PT e chegaram a se enfrentar no pleito municipal de 2012.

Na capital mineira, a aliança entre as legendas durou 20 anos. Eleito em 1992 para administrar a capital mineira, Patrus Ananias (PT) teve como vice Célio de Castro (PSB). O socialista, além de ocupar o segundo cargo na hierarquia municipal, foi secretário de Desenvolvimento Social.

A ligação entre as legendas continuou na eleição seguinte. Em 1996, Célio de Castro foi eleito prefeito de Belo Horizonte e teve como secretário da Fazenda Fernando Pimentel (PT), que se tornaria seu vice-prefeito na eleição de 2000. Por problemas de saúde, Célio teve que se afastar do cargo em 2001, e Fernando Pimentel assumiu. O petista foi reeleito em 2004.

Na campanha de 2008, o PT não tinha um substituto natural para Pimentel e decidiu fazer uma polêmica aliança com o PSB e o PSDB para lançar Marcio Lacerda. Com a chancela de Pimentel e do então governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), o socialista se elegeu.

No entanto, durante o primeiro mandato de Lacerda, a relação com o PT se deteriorou e o casamento terminou com acusações de ambos os lados. A cisão abriu caminhos para o PSDB aumentar sua influência no governo socialista, e os tucanos foram os principais apoiadores de Lacerda durante a eleição de 2012.

Por ironia, o PT lançou como rival de Lacerda o homem que começou o ciclo de alianças com o PSB, Patrus Ananias, que foi derrotado nas urnas.

ARRAES E LULA

Na esfera federal, a aproximação entre as siglas aconteceu em 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se candidatou pela primeira vez à Presidência da República. Na época, Lula foi apoiado pelo governador de Pernambuco, Miguel Arraes (PSB). Eles se tornaram amigos, e o apoio do socialista voltou a acontecer na eleição de 2002, quando o petista se elegeu pela primeira vez para comandar o país.

O arranjo permitiu que o neto de Arraes, Eduardo Campos (PSB), se tornasse o ministro da Ciência e Tecnologia de Lula entre 2004 e 2005. E, para retribuir o apoio de Arraes de anos, Lula, em 2006, ajudou Campos a se eleger e se reeleger, em 2010, governador de Pernambuco.

Desde o ano passado, Campos começou a desembarcar da parceria com Dilma Rousseff (PT). O objetivo do socialista passou a ser o Palácio do Planalto. Além disso, Campos iniciou uma aproximação com Aécio Neves. Os dois já acordaram uma possível troca de apoio em um segundo turno contra Dilma.

Recentemente, Lula afirmou não entender os motivos de Campos “ter passado para direita”. “Adoraria a continuidade da aliança PSB e PT. Sinceramente, eu não vejo um sinal de a candidatura de Eduardo ir para a esquerda. Ela ‘tendencia’ para a direita.”

Desde que Campos sinalizou que poderia concorrer contra Dilma, Lula tentou fazê-lo desistir da ideia. No entanto, agora Campos adverte “que o Brasil não aguenta mais quatro anos de Dilma”.

7 thoughts on “PSB busca protagonismo sem PT

  1. Com muito orgulho o governo e as alianças se gabam de estar fazendo campanha a alguns anos e hoje estar pagando 25 bilhões de reais pelo voto de 14 milhões de famílias ou, distribuindo a média de 42 reais mensais para cada um dos 50 milhões de assistidos, 1/4 da população. Acredito que pelos menos 10 pessoas concordarão que o bom emprego é a salvação da lavoura, mas, as campanhas contra são grandes, como; reforma tributária, nunca! e esta: quase todos os dias temos cerca de SETE via Anchieta (7 x 72 km= 490km) congestionada dentro da cidade de SP, é impressionante, e água mole em pedra dura tanto bate até que aumentem os preços dos veículos e combustíveis para a solução desses problemas, conseguindo apenas aumentar o numero de desemprego de “5 %” para 5,1 %.

  2. “O Brasil não aguenta mais quatro anos de Dilma” …
    O Brasil aguenta, afinal, o quêêê? O Brasil vem se aguentando como pode e como não pode. Aguentou as privatizações mais criminosas em todos os tempos, patrocinadas na gestão do FHC. O mundo fez piada de nós, tamanhas as molecagens abertas, abertíssimas, então praticadas. Se recuássemos no tempo, de Pedro Álvares Cabral para cá …
    Por que não fazer a CPI da Vale?
    Do Eike Batista?
    Do Banco PanAmericano / Sílvio Santos?
    A roubalheira da Petrobras envolve somente uns … dois bi de dólares. Lava Jato … outros dez (?).
    A dessa galera aí … dá de mil a zero, ou no mínimo é um páreo duríssimo.

  3. Nenhum desses candidatos a presidente, governador, senador, deputado … vale um vintém.
    Tudo bem. Uns poucos, valem um vintémzinho. O número de processados é gigantesco.
    Todos estão ligadíssimos às empreiteiras, bancões, ‘empresários vitoriosos’, carteis variados, etc
    O cardápio é o mesmo: pão com manteiga e um cafezinho, de manhã.
    Para uns 70 ou 80 milhões de cidadãos brasileiros … nada. Nunca. E em quem eles votam???
    Votam nos seus algozes. Não leem jornais, não assistem tv, não sabem de nada … mas balançam suas bolsas … como podem. Até o dia “que Deus chamar”. É o destino deles. Desde sempre. Considerar que os atuais candidatos pensam ou pensarão nos excluídos … não é ingenuidade, talvez seja total insensibilidade mesmo, ou cegueira absoluta.

  4. Meu irmão Almério,
    Se vamos usar como critério valoes pecuniários imaginados ou calculados aproximadamente para apurar irregularidades, roubos, desmandos, desclabros, então as pequenas falcatruas e maracutaias deixaremos em branco? Não serão jamais investigadas?
    Em razão de supostas privatizações ( o PT que poderia ter apurado as mais escandalosas não o fez) que foram danosas ao patrimônio público estariam “isentando” que se apurem as demais, inclusive quanto à Petrobrás, que se imagina a perda em seu valores na ordem de mais de duzentos bilhões de reais?!
    Enquanto não descobrirmos episódios maiores que os do passado os novos ficarão “à vontade”?
    Se os acontecimentos deploráveis de administrações anteriores não foram devidamente apurados e responsabilizados seus autores, as gestões petistas serão “perdoadas” de seus erros, equívocos, roubos, corrupção e desonestidade, que seguidamente vemos estampados na mídia ou porque denunciados, por conta de omissões no passado, ou seja, se os criminosos do PSDB, de Collor, Sarney, por não terem sido punidos, inclusive os presidentes mencionados, também não se deve punir Lula e Dilma?!
    Almério, meu guru espiritual, mas qual será o nosso destino como País e povo a continuar essa IMPUNIDADE?!
    Para onde vamos, meu caro?
    Se em nome dos tempos de antanho o presente deve se manter incólume, o Brasil está literalmente à mercê de ladrões, de parlamentares traidores do povo, de um Executivo desleal com a cidadania brasileira e um Judiciário a cabresto desses acontecimentos deploráveis e deprimentes.
    Atingimos o ápice do caos, da baderna, da falta de moral, ética, dignidade, honra, decência e probidade.
    Vale tudo!
    Tá, admito que mais quatro anos de incompetência, incapacidade, falta de planejamento de governo, aumento do analfabetismo, corrupção instituída, os prejuízos que a Copa vai nos dar, os investimentos em Cuba, enquanto que carecemos de verbas em áreas vitais do Brasil, as alianças espúrias, o aumento da violência, a ameaça da inflação, a desvalorização da Petrobrás, a nossa dependência ao sistema financeiro, além de transformarem nossos governantes em marionetes e a serviço de seus interesses e conveniências, o aparelhamento do Estado, a IMPUNIDADE, os Direitos Humanos aviltados nos presídios, o agravamento do estado de nossas estradas, a falta de saneamento básico, esgotos, hospitais, postos de saúde, professores que foram enganados com o Piso Nacional do Magistério e que Estados governados por petistas NÃO HONRAM O COMPROMISSO ASSUMIDO, o loteamento dos ministérios como moeda de troca para que o governo obtenha seus “aliados políticos”, as aproximações com países que mantém ditadores em seus comandos, o empobrecimento da indústria nacional, o enfraquecimento de nossas Forças Armadas, a tentativa frequente de calar a imprensa … não vão terminar com esta grandiosa Nação, mas será um preço astronômico, injusto e inexplicável pagarmos, Almério, se concedermos mais tempos aos petistas, vamos e venhamos!
    A pergunta fatal é uma só:
    Sobrará deste País e do seu povo por mais quatro anos ao PT, o quê?!

  5. O eleitor quando vota, vota naquele que os donos de partidos lhes impõe, ou branco ou nulo em protesto contra a ditadura-partidária-elleitoral. Na verdade, o Brasil não agüenta mais, isto sim, 4 anos de “quanto pior melhor”, “de dá ou desce”, de ” é dando que se recebe apoio para governar”, de “mata-mata elleitoal”, e nem de “caixa dois”. que é o que o continuismo da mesmice, representado pelo gollpismo-ditatorial e partidárismo-elleitoral, velhacos, mais sabe fazer. E nesse sentido, Campos e PSB não são Solução, mas, isto sim, parte do problemão. É por isso que eu digo, CHEGA DOS MESMOS, Meritocracia Eleitoral Já, antes tarde do que nunca, porque evoluir é preciso. Vem coMMigo, Brasil, rumo ao futuro.

  6. E a possibilidade de Eduardo Campos ser (ou tornar-se) o Plano B de Lula da Silva, ninguém considera esta hipótese? Para quem acha absurdo é importante refletir sobre alguns fatos:

    1. Ao “romper” com o governo Central petista Eduardo Campos (PSB) afirmou que apoiaria eventual retorno de Lula, mas nunca a reeleição de Dilma Rousseff;

    2. Há grupos econômicos e setores do próprio governo federal conspirando contra a candidatura de Dilma no PT (notem, ainda não falo na reeleição), o deputado petista André Vargas que está em vias de ser cassado coordenava grupo intitulado “Volta Lula”;

    3. Lula apontar Eduardo Campos como opção mais à direita, partindo dele que depois de chegar no poder negou o rótulo, não deixa de ser uma senha.

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