PSB se livra de Amaral, que sonhava apoiar o PT e Dilma

Roberto Amaral, um estranho no ninho dentro do PSB

Carlos Newton

O Diretório Nacional do PSB escolheu, por aclamação, Carlos Siqueira, ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos, como presidente nacional do partido, no lugar de Roberto Amaral, que não quis participar das eleições em protesto contra a decisão da legenda, tomada na semana passada, de apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves.

A escolha da nova executiva do PSB nacional ocorreu em clima de consenso, sem haver  maior repercussão da atitude “emocional” do ex-presidente Roberto Amaral, que não somente decidiu não participar da disputa, mas também saiu disparando contra o partido, porque a legenda não quis aceitar sua proposta de apoiar a candidata do PT, Dilma Rousseff.

Ao chegar à reunião, o deputado Beto Albuquerque, que foi candidato a vice na chapa encabeçada por Marina Silva, disse que Amaral precisava aprender a respeitar as decisões partidárias e que se ele tivesse “força política” no partido, formaria sua própria chapa. “Se você não concorda com uma chapa e tem força política, se faz outra chapa”, disse Albuquerque.

Na verdade, Amaral não tinha votos nem prestígio. Era vice-presidente em consideração apenas à sua amizade ao ex-governador Miguel Arraes. Estava no PSB, mas se comportava como se fosse do PT. Jamais aceitou que o partido disputasse as eleições, defendendo ardorosamente que a legenda continuasse atrelada ao governo. Com a morte de Eduardo Campos, tentou evitar a candidatura de Marina Silva, mas foi derrotado. Com o insucesso de Marina no primeiro turno, voltou à carga, tentando fazer o PSB apoiar Dilma, mas foi novamente derrotado.

Com esse amor ao PT, Amaral conseguiu ser ministro no governo Lula e a partir de 2011 virou membro dos conselhos administrativos do BNDES e da Itaipu Binacional, recebendo mais de 20 mil mensais sem trabalhar, participando apenas de uma reunião por mês em cada uma das estatais. Essas mordomias explicam seu amor ao PT. Era um traidor infiltrado no PSB, que deveria expulsá-lo definitivamente, para que ele possa buscar abrigo no PT.

 

6 thoughts on “PSB se livra de Amaral, que sonhava apoiar o PT e Dilma

  1. Não é este que queria que o Brasil tivesse bomba atômica, é um demente, deveria pregar a paz e não a guerra, mas quanto a sair do PSB era previsto, jamais iria ficar ao lado de Marina em suas atitudes, é PT doente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *