PSDB pode abrir mão de candidatura em nome da unidade do centro, diz Bruno Araújo

Bruno Araújo afirma que PSDB dará apoio à terceira via

Gustavo Schmitt e Sérgio Roxo
O Globo

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, disse em entrevista ao GLOBO que o PSDB ainda pode apoiar outro candidato à presidência da República em nome da unidade do centro. Questionado se sua sigla pode abrir mão da candidatura própria, afirmou que “ninguém pode querer apoio sem ter disposição de apoiar” e que os tucanos estão abertos a negociar “até o último momento das convenções”.

Por outro lado, Araújo aposta que as prévias, marcadas para novembro, podem ajudar a impulsionar o PSDB na disputa por uma terceira via contra a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

Mesmo com a alta da reprovação de Bolsonaro em meio à CPI da Covid e denúncias de corrupção, Araújo afirma que ainda não vê condições políticas no país para um impeachment. Para Araújo, faltam a perda de apoio no Congresso e manifestações amplas nas ruas com mais diversidade política e ideológica.

As pesquisas mostram Lula e Bolsonaro em vantagem ampla. A construção de uma candidatura de centro alternativa a polarização é ainda viável?
As pesquisas envolvem um grau de complexidade maior. Elas mostram que há uma maior parte do eleitorado brasileiro que prefere não votar nem em um, nem em outro. A maior parte dos candidatos de centro nunca foi às urnas numa eleição nacional. O ex-presidente Lula termina tendo ganhos indiretos com o crescente aumento da rejeição do presidente Bolsonaro. E nessa construção que temos um conjunto de nove partidos que dialogam sobre alternativas. E o PSDB tomou uma decisão histórica este ano. Vai promover o maior e mais democrático processo de escolha de um candidato a presidente nas prévias, o que dará legitimidade a esse candidato.

O foco do centro deve ser buscar a vaga do Lula ou do Bolsonaro num eventual segundo turno?
Aparentemente, a maior viabilidade está em ocupar a vaga que está hoje com o presidente Bolsonaro. Se isso acontecer, acho que esse candidato tende a ser o próximo presidente.

Existe alguma chance de o PSDB, apesar das prévias, abrir mão da candidatura a presidente?
Ninguém pode querer um apoio sem ter disposição de apoiar. O PSDB está aberto até o último momento nas convenções de construir essa unidade no campo distante da polarização entre o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

O governador de São Paulo João Doria enfrenta rejeição interna no PSDB. Como é possível reverter esse cenário, caso ele vença as prévias?
Acho que a primeira etapa é a disputa interna. O fato é que quem sair vencedor dessas prévias nacionais, num processo amplo, rodando o país, vai sair com um importante ativo e força política para construir um processo de negociação com esse campo das forças políticas.

O governador Eduardo Leite revelou recentemente que é homossexual. Um candidato gay pode enfrentar resistência?
Primeiro, o governador Eduardo Leite ganhou ainda mais o nosso respeito. Acho que o atributo de uma relação franca com a sociedade entrega credibilidade e confiança. Acho que o Brasil tem maturidade de compreender que o mais importante é entender aquela pessoa que passa segurança para fazer as entregas que a sociedade precisa, para gerar empregos e reduzir as desigualdades do país.

O senhor defendeu a pré-candidatura do senador Tasso Jereissati nas prévias. No entanto, ele não tem feito agendas. A pré-candidatura dele é pra valer?
Cada um tem um estilo. Tenho notícias de que o senador Tasso está tendo conversas constantes dentro do partido. Tasso reúne um conceito e um ativo importante no PSDB e à medida que o tempo passar a gente vai ter clareza de quem vai se consolidar como pré-candidato.

O senhor criticou o almoço do Fernando Henrique com o Lula que aconteceu em maio.  O ex-presidente Fernando Henrique declarou que num segundo turno votaria no Lula contra o Bolsonaro. O PSDB apoiaria Lula nessa circunstância?
O PSDB  tem a convicção de que nós vamos fazer o processo de escolha mais democrático da história de um partido na América Latina, que esse candidato vai reunir condições políticas e de viabilidade para construir uma aliança no campo fora dos polos que estão estabelecidos hoje, vai ao segundo turno e vai vencer a eleição para presidência da República.

8 thoughts on “PSDB pode abrir mão de candidatura em nome da unidade do centro, diz Bruno Araújo

  1. Continua a Nova Velha Politica.

    Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem pra roubar juntos.
    Diego Mainardi

  2. E muitos acreditaram que o PSDBandido era diferente dos Petralhas.
    E ainda teve quem disse que o Partido do Poderoso Chefão Corrupto é de direita ou extrema-direita.
    O teatrinho entre os dois foi para o espaço.
    As diferenças entre os dois partidecos corruptos são apenas a alfaiataria e os comes e bebes….

    Para ilustrar, um video do próprio Capo da Máfia Tucanostra, fazendo o “teatro” com os Petralhas.

    https://www.youtube.com/watch?v=NmjpsmYRleA&t=626s

  3. Verdade seja dita: com tantos partidos, o nosso país realmente não tem partido nenhum. A gente não vota em partido. Vota em pessoas. Esses políticos que estão aí são uma VERGONHA !!! Esse tal de Boçalnato é nojento ! O Tasso é um bom sujeito mas não me parece interessado em concorrer. Meu voto, em princípio, é do CIRO. Se, ENTRETANTO, o segundo turno for entre o bozo e Lula, VOTAREI NO LULA COM CERTEZA. Ele, com todos os seus defeitos, é um trilhão de vezes melhor que o boçal (o antipático).

  4. É desesperadora a situação das facções do crime organizado – PT e CV + PSDB e PCC + STF e outras gangues barulhentas, mas insignificantes. Todos os balões de ensaio naufragaram. Em 2022, todas elas estarão abraçadas para tentar retomar as chaves dos cofres públicos das mãos do destemido Bolsonaro, o pesticida dos corruptos, dos degenerados, dos narcotraficantes e dos parasitas insaciáveis.

    A grande imprensa, a prostituta de luxo da bandidocracia, não publicou uma só linha sobre a devastadora entrevista do hacker, sobre a invasão do sistema eleitoral do TSE. É um silêncio cúmplice e criminoso.

  5. O senhor criticou o almoço do Fernando Henrique com o Lula que aconteceu em maio. O ex-presidente Fernando Henrique declarou que num segundo turno votaria no Lula contra o Bolsonaro. O PSDB apoiaria Lula nessa circunstância?

    O PSDB tem a convicção de que nós vamos fazer o processo de escolha mais democrático da história de um partido na América Latina, que esse candidato vai reunir condições políticas e de viabilidade para construir uma aliança no campo fora dos polos que estão estabelecidos hoje, v

    Como um bom tucanalha que é, não respondeu a pergunta.

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