PSL começará a tramitar processo disciplinar contra 19 parlamentares, incluindo Eduardo Bolsonaro

Briga pela liderança na legenda está longe do fim

Deu no O Globo

A briga pela liderança do PSL na Câmara dos Deputados parece estar longe do fim. Nesta terça-feira, dia 22, o Diretório Nacional vai eleger os membros do Conselho de Ética do partido para começar a tramitar o processo interno por infração disciplinar contra 19 parlamentares bolsonaristas.

Entre os alvos estão o novo líder do partido da Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), e o líder do governo, Vitor Hugo (GO). Todos foram convocados para reunião hoje na sede do partido, para se posicionar sobre as acusações. Ele ainda têm um prazo de cinco dias para contestação. As penalidades vão de advertência à expulsão.

CONTRA-ATAQUE – A abertura do processo disciplinar contra os parlamentares de oposição do presidente do partido, Luciano Bivar , foi contra-ataque do grupo bivarista após uma nova batalha de listas para o cargo de líder. Num intervalo de seis horas, três documentos foram protocolados na segunda-feira, dia 21, na Mesa Diretora, alçando à liderança o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), que tratou de destituir os 12 vice-líderes da sigla, a maioria ligada ao presidente do partido, Luciano Bivar.

A primeira lista foi apresentada por Vitor Hugo, do grupo pró-Eduardo, com 29 assinaturas, das quais 28 receberam a autenticação, o que levou o deputado ao posto de líder do partido. Sem saber que Vitor Hugo protocolava a relação a favor de Eduardo, o até então líder da bancada, Delegado Waldir , gravou vídeo abrindo mão da liderança para um terceiro nome, conforme o acordo que vinha sendo articulado nos bastidores.

NOVA LISTA – Diante da primeira lista pró-Eduardo, o grupo pró-Waldir apresentou nova relação, endossada por 28 deputados. Em seguida, os apoiadores de Eduardo protocolaram o terceiro documento do dia para mantê-lo na liderança. As duas últimas listas não foram ainda referendadas pela Mesa, e a conferência das assinaturas deve ocorrer hoje.

Para o jurídico da Câmara, a liderança é definida pela relação de apoios mais recente. Para ser líder do partido, é necessário ter maioria, o que, no PSL, com bancada de 53 deputados, significa 27 assinaturas.

O grupo ligado a Bivar atribui a continuidade da disputa à quebra do acordo por um terceiro nome para líder. Segundo Júnior Bozzella (PSL-SP), o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, ligou para Bivar propondo uma pacificação que não passasse por Eduardo nem Waldir, o que foi frustrado com a primeira lista em favor do filho do presidente. O ministro confirma que tratou da liderança com Bivar, mas nega o acordo.

ALVOS – Além de Eduardo — cujo assessor se recusou a receber a notificação do partido — e Vitor Hugo, serão alvos de processos no conselho de ética do partido: Alê Silva (MG), Bia Kicis (DF), Bibo Nunes (RS), Carla Zambelli (SP), Carlos Jordy (RJ), Chris Tonietto (RJ), Coronel Armando (SC), Daniel Silveira (RJ), Luiz Ovando (MS), Filipe Barros (PR), General Girão (RN), Guiga Peixoto (SP), Helio Lopes (RJ), Junio Amaral (MG), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP), Marcio Labre (RJ) e Sanderson (RS).

3 thoughts on “PSL começará a tramitar processo disciplinar contra 19 parlamentares, incluindo Eduardo Bolsonaro

  1. Enquanto nos distraímos com a briga na famiglia…

    Guedes se prepara para dizimar a industria brasileira.

    No momento em que a indústria brasileira encolhe, na hora em que o comércio mundial se enche de tarifas (com China e EUA taxando a importação de produtos), quando nossa balança comercial vê minguar os saldos exportação x importação, o Governo Bolsonaro aparece com um plano de abertura da economia que “prevê um corte unilateral das alíquotas de importação sobre produtos industriais de 13,6% para 6,4%, na média, em quatro anos”!

    Corte unilateral, sim, é isso mesmo que você pensou: cortamos as nossas tarifas sem exigir que cortem as que cobram de nós nas importação, mais, muito mais, que já o exigem as regras de livre comércio da OMC, já draconianas.

    Pela simulação, que representa o primeiro exercício efetivo nas discussões sobre o futuro da TEC, as alíquotas aplicadas sobre automóveis de passageiros trazidos do exterior devem cair de 35% para 12%. Diminuiria também, de 35% para 12%, a tarifa cobrada de produtos têxteis e vestuário (…)laminados de aço a quente teriam queda de 12% para 4%. Ônibus passariam de 35% para 4%. O polipropileno, um dos principais bens da indústria petroquímica produzidos no Brasil, baixaria de 14% para 4%.

    Fabricar aqui, pra quê?

    O Valor ressalta, porém, que em relação ao agronegócio, a postura é outra, apesar de, pelo grau de desenvolvimento alcançado pelo setor, necessitar de menor proteção. “O agronegócio ficaria com alíquotas praticamente inalteradas”, diz o jornal. As tarifas sobre o etanol, que beneficiam os usineiros, permanecem em 20% e a das bananas equatorianas, sobre as quais o presidente colocou a importação de irrelevantes três caminhões da fruta como caso de segurança nacional, por prejudicarem o seu querido Vale da Ribeira, mantêm-se nos 10% atuais.

    Como as tarifas são comuns ao Mercosul, arruina ainda mais a Argentina e afeta também o Chile, embora este tenha um perfil industrial onde o extrativismo mineral, com baixo valor agregado, seja o dominante.

    Caminharemos, mais do que já estamos, para ter indústrias apenas como montadoras de componentes importados – um ou outro, de baixo valor, produzido localmente – com mão de obra barata. Assim mesmo, olhe lá, bem pouca.

    Sob o aplauso da elite econômica de um país que produziu industriais no século XX e , no XXI, produz apenas gerentes e capatazes.

    http://bit.ly/2BBtWM1

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