PT decide enfrentar Eduardo Cunha pela presidência da Câmara

De cabelo implantado, Cunha é uma espécie de Renan da Câmara

Iolando Lourenço
Agência Brasil 

A bancada do PT na Câmara decidiu hoje (6), durante reunião, que terá candidato à presidência da Câmara para as eleições que ocorrerão no início de fevereiro do ano que vem. O líder da bancada, deputado Vicentinho (SP), disse que os deputados do partido se reuniram para uma avaliação sobre a composição da Mesa Diretora da Câmara, quando, por unanimidade, aprovaram que o partido disputará à eleição para a presidência da Casa.

“Nós teremos um nome para submeter ao plenário para disputar a presidência da Câmara. Para isso, vamos ter um diálogo com todos os partidos, começando pelos da base, os independentes e da oposição, de maneira que a Casa seja bem representada, com independência, sem se situação ou oposição, mas com o papel que cabe ao Parlamento”, disse.

Segundo Vicentinho, na reunião também foi definida uma comissão, que vai dialogar com todos os partidos sobre a sucessão na Câmara. Integram a comissão, os ex-presidentes da Câmara Marco Maia (RS), Arlindo Chinaglia (SP), o próprio líder e os deputados Geraldo Magela (DF) e José Guimarães (CE), que integram a Executiva Nacional do PT.

CUNHA É DE OPOSIÇÃO?

Perguntado se a comissão vai procurar o deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB, e que tem feito movimentos para ser candidato à presidência da Câmara, Vicentinho desconversou, disse que o PT e o PMDB são partidos do governo e fez uma avaliação sobre a disputa. “Nós jamais vamos concordar com qualquer candidatura que signifique postura de oposição. Como é que vamos ter uma candidatura que tem atitudes contrárias às orientações partidárias, atitudes individuais. Nós aqui somos coletivos”.

O líder petista informou, ainda, que durante o encontro os deputados também fizeram uma avaliação geral sobre várias questões da relação que o partido quer ter. Ele informou que no dia 3 de dezembro ocorrerá um seminário da bancada com alguns ministros para continuarem dialogando sobre o que os deputados pensam.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs deputados mais prestigiados são Arlindo Chinaglia e Marco Maia. Os outros dois, Geraldo Magela e José Guimarães, não têm o menor prestígio. Aliás, Guimarães tem prestígio negativo. Além de ser irmão de José Genoino, há alguns anos um assessor seu foi preso no aeroporto com uma mala de dinheiro e a cueca cheia de dólares. Não é preciso dizer mais nada. (C.N.)

6 thoughts on “PT decide enfrentar Eduardo Cunha pela presidência da Câmara

  1. Estimado Antonio Rocha … Saudações!

    A publicação em viomundo é “publicado em 7 de novembro de 2014 às 10:08”

    Já a tinha lido em partes em (http://fratresinunum.com/2014/11/06/nos-marxistas-lutamos-junto-com-o-papa-para-parar-o-diabo-entrevista-com-joao-pedro-stedile/#comments) … 6 NOVEMBRO, 2014 … … … onde indica a fonte: (http://www.ihu.unisinos.br/noticias/537035-nos-marxistas-lutamos-junto-com-o-papa-para-parar-o-diabo-entrevista-com-joao-pedro-stedile) … Terça, 04 de novembro de 2014

    Ou seja: a entrevista é publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, 03-11-2014.
    … … …
    Observações:
    1 – ihu é dos jesuítas gaúchos – UNISINOS … SOBRE O IHU » Quem Somos … O Instituto Humanitas Unisinos – IHU é um órgão transdisciplinar da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS, que visa a apontar novas questões e buscar respostas para os grandes desafios de nossa época, a partir da visão do humanismo social cristão, participando, ativa e ousadamente, do debate cultural em que se configura a sociedade do futuro.
    Fundado em setembro de 2001, por ocasião do Simpósio Internacional O Ensino Social da Igreja e a Globalização, o IHU desenvolve sua reflexão e ação a partir de cinco grandes áreas orientadoras:
    • Ética
    • Trabalho
    • Sociedade Sustentável
    • Mulheres: sujeito sociocultural
    • Teologia Pública.
    Dessa forma, o IHU quer contribuir, por meio de atividades, simpósios e publicações transdisciplinares, na realização da missão da Unisinos como universidade jesuíta, que busca com denodo tornar efetiva a missão da Companhia de Jesus da diaconia da fé, da promoção da justiça e do diálogo cultural e inter-religioso.”
    2 – fratresinunum é de tradicionalistas católicos … «A verdadeira liberdade consiste em conformar-se com Cristo, e não em fazer o que se quer» Bento XVI, audiência geral de 1º de outubro de 2.008.
    3 – viomundo … ViomundoRepórter da TV Record desde outubro de 2008, Luiz Carlos Azenha também é editor deste blog, um espaço dos movimentos sociais e de contraponto à mídia tradicional.

  2. Caro Antonio Rocha … observamos que as declarações de Stédile interessaram a todos os segmentos … … … vamos então até Francisco Pedro:

    (http://www.radiovaticana.va/portuguese/noticiario/2014_10_28.html) tem:

    Papa Francisco: estar do lado dos pobres é Evangelho, não comunismo
    ◊ Cidade do Vaticano (RV) – Terra, casa, trabalho: esses foram os três pontos fundamentais em torno dos quais desenvolveu-se o longo e articulado discurso do Papa Francisco aos participantes do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, recebidos esta terça-feira na Sala Antiga do Sínodo, no Vaticano. O Pontífice ressaltou que é preciso revitalizar as democracias, erradicar a fome e a guerra, assegurar a dignidade a todos, sobretudo aos mais pobres e marginalizados.
    Tratou-se de um veemente pronunciamento, ao mesmo tempo, de esperança e de denúncia. Um discurso que, por amplidão e profundidade, tem o valor de uma pequena encíclica de Doutrina Social. Ademais, era natural que os Movimentos Populares solicitassem este encontro com o Papa Francisco.

    O Santo Padre evidenciou já de início, no discurso, que a solidariedade – encarnada pelos Movimentos Populares – encontra-se “enfrentando os efeitos deletérios do império do dinheiro”.

    “Terra, teto, trabalho. É estranho – disse –, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o Papa é comunista. Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho.” Portanto, acrescentou, terra, casa e trabalho são “direitos sagrados”, “é a Doutrina social da Igreja”.

    É preciso superar “o assistencialismo paternalista” para ter paz e justiça, prosseguiu, criando “novas formas de participação que incluam os movimentos populares” e “sua torrente de energia moral”. O Pontífice concluiu seu discurso com um premente apelo:
    “Nenhuma família sem casa. Nenhum camponês sem terra! Nenhum trabalhador sem direitos! Nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá” – disse. … (RL)

    Papa encontra líderes de movimentos sociais
    ◊ Cidade do Vaticano (RV) – Encorajados pelo Papa Francisco a “construir uma Igreja pobre e para os pobres”, mais de 100 leigos, líderes de grupos sociais, 30 bispos engajados com as realidades e os movimentos sociais em seus países, e cerca de 50 agentes pastorais, além de alguns membros da Cúria romana, participam desde segunda-feira (27/10) do Encontro Mundial dos Movimentos Populares, que se realiza em Roma até amanhã, 29 de outubro. …. (SP)

  3. Caro Antonio Rocha … a declaração de Francisco Pedro: “Terra, teto, trabalho. É estranho – disse –, mas quando falo sobre estas coisas, para alguns parece que o Papa é comunista. Não se entende que o amor pelos pobres está no centro do Evangelho.” … nos leva a Dom Hélder Câmara (http://pensador.uol.com.br/frases_de_dom_helder_camara/): “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista.”
    … … …
    Uai; tchê!!! Comunismo acabou ou não???

    Estamos mostrando como a Igreja Católica passou da extrema-direita à extrema-esquerda … usamos a caminhada de Dom Hélder Câmara para constatar como foi acontecendo esta mudança … e paramos no Pacto das Catacumbas … … … depois continuo!!!

  4. ex-blog de César Maia de do dia 5/11:

    EL PAÍS,(04), ENTREVISTA DEPUTADO EDUARDO CUNHA!
    1. Pergunta: Por que o PMDB quer descumprir o acordo de rodízio? Resposta: Esse acordo existiu em duas legislaturas, foi formatado no início delas. Não fizemos um acordo eterno de dividir com o PT nada. Fizemos um acordo em 2007 e repetimos o acordo em 2011. Não quer dizer que nós sejamos obrigados a repeti-lo sempre. Acordo é que nem contrato de locação. Você renova ou não. A gente não renovou. Hoje, o PT e o PMDB somos muito menores do que fomos porque as bancadas diminuíram. E o resto da Casa tem que participar. Não adianta eu querer fazer acordo se a Casa não quer.
    2. P: E por que a Casa não quer? Por que o PMDB não quer? R: O PMDB não quer por uma razão muito simples. Estamos no exercício da presidência da Câmara. A Casa não quer porque o ambiente é muito mais conflagrado. Tem temas ideológicos sendo debatidos e o PT tem uma posição ideológica muito forte. A Casa não quer o comando dela na mão do PT hoje. Prefere uma atuação mais isenta. Teria mais dificuldade de a gente impor o nome do PT na Casa. A bancada do PMDB não abre mão, não quer perder o espaço. Então a discussão de alternância, neste momento, não cabe.
    3. P: Mas a bancada do PT não é a maior? R: Isso não é regimental. O Aldo Rebelo foi presidente com 15 deputados. A Câmara tem um histórico que permite a disputa avulsa, não é como o Senado, onde no regimento está que a maior bancada tem o direito à presidência da Casa. Tem temas ideológicos sendo debatidos e o PT tem uma posição ideológica muito forte. A Casa não quer o comando dela na mão do PT hoje. // P: Mas a gente vê que o Congresso está mais conservador. Não há um cenário de mais resistência a pautas mais progressistas? R: Sem dúvida, mas não porque o Congresso está mais conservador. Mas porque o Congresso está mais bem representado do que é a sociedade. A sociedade é conservadora. O Congresso representa a sociedade. Hoje ele está mais próximo da sociedade do que esteve antes.
    4. P: Diante de um Congresso assim quais questões que não tiveram espaço nas outras legislaturas que podem ter agora? R: Temos que ter firmeza na defesa da votação de uma reforma política.// P: Mas isso o PT quer… R: Não, não… Como a do PT a gente já refutou. A gente quer que se vote e, no máximo, a gente pode submetê-la a referendo. Mas, jamais, através de plebiscito. // P: Mas isso não é um pouco incoerente? R: Incoerente é a gente pedir voto para se eleger, ser eleito por cidadãos que nos delegaram o poder de representá-los e depois ter que ficar perguntando a eles todas as coisas, todas as horas. Seria praticamente a mesma coisa que se a gente quisesse ter consultas populares para o que o Executivo tem de governar. O Executivo também foi eleito e tem legitimidade.
    5. P: Mas você não faz oposição ao Governo, então? R: Aí é que está, o grande erro da interpretação do papel. O líder de uma bancada não exerce sua opinião. Ele exerce o que a bancada decide. Eu sou porta-voz da bancada. Se eles acham que eu sou líder informal da oposição, então eles têm que interpretar que a maioria da bancada do PMDB é de oposição. Eu só exerço a vontade deles.

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