PT diz que rebeldia do PMDB é ressentimento com as eleições

Daiene Cardoso
Estadão

Enquanto o PMDB se articula para isolar o PT na Câmara dos Deputados, os petistas pregam a retomada do diálogo e a “reconstrução de pontes” com o aliado. Na avaliação dos deputados do PT, o acirramento da disputa no Parlamento se deve ao rancor dos derrotados no processo eleitoral.

Para os petistas, embora o PMDB tenha dado aval para que seu líder, Eduardo Cunha (RJ), dispute a presidência da Câmara na próxima legislatura, há uma divisão interna na sigla que pode minar a iniciativa. Alguns são aliados do vice-presidente Michel Temer e pró-governo, outros são próximos de Cunha e defendem a queda de braço com o Palácio do Planalto. O comportamento da bancada peemedebista, afirmam os petistas, também se deve ao fato de parte da legenda ter apoiado a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

“Muitos estão chateados por não terem sido eleitos, então não baixou a poeira. Mas isso (clima de beligerância) não vai sobreviver”, comentou um dos vice-líderes da bancada do PT, Carlos Zarattini (SP). Na visão do deputado, a divisão no PMDB acaba tensionando toda a Câmara por se tratar do segundo maior partido e, como Cunha tenta se viabilizar como candidato ao comando da Casa, suas ações contra o governo visam atrair os votos da oposição. “Vamos discutir nossa candidatura com os outros partidos e com parte do PMDB”, avisou Zarattini.

CISÃO DA BASE ALIADA

Numa Câmara cuja correlação de forças será mais equilibrada na próxima legislatura, a palavra de ordem no PT é trabalhar para “reconquistar” a base aliada e garantir a governabilidade. Na próxima semana o partido se reunirá para discutir como atuará para desarticular a movimentação do PMDB sem ir para o embate direto. “Não há necessidade de acirramento agora”, pregou outro líder petista, deputado Sibá Machado (PT-AC).

Ex-líder da bancada do PT e vice-presidente nacional do partido, o deputado José Guimarães (CE) atribuiu a movimentação “precipitada” do PMDB ao ressentimento causado pelo resultado das urnas. Com a ajuda de Temer, Guimarães acredita que é possível “acalmar os ânimos”. “Vamos reconstruir as pontes, o Congresso não pode ficar dilacerado. Ambiente conflagrado não é bom para ninguém”, disse.

6 thoughts on “PT diz que rebeldia do PMDB é ressentimento com as eleições

  1. O jornal Hora do Povo (MR8) ligado ao PMDB mancheteia: “88,3 milhões de eleitores negam o voto à Dilma” somando nulos, brancos e abstenções, em todo o país, a cifra é espantosa, bem maior que os que ela teve. Nessa mesma edição, nas bancas (30/10/14) o escritor e tradutor gaúcho Sidinei Schneider, chama o governo da presidenta de “Neotucano”. Deve ser por isso, que eles (PT x PSDB) brigam tanto. http://www.horadopovo.com.br

  2. Caro Jornalista,

    -O artigo é uma prova de que quem ganhou as eleições não foi o PT. Foi o PMDB. Se o PT Tivesse ganhado, não precisaria pechinchar preço de programa com a “escort” mais famosa do Congresso.

    “Numa Câmara cuja correlação de forças será mais equilibrada na próxima legislatura, a palavra de ordem no PT é trabalhar para “reconquistar” a base aliada e garantir a governabilidade.”
    -Reconquistar entenda-se como liberar verbas e nomear partidários em cargos importantes.

    Se o governo da Dilma for bom, será mais fácil comprar aliados.
    Agora, se for ruim terá que comer na mão do PMDB.

  3. (http://pt.radiovaticana.va/news/2014/10/30/francisco:_o_diabo_n%C3%A3o_%C3%A9_um_mito,_%C3%A9_preciso_combat%C3%AA-lo_com_a_verdade/bra-833757) tem:

    “Home > Igreja > 2014-10-30 12:15:06
    A+ A- imprimir
    Francisco: o diabo não é um mito, é preciso combatê-lo com a verdade
    RealAudioMP3 Cidade do Vaticano (RV) – A vida cristã é uma “luta” contra o demônio, o mundo e as paixões da carne. Foi o que afirmou o Papa na Missa presidida esta manhã na Casa Santa Marta.
    Na homilia, Francisco comentou as palavras de São Paulo que, dirigindo-se aos Efésios, “fala da vida cristã numa linguagem militar”. O Pontífice destacou que “a vida de Deus deve ser defendida, se deve lutar para levá-la avante”. Portanto, são necessários força e coragem “para resistir e para anunciar”. Para prosseguir na vida espiritual – reafirmou – é preciso lutar. Não se trata de um simples confronto, mas de uma luta contínua. Francisco identificou três inimigos da vida cristã: “o demônio, o mundo e a carne”, ou seja, as nossas paixões, “que são as feridas do pecado original”. Certamente, observou, “a salvação que Jesus nos dá é gratuita”, mas somos chamados a defendê-la:
    “Do que me devo defender? Que devo fazer? ‘Revestir-nos da armadura de Deus’, nos diz Paulo, ou seja, aquilo que é de Deus nos defende para resistir às insídias do diabo. Não se pode pensar numa vida espiritual, numa vida cristã, sem resistir às tentações, sem lutar contra o diabo, sem vestir esta armadura de Deus que nos dá força e nos protege.”
    São Paulo, prosseguiu o Papa, destaca que “a nossa batalha” não é contra pequenas coisas, “mas contra os principados e as potências, isto é, contra o diabo e seus aliados”.
    “Mas, esta geração – e tantas outras – nos fez acreditar que o diabo fosse um mito, uma figura, uma ideia, a ideia do mal. Mas o diabo existe e nós devemos lutar contra ele. É o que diz Paulo, não eu! É a Palavra de Deus. Mas nós não estamos muito convencidos. E depois Paulo nos diz como é esta armadura de Deus, quais são os diversos tipos de armaduras, que formam esta grande armadura de Deus. E ele diz: ‘Sejais firmes e cingi os vossos rins com a verdade’. Esta é a armadura de Deus: a verdade.”
    “O diabo – disse – é o mentiroso, é o pai dos mentirosos, o pai da mentira.” E com São Paulo, reiterou que é preciso cingir os nossos rins com a verdade, revestir-nos da couraça da justiça. “Não se pode ser cristãos sem trabalhar continuamente para ser justos. Não se pode”. Uma coisa que nos ajudaria muito, disse, seria nos perguntar se ‘acredito ou não?’. Ou acredito mais ou menos? E evidenciou que “sem fé não se pode prosseguir, não se pode defender a salvação de Jesus”. Precisamos “deste escudo da fé”, porque “o diabo não nos lança flores”, mas “flechas em chamas” para nos matar. Francisco então exortou a tomar o capacete da salvação e a espada do Espírito e a vigiar “com orações e súplicas”:
    “A vida é uma milícia. A vida cristã é uma luta, uma luta belíssima, porque quando o Senhor vence em cada passo da nossa vida, nos dá uma alegria, uma felicidade grande: aquela alegria que o Senhor venceu em nós, com a sua gratuidade de salvação. Mas sim, somos um pouco preguiçosos na luta e nos deixamos levar avante pelas paixões, por algumas tentações. Isso porque somos todos pecadores. Mas não devemos nos desencorajar. Coragem e força, porque o Senhor está conosco”.
    (BF)
    Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2014/10/30/francisco:_o_diabo_n%C3%A3o_%C3%A9_um_mito,_%C3%A9_preciso_combat%C3%AA-lo_com_a_verdade/bra-833757
    do site da Rádio Vaticano”

  4. Caro CN … fica para amanhã; obrigado!

    “Francisco: o diabo não é um mito, é preciso combatê-lo com a verdade”

    VERDADE afugenta Satanás … alho manda vampiro pra longe??? kkk KKK kkk VERDADE é nossa vitória … e o blog está procurando a VERDADE … … … houve ou não houve vitória honesta??? há SATANÁS nas eleições … ou foi na apuração … ou foi na totalização??? ??? ??? ou foi tudo LEGAL???

    Só vence quem luta … e o medo é o início da derrota!!!

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