PT propõe tutela e intervencionismo como se fossem opções de modernidade

Fernando Haddad

PT quer um choque de liberalismo, diz Haddad, irônico

Vera Magalhães
Estadão

No roadshow que promoveu na função de dublê de coordenador de programa de governo e candidato a candidato real à Presidência pelo PT, Fernando Haddad usou sua conhecida ironia para dizer que a proposta de governo do partido promoveria um “choque de liberalismo”.

Trata-se, isso sim, de um libelo em favor do intervencionismo estatal, da tutela a instituições públicas e privadas e até a outros Poderes e da reedição da política econômica de Dilma Rousseff que mergulhou o País na recessão.

CONTROLE DA MÍDIA – Haddad diz que falta regulação às concessões de comunicações, mas, quando se põe a detalhar sua proposta, revela a intenção de controle sobre o conteúdo da imprensa, ao falar em espaço para “representatividade étnica”, “liberdade de expressão para camadas vulneráveis” e “compromisso com a diversidade”, todos eles conceitos subjetivos o suficiente para abranger alta carga de ideologização e partidarização.

Da mesma maneira, quando fala em controle “social” do Judiciário e do Ministério Público, resta subjacente a intenção de tutela do Poder e da instituição que nos últimos anos foram escolhidos pelo PT como inimigos, que promoveriam uma suposta perseguição ao partido.

TESE DILMISTA – A proposta petista de redução dos spreads bancários aumentando a tributação remete ao ápice da tese dilmista de baixar juros ou preço de tarifas na canetada. “Conceitualmente a proposta está errada porque usa um instrumento (tributo) para atingir um objetivo (reduzir o poder de mercado dos bancos) que não é atendido pelo instrumento. Tributo não é instrumento de elevação de competição”, diz o economista Samuel Pessôa.

O PT chegou ao poder em 2002 com um discurso, aí sim, pró-mercado, expresso na tal carta ao povo brasileiro. Colhido pelo mensalão e o petrolão e apeado do poder depois de 13 anos pelo impeachment de Dilma, o partido retroage às ideias econômicas pré-2002 – que, empregadas no governo dela, deram em desastre.

Na política, mira as instituições com tutela para tentar atribuir a um complô o fato de seus principais líderes estarem presos ou denunciados. O resultado é um programa intervencionista, mas que é vendido por Haddad como um “diálogo com a modernidade da base para o topo”.

7 thoughts on “PT propõe tutela e intervencionismo como se fossem opções de modernidade

  1. Um conceito que ainda não ficou devidamente claro em relação a tudo que vem acontecendo nas últimas décadas, é que todos os governos são subordinados ao mercado, entendido como o mundo corporativo e financeiro nacional e internacional.

    Em 2002, como afirma este artigo, o PT chegou ao governo com um discurso pró-mercado. Aproveitou uma situação em que havia crédito farto e situação favorável às commodities, principalmente pela demanda chinesa. Tudo isso se esgotou e o que explodiu foram as dívidas das empresas e das famílias, além da dívida pública federal e seus encargos.

    O mercado não quer mais acordo com o PT nem com qualquer partido que lhe seja hostil.

    O objetivo do mercado é aprofundar todas as medidas que já estão sendo implementadas pelo Governo Temer que tem 97% de rejeição.

    Para que isso possa acontecer é preciso que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário estejam em absoluta sintonia com esse projeto.

    Só que todas as medidas que virão serão extremamente impopulares e não se pode duvidar do recrudescimento da repressão e da criminalização dos movimentos sociais.

    É muito importante analisar com critério o Orçamento Geral da União para 2019, que será divulgado em agosto, porque sua elaboração já está sob a égide da PEC do Teto de Gastos.

    Podemos ter uma certeza para os próximos meses e anos que é a degradação social e o aumento da violência, mas todo o restante são especulações.

  2. A ascensão do PT ao poder esteve acompanhada de grande expectativa da sociedade.

    Afinal das contas, subia a rampa do Planalto um presidente eleito que se denominava de esquerda, que pertencia a um partido de esquerda, que iria administrar o país conforme os ditames da esquerda.

    Se os presidentes que antecederam Lula tinham frustrado o povo, Lula seria aquele que iria resgatar a valorização do cidadão brasileiro, que lhe daria importância, e que o colocaria como prioridade no contexto político, social e econômico.

    Não preciso me estender, pois o tempo do PT no poder fala por si.

    Roubos, explorações do povo, mentiras, esquemas desonestos, corrupção instituída, escândalos permanentes, estatais assaltadas, BNDES fazendo caridade com o dinheiro brasileiro para Cuba, aquisição de refinaria com nítidos prejuízos ao país e propositadamente, o mergulho do penhasco para a depressão econômica por Dilma, o desemprego, a inadimplência …

    No entanto, em um único aspecto o PT foi pródigo, extremamente caridoso, de exagerada consideração, com os bancos!

    Durante o período da quadrilha no poder, 14 anos, a elite mais danosa para o Brasil e população teve o seu auge, contabilizando os maiores lucros da história desse país!

    Com o surgimento do verdadeiro PT, o bando de ladrões, críticas começaram a aparecer na mídia ainda isenta, pois uma boa parcela havia sido adquirida pelos petistas para divulgação de realizações e editoriais que elogiassem o governo de Lula e Dilma.

    Então, o PT quis censurar a imprensa mediante vários artifícios, que não obteve êxito;
    com a prisão de Lula, a quadrilha tenta mudar a forma como a Justiça trata o ladrão e genocida; com a descoberta dos roubos nas estatais, e perda das fontes de recursos antes ilimitadas, o grupelho quer intervir, afora tutelar outros setores, de modo que tenha o controle absoluto da administração nacional!

    Entretanto, a verdadeira intenção jamais será divulgada, evidentemente:
    Se, o PT vencer as eleições pelo candidato indicado por Lula, a sua primeira medida será mudar a Constituição no que tange ao limite de candidaturas do presidente, hoje a cada dois mandatos, sendo interrompido pela seguinte, e podendo voltar a postular o mesmo cargo depois.

    O PT irá propor a livre candidatura, com o pensamento voltado à permanência no poder indefinidamente!

    Intervenção, tutela, livre candidatura pelo presidente também, os petistas estão agindo imitando totalmente Adolf Hitler quando este escreveu Mein Kampf (Minha Luta) enquanto esteve preso, após o golpe frustrado de tomar o poder da Baviera, em Munique!

    Se tivessem dado importância aos rabiscos de Hitler, no livro estavam contidos os passos que o austríaco daria se chegasse ao poder, claramente, nitidamente.

    Haddad, ou agindo com honestidade e alertando o povo contra esse golpe ou abrindo caminho para esta realização do PT, mencionou apenas dois aspectos, pois o mais importante ele omitiu.

    Logo, a parcela do povo que ainda tem discernimento político, senso cívico, precisa deletar todo e qualquer candidato da esquerda e da extrema-esquerda, e dos partidos que estiverem coligados com o PT, haja vista que o objetivo é a tomado do poder, e não descansarão enquanto Bolsonaro, que faz frente a Lula, não for de fato retirado da campanha!

    Haddad está avisando, de modo que amanhã ninguém possa dizer que não sabia, que foi enganado.

    O PT almeja implantar uma ditadura no Brasil!!!

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