Publicidade oficial é uma coisa; informação jornalística é outra coisa, muito diferente

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Charge do Bruno Galvão (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Reportagem de Fábio Fabrini e Julio Wiziack, na Folha, focaliza problemas na comunicação oficial do governo, inclusive publicidade comercial a cargo da Secretaria de Comunicação (Secom) dirigida a veículos da televisão. Neste caso, Record e SBT. Mas não é esta a questão essencial. O problema da distribuição de verbas reside no fato de não se fazer diferença entre a publicidade paga e a informação jornalística gratuita. Aliás, informação jornalística é sempre gratuita para ser eficiente.

Na minha opinião,são dois campos bem diversos. E também existe o caso de serem dadas preferências a alguns canais sobre os outros. Esta seleção não resolve o ponto mais sensível do problema.

PUBLICIDADE – Caracterizada como tal, a mensagem publicitária é de fundamental importância para as campanhas institucionais que o governo realiza. A discussão, assim, volta-se para a qualidade dos conteúdos, superando a forma com que são divulgadas.

Temos aí uma questão interessante: a publicidade deve traduzir a expectativa de solução para problemas que, sem ação do Executivo, podem se eternizar no passar do tempo. Feita uma análise dos problemas que são alvos da produção de textos e vídeos, o Executivo pode partir para campanhas de interesse da população.

Aliás esta deveria ser a preocupação principal de quaisquer governos, uma vez que se o alvo não for certeiro, gasta-se dinheiro público sem resultado positivo.

MEIO E MENSAGEM – O filósofo canadense Marshall McLuhan certa vez afirmou que o meio é a mensagem. Buscou com a frase uma homofonia na língua inglesa entre mensagem e massagem, neste caso significando incentivos de percepção mental.

São episódios voltados para a busca de uma interação entre o foco editado e seu efeito social. Era uma forma levantada pelo filólogo Antonio Houaiss de separar o significado do significante. O significante volta-se para o movimento constante da ideia ou da palavra transmitida. Muda de acordo com a situação e aí está a sua diferença em relação ao significado.

 Mas falei em meio e mensagem. No meu modo dever não são exatamente a mesma coisa. Por mais forte que o veículo seja, ele não é mais forte do que os fatos narrados.

CONTEÚDO E FORMA – É possível que durante curto tempo a mensagem receba crédito geral. Mas isso dura duas semanas no máximo, depois o conteúdo predomina sobre a forma. Mas o fato que estou focalizando é o destacado na reportagem da Folha de São Paulo. Uma confusão muito cara aos cofres públicos. Acredito inclusive que o caso da Secom do Palácio do Planalto não seja o único, que acredito se repita em vários estados da Federação.

Conteúdo e forma, meio e mensagem, efeito positivo na opinião pública, no fundo decorrem da capacidade dos governos, sejam quais forem, de irem ao encontro das reivindicações legítimas da sociedade. O caso da água no Rio de Janeiro, agora, é emblemático. Por isso, não adianta reprimir protestos pela força e sim caminhar ao encontro da solução dos problemas que se multiplicam no dia a dia.

Neste caso, o conteúdo é mais importante do que a forma. Porém, mais importante ainda é a convergência entre forma e conteúdo.

2 thoughts on “Publicidade oficial é uma coisa; informação jornalística é outra coisa, muito diferente

  1. Aqui no Brasil não existe jornalismo político honesto e isto se confirmou depois que a Folha, Globo e Estadão, principalmente por parte de seus colunistas, em quase 100% descaradamente de esquerda, mesmo porque quem deles não se comportar assim é expurgado pelos chefes de redação, como já aconteceu com vários, numa censura pior que a ditadura militar que só cortava artigos.
    Nem estamos falando dos institutos de “pesquisa”, IBOPE e Data-Folha, que vivem criando suas pesquisas desonestas, contratadas pelos jornais acima citados.
    Precisa mais?
    Tá bem, então vai mais: por estes “institutos de pesquisa” quem ganharia as eleições era Haddad ou Ciro para presidente e para senador usaram o truque de colocar a bandida Dilma e o bobo Suplicy com altos índices de preferência, que não funcionou.

    Isto são FATOS

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