Putin não quis vetar na ONU o ataque à Líbia, mas agora finge estar revoltado com os bombardeios.

Carlos Newton

O atual czar da Rússia, Vladimir Putin, que formalmente ocupa o cargo de primeiro-ministro, comparou  a resolução do Conselho de Segurança da ONU, que autorizou a ação militar contra a Líbia, a uma convocação medieval para as cruzadas

“A resolução é defeituosa e falha”, disse Putin a trabalhadores em uma fábrica de mísseis balísticos da Rússia. “Ela permite tudo. É semelhante às convocações medievais para as cruzadas.”

Em seu primeiro pronunciamento importante desde que a coalizão de países ocidentais começou os ataques aéreos contra a Líbia, o líder russo afirmou que o governo de Muamar Kadafi estava aquém da democracia, mas acrescentou que isso não justificava uma intervenção militar.

Putin criticou a interferência nos assuntos internos de outro país, dizendo que isso se tornou uma tendência da política externa norte-americana, e assinalaou que os eventos na Líbia indicavam que a Rússia deveria fortalecer seus próprios recursos de defesa.

Como sempre, as afirmações de Putin são apenas “para inglês ver”. A Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança com poder de veto, se absteve da votação no último 17, na qual o conselho autorizou uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e “todas as medidas necessárias” para proteger civis contra as forças de Kadafi. Ora, se não concordava, por que não vetou?

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *