Quais as consequências do ataque para os islamitas na Europa?

Refugiados árabes atravessando a Hungria a pé

Rafael Gomez
BBC

Os sangrentos ataques em Paris podem representar um ponto de inflexão para a Europa em um momento delicado de sua história. Eles potencialmente geram um fator de união (como sempre ocorre neste tipo de tragédia) em relação ao tema mais delicado do momento nas relações entre os países do continente: a formulação de uma política comum em relação à onda de imigração proveniente de países de maioria muçulmana.

Nunca se tornou mais urgente a busca de uma solução comum. Neste momento, a reação na França é, como não poderia deixar de se esperar, de intensa comoção e choque. O próximo passo, que já se faz ouvir em meio às lágrimas e o sangue, será a busca de culpados.

Agora que o grupo autodenominado “Estado Islâmico” reivindicou a autoria do ataque, o natural é que a maior parte da opinião pública pressione as autoridades para que tomem alguma atitude contra os muçulmanos como um todo – punindo-os coletivamente, ante a dificuldade de sempre de se separar os muçulmanos radicalizados e os demais.

FECHAR AS FRONTEIRAS

Dada a escala do massacre, é muito possível que essa visão prevaleça no gabinete do presidente François Hollande, em vez da visão comedida de não escalar a “guerra” contra os muçulmanos em um país em que tantos seguem a religião.

E a reação mais fácil nesse sentido seria fechar as fronteiras. Não de forma emergencial, como foi anunciado pelo próprio Hollande após o ataque. Mas eliminar a concessão de refúgio, fechar de forma indeterminada a entrada dos sírios e afegãos que atravessam o continente em um dos maiores movimentos de migração da história recente. Negar-se a receber mais imigrantes, por ora.

Como esse movimento de um dos países maiores países da Europa Ocidental afetaria a reação de seus vizinhos – especialmente a Alemanha – em relação à imigração?

VISÕES CONTRAPOSTAS

Auspicioso o momento em que ocorre o ataque – ao final de uma semana que teve a cúpula dos países europeus e africanos, em que os europeus tiveram novamente a oportunidade de discutir a saída comum.

Nela, foram contrapostas as visões já conhecidas. A da Alemanha, defensora de que os imigrantes sejam distribuídos entre os países europeus seguindo um regime de cotas. A britânica, que prega que os imigrantes recebam ajuda e eventual refúgio antes de arriscarem a vida na travessia entre Turquia e Grécia.

Não houve avanços. A Europa permanece dividida. Mas surgiram mais sinais que, com o ataque na França, devem ser agravados. Por exemplo: a Suécia, o país que, proporcionalmente à população, mais concedeu refúgio a imigrantes entre janeiro e junho, anunciou durante a reunião a reintrodução de checagem de fronteiras – tornando-se mais um país a colocar em xeque as regras do Espaço Schengen, de livre circulação no espaço da UE.

A DIREITA EUROPEIA

Também é necessário ver os ataques sob o contexto de crescimento dos partidos de direita em vários países da Europa. E, na França em especial, da Frente Nacional, de Marine Le Pen.

A semente da xenofobia que alimenta esses partidos já há muito desabrochou e gera frutos. Que efeito um ataque dessa magnitude em território francês teria sobre esse sentimento?

É natural imaginar que, na França e em países vizinhos, as mortes apenas reforcem os argumentos desses partidos de que uma resposta mais contundente precisa vir, de alguma forma.

Que não se leve em conta que a França já é um dos que menos concedem asilo em relação ao total da população (ganhando apenas de Finlândia e Reino Unido), segundo levantamento da Eurostat, a agência estatística europeia.

E a corda, como diz a sabedoria popular, sempre tende a arrebentar do lado mais fraco – neste caso, os imigrantes.

O FIM DO MULTICULTURALISMO?

E os muçulmanos que já estão na França, o que podem esperar após o ataque? Pensando friamente, não há muito que Paris possa fazer além do que já fez após o episódio da Charlie Hebdo. Mais do mesmo: aumento da segurança nas ruas, uso de inteligência para tentar frear os agressores antes que eles possam agir.

A população não muçulmana pode dar mais ímpeto para políticos que pregam uma saída radical. Marine Le Pen, assim, reforçaria sua posição para as ainda distantes eleições presidenciais de 2017.

É claro que se espera também a reação contrária, com milhares tomando as ruas para inocentar os muçulmanos e pedir paz. Mas também, em vista de um segundo e ainda mais traumático ataque, é inegável que a posição dos pacifistas se torna mais fragilizada.

De qualquer forma, um debate que há muito está na raiz das sociedades europeias deve voltar à tona com tudo: o debate sobre a sustentabilidade do modelo de multiculturalismo adotado nas grandes cidades europeias.

CONTROVÉRSIAS

Em um discurso em 2010, a chanceler alemã Merkel disse que o multiculturalismo era “profundamente fracassado”. A controvérsia tomou o país, com o então presidente, Christian Wulff, retrucando que o islã já havia se tornado parte da cultura alemã. Cinco anos depois, o país recebe de braços abertos milhares de sírios e o “fracasso profundo” não gerou medidas claras de Merkel para proteger ou resgatar o que seria um “espírito alemão”.

Em 2011, foi a vez do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que se manifestou a favor do fim do “multiculturalismo de Estado”, alegando que os muçulmanos deveriam se adaptar aos valores do país. Novamente, o debate rendeu e, em 2012, em vista dos quebra-quebras em Londres durante o verão, analistas chegaram a falar que o multiculturalismo estava “morto”.

Ainda assim, Londres continua sendo uma das cidades mais multiculturais do mundo.

AME-O OU DEIXE-O

Pode um ataque dessa magnitude pode levar a medidas radicais para que os muçulmanos “amem ou deixem” os países não muçulmanos que adotaram como lar? Se sim, quais medidas seriam essas? E elas trariam resultado?

Em meio a tantas dúvidas, difícil imaginar um cenário em que os muçulmanos possam sair ganhando.

(O jornalista brasileiro Rafael Gomez é mestre em Estudos da Rússia e da Europa Oriental pela Universidade de Birmingham, Reino Unido)

7 thoughts on “Quais as consequências do ataque para os islamitas na Europa?

  1. O problema é que um em cada cinco muçulmano é contrário ao modo de viver ocidental, o que querem é pela força curvar o ocidente aos seus caprichos, eles não entendem que a Terra é um planeta e deve ser compartilhado, para eles quem não seguir, as absurdas, leis do corão é infiel e deve morrer, como dizem, “pela espada de Alah.
    Vejam que eles decretaram a Franca pois, além de ser um país católico foi o berço das revoluções, Iluminismo (cultural) e a famosa Revolução Francesa, que apesar da carnificina gerada pelo regime do terror, acabou criando os Direitos do Homem, que prevalecem até nossos dias, e que nos deu mais liberdade.
    Os muçulmanos não criaram nada, mesmos os algarismos que erroneamente são atribuídos ao árabes, foi na verdade inventado pelo indianos, incluindo o número zero, uma invenção anterior a Cristo, mas que permaneceu por séculos em uso apenas na Índia, sim, foram os árabes que o introduziram no ocidente a partir de 800 d.C. porque faziam negócios com a Índia, enquanto expandiam seu império, pela espada e disseminando o medo, canibalizando civilizações inteiras.
    O que o ocidente tem que fazer agora é criar medidas para deter essas bestas humanas, pois nunca vão se adaptar ao modo de vida ocidental, do dinheiro eles gostam, são extremamente cruéis com mulheres, chamam de “justas” as leis horrendas do corão as sharias, que querem impor ao mundo essas coisas desumanas, recentemente foi divulgado pela internet cenas de um apedrejamento de uma mulher, supostamente adúltera, cavam um buraco no chão, enterram a pobre vítima até o pescoço e depois os machos da espécia atiram pedras até que a vítima sucumba, coisa semelhante ao que o Tribunal da Santa Inquisição fazia, que graças foi extinto e a igreja católica, parece ter evoluído, saindo desse mundinho de terror.
    Aqui no Brasil, garante que a horda de muçulmanos que infectam o país devem terem dados muitos vivas a Mohamed e a Alah, pelas mortes de infiéis, na verdade são como vírus que ficam latentes a espera de um vacilo no organismo para deflagrarem uma infecção. e como tal, o organismo tem que exterminar esses vírus.

  2. Em todos os lugares de atentados os terroristas “esquecem” um passaporte.
    Ja esta virando gozação nas redes.
    E esses passaportes “esquecidos”, antigamente, eram de comunistas, hoje é do ISIS made in Siria.

  3. Que os malucos aprendam a dirigir seus paises voltados para seus problemas internos, essa historia de imperialismo pelo mundo afora esta acabando. E o pior com essa mania de colonização estão acabando com a vida de inocentes.
    Sera que os Estados Unidos nunca vão aprender que eles tem que se ater a problemas seus. E parare de querer derrubar governos sejam democraticos, autocráticos, pedarquias, ditaduras, reinados, protetorados, anarquias e afins e entendam que cada povo escolhe o melhor regime que achar.
    Desde o inicio do seculo passado vivem americanos. ingleses, franceses tentando subjugar povos e nomear títeres para comandar seus paises.

  4. Replico nesse post do Puggina, o mesmo artigo analítico de Vitor Grando, que para mim se revelou o melhor entendimento da intrínseca incompatibilidade visceral do choque entre as culturas ocidental a muçulmana, que vem sendo levada a cabo e promovida pelas mídias ocidentais, através de um “humanitarismo” demagógico e TEMERÁRIO! Essa invasão muçulmana só interessa às elites genocidas em seu atual processo de aceleração na implantação da Nova Ordem Mundial, e sua “política ambientalista” de redução da humanidade para menos de 1/3 da que temos hoje, pela submissão ao escravagismo total de todas as sociedades, principalmente as ocidentais, que tanto vêm se opondo à expansão dessa globalização assassina. As sociedades ocidentais, com seus níveis altos de escolaridade geral, são as únicas que conhecem a História o suficiente para não se deixarem levar por esse novo “modismo” de nítidas aspirações escravagistas e supressora das liberdades conquistadas ao preço de muito suor e sangue de seus antepassados! Para quem ainda não leu, vale muito sua leitura abaixo!

    Bíblia, Corão e Terrorismo Religioso (Uma brilhante e realista análise que vale a leitura)
    por Vitor Grando

    Este texto decidi escrever para elencar a verdadeira natureza da religião islâmica. Infelizmente, os analistas ocidentais palpitam sem nem jamais sequer terem aberto o Corão ou terem qualquer compreensão sobre o que é o Islã. Não se pode pontificar que “deturparam o Islã” sem sabermos o que a revelação islâmica, de fato, diz. Por isso, pretendo demonstrar que a natureza do problema que enfrentamos não está numa deturpação do Islã. Tudo que acontece é implicação inegável do Islã. Vivemos em Dar al-Harb até a imposição de Dar al-Islam. A guerra já se iniciou.

    É lugar-comum nas análises acerca de fenômenos religiosos afirmarmos que toda religião é igualmente pacífica de modo que todo aquele que atenta contra a paz não pode ser considerado um verdadeiro judeu, cristão ou muçulmano.

    No entanto, a presunção de que todas as religiões sejam igualmente pacíficas não tem cabimento. Isso só se pode concluir após a minuciosa análise de elementos fundantes de determinada religião. No caso do cristianismo protestante, a fonte da revelação divina é exclusivamente a Bíblia; no cristianismo católico, a revelação divina se encontra na Bíblia e na tradição apostólica conforme interpretadas pelo Sagrado Magistério Romano. As fontes primárias do direito islâmico (Shari’ah) são, em ordem de importância, o (1) Corão, os (2) Hadith, conjunto de tradições que remontam ao Profeta Maomé, a (3) Ijmāʿ, o consenso dos acadêmicos muçulmanos e (4) a qiyās, o uso de raciocínio analógico para aplicação dos preceitos do Corão e do Hadith a situações não tratadas expressamente por essas fontes.

    É preciso entendermos o óbvio ululante aqui. Não dá pra analisar os preceitos de uma religião julgando a conduta de seus adeptos. O que importa é o NEXO DE CAUSALIDADE entre aquilo que é considerado revelação divina pela religião e a conduta do religioso.

    ISLÃ E PEDOFILIA

    Por exemplo, se um pastor adultera ou se um padre se envolve com uma criança, não há nenhum nexo de causalidade entre os preceitos religiosos e a conduta deles, pois há proibição explícita na literatura sagrada deles para o envolvimento em tais atos. É por isso que não faz sentido responsabilizar o catolicismo por promoção da pedofilia.

    Agora, quando um fiel muçulmano se envolve sexualmente com uma criança não se pode isentar o Islã de responsabilidade. Um peso e duas medidas? Não. Porque há nexo de causalidade entre os preceitos do Islã e a pedofilia. Maomé – aquele cuja conduta é impecável e prescritiva para o muçulmano – casou-se com Aisha quando ela tinha seis anos tendo consumado o ato sexual quando ela tinha somente NOVE anos de idade. Ou seja, a revelação islâmica não só permite como aprova as relações sexuais com crianças.

    Portanto, apontar para os bons muçulmanos que conhecemos e concluirmos que o Islã não promove a pedofilia é uma lógica tortuosa, porque a conduta deles não encontra nexo de causalidade nos preceitos do direito islâmico. Na verdade, eles estão contrariando a fé que afirmam seguir!

    Portanto, o padre que se envolve com uma criança está indo CONTRA os preceitos cristãos; já o muçulmano que tem relações com crianças está tão somente aplicando aquilo que sua religião legitima explicitamente.

    Conclui-se: Pedofilia é um elemento indissociável do Islã.

    ISLÃ, POLIGAMIA E ESCRAVIDÃO SEXUAL

    No Antigo Testamento cristão, embora nunca incentivada, a poligamia era tolerada. Não há mais tal tolerância no Novo Testamento e penso que não há necessidade de fundamentar o que é óbvio.

    No caso do Islã, não só a poligamia é aprovada como também o é a escravidão sexual. Na Surah 4.3, Allah revelou:

    “…podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver, entre as mulheres. Mas, se termerdes não poder ser equitativos com elas, casai, então, com uma só e conformai-vos com O QUE A SUA MÃO DIREITA POSSUIR.”

    Além da óbvia autorização da poligamia (praticada pelo póprio Maomé também), há uma expressão importante na passagem que precisa ser explicada. “As que a sua mão direita possuir” é uma expressão corânica referente às escravas sexuais dos povos subjugados. Ou seja, o Corão está autorizando o muçulmano a se satisfazer sexualmente com suas escravas sexuais que tiver obtido em guerra.

    Conclui-se: Poligamia e escravidão sexual são elementos indissociáveis do Islã.

    O ISLÃ E TOLERÂNCIA RELIGIOSA

    “Não há imposição quanto à religião” Corão 2.256

    Essa passagem é destacada pelos muçulmanos defensores da liberdade de expressão e de crença como comprobatória do fato de que o Corão advoga abertamente tais valores. A entrada do Islamic Information Center localizado na Mesquita Azul de Istambul traz esse verso em destaque como forma de recepcionar os curiosos que lá vão conversar com o Imã (que é muito simpático e receptivo, é verdade).

    No entanto, há um incidente na Surata 49:18 que nos ajuda a entender melhor essa passagem. Um grupo de beduínos havia supostamente se convertido à fé islâmica e afirmaram “Nós cremos”, mas são prontamente repreendidos “Vocês ainda não creram; digam, porém, ‘Nós nos submetemos’, pois a fé ainda não entrou em vossos corações” e lhes e dito que ainda assim Alá os recompensará por seus atos.

    O ponto é o seguinte: a fé islâmica é uma fé que enfatiza a práxis em vez das doutrinas. O significado de muçulmano é “submisso a Deus”. Ou seja, ser muçulmano não necessariamente implica ter fé, mas sim a prática de acordo com Alá. Por isso a exortação aos beduínos, que embora não cressem, não possuíssem a fé (iman), haviam se submetido e, portanto, eram autênticos muçulmanos.

    É por isso que o Corão nos diz que não há compulsão quanto à religião, afinal crença não pode ser imposta. Ou alguém é capaz de escolher crer na inexistência da Lei da Gravidade? Crenças são coisas que brotam no nosso interior. Não são fruto de nossas escolhas. No entanto, eu posso escolher agir contra a gravidade jogando-me de um prédio. Nisto eu posso ser coagido, naquilo não.

    É assim que deve ser entendido o “versículo da tolerância” do Corão. Crença (religiosa, no caso) não se impõe. A prática? Ah essa sim! A ênfase do Islã sempre foi a prática e não a doutrina.

    A Meca na época de Maomé, havia enriquecido devido às suas transações comerciais bem-sucedidas, esquecendo-se assim dos antigos valores tribais igualitários. Prostrar-se ao chão como um escravo era considerado humilhante e, por essa razão Alá instituiu a oração com o rosto prostrado ao chão como contraponto à arrogância dos ricos ricos e avarentos de Meca. O jejum do Ramadã também tem como intuito lembrar o fiel das privações pelas quais passam os pobres, que não têm alimento sempre disponível. Instituiu-se também a prática do zakat, uma quantia equivalente a 2,5% da renda anual do fiel que deveria ser destinada aos necessitados.

    Percebe-se, assim, o valor da práxis no Islã. Valores belos, sem dúvida, o problema é serem postos em prática mediante coerção.

    É por isso, portanto, que o Corão pode nos dizer que “não há compulsão quanto à religião” (2.256), já que crença não se impõe, mas na Surata 9, versículo 5, nos dá a injunção de “matar os idólatras onde quer que o acheis” a não ser que se submetam.

    Mais à frente, na mesma Sura, o Corão é ainda mais claro:

    Combatei aqueles que não creem em Deus e no Dia do Juízo Final, nem abstêm do que Deus e Seu Mensageiro proibiram, e nem professam a verdadeira religião daqueles que receberam o Livro, até que submissos paguem o Jizya.

    Jizya é um imposto cobrado por um Estado Islâmico de minorias religiosas para que possam continuar com sua fé.

    E fica ainda pior:

    Corão 5.33. O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.

    Resumindo: quanto à fé (iman, no árabe) não há compulsão, já quanto ao Islã (submissão a Deus, no árabe) ou se prostra ou perde a cabeça.

    Conclui-se: A intolerância religiosa é indissociável do Islã.

    O ISLÃ E A DEMOCRACIA

    “Sois a melhor nação que surgiu na humanidade, porque recomendais o bem, proibis o ilícito e credes em Deus” (3.110a)

    Nessa passagem, percebe-se que os elementos da religião são indissociáveis da política e do direito. A nação seria a melhor, segundo Allah, por recomendar o bem, proibir o ilícito e acreditar em Deus.

    No Islã, a manifestação divina é política. Não à toa, a liderança de Maomé não foi meramente religiosa – como a de Cristo – mas principalmente política e militar. Maomé trouxe a época de ouro do Islã. A construção de uma sociedade “justa” é o desideratum do Islã e isso só pode se dar mediante “submissão a Alá”, que é justamente o significado do termo Islã.

    Assim, o Islã traz consigo inafastáveis implicações políticas que inevitavelmente entram, ou entrarão, em conflito com as democracias liberais do Ocidente cuja autoridade política é fundada numa constituição e não na vontade de Alá conforme revelada no Corão. Diga-se também que o Corão (discurso, no árabe) tem função similar ao Logos divino, a segunda pessoa da Trindade, na fé cristã. Se por um lado, portanto, Cristo (o Logos, também discurso no grego) é a própria manifestação de Deus e consubstancial com o pai (homoousios) no cristianismo, no Islã é o próprio Corão que exerce essa função sendo também considerado coextensivo com Alá “o Deus único”.

    Assim, não pode haver alternativa a não ser a submissão à forma de governo proposta pelo Corão: O Totalitarismo.

    Conclui-se: O Islã e o totalitarismo são indissociáveis.

    CONCLUSÃO

    Fica claro que o Islã é promotor de valores que contrariam abertamente os preceitos cristãos e os valores das democracias ocidentais: o Islã promove a pedofilia, a escravidão sexual, a intolerância religiosa e o totalitarismo. Tudo isso é promovido em cada uma das fontes de revelação divina do Islã. Esses valores são promovidos no Corão, são promovidos por Maomé e são promovidos pelo consenso dos teólogos árabes.

    Al-Ghazali, por exemplo, a segunda maior personalidade árabe depois de Maomé, uma espécie de Tomás de Aquino do Islã, sentencia um fatwa condenando à morte aqueles que se opõem às suas conclusões em sua famosa obra A Incoerência dos Filósofos.

    Quem discorda, precisa explicar alternativamente cada um dos pontos expostos acima. Antes de fazer qualquer associação com as Escrituras Cristãs, também precisa demonstrar equivalência nos textos bíblicos que possam ensejar valores dessa natureza.

    Sendo assim, ou nós repelimos imediatamente a expansão do Islã no ocidente, ou num futuro breve enfrentaremos problemas ainda maiores do que o havido ontem em Paris. Os terroristas de ontem não distorceram o Islã. Os terroristas são apenas exemplares seguidores de Allah. Os terroristas agem perfeitamente de acordo com a sua religião. O muçulmano que deles discorda precisa levar mais a sério a sua fé para ou abandonar sua perniciosa religião ou mudar de opinião.
    Título e Texto: Vitor Grando Pereira, 14-11-2015

  5. Com o Pentágono agora decidido a pôr soldados norte-americanos em solo na Síria (os quais de fato provavelmente já estão lá, operando perto de Latakia, nada mais nada menos), Washington está sabidamente reforçando as linhas de suprimento para os terroristas “moderados” anti-Assad, a pedido de (adivinhem!) sauditas e Erdogan.

    Inacreditavelmente, algumas das armas que estão chegando àquelas mãos podem bem ser sistemas de defesa portáveis, disparáveis do ombro, chamados Manpads, capazes de atingir aviões civis.

    Mas não, não, ninguém precisa se preocupar, porque a coisa só é entregue a “rebeldes selecionados”. E mais, do Wall Street Journal:

    EUA e seus aliados regionais concordaram em aumentar os embarques [por navio] de armas e outros itens para ajudar rebeldes sírios moderados a se defender e a desafiar a intervenção de russos e iranianos na defesa do presidente sírio Bashar al-Assad, disseram funcionários dos EUA e seus contrapartes na região.

    As entregas, a serem feitas pela Central Intelligence Agency, por Arábia Saudita e outros serviços aliados de espionagem visam a aprofundar a luta entre forças que combatem na Síria, apesar da promessa que o presidente Barack Obama fez publicamente, de que não deixaria o conflito converter-se em guerra à distância dos EUA contra a Rússia.

    Funcionários sauditas não apenas pressionam para que a Casa Branca mantenha aberto o duto de armas, mas também avisaram o governo dos EUA que não volte atrás na exigência, já de tanto tempo, de que Assad tem de sair.

    No mês já transcorrido de ataques aéreos russos cada vez mais intensos, a CIA e seus parceiros aumentaram o fluxo de suprimentos militares para rebeldes no norte da Síria, incluindo os mísseis antitanques TOW de fabricação norte-americana, disseram aqueles funcionários. Essas entregas continuarão a crescer nas próximas semanas, para repor os estoques consumidos na luta contra a ofensiva militar ampliada dos partidários do regime.+

    Funcionário do governo Obama disse que é preciso aumentar a pressão militar, para tirar Assad do poder.

    “Assad não sentirá pressão alguma para fazer concessões, se não houver oposição viável, com capacidade, graças ao apoio de seus parceiros, para pressionar o governo dele” – disse o funcionário.

    Além de armas que os EUA concordaram em fornecer, funcionários sauditas e turcos renovaram conversações com seus contrapartes norte-americanos sobre fornecer número controlado de sistemas lança-mísseis portáteis, disparáveis do ombro, os Manpads, para rebeldes selecionados. Essas armas podem ajudar a derrubar aviões do regime, especialmente os responsáveis pelos ataques com bombas-barril, e a manter ao largo também a força aérea russa, disseram funcionários.

    O presidente Obama várias vezes rejeitou essas propostas, lembrando o risco de ataques contra aviões civis, e por medo de que essas armas acabassem em mãos de terroristas. Para reduzir esses riscos, aliados dos EUA propuseram ‘retroformatar [orig. retrofit] o equipamento, para acrescentar os chamados “desligadores de segurança” [orig. kill switches] e software especializado que impediriam o operador de usar a arma fora de determinada área – disseram funcionários na região autorizados a falar sobre a possibilidade.

    Agências norte-americanas de inteligência estão preocupadas porque alguns Manpads de modelo antigo já foram contrabandeados para a Síria, por canais de suprimento que a CIA não controla.
    Se lhe parece total loucura, é porque é. Mesmo depois de a inteligência dos EUA (que não se pode afirmar mas pode-se supor que saia da CIA) sugerir que o Estado Islâmico no Sinai provavelmente derrubou o jato russo com 224 pessoas a bordo… a mesma CIA continua trabalhando para fornecer armas capazes de derrubar aviões comerciais, a “rebeldes selecionados”.

    Mas, para garantir que nenhum doido faça explodir em pleno voo um 747, Washington “retroformatará” as armas com software “especial” que garante que o doido só poderá derrubar aviões comerciais em determinadas áreas, não em qualquer lugar.
    Já não se pode duvidar: a coisa ultrapassou o absurdo, já chega ao bizarro.

    Pelo que se pode ver de fora, não basta que os EUA estejam fornecendo mísseis antitanques a terroristas que atiram contra as mesmas milícias apoiadas pelo Irã que os EUA implicitamente apoiam do outro lado da fronteira do Iraque… Agora, CIA e Arábia Saudita darão aos mesmos terroristas poder de fogo para derrubar aviões civis. Isso porque, no “melhor” cenário, os terroristas só derrubarão jatos de combate dos russos; e no pior, as mesmas armas acabarão em mãos “erradas” que logo se porão a usá-las para derrubar aviões comerciais.

    É difícil ver como John Kerry pode aparecer em conversações “de paz” em Viena sem corar de vergonha à frente de Sergei Lavrov. (…) EUA e sauditas estão armando grupos extremistas sunitas e encorajando-os a atirar contra forças russas e iranianas. É absurdo Obama pretender que não é guerra por procuração.

    Juntando todas essas pontas, já parece perfeitamente possível afirmar que os EUA estão, sim: (1) entregando armas antitanques a rebeldes que as usam contra soldados iranianos; (2) infiltrando soldados por terra perto de Latakia, o que significa que, quase com certeza, eles entrarão em combate direto contra forças do Hezbollah; e (3) entregando a terroristas armas capazes de derrubar aviões de passageiros, dias depois que um avião russo de passageiros explodiu no céu sobre a Península do Sinai.

    Tudo é feito em conjunção com sauditas e Erdogan, que acaba de ‘passar a mão’ numa eleição na Turquia e já está a caminho de reescrever, ao modo dele, a Constituição de seu país.
    E a mídia-empresa privada ocidental noticia tudo isso na mais perfeita cara-dura, como se alguma coisa aí fizesse algum sentido… ***

    Os pilotos e técnicos russos na Síria

    Desde 30 de setembro, a aviação russa, após pedido do presidente sírio, Bashar Assad, está realizando golpes aéreos contra alvos do “Estado Islâmico” na Síria.O presidente Vladimir Putin confirmou mais cedo que o período da operação militar russa na Síria será limitado pela ofensiva do exército

  6. TERRORISMO

    Em 07/01/2015 o espírito Vianna de Carvalho escreveu (psicografada pelo médium Divaldo Franco) uma mensagem com o título “Terrorismo”, logo após aquele ataque terrorista ao jornal “Charlie Hebdo”, em Paris.

    Tal mensagem foi publicada no exemplar de fevereiro/2015 da revista REFORMADOR, da FEB (Federação Espírita Brasileira) editora.

    Quem desejar pode conferir o que foi dito na época, acessando o link abaixo:

    http://www.febnet.org.br/blog/geral/noticias/terrorismo-2/

    Permite amplas reflexões, inclusive agora, nestes dias após os recentes ataques terroristas em Paris.

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