Qual é o funcionário que consegue ficar rico com seu salário? Nenhum

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Charge do Mariano (Charge Online)

Pedro do Coutto

A equipe liderada por Paulo Guedes que estuda a elaboração de projeto de reforma previdenciária chegou à conclusão que as despesas para os funcionários mais ricos são 12 vezes mais do que os encargos destinados aos mais pobres. A reportagem de Marta Beck, Marcelo Correa, André de Souza e João Sorina Neto em O Globo focaliza o assunto.

Claro, é fato que há servidores cujos salários são várias vezes do que recebem menor rendimento. Não quer dizer nada. Estamos em um país em que 50% da mão de obra ativa, nela incluindo, portanto, o funcionalismo tem 50% recebendo de 1 a 3 salários mínimos.

DESCONTO MAIOR – Quanto ao fato da aposentadoria ser bem maior do que as de menor renda, explica-se na seguinte proporção. O desconto previdenciário do servidor é de 14%. Portanto, o Rio de janeiro tomado como exemplo, os que ganham mais também contribuem mais.

Veja-se outro exemplo. Uma caderneta de poupança que recebe mais depósitos, evidentemente tem que render mais do que aquela que recebeu menores quantias mensais. 

O grupo de estudo está ainda pesquisando a situação dos militares. Esta pesquisa parte do princípio que as pensões e aposentadorias têm de ser condizentes com a responsabilidade atribuída às Forças Armadas.

MISÉRIA ABSOLUTA – Enquanto isso, reportagem de Daiane Costa, também na edição de ontem de O Globo, com base em pesquisa do Banco Mundial (BIRD) revela que no Brasil 54,8 milhões de pessoas vivem num nível abaixo da pobreza, sobrevivendo com 5,5 dólares por dia. Como se verifica, a extrema pobreza reúne 25% da população brasileira. Logo a escala de salários em nosso país é bastante reduzida.

Por falar em riqueza, não se pode considerar ricos aqueles que ganham, digamos, 10 mil reais mensais. São considerados classe média alta. O quadro geral brasileiro é marcado por esses índices de classificação. A riqueza é outra escala.

REGRA DE TRANSIÇÃO – Idiana Romazelli e Adrana Fernandes, em O Estado de São Paulo, revelam destaques dos estudos na área de Paulo Guedes para a reforma da Previdência. A dificuldade, no momento, é estabelecer uma regra de transição. Isso porque os admitidos a partir de 2003 estão sujeitos ao teto de 5,6 mil reais, teto também do INSS. Mas existem aqueles que têm direito a se aposentar na base do último salário. São os que têm, hoje, o tempo de serviço suficiente para se inscreverem nesse direito.

Mas também existem aqueles que são antigos mas que não atingiram as condições de aposentadoria. Para esses é necessária uma regra de transição entre um regime e outro. Nessa transição têm que ser respeitado o direito capaz de assegurar uma proporcionalidade justa decorrente das contribuições pagas ao longo do tempo.

11 thoughts on “Qual é o funcionário que consegue ficar rico com seu salário? Nenhum

  1. Fazer uma emenda constitucional retroagindo para prejudicar, não será nada republicano. Acontece sempre com as tais regras de transição. Quanto mais obtuso ou mal caráter, maiores as distorções de direito, menos se conserta na prática, pois o tal “remendo” é o que se tem em vista. Um “cala boca” para a mídia.

  2. “Qual é o funcionário que consegue ficar rico com seu salário? Nenhum”

    E no mínimo um título estranho. Na família de minha esposa, entre pais (dela) cunhados (menos eu, da área privada), minha esposa, todas as filhas e um filho, uma irmã de meu sogro, são todos funcionários públicos.

    Os netos estão empenhados em concurso público. São os dois advogados formados.

    As filhas, 3, e o único irmão, ganham entre dois salários mínimos e 12 mil reais.

    Meu concunhado ganha perto de 20 mil como oficial de justiça e sua esposa aposentou-se algora como diretora escolar e acumula dois salários, do estado e do município.

    Meu sogro e minha sogra, ele como ex-funcionário do IBGE tem um salário respeitável e ela também acumula dois salários.

    São ricos?
    Nenhum deles é rico. Mas têm dois carros, duas casas e ninguém tem a menor preocupação com coisas como ‘ser demitido’ e outros babados. Isso é para a empresa privada.

    Uma vez passado em um concurso, as chances de você ser demitido no Brasil são nulas.

    Se essa descrição representa um segmento respeitável do funcionalismo público brasileiro, por que alguém haveria de se preocupar com problemas de demissão?

    O funcionalismo público no Brasil é um paraíso.

    • Eduard, Pedro Coutto tenta negar a realidade: o funcionalismo público é um paraíso, claro não para todos. Existem aqueles que já estão enquadrados nas regras do inss e não serão atingidos pela reforma ou se for, serão as mesmas do resto da população. E ai, ele usa esses como exemplo para defender ou amenizar para os que ganham acima do teto e tem privilégios.

      • Funcionário público queixa-se porque o aumento foi pouco. Trabalhador na empresa privada apavora-se porque pode ser demitido.

        Dá para comparar?

        E ainda tem gente que acha que o crescimento da riqueza no Brasil passa por pesado apoio do Estado.

        Pode até ser, mas certamente atrás disso virá uma montanha de funcionários públicos prontos para infernizar a vida das pessoas.

        Se metade fossem demitidos, pouca diferença faria na qualidade do serviço público.

        Conhece a Lei ou Princípio de Peter?

        “Numa hierarquia todo o funcionário tende a subir até seu nível de incompetência.”

        Corolários

        “1. Em devido tempo, todos os lugares tendem a ser ocupados por funcionários que são incompetentes para desempenharem as suas tarefas.”

        “2. O trabalho real é feito pelos funcionários que ainda não atingiram seu nível de incompetência.”

        Neste instante estou me preparando para enfrentar uma repartição pública. Minha acolhida será inversamente proporcional ao nível de incompetência.

        Estou me preparando para demonstrar que 2 + 2 são quatro.

        Não vai ser fácil. E se encrespar o funcionário ‘puxará’ um carimbo ao lado e pronto! Já era…

        • E ainda existe o auto-horário. O funcionário público decide que dia vai trabalhar, que horas chega, que horas sai. Além dos que ocupam dois espaços ao mesmo tempo, pois foram contratados para cumprirem cargas horárias sobrepostas. Queiram ou não o país não avançará sem uma reforma séria nesta área.

  3. ATAQUE À PREVIDÊNCIA SOCIAL

    No meu facebook fui informado do aniversário de um ano do texto de Pedro do Coutto, relativo a este tema: ‘O temor da dificuldade maior para aposentadoria, em decorrência da reforma que o governo Michel Temer propõe na Previdência Pública, já levou milhares de famílias a ingressarem na Previdência Privada. De janeiro a novembro deste ano o movimento foi de 40,5 bilhões de reais. Faltam, portanto, os números de dezembro, estima-se que ano fecha com captação de aproximadamente 44 bilhões de reais’. http://www.tribunadainternet.com.br/reforma-de-temermeirelles-ja-direcionou-r-405-bilhoes-a-previdencia-privada/?fbclid=IwAR09T9oU6dzdmkOmZN56tQ7YkLjLuGUSZdS2I9Vt6VJJMkeLvAEPBHhNncc

  4. Estamos em um país em que 50% da mão de obra ativa, nela incluindo, portanto, o funcionalismo tem 50% recebendo de 1 a 3 salários mínimos. Vejamos a tão propalada reforma da Previdência como tem sido anunciado aos quatro ventos do país que é para diminuir a diferença salarial entre o público e privado. É o setor privado que paga maior salário aos seus funcionários, isto são cifras altíssimas. Mas tem um porém, tudo passa pela pejotização. Em um país sério esta reforma, antes de iniciar, teria que ser feita uma auditoria na previdência para saber a real situação.

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