Quando há tragédias como a que ocorreu na Região Serrana, vem à tona uma terrível combinação de incompetência, irresponsabilidade, desperdícios e corrupção.

Mario Assis

Só para exemplificar: Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional do governo Lula, aplicou na Bahia mais de 80% dos recursos NACIONAIS para a prevenção de acidentes .

Por outro lado, há uma superposição de órgãos, nos níveis federal, estadual e municipal, cujas atribuições, áreas de atuação e responsabilidades não estão claramente definidas – o que impede uma responsabilização. E com cargos e funções gratificadas às pencas, gerando despesas e desperdícios, pagos por todos nós.

Ministérios das Cidades e Integração Nacional, ministério do Meio Ambiente e secretarias estadual e municipais de Meio Ambiente, Defesa Civil nacional, estadual e municipal, gabinetes de crises no Estado e na União, equipamentos, gastos com treinamentos e muito mais despesas. Quando temos a catástrofe, NADA FUNCIONA.

Basta a mídia deixar de noticiar e tudo será como “D’antes no Quartel de Abrantes”. Alguém tem dúvida?  Agora, divulga-se que as obras em rodovias na Serra demandarão cerca de R$ 400 milhões. Uma tragédia dessas, ceifando, até agora mais de mil pessoas, e já começa a orgia dos MILHÕE$$$$$$$$… Nenhum prefeito, secretário municipal ou estadual, nenhum órgão federal esboça, pelo menos, o que irá FAZER! Mas, quanto vão gastar, eles já sabem!

São 400 milhões para quê? Antes, precisam levantar os danos, projetar as obras e melhoramentos e, aí sim, orçar, estimar o custo. E não começar pelo fim!

Diante de um quadro desses, chega-se à conclusão de que não é só o Legislativo que precisa ser enxugado. Principalmente, o Executivo é que tem de ser remodelado. Se nós pensarmos com isenção e racionalidade, vamos descobrir que o ente federativo “Estado” é até desnecessário. O Estado é tão somente um intermediário, caro e dispendioso, entre a União e os Municípios. É um ente parasitário, cujo hospedeiro é a sociedade que suporta as suas despesas. Ele replica áreas de atuação, tais como educação, saúde, infraestrutura, segurança, de forma mais cara e menos eficaz, sob a responsabilidade da União e dos municípios.

A princípio pode parecer uma proposta esdrúxula, mas, aprofundando a ideia, avaliando com racionalidade e isenção, podemos concluir, sem muita dificuldade, as muitas vantagens para o contribuinte e o cidadão da eliminação do Estado. Redistribuindo entre a União e os municípios o que o Estado exerce em superposição.

É preciso pensar! Ousadia e criatividade! Inovação. Afinal, o homem não chegou à lâmpada elétrica aperfeiçoando a vela.

                                                          Mario Assis foi secretário de
Administração  do governo do Estado
do Rio, na gestão de Nilo Batista.

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