Quanto mais Gilberto Carvalho mexe, mais fede.

Antonio Carlos Fallavena

Sem querer querendo, o ministro Gilberto Carvalho, Secretário-Geral da Presidência da República, mesmo discordando das posições do STF, traz informações interessantes:

– Teve contato com o ministro Fux. O ministro, inicialmente disse que o processo do mensalão “não tinha prova nenhuma” e que “tomaria uma posição muito clara”.

– Ministro Fux pediu apoio para ser indicado ao STF. Isto não é novo: até mesmo os petistas buscam apoio para indicações. Se o pretendente não fizer isto, não terá chance: está é a prática!

Antes da indicação, Fux tinha informações parciais. Após nomeação, conhecendo integralmente o processo, decidiu com mais clareza e convicção. A partir dai, Fux torna-se alvo de petistas insatisfeitos, com suas posições e votos.

O roteiro mostra, de um lado a busca de apoios (ministro Fux) e de outro a espera de retribuição: absolvição dos réus. Fizeram uma aposta no ministro? As declarações de Gilberto Carvalho, permitem vislumbrar outro possível crime: apoiado, indicado e nomeado, o ministro deveria retribuir com votos favoráveis aos réus?

O ministro Gilberto reafirma o uso do “caixa dois” – defende seu partido acusando outros de agirem da mesma forma. Ainda fora do governo, queriam abrir processos e CPIs contra todos. Agora, com a estrutura às mãos, deixam tudo de lado. Por que será?

Quanto ao financiamento público de campanha, mais desculpas e justificativas frágeis.

Na política, corruptos, corruptores, pessoas sem ética e sem caráter, agem à luz do dia, usando recursos de qualquer origem! Nas campanhas, com os recursos públicos farão o mesmo, principalmente considerando a proposta que defendem.

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REFORMA POLÍTICA

Todos os comentaristas se manifestaram, além de sinceros e interessados numa melhor qualidade de política, mostram, claramente, algumas das mazelas da atual legislação.

Existe uma proposta de reforma política que resolve muitos dos problemas e que eles jamais aceitarão! As propostas atuais estão preparadas para manter o mesmo “status quo”. É preciso uma reforma completa, séria e feita de fora para dentro do Congresso Nacional – nenhuma das casas possui credibilidade para esta tarefa.

O ministro perdeu a oportunidade de dar algumas explicações ao povo brasileiro: seu único e verdadeiro patrão.

Como diz um velho ditado português, ”quanto mais mexe, mais fede”.

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