Quatrilho mineiro

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Carla Kreefft

Fazer análises apressadas em política é sempre uma temeridade. Mas, às vezes, é inevitável. Dizem que o bom político é aquele que consegue perceber, com antecedência, a próxima ação do adversário e preparar uma reação surpreendente.

Em Minas Gerais, pelo menos uma surpresa já aconteceu. A escolha do ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro Pimenta da Veiga como candidato do PSDB ao governo de Minas não era esperada pelos aliados dos tucanos nem pelos adversários. Pimenta estava afastado de disputas eleitorais e mesmo a sua participação em atividades partidárias eram discretas e muito localizadas em Brasília. A transferência do presidente da Assembleia, deputado Dinis Pinheiro, para o PP, com o objetivo de participar da chapa de Pimenta na condição de vice também surpreendeu a todos.

Ambas as articulações, realizadas pelo senador e presidenciável Aécio Neves, criaram quase que um cenário definitivo da disputa por parte do PSDB. A definição é muito favorável a Aécio Neves, que precisa deixar a sucessão bem encaminhada em Minas Gerais, de forma a conseguir se dedicar intensamente à campanha presidencial.

PT SE APRESSA

Entretanto, esses arranjos provocaram uma certa pressa no PT mineiro. O ex-presidente Lula tratou logo de conseguir um bom nome dentro da classe empresarial para ser uma opção de parceria para o ministro e ex-prefeito Fernando Pimentel, o candidato petista ao governo mineiro. O filho do ex-presidente da República José Alencar foi o escolhido. Josué Gomes filiou-se ao PMDB e se transformou em uma boa carta na manga dos petistas. Não deixou de ser também uma surpresa.

Depois de tudo isso, os principais nomes estão postos e formam um quatrilho mineiro. São dois candidatos de Minas na corrida pelo Palácio da Alvorada e, claro, outros dois na disputa pelo Palácio Tiradentes. E parece não haver dúvida de que se um deles errar, o seu respectivo parceiro também corre risco.

Para Aécio Neves, a eleição de Pimenta da Veiga é fundamental tanto quanto é importante para Dilma Rousseff eleger Fernando Pimentel. Candidato a presidente tem que conseguir eleger o governador de seu Estado. Certamente, os dois rivais preferem uma vitória já no primeiro turno, o que fortaleceria as campanhas em um eventual segundo turno da disputa presidencial.

Tal como no jogo quatrilho, é bom lembrar que algumas peças foram trocadas. Aécio e Pimentel já estiveram ao lado um do outro. Juntos elegeram Marcio Lacerda prefeito de Belo Horizonte em 2008. Agora, são rivais.

Essa rivalidade não é pouca coisa, não. Nas mãos desse quatrilho está o futuro administrativo do Brasil e de Minas Gerais. É muita responsabilidade. (transcrito de O Tempo)

2 thoughts on “Quatrilho mineiro

  1. > Não importa sua idade. Estamos envelhecendo. Não nos preocupemos!
    >
    > De que adianta, é assim mesmo. Isso é um processo natural.
    >
    > É uma lei do Universo conhecida como a 2ª Lei da Termodinâmica ou Lei
    > da Entropia. Essa lei diz que: A energia de um corpo tende a se
    > degenerar e com isso a desordem do sistema aumenta.
    >
    > Portanto, tudo que foi composto será decomposto, tudo que foi
    > construído será destruído, tudo foi feito para acabar. Como fazemos
    > parte do universo, essa lei também opera em nós. Com o tempo, os
    > membros se enfraquecem, os sentidos se embotam.
    >
    > Sendo assim, relaxe e aproveite.
    >
    > Parafraseando Freud: “A morte é o alvo de tudo que vive”. É isso que
    > acontece a nós.
    >
    > O conselho é: Viva! Faça apenas isso. Preocupe-se com um dia de cada vez.
    >
    > Como disse um dos meus amigos a sua esposa: “me use, estou acabando!”.
    >
    > Hilário, porém realista. Ficar velho e cheio de rugas é natural. Não
    > queira ser jovem novamente, você já foi.
    >
    > Pare de evocar lembranças de romances mortos, vai se ferir com a dor
    > que a si próprio inflige. Já viveu essa fase.
    >
    > Reconcilie com a sua situação e permita que o passado se torne passado.
    >
    > Esse é o pré-requisito da felicidade. “O passado é lenha calcinada. O
    > futuro é o tempo que nos resta: finito, porém incerto”, como já dizia
    > Cícero.
    >
    > Abra mão daquela beleza exuberante, da memória infalível, da ausência
    > da barriguinha, da vasta cabeleira e do alto desempenho, pra não se
    > tornar caricatura de si mesmo. Fazendo isso ganhará qualidade de vida.
    >
    > Querer reconquistar esse passado seria um retrocesso e o preço a ser
    > pago será muito elevado. Serão muitas plásticas, muitos riscos e mesmo
    > assim você verá que não ficou como outrora.
    >
    > A flor da idade ficou no pó da estrada. Então, para que se preocupar?!
    > Guarde os bisturis e toque a vida. Você sabe quem enche os consultórios
    > dos cirurgiões plásticos? Os bonitos. Você nunca me verá por lá. Para o
    > bonito, cada ruga que aparece é uma tragédia, para o feio ela é até bem
    > vinda, quem sabe pode melhorar, ele ainda alimenta uma esperança. Os
    > feios são mais felizes, mais despreocupados com a beleza.
    >
    > Na verdade, ela nunca lhes fez falta, utilizaram-se de outros atributos
    > e recursos. Inclusive tem uns que melhoram na medida em que envelhecem.
    >
    > Para que se preocupar com as rugas, você demorou tanto para tê-las!
    > Suas memórias estão salvas nelas. Não seja obcecado pelas aparências,
    > livre-se das coisas superficiais. O negócio é zombar do corpo disforme
    > e dos membros enfraquecidos.
    >
    > Essa resistência em aceitar as leis da natureza acaba espalhando
    > sofrimento por todos os cantos. Advêm consequências desastrosas quando
    > se busca a mocidade eterna, as infinitas paixões, os prazeres sutis e
    > secretos, as loucas alegrias e os desenfreados prazeres. Isso se
    > transforma numa dor que você não tem como aliviar e condena à ruína sua
    > própria vida.
    >
    > Discreto, sem barulho ou alarde, aceite as imposições da natureza e
    > viva a sua fase. Sofrer é tentar resgatar algo que deveria ter vivido e
    > não viveu. Se não viveu na fase devida, o melhor a fazer é esquecer. A
    > causa do sofrimento está no apego, está em querer que dure o que não
    > foi feito para durar. É viver uma fase que não é mais sua. Tente
    > controlar essas emoções destrutivas e os impulsos mais sombrios. Isso
    > pode sufocar a vida e esvaziá-la de sentido. Não dê ouvidos a isso,
    > temos a tentação de enfrentar crises sem o menor fundamento. Sua mente
    > estará sempre em conflito se ela se sentir insegura.
    >
    > A vida é o que importa; concentre-se nisso.
    >
    > A sabedoria consiste em aceitar nossos limites.
    >
    > Você não tem de experimentar todas as coisas, passar por todas as
    > estradas e conhecer todas as cidades. Isso é loucura, é exagero. Faça o
    > que pode ser feito com o que está disponível. Quer um conselho?
    > Esqueça. Para o seu bem, esqueça o que passou. Têm tantas coisas
    > interessantes para se viver na fase em que está. Coisas do passado não
    > te pertencem mais.
    >
    > Se você tem esposa e filhos experimente vivenciar algo que ainda não
    > viveram juntos, faça a festa, celebre a vida.
    >
    > Agora você tem mais tempo, aproveite essa disponibilidade e desfrute.
    >
    > Aceitando ou não, o processo vai continuar.
    >
    > Assuma viver com dignidade e nobreza a partir de agora.
    >
    > Nada nos pertence.
    >
    > Tive um aluno com 60 anos de idade que nunca havia saído de Belo
    > Horizonte. Não posso dizer que pelo fato de conhecer grande parte do
    > Brasil sou mais feliz que ele. Muito pelo contrário, parecia exatamente
    > o oposto.
    >
    > O que importa é o que está dentro de nós.
    >
    > A velha máxima continua atual como nunca: “quem tem muito dentro
    > precisa ter pouco fora”.
    >
    > Esse é o segredo de uma boa vida.

  2. O penúltimo parágrafo, no qual a jornalista descreve a dobradinha do PSDB mineiro de Aécio com o PT mineiro, objetivando a eleição do atual prefeito do PSB de Eduardo Campos, aliança determinante para a derrota de José Serra em Minas/2010, reduto do PSDB, está tendo como consequência a pouca ou quase nada militância de Serra na candidatura de Aécio ao Planalto/2014.

    Cada passo dado em política tem seus reflexos ao longo do tempo. Aécio amarga o erro cometido quatro anos antes. Seria melhor que desistisse em favor de um candidato em condições de vencer. Os colégios eleitorais de São Paulo e Minas Gerais são determinantes para a vitória do candidato presidencial. Leonel Brizola perdeu a eleição presidencial disputada com Collor e Lula pela inexpressiva votação do PDT em São Paulo. O candidato que Brizola escolheu para concorrer a governador era muito fraco.

    Eduardo Campos pouca chance terá na eleição presidencial se não tiver um candidato a governador forte disputando o Palácio dos Bandeirantes agora em 2014. A cúpula do PSB em São Paulo deseja uma aliança com Geraldo Alkimim, o qual nada agregará em termos de votos de qualidade para disputar com perspectivas de vencer o pleito principal. Em Minas Gerais, o prefeito da capital é muito mais aecista do que campista, ou seja, terá poucos votos em Minas Gerais, pois o eleitor mineiro do interior é manifestamente conservador por natureza e a palavra socialismo assusta e muito.

    No fundo e na forma a eleição de 2014 vislumbra um cenário dos mais emocionantes, derivado do fato, que todos os partidos se encontram em forte divisão interna. As duas maiores forças do campo governista, o PMDB e o PT lutam acirradamente pelos seus candidatos nos Estados, na esperança de engordar suas bancadas na Câmara Federal e no Senado para obterem a maioria e poderem indicar os presidentes das duas casas legislativas. Sem o comando da Câmara e do Senado qualquer governo tem que distribuir parcela do PODER para governar com tranquilidade, sob pena de pipocar CPIs por todo lado e ver matérias votadas contra o interesse do sistema, aquelas que demandam recursos da bondade.

    O jogo do PODER me parece que será interessante e a disputa muito acirrada para governar os próximos quatro anos, no entanto, o povo mais uma vez não será um ator ativo no palco, talvez um coadjuvante de quinta categoria, papel que a própria sociedade e o eleitor querem para si mesmos, atuando na inércia alguns e outros pela política do toma lá da cá.

    Depois não adianta nem reclamar nos quatro anos seguintes.

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