Que sabor terá um gozo material, muitas vezes supérfluo e até efêmero, conquistado a custa do sacrifício de nossos irmãos?

Carlos Wolf

Grande e corajosa colocação, feita aqui por Nélio Jacob, ao destacar que o grande problema é que todos querem enriquecer.
Eu, cada vez mais, acredito que esses meros setenta anos que vivemos, em média, não passam de uma fração de segundo em nossa existência; talvez sejam nada dentro da eternidade a que pertencemos.

E, nesse diapasão, uma pergunta se faz necessária: que sabor terá um gozo material, muitas vezes supérfluo e até efêmero, conquistado a custa do sacrifício de nossos irmãos?

É fundamental coibir a imoralidade que se alastra na política, sim. Mas, tão importante quanto a investigação e a punição dessas práticas imorais e ilegais, é o esforço para se construir uma consciência geral sobre o quanto execráveis são tais condutas e o quanto isso faz sofrer pessoas inocentes.

Caros amigos, penso que vocês, que aqui fazem tão relevantes comentários, notoriamente pessoas de bem, inconformadas com tanta injustiça e covardia, possuem preciosa ferramenta para formar uma opinião pública, não contra quem quer que seja, mas no sentido de que não há caminho para a felicidade plena, se não o do bem – obrigação de todos.

11 thoughts on “Que sabor terá um gozo material, muitas vezes supérfluo e até efêmero, conquistado a custa do sacrifício de nossos irmãos?

  1. Muito bons artigos, o do Sr. NÉLIO JACOB, e do Sr. CARLOS WOLF, versando sobre o Enriquecimento ilícito, via Corrupção na Política. Realmente a SOCIEDADE tem que formar Opinião Pública e EXECRAR como “pior do que Covardes na batalha”, esses que na Vida Pública, assim procedem, tirando o pão da boca das Crianças Pobres.
    Por outro lado, a meu ver, é possível e extremamente HONROSO, enriquecer Trabalhando Produtivamente, guardando e Investindo o Excedente, continuamente, para termos bom Padrão de Vida, para Nós e nossas Famílias.

  2. Há enriquecer e enriquecer.
    Um com esforço e honestidade e outro como ocupantes da máquina pública com seus cargos de confiança, como a mulher do Zé D , que recentemente arranjou um emprego a R$ 12 500,00. E isso ainda é pouco, pois o próprio Zé, a cada dia, aparece uma nova dele sobre suas transações internacionais.

  3. Fazer o bem sem olhar a quem é, certamente, a obrigação de todos. Isso é claramente perceptível quando olhamos para a administração pública, que deve servir bem ao cidadão indistintamente.

    Parabéns pelo recado!

  4. Que não se turbe o coração daquele que prosperou a custa de seu trabalho e sacrifício. É justo, louvável e importante ao progresso da humanidade, já que ao prosperar materialmente, via de regra, você gera riqueza a outros.

    Entretanto, pobre daquele que, deliberadamente, prospera a custa do sofrimento alheio.

    A “sorte” é que Deus, em sua perfeita justiça e sua infinita bondade, oportunizará a nós que erramos, a ferramenta para nossa autocorreção; muitas vezes escolhidas por nós mesmos.
    Tiremos, então, primeiro a trave de nossos olhos, para depois auxiliarmos nossos irmãos a extrair a palha dos olhos deles.

    Fico feliz de ver que mais e mais pessoas ocupam seu tempo para discutir sobre assuntos que dizem respeito à coletividade – sinal dos novos tempos de amor incondicional.

  5. Perdão pelo lapso, ao digitar errado a palavra “usuário” ao invés de usurário.
    Grato, Bortolotto, por trazer à tona a essência da frase de São Gregório, e não ressaltar um pequeno erro de digitação comum a todos nós, esquecendo-se da mensagem que acusa hipócritas e cínicos de obterem fama de caridosos quando, na verdade, a esmola é fruto da exploração alheia!
    Qualquer semelhança com os bancos tanto em caráter nacional quanto internacional NÃO é mera coincidência.

    • Longe de querer ensejar uma discussão neste dia não devemos julgar o pedinte, a meu ver, que carrega nas suas costas uma existência que não suportaríamos.
      Se a sua razão é pedir esmolas, e não trabalho em troca de dinheiro como fazemos normalmente, precisamos – se tivéssemos condições – analisar as circunstâncias que o levaram a esta situação de penúria.
      Citaste um exemplo que pode se adpatar a vários casos mas, para outros, ele não serve.
      A simples humilhação de pedir, de implorar, de clamar por um mínimo de atenção em forma pecuniária, caracteriza o ser humano como digno de piedade, que não serão através de raciocínios lógicos que conseguirá sair da sua dificuldade que julga intransponível e impotente de resolver seus próprios impasses.
      Acredito, todavia, que também para muitas pessoas a esmola não está sendo ofertada para o mecessitado, mas para ela mesma, uma maneira de se penitenciar pela omissão e negligência diante de constatar o quanto se tem de fazer para que diminua a diferença, o contraste social tão absurdamente distante.
      Certamente afirmo que a miséria mais grave não é do esmoleiro, que vive o dia, mas do pobre de espírito, que entende viver por anos a fio e que seu trabalho é acumular fortunas, contabilizar lucros, aumentar patrimônio, ter fama de realizado, conhecer o mundo, ser dono de vários automóveis, avião e iate, mansões e sítios, casas e apartamentos no exterior e, no entanto, a sua moradia não tem alegria, mas preocupação; não tem felicidade, mas tristeza pelo momento perdido de não se estar ganhando mais dinheiro; o sorriso da esposa não tem valor, a não ser quando as ações lhe sorriem quando aumentam suas cotações; o filho vive distante do pai, qua não se preocupa com ele, imaginando que o colégio particular e mais caro soluciona a sua ausência, o turismo que patrocina, as aquisições conforme desejo, a conta bancária que substitui o amor!
      E morre pobre de amizades, de calor humano, e porque não fará falta alguma compensada pelo dinheiro que será herdado finalmente.
      O pobre é muito mais feliz que o rico, incomparavelmente mais feliz.
      Basta vermos os olhos de um homem simples como brilham com um simples copo de cerveja; com um pedaço de carne, comendo um pão e sem nada dentro.
      Quando ganha uma roupa, um sapato velho, um relógio parado e que não funciona mais.
      O quanto se torna feliz quando lhe dão um sanduíche sem que ele tenha implorado; um refrigerante sem que tenha de beber o resto da garrafa; uma comida sem que ele tenha de buscá-la na lata de lixo.
      Este homem sabe dar valor à vida, diferentemente do rico que dá valor aos bens que possui, e que não sabe valorizar a sua existência porque não consegue atribuir mérito à vida alheia, apenas uso dela para seus objetivos.
      “…porque é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha…”
      O célebre e extraordinário Sermão da Montanha onde Cristo proferiu estas palavras, indubitavelmente foram dirigidas não para o rico, mas para o pobre, para o humilde, para o carente, que em sua constante busca pela sua sobrevivência encontra no pouco que recebe o estímulo para seguir em frente, o ânimo, a vontade, enquanto que muitos se suicidam quando percebem que perderam suas fortunas em negócios mal feitos ou, então, antes de se verem com menos dinheiro no bolso ocasionam sofrimentos com demissões em massa, sonegações, roubam suas próprias empresas e empregados, transferem seus bens para os paraísos fiscais.
      O alerta de Cristo não foi para o abastado, que somente ouve o som das notas contadas de dinheiro, mas para aquele que se encanta com o mundo, que sente a importãncia de uma sombra de árvore, de um banho de rio, de estar junto às demais pessoas comungando da mesma falta de comida e bebida, mas compensada pela aproximação, solidariedade e caridade.
      Não posso julgar quem me pede esmola. Eu, se tenho algum trocado, dou ao pedinte. Eu não teria a coragem de ser como ele e nem a sua dignidade de se humilhar a ponto de estender a mão e pedir por um auxílio!

  6. Em verdade vos digo, com humildade, claro:
    Generalizar não é de bom alvitre.
    O absoluto é perigoso.

    Há mais entre o céu e a terra que supõe nossa vã filosofia.(Shakespeare)

  7. FELIZNATAL comemoremos hoje e amanha porque depois de amanha……..não sei não…….como poderá um pais viver feliz tendo “autoridades” do quilate de renancalheiros-lula-dilma-sarney-maluf-serra-fhc????o pais em que vivemos está sem rumo. sem comando. desgovernados. terra sem lei ganha quem é mais afoito, mais atrevido, quem chegar primeiro. os marginais comandam e articulam politicamente tanto nos palacio como de dentro das prizoes. até o nosso natal é interrompido por politicos ladrões em rede de tv vamos juntar forças para comemorarmos o NATAL

  8. Francisco Bendl, você fez um excelente comentário em sua defesa. Quando uma pessoa pede desculpa por um erro involuntário, esta desculpado e ponto final. Este blog tem a finalidade de informar e debater o conteúdo dos artigos ou comentários, infelizmente há quem prefira ficar procurando erro dos outros. A troco de que?
    Eu confesso, não sou muito bom em português, sei que cometo erros. Se alguém, apontar algum erro meu, simplesmente me desculpo e não lhe dou resposta alguma.

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