Que tal trocar uma centena de corruptos por um Supremo decente?

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Percival Puggina

Faríamos bom negócio se trocássemos cem corruptos por um STF decente. Com um Supremo formado por juristas de alto nível, juízes de verdade, conscientes de seus deveres e responsabilidades, ficaríamos livre desse flagelo que mantém a nação em sobressalto. E os corruptos acertariam suas contas com a sociedade porque é isso que acontece quando as instituições funcionam.

Não estou sendo sarcástico. É incalculável o montante dos prejuízos que esse STF vem causando à política, à moral do povo, à credibilidade das instituições, à segurança jurídica e à estabilidade necessária ao funcionamento regular da economia.

TOFFOLI EM AÇÃO – Não há adjetivo polido para a conduta do ministro Dias Toffoli na sessão da Segunda Turma do STF no dia 26. A finalidade da sessão era abrir as portas da liberdade a um grupo de condenados da Lava Jato com culpa confirmada pelo TRF-4. No lote, para disfarçar, o ex-chefe José Dirceu. A ideia do trio Toffoli, Lewandowski e Gilmar era romper o entendimento colegiado da corte sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

Sabem todos os ministros, sabem os advogados dos presos, sabem os condenados, sabe o Brasil que prisão após o trânsito em julgado de sentença condenatória é sinônimo de liberdade eterna para quem roubou muito. E um tanto mais breve para quem roubou pouco. É uma liberdade alugada com dinheiro das vítimas. É, também, outro nome que se pode atribuir à impunidade, benefício mais importante para o criminoso do que o produto de sua atividade.

INTOLERÁVEL – Na imagem e possibilidade mais remota e positiva, o STF é um conjunto de 11 pessoas que, segundo maiorias instáveis e seus bestuntos individuais, impõem ao país o convívio com o intolerável. Na imagem mais provável, a coisa fica muito pior. Só para lembrar: em 10 de março de 2015, o ministro que coordenou a operação no dia de ontem enviou ofício ao colega Lewandowski, que presidia o STF, manifestando interesse em ser transferido da Primeira para a Segunda Turma da Corte, ocupando a vaga aberta pela morte de Teori Zavaski. Com essa mudança, o grupo que, por mera coincidência, tinha a seu encargo os processos da Lava Jato, ganhava a atual configuração.

Para quem não sabe, ou já esqueceu, quando José Dirceu era chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dias Toffoli foi seu subchefe da área de Assuntos Jurídicos. Em junho de 2005, acusado por Roberto Jefferson de ser o mentor do mensalão, Dirceu foi obrigado a demitir-se do cargo, sendo substituído por Dilma Rousseff, a quem Toffoli, imediatamente, solicitou a própria demissão. O fato confirma a estreita ligação entre os dois. Quem disse que gratidão é sempre uma virtude?

FORMAÇÃO DE QUADRILHA – Não é de hoje que o STF vem cuidando bem da criminalidade de jatinho. Em fevereiro de 2014, esse Supremo, com voto decisivo do recém-nomeado e gratíssimo ministro Roberto Barroso, decidiu que não houve formação de quadrilha no mensalão.

Ela não só houve como jamais interrompeu suas atividades e agora tem tratamento VIP nesse STF que não nega os fatos, mas soluça com os condenados falando em “sanha punitivista”.

4 thoughts on “Que tal trocar uma centena de corruptos por um Supremo decente?

  1. SUSPEIÇÃO, segundo o Aurélio

    [Do lat. tard. suspectione.]
    S. f.
    1. Desconfiança, dúvida, suspeita.
    2. Jur. Situação, expressa em lei, que impede os juízes, representantes do Ministério Público, advogados, serventuários ou qualquer outro auxiliar da Justiça de, em certos casos, funcionarem no processo em que ela ocorra, em face da dúvida de que não possam exercer suas funções com a imparcialidade ou independência que lhes competem.

  2. É trivial, meu caro! Toma-se um STF com 11 ministros, pesando cada um 440kg. Isso resultaria numa massa de 4.840kg. Dividida por uma centena, ter-se-ia 100 corruptos lights, com peso de 48,4kg cada um.
    Depois, escolheríamos qual das duas súcias poríamos num elevador. Pronto, estaríamos diante de uma troca equilibrada, equipendente! Acionado o button DOWN ou “DESCENTE”, se houvesse algum embaraço, bastaria puxar a descarga manual, que ambos os bolos desceriam com o mesmo impacto, fossa abaixo!

  3. Em 2016, o Sr. Gilmar Mendes votou a favor da prisão após o julgamento em 2a instância. Na ocasião nenhum de seus íntimos amigos, tais como Aécio e Temer, estavam na mira da justiça. Agora, o bojudo beiçudo mudou de ideia, porque seus íntimos amigos estão na berlinda. Ele teve um espasmo cerebral quando viu o Sérgio Cabral sendo conduzido com algemas e correntes. Cruzes! Isso não pode acontecer com os meus amigos, nem que eles sejam condenados em última instância.
    Aí, aparecem comentaristas como Ricardo Boechat e Reinaldo de Azevedo e dizem que há que se votar novamente essa questão de prisão após julgamento em 2a instância, só porque o Gilmar mudou de lado. Ora, se assim fosse, quando trocar um ministro ou quando uma dessas excelências mudar de opinião, tudo o que foi julgado anteriormente deve ser julgado de novo, porque o resultado pode se alterar. Ora, cambada, vão lamber sabão. Vocês pensam que todos os brasileiros são trouxas. Temos que alterar essa forma de nomear pessoas sem caráter para o STF. A coisa é muito séria. Que sejam despejados de lá Gilmar Mendes, Dias Tófoli (o empregado do Zé Dirceu), Levandowiski (que não passa em uma prova da OAB) e Marco Aurélio (o sempre cansado boquinha de chupar ovo).

  4. Tribunal Arbitral ou de Paz com Supremo Federal em cada Estado, deixando o da Capital como regulador apenas; com um novo sistema judiciário, leis saconicas, sem redução de penas e outros detalhes a serem acrescentados conforme dados do politico Azevedo Pereira!

    Faço questão em deixar meu e-mail a saver: azevedopereirapolitico@gmail.com

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