Quebra de sigilo da ex-mulher 02 de Bolsonaro vai emporcalhar a família como um todo

Brasileiros que conviveram com ex-mulher de Bolsonaro na Noruega confirmam  que ela relatava ameaça - 26/09/2018 - Poder - Folha

Ana Cristina fazia o mesmo “trabalho” de Fabricio Queiroz

Italo Nogueira
Folha

A quebra de sigilo bancário e fiscal da assessora parlamentar Ana Cristina Siqueira Valle, em meio à investigação sobre “rachadinha” no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), atinge o período em que ela esteve casada com o presidente Jair Bolsonaro.

A Justiça autorizou ao Ministério Público do Rio de Janeiro acesso aos dados bancários de Ana Cristina de maio de 2005 a maio de 2021. Ela e o presidente se divorciaram em junho de 2008.

PATRIMÔNIO NÃO-DECLARADO – Bolsonaro e Ana Cristina tiveram um divórcio litigioso com acusação de furto e relato de patrimônio não-declarado do casal a partir de outubro de 2007.

Nos anos em que os dois estavam casados abrangidos pela decisão, eles também compraram cinco terrenos, uma sala comercial em Resende e uma casa em Bento Ribeiro, zona norte do Rio de Janeiro.

Em duas transações há indícios de uso de dinheiro vivo, modelo de operação apontado como forma de lavagem de dinheiro na denúncia contra o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ).

LAVAGEM DE DINHEIRO – As transações são mencionadas pela Promotoria no pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Ana Cristina e demais investigados. O MP-RJ afirma que há suspeita de lavagem de dinheiro nas operações, em razão do possível uso de dinheiro vivo.

Contudo, diferentemente do que aconteceu na investigação contra Flávio, não houve pedido de quebra de sigilo das pessoas ou empresas que participaram das operações imobiliárias de Ana Cristina. Tal medida envolveria o presidente e poderia levar a apuração para a Procuradoria-Geral da República.

A assessora parlamentar é investigada pelo MP-RJ sob suspeita de ser a operadora financeira do esquema de “rachadinha” no gabinete de Carlos na Câmara Municipal. Ela foi chefe de gabinete do filho do presidente entre 2001 e 2008, além de ter mantido sete parentes nomeados no local até 2018. Atualmente, ela trabalha como assessora da deputada federal Celina Leão (PP-DF).

ESQUEMA FAMILIAR – A suspeita dos promotores é a de que o vereador mantinha em seu gabinete um esquema semelhante ao atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), pelo qual foi denunciado sob acusação de liderar uma organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e apropriação indébita.

O advogado Antônio Carlos Fonseca, que defende o vereador, disse que não poderia comentar o processo em razão do sigilo determinado pela Justiça. A defesa de Ana Cristina não se pronunciou sobre o caso.

ACUSOU BOLSONARO – Na rumorosa partilha de bens do antigo casal, em outubro de 2007, Ana Cristina acusou Bolsonaro de ter furtado pertences de um cofre particular que mantinha no Banco do Brasil.

Ela declarou à polícia em 2007, quando notou um arrombamento do cofre, que havia no local R$ 200 mil e US$ 30 mil em espécie, além de joias avaliadas em R$ 600 mil.

No processo de separação, revelado pela revista Veja em outubro de 2018, Ana Cristina disse que a renda mensal do deputado na época chegava a R$ 100 mil. Para tal, Bolsonaro recebia “outros proventos” além do salário de parlamentar — à época, de R$ 26,7 mil como parlamentar e outros R$ 8.600 como militar da reserva. Ela não especificou quais seriam as fontes extras.

NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS – Antes da briga, Ana Cristina e Bolsonaro mantiveram uma intensa atividade imobiliária. Eles compraram imóveis no Rio de Janeiro e em Resende que somavam à época R$ 280 mil.

As escrituras de duas das quatro transações afirmam que o pagamento foi realizado “em moeda corrente do país”, expressão habitualmente usada para descrever uso de recursos em espécie. Reportagem da revista Época do ano passado afirmou que foi usado dinheiro vivo nas operações.

Um relatório do Coaf identificou movimentação de dinheiro vivo considerada atípica nas contas da assessora parlamentar, o que reforça a suspeita, na avaliação dos promotores.

QUEIROZ DE SAIAS  – Nove pessoas ligadas a Ana Cristina foram alvo da quebra de sigilo bancário e fiscal solicitado pelo MP-RJ —sete parentes, uma sócia e a filha da parceira comercial.

A suspeita é que a ex-mulher de Bolsonaro desempenhasse um papel semelhante ao atribuído a Fabrício Queiroz como suposto operador da “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa.

O gabinete de Carlos teve nos últimos 20 anos ao menos sete parentes de Ana Cristina como funcionários. O cadastro de quatro deles na Receita Federal ou na Câmara Municipal tinha como endereço a casa em que o presidente Jair Bolsonaro vivia com a ex-mulher na Barra da Tijuca. A ex-mulher de Bolsonaro também está na mira da CPI da Covid. Ela foi convocada a explicar sua relação com o lobista Marconny Albernaz de Faria e as mensagens que mostram indicações para cargos no governo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Especializada em lavagem de dinheiro, a família Bolsonaro, daqui em diante, vai ter sua roupa suja lavada em público. Todos estão emporcalhados e o jovem Jair Renan também já está todo encardido, como se dizia antigamente. (C.N.)

12 thoughts on “Quebra de sigilo da ex-mulher 02 de Bolsonaro vai emporcalhar a família como um todo

  1. Tanto se falou no Lulinha e nada foi achado. Já na família Bolsonaro quanto mais mexe, mais fede.
    Além da família tem as ligações com milicianos, ex PMs, e aSSessores multi função.
    Imóveis, lojas de chocolate, coisa de louco. Eita família que conhece o ramo imobiliário!

  2. É risível ver o jornalismo venal criminalizando “rachadinhas”, como se uma grande parcela de jornalistas não estivessem envolvidos até a médula nas práticas rachadistas. No Brasil, milhares de jornalistas revezam-se em nomeações como “assessores” de políticos de todas as cores, desde vereadores até senadores. Todo eles “contribuindo” alegremente para engordar o “caixa de campanha” dos seus empregadores. Hipócritas!

    Sobre a quebra de sigilo da mulher do Bolsonaro, a própria narrativa se auto-incrimina: a “investigação” da ala do MP do RJ envolvida, até o pescoço, com a bandidagem da turma dos guardanapos e do narcotráfico, tem o claro objetivo de enlamear o Presidente da República. O método já é conhecido, foi utilizado amplamente no caso do Flávio Bolsonaro, e consiste no vazamento (em troca de dinheiro) de informações para a imprensa prostituída.

  3. Chora mídia marrom!
    Mi mi mi!
    Investiga, investiga e não acham nada. A Globo e aceclas investigaram Bolsonaro e a família desde sempre. E não encontraram nada substancial que pudessem usar contra ele, evitando assim que fosse eleito Presidente da República. No mais, tentem se conformar com a derrota na eleições passadas e também nas futuras.
    E vamos que vamos, 2022 nos espera.
    Quanto mais batem, mais apanham. Rsrsrs

    E já antevejo Bolsonaro na ONU desnudando a esquerda mundial. Vai ser um chororô só.
    Pseudos líderes de países esquerdistas se contorcendo em manobras mirabolantes para atingir o PR. Só que não, Bolsonaro é verdadeiro, sendo assim não há espaço para os oposicionistas investirem contra o governo brasileiro.

  4. Os outros 60 mil (por fora do recebido como Parlamentar e militar da reserva) certamente vem dos negócios da rachadinha. Mas tem, ainda, os lucros da milícia.

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