Queda de Temer bloqueia (hoje) qualquer saída para a crise

Pedro do Coutto

A queda do vice Michel Temer da coordenação política do governo, antecipada por ele próprio, bloqueia, pelo menos no momento, qualquer saída para a crise política que domina o país, a partir dos assaltos praticados contra a Petrobrás. Ele, inclusive, não esperou sequer o anúncio conjunto com a presidente Dilma Rousseff, pelo contrário, como os jornais de sábado divulgaram, na sexta-feira decidiu tomar a iniciativa, revelando assim sua contrariedade com os acontecimentos que estavam envolvendo seu trabalho como articulador.

Entretanto, o fato é que sua declaração de que o país precisava de alguém capaz de uni-lo, como é lógico, atingiu em cheio a presidente Dilma Rousseff, uma vez que a excluiu dessa atribuição. Antes, há cerca de duas semanas ele já havia anunciado a perspectiva de o PMDB concorrer com candidato próprio à presidência da República em 2018, acrescentando que pretendia ser esse candidato. Acrescentou ainda que, se eleito em 18 manteria Joaquim Levy à frente do Ministério da Fazenda. O distanciamento entre a presidente e o vice começou a partir daí, como observamos em artigo publicado neste site.

A decisão de Temer deixar a coordenação política do Planalto foi muito bem enfocada pelas reportagens de Vera Rosa (O Estado de São Paulo); Mônica Bergamo, Andréia Sade, Natuza Nery e Valdo Cruz (Folha de São Paulo); Simone Iglesias, Frenada Krakovics; Cristiane Jungblut e Juliana Granjeia (O Globo), todas elas publicadas nas respectivas edições de sábado.

VAZIO PARTIDÁRIO

O fato essencial, convergente entre os textos, penso eu, é o de que o afastamento de Michel Temer agrava a crise política porque abre um vazio partidário que não pode ser preenchido por outro membro do PMDB, sobretudo no momento em que o procurador-geral Rodrigo Janot encaminha ao Supremo a denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Aliás, por falar em Cunha a reportagem de O Globo assinala que ele se encontrou na sexta-feira com o vice Michel Temer no seu escritório em São Paulo. Assim, vale lembrar, apenas como registro partidário, que Temer, presidente nacional do PMDB, apoiou a candidatura do parlamentar fluminense à presidência da Câmara Federal contra Arlindo Chinaglia, do PT, cuja candidatura fora lançada pelo Palácio do Planalto. Mas esta é outra questão.

O aspecto principal e consequente da iniciativa de Temer se afastar do governo a que pertence é que bloqueia a hipótese do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Isso porque pareceria à opinião pública que o lance estava programado para o PMDB, através dele chegar ao poder. Assim a atitude, ao mesmo tempo funciona tanto para enfraquecer o governo, quanto para impedir a evolução da proposta de impedimento da presidente Dilma Rousseff.

PERMANÊNCIA DE CUNHA

Em função da reação de parte dos deputados contra a permanência de Cunha na direção da Câmara dos Deputados, ele afirmou que se manterá no cargo, amparado no fato constitucional de que processo contra si não transitou em julgado, inclusive nem iniciado ainda foi. Verifica-se assim uma divisão que se desloca tanto quanto sua atuação quanto com a disposição das correntes que buscam seu afastamento.

Do entrechoque resulta nitidamente a impossibilidade de existir número suficiente de deputados e deputadas para votar, sob qualquer perspectiva o afastamento de Dilma Rousseff. Obstruído o caminho do impeachment, não se depara com nenhuma outra possibilidade factível de a presidente deixar o cargo. Fora o impeachment, só existem dois caminhos: a renúncia, a qual evidentemente ela não aceitará, ou a anulação, pelo TSE dos votos nas urnas de 14 que tanto a elegeram, quanto o vice Michel Temer. O que aconteceria nesta hipótese longínqua? O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, assumiria a presidência da República e convocaria novas eleições dentro de 90 dias. O caminho, portanto, para esta saída, a meu ver, é impossível.

TEMPESTADE

Assim, a presidente Dilma Rousseff se mantém resistindo à tempestade, ampliada pela ruptura, não só de Eduardo Cunha, mas agora também pela de Michel Temer. O vice-presidente que constitucionalmente não é figura de destaque principal, agora, no entanto passou a ser, deslocando-se para o centro dos acontecimentos. O vice-presidente não tem poder para fortalecer o governo, mas através de um lance político pode enfraquecê-lo. Foi o que aconteceu, por exemplo, em 1954, quando o vice, Café Filho, foi ao Palácio do Catete e apresentou ao presidente Getúlio Vargas a proposta de ambos renunciarem.

Ocorreu no passado, mas agora não pode acontecer no presente. No atual momento, as contradições que submergiram a aprovação de Dilma Rousseff na opinião pública brasileira talvez se tornem as mesmas capazes de mantê-la no poder. Política é assim.

24 thoughts on “Queda de Temer bloqueia (hoje) qualquer saída para a crise

  1. Pareceria ? Nao parece e nao e golpe e apenas o desfecho da crise institucional criada pela quadrilha.
    Apenas foi catalidado pela investigacao e denuncia meteorica de 35 dias contra o Cunha

  2. O jornalista Pedro do Coutto apresenta a sua interpretação sobre a saída de Temer da coordenação política de Dilma, em um artigo consistente, bem elaborado e verdadeiro.
    Também penso da mesma forma.
    Entretanto, eu acrescentaria que o vice-presidente abandonando a função que lhe fora designada, e dando a entender que não resta quem possa executar esta tarefa a contento, acusa a presidente como responsável pela crise política e sem resolvê-la porque incompetente, e neutraliza a vantagem que Dilma obtivera ao trazer o presidente do Senado para seu lado em confronto com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ambos também do PMDB.
    Temer, que deve ter a intenção de candidatar-se pelo PMDB à presidência da República em 2018, deve ter percebido que defender este governo ou tentar esboçar um plano de governabilidade para que Dilma conclua o seu mandato é furo n’água, vai prejudicá-lo em demasia, afora o seu nome e partido estarem atrelados à presidente e PT como se fosse uma agremiação apenas, situação que exigirá de Temer grandes habilidades para justificar aos eleitores que não teve participação nos crimes e erros do PT nas suas administrações, missão quase que impossível.
    Temer ao dar no pé temeu pelo seu futuro político, e demonstrou total covardia nesta renúncia, confirmando o egoísmo que caracteriza o político quando percebe que será atingido pelas repercussões de decisões do passado mal pensadas, e corre contra o vento agora para tentar chegar perto da linha de chegada, pois sabe de antemão que jamais a cruzará depois desta união com o PT, que marcará indelevelmente o seu partido como irmão gêmeo dos petistas, e também responsável pelos roubos, assaltos às estatais e este caos político, econômico e social, que nos encontramos!
    De certa forma, se Dilma não reúne as condições para estabilizar a crise política, muito menos tem o PMDB com a renúncia de Temer, comprovando a minha afirmação o confronto de Cunha e Renan e a saída de Temer da função que lhe designaram, ou seja, se entre eles mesmos não há entendimento, quanto mais a criação de uma linha de atuação onde todos deveriam levá-la adiante para consertar um lado deste péssimo governo, o político, pelo menos.

    • Caro Bendl … Bom dia!

      Não há covardia em Temer, em Cunha e no PMDB … soube o PMDB ser leal nas vacas gordas … como tem sido agora nas magras, aprovando o ajuste fiscal … … … só que o PMDB é GOVERNO, tanto quanto o PT – foi para isto que o eleitorado elegeu Dilma-Temer.
      Se o cidadão hoje repudia Dona Dilma … o PMDB tem todo o direito de assumir plenamente:
      1 – com renúncia, preferencialmente;
      2 – com impedimento, em que o PMDB demonstraria não pactuar com possíveis malfeitos.
      Se houve malfeito eleitoral, aí o PMDB certamente saberá aceitar a cassação da Diplomação!!!

      Não comento sobre corrupção … há quem ganhe para isto!!!

      • Lionço, meu caro, bom dia,
        Apesar do teu partidarismo pelo PMDB, portanto, na defesa da tua agremiação política, o PMDB jamais esteve com o povo em períodos de vacas magras, pois sempre ficou ao lado do governo, e as medidas de reajustes fiscais não são e nunca foram em tempo algum favoráveis ao povo, mas compensar através de mais sacrifícios da população os erros cometidos nas administrações que ocasionaram tais crises!
        Se estas tivessem sido corretas e honestas não haveria ajustes, o barco navegaria em águas calmas e não turbulentas.
        Assim, se o mar se encontra revolto, o PMDB como Imediato ao Capitão, tem a sua responsabilidade inerente ao comando dividido, e não tem como escapar de ser responsabilizado por não ter desviado da rota que nos levaria a enfrentar grandes ondas, e que alguma passam por cima do convés.
        No entanto, causa-me surpresa que não discutas corrupção e afirmas que, “há quem ganhe para isto!!!”
        Concordo Lionço, que tem mesmo quem ganha e muito com a corrupção, a começar com as acusações contra o PMDB – e a mais sensacional é contra Eduardo Cunha, presidente da Câmara, pelo menos por enquanto-, e alguns peemedebistas envolvidos no petrolão, afora a condescendência do teu partido com os crimes praticados pelo PT/PMDB ao longo das administrações petistas, tenham sido pela omissão ou vistas grossas, até que fossem descobertos e viessem a público.
        Lamento, mas o PMDB há muito tempo deixou de estar ao lado do povo para se dar bem nos altos escalões dos governos que se sucedem, e aproveitar as benesses e ofertas em quantidade para seus partidários alheios absolutamente às necessidades do povo e do Brasil, aliás, como qualquer partido que hoje se mantém como aliado desse governo corrupto e desonesto em todos os sentidos.
        Um abraço, meu caro Lionço.

    • Concordo com a opinião do Sr. Francisco Bendl. O PMDB mostrou, como sócio do PT nos assaltos aos fundos de pensão, à Petrobras, e a outros órgãos da administração pública, recebendo subornos, tão envolvidos quanto o PT nos escândalos (Eduardo Cunha, Renan et caterva ) que já não irá contar com os votos dos eleitores lúcidos nas próximas eleições, assim como vai acontecer com o PT. Espero que os brasileiros tenham aprendido com os escândalos e com a Operação Lava-Jato, e venham com isso a transformar, nas urnas, o PMDB e o PT em partidos nanicos.

        • Lionço,
          Mas não mesmo!
          Essa desculpa é marota, pois se fossem apenas alguns peemedebistas onde está a expulsão do partido desses que se desviaram da rota?!
          Pô, até neste comportamento insidioso dos petistas que não expulsaram nenhum dos ladrões que o partido produziu, vocêws

          • Perdão, concluo o comentário acima:
            … que o partido produziu, vocês querem imitar?!
            Assim não vale, Lionço.
            outro abraço.

      • Prezado Ednei Freitas,
        Certos fatos saltam aos olhos de quem analisa a política brasileira mediante o seu passado e comportamento atual, restando apenas desonestidade e corrupção generalizadas!
        Quanto mais tentam distorcer a realidade, mais ela se evidencia como prejudicial ao povo e País; mais ela se mostra nefasta aos nossos interesses populares e nacionais; mais ela tem sido modificada para amenizar os crimes cometidos contra a Nação!
        O PMDB não tem como fugir da sua responsabilidade no que tange à situação do momento, por mais que se esforce e tergiverse sobre a questão.
        A vaidade de seus partidários, Cunha, Renan, Temer, Padilha, Sarney, as velhas raposas de sempre, não conseguem mais acobertar que também são incompetentes, desonestos e tão corruptos quanto aos petistas, pois dividiram espólio do Brasil entre eles.
        Desta forma, a renúncia de Temer da coordenação política foi mais uma demonstração da falta de autoridade moral e de não conseguir unir a sociedade em torno de um plano de governabilidade verdadeiro, e não projetos para manter o poder com o PMDB e PT sem quaisquer mudanças necessárias à continuidade de uma rotina razoável na economia deste País.
        Um abraço, Ednei.

        • Pois é, Sr. Francisco Bendl, sinto muito ter de discordar do nosso querido comentarista Lionço Ramos Ferreira que acha que não devemos confundir o PMDB com alguns peemedibistas. Não se está fazendo confusão nenhuma. Se houvesse políticos honestos no PMDB, ao verem o partido metido nesta roubalheira, estes já teriam pulado fora do partido, sob o risco de se tornarem coniventes com a roubalheira. Tempo os supostos honestos do PMDB tiveram para isso. Ninguém abandonou o partido e, mais ainda, nunca se levantou uma voz sequer nas tribunas da Câmara ou do Senado, partida de peemedebistas, para condenar a roubalheira na Petrobras. Nunca um deputado ou senador do PMDB censurou seus pares que estavam roubando. Infelizmente não dá para concordar com o senhor, Sr. Lionço. Espero que mais para a frente nós venhamos a concordar em muitas coisas, uma delas, que sei, é a execração do PT.

  3. A Executiva Nacional do PPS decidiu, nesta quinta-feira, em Brasília, aguardar a reunião dos líderes de oposição, na próxima semana, antes divulgar um documento se posicionando a respeito do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

    A direção partidária estava reunida para definir o tom da nota, mas a divulgação do documento foi adiada a pedido dos líderes oposicionistas, que pretendem conseguir a adesão de outros partidos e de parlamentares, inclusive da base aliada, para uma eventual mobilização pelo impeachment.

    Segundo o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), a Executiva decidiu considerar a ponderação dos líderes da oposição, que também se reuniram nesta manhã, para acompanhar o desenrolar dos fatos até a próxima terça-feira, data em que devem se manifestar sobre o afastamento de Dilma.

    Freire disse que o partido vai aguardar a decisão conjunta da oposição antes de se manifestar pela saída da presidente. Ele lembrou que o PPS, desde o primeiro governo de Lula, já alertava a sociedade para os malfeitos, erros e equívocos cometidos pelo governo do PT.

    “O PPS sempre teve um espírito crítico, alertando para a situação que o PT estava levando o País ao estimular o consumo desenfreado, os empréstimos consignados e a situação do emprego, que nunca foi pleno”, disse Freire.

  4. Caros Bendl e Dr. Ednei … Saudaçoes!

    http://pmdb.org.br/institucional/estatuto/ com: “Art. 13. O filiado condenado por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado, será expulso do Partido.”

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/06/27/pmdb-expulsa-deputado-condenado-pelo-stf-do-partido.htm com: ”
    PMDB expulsa deputado condenado pelo STF do partido
    Aiuri Rebello
    Do UOL, em Brasília
    27/06/201317h44
    O PMDB expulsou o deputado Natan Donadon (RO) dos quadros do partido nesta quarta-feira (26).
    O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve ontem a condenação do deputado e pediu que fosse expedido um mandado de prisão contra ele, que ainda não foi encontrado pela Polícia Federal. Em 2010, a Corte o condenou a 13 anos e quatro meses de prisão por formação de quadrilha e peculato.
    Donadon é acusado de participação em desvio de cerca de R$ 8 milhões da Assembleia Legislativa de Rondônia em simulação de contratos de publicidade. Ele é o primeiro parlamentar condenado à prisão desde a Constituição de 1988.
    A informação sobre a desfiliação de Donadon foi dada à reportagem do UOL pelo presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO). Questionado pela reportagem o que achava da condenação do deputado, Raupp recusou-se a responder, ficou em silêncio e entregou uma nota do diretório estadual do PMDB de Rondônia informando a desfiliação.
    Donadon não cumpriu o acordo de se entregar à Polícia Federal até as 12h desta quinta-feira (27). Agora, Donadon está sendo procurado por agentes da PF.
    “O diretório estadual do PMDB de Rondônia informa que decidiu desligar de seus quadros Natan Donadon e Marcos Antônio Donadon”, dizia o documento entregue por Raupp.
    Marcos Antônio é deputado estadual em Rondônia e foi preso na madrugada de ontem em Porto Velho. Ele foi condenado pelos crimes de peculato e formação de quadrilha por envolvimento em um esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa local.
    Cassação
    A mesa diretora da Câmara dos Deputados decidiu ontem, por unanimidade, abrir um processo regimental para cassar o mandato do deputado Natan Donadon. O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) já foi informado e o parlamentar terá cinco sessões para se defender. Depois, o caso seguirá para votação secreta em plenário.”

    • Prezado Sr. Lionço Ramos Ferreira,

      Porque o senhor se esforça tanto para defender o partido PMDB ? Ora, expulsar um parlamentar, como Natan Donadon do partido, após seu crime ser julgado e o deputado ter sido condenado pelo STF é o mínimo que pode fazer qualquer partido. Até o PP de Paulo Maluf e Jair Bolsonaro faria isso.

      A Ditadura Militar primeiro extinguiu os partidos políticos. Mais tarde admitiu ter um partido da situação, a ARENA (que abrigou basicamente Udenistas) e um partido de oposição consentida, mas permitiu somente um. Então foram para o MDB todos que se opunham à ditadura militar, como comunistas, socialistas, trabalhistas, ecologistas e outras correntes de pensamento que queriam democracia. Ícones do MDB foram Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, depois Leonel Brizola, Roberto Freire, entre outros de igual significado. Até a luta por eleições diretas, onde toda a oposição se uniu ao povo em grande manifestação, o que foi o início do fim da Ditadura Militar. Aí veio a possibilidade do pluripartidarismo, e cada tendência que estava na camisa de força do MDB foi para seu canto e criou seu partido, como os ecologistas criaram o Partido Verde, os comunistas legalizaram o PCB, os trabalhistas agrupados em torno de Leonel Brizola criaram o PDT, e assim por diante. Diante disso, o MDB se desidratou, ficando lá só a escória política.

      Oportunistas, com o prestígio de lutas do velho MDB, a escória política mudou uma letra do nome ( imposição da Ditadura – todo partido precisava começar com P , de Partido) passaram a chamar-se de PMDB. Isto tem iludido a população, cuja memória de lutas do MDB está viva na consciência de todos, o que justifica os votos que sufragam o PMDB atual. Isto é um estelionato. No país dos estelionatos, isso é comum: O passado de lutas do PTB da época de Getúlio até o golpe militar de 1964, PTB liderado por Leonel Brizola ficou na memória do povo. Com mais uma maldade da Ditadura Militar, os militares resolveram dar a sigla PTB para Yvete Vargas, que nunca representou o trabalhismo. Mas até hoje, pessoas ingênuas mas de memória viva, que não separam o joio do trigo, votam no PTB achando que este é o mesmo partido trabalhista glorioso do passado. Leonel Brizola rasgou em público um cartaz dizendo PTB quando recebeu a notícia de que perdera a sigla para Yvete Vargas, e fundou o Partido Democrático trabalhista – PDT . Veja aqui que Yvete Vargas fez um estelionato, por apossar-se de uma sigla histórica a que nunca pertenceu. É o mesmo estelionato que vejo na escória que ficou do antigo MDB, gente que não se colocava em tendência nenhuma, já que se criaram partidos de todas as tendências, usou o nome glorioso MDB ´para usurpar e conspurcar a sigla e chamá-la de PMDB. Tancredo no túmulo, Ulysses no Oceano devem estar se revirando ao ver a sigla vitoriosa MDB ser chafurdada por Sarney, Renan, Eduardo Cunha e agora a oportunista Marta Suplicy, que assinou ficha de filiação deste triste partido para candidatar-se à Prefeitura de São Paulo, circulando nos tapetes do Congresso que eles já pisaram antes.

      Em suma o PMDB de hoje e o PTB de hoje são dois estelionatários. São pura enganação. São siglas que confundem e iludem os mais ingênuos. Não é a toa que, por não terem programa para o País, não apontam uma ideia para solucionar ou mitigar a crise em que vivemos. E são parceiros de qualquer governo que se apresente, desde que ganhem os cargos, ministérios e outras boquinhas. Se amanhã for eleito presidente da República um líder do PCB, pode ter certeza que o PMDB vai se apresentar para ser da base aliada. Se o deputado Jair Bolsonaro for eleito presidente da República, lá estará o PMDB se apresentando como partido aliado, do mesmo jeito.

  5. A qual PMDB os senhores estão se referindo? O PMDB do PSDB ou ao PMDB do PT? Qual a diferença? Na minha opinião, nenhuma. Há, aqui nas Gerais, temos em torno de 30 PMDB’s, vai de a a z. A pegunta que não quer calar; quem roubou mais? O PT ou o PSDB. Nunca fui, não sou e, jamais serei seletivo, ou, moralista de casião. Minha memória ainda funciona bem e, eu não posso esquecer o passado.

  6. Luiz Antônio,
    Tu te apegas em situações absurdas como esta, sobre quem roubou mais o PT ou PSDB!
    E esbravejas que não és seletivo ou moralista de ocasião, mas como?!
    Não aceitas qualquer crítica ao PT sem antes comparar o comportamento corrupto e desonesto deste partido com os demais, mas e daí?!
    O PT está no pode há treze anos. Adianta resgatarmos os crimes dos tucanos, que não resolverão nossos problemas porque não existem meios de buscarmos o dinheiro desviado ou mal aplicado ou pelas más privatizações, que deixarmos de lado os roubos do PT, os assaltos às estatais, e que é o governo atual, portanto, possibilidades concretas de impedirmos que continue nesta trilha de danos e prejuízos ao Brasil e povo?
    Tu estás com esta declaração ficando em cima do muro, sendo omisso em não tomar posição, apenas acusando todos os partidos, que não é novidade alguma, pois sabemos não existir nenhum decente, do que admitir os males do PT que são infinitamente maiores que qualquer governo estabelecido ultimamente, com exceção de Collor, o arqui-inimigo do povo brasileiro, diferentemente do PT, que nos odeia.
    Para com essa história de seletividade e moralismo, que não se aplicam neste caso ou não percebes o quanto temos sido explorados pelo PT, mesmo que este procedimento atual tenha a sua similaridade com a época dos tucanos?
    E não me leves a mal, mas a tua alegação que és diferente dos demais te coloca mesmo como diferente, ou seja, tentas tapar o sol com peneira e queres afirmar que estás embaixo de sombra!
    E não se trata de medir valores roubados, mas a sequência de crimes ininterruptos dos petistas desde que assumiram o poder, pois não poderás negar que, pelo menos, na gestão FHC tivemos um combate efetivo contra a inflação que, no entanto, eleva-se novamente com o PT, ocasionando desemprego, endividamento, Estados com os salários dos servidores em atraso, e sem perspectivas de futuro.
    Ora, quem está selecionado situações és tu, e querendo ser um falso moralista ao acusar também o passado de roubos contra o erário, óbvio ululante, que, entretanto, não deveria permitir que aceitasses os crimes dos petistas como admites porque governos anteriores também roubaram!
    Isto sim é ser seletivo e moralista ou sectário de plantão!

  7. Cretinão, Collor de Mello, que ainda bem renunciou porque prejudicou milhões de brasileiros às custas de medida criminosa, que confiscou a poupança e o dinheiro em conta corrente do povo!
    Maldoso, imbecil e incompetente, pois não resolveu a inflação como entregou o Brasil para seu vice-presidente com índices altíssimos deste mal que nos afligia há tempos.

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