Quem tem FHC na oposição nem precisa do PT para se defender

Percival Puggina

Segundo divulgado amplamente pela mídia, o ex-presidente declarou à Capital, conhecida revista alemã de economia:

  1. que a presidente Dilma Rousseff, não está envolvida no escândalo de corrupção na Petrobras;
  2. que a presidente é uma pessoa honrada;
  3. que ele, FHC não tem nenhuma consideração por ódio na política, também não pelo ódio dentro do meu partido, [ódio] que se volta agora contra o PT;
  4. que os escândalos começaram no governo dele (Lula)”, em 2004, com o escândalo do mensalão;
  5. que seria ir longe demais colocar Lula na cadeia porque isso dividiria o país. Lula é um líder popular. Não se deve quebrar esse símbolo, mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do país;
  6. que ele (Lula) certamente tem muitos méritos e uma história pessoal emocionante. Um trabalhador humilde que conseguiu ser presidente da sétima maior economia do mundo.

O ex-presidente falou muito mais, mas eu pincei acima o suficiente para mostrar a total inapetência do principal líder da oposição brasileira para a tarefa que ora incumbe a seu partido.

34 thoughts on “Quem tem FHC na oposição nem precisa do PT para se defender

  1. Isso mostra o quanta imbecilidade ronda a mente desse sujeito movido por uma corrente ideológica esquerdista.

    O sujeito é imbecil, não se dá conta disso e assina embaixo.

    As únicas vantagens que vejo no partido desse imbecil em relação ao PT é a de ter coragem para reformular políticas econômicas tacanhas e não ser signatário do famigerado Foro de São Paulo.

    FHC: um débil mental e imbecil.

  2. Bom dia,leitores(as):

    Pergunto,que autoridade moral e honradez esse sujeito (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso) tem,já não bastam os mais diferentes crimes de LESA-PÁTRIA e TRAIÇÃO ao país que ele cometeu?

  3. Amigo Puggina

    Permita-me, pela primeira vez, discordar de parte do seu texto.

    Fernando Henrique não foi nunca e não é agora, líder de coisa alguma. Fraco nas grandes decisões, viveu a sombras do grande amigo, Serjão Motta. Após falecimento, nem FHC e nem seu governo foram os mesmos.

    Culturalmente, não há comparações de FHC com Lulla. No entanto, algumas de suas manifestações são lulescas.

    Até parece que tem medo de falar o que deveria. Se enrola e termina dizendo bobagens.

    Dillma sabia e sabe tanto quanto ele sabe de seus governos. A não ser que seja ella declarada “bolada ou débil mental”.

    No entanto, fica dando pitacos, aqui e ali, prejudicando e não ajudando o país e a sociedade.

    Se FHC fosse líder, estaria a frente de todo o processo de REORGANIZAÇÃO DO PAÍS.

  4. São absolutamente incompreensíveis as afirmações de FHC inocentando Dilma, enquanto as investigações da Lava Jato se aproximam dela: inocentando sem provas, quando tudo indica o contrário. E pior, afirma ainda que ” os escândalos começaram no governo dele (Lula)”, em 2004, com o escândalo do mensalão” ; (mas) “que seria ir longe demais colocar Lula na cadeia porque isso dividiria o país. Lula é um líder popular. Não se deve quebrar esse símbolo, mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do país;
    que ele (Lula) certamente tem muitos méritos e uma história pessoal emocionante. Um trabalhador humilde que conseguiu ser presidente da sétima maior economia do mundo”

    Tudo isso é espantoso vindo do ex-presidente, uma das expressões máximas do PSDB. Só faltou ele condenar a Operação Lava Jato e o juiz Sergio Moro, ou mesmo inocentar José Dirceu. A mim isto não parece prudência e sim sinal de demência senil – não é impossível que FHC esteja iniciando um Mal de Alzheimer. Tudo o que ele falou, seria repetido com gosto pelo deputado (PT) Sibá Machado !

    • Ednei Freitas, sempre desconfiei de nossa oposição! Agora está sacramentado que não temos oposição. Acho que resta só o Senador Caiado. Mas uma andorinha não faz verão. Vou copiar e colar seu texto! Perfeito.

  5. ” 5 – que seria ir longe demais colocar Lula na cadeia porque isso dividiria o país. Lula é um líder popular. Não se deve quebrar esse símbolo, mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do país;”

    Depois desta declaração acima, FHC suplantou os discursos ininteligíveis de Dilma!
    Lula, por ser um líder popular não ir para a cadeia, mesmo provando que se trata de ladrão e farsante, transbordou os limites do bom senso, e FHC mostra a sua verdadeira cara, no mínimo cínica e hipócrita!
    Ora, “não se deve quebrar esse símbolo …”, FHC teve pane mental?
    Quer dizer que os “símbolos” brasileiros podem ser de criminosos, delinquentes, salafrários, mentirosos, a escória, pois a população os admira?
    Então as boas pessoas vamos condená-las à morte?
    O cidadão honesto, trabalhador, que sustenta a sua família, honrado, digno, este vamos enxotar do Brasil porque não nos serve como exemplo?
    Ou, lá pelas tantas, esta declaração infeliz e altamente comprometedora é autorreflexiva, e FHC confessou parte do seu passado tenebroso quando aceitou que a reeleição fosse comprada e várias das privatizações foram doações, prejudicando o País enormemente?
    Afinal das contas, se Lula vai preso – deve e merece! -, FHC deverá passar pelo mesmo processo de investigação, e acabar com esta competição ridícula entre tucanos e petistas, os dois partidos que mais prejudicaram esta nação em todos os tempos!
    Não cheira bem esta solidariedade à Dilma e tolerância com Lula, salvo se estamos assistindo demonstrações do tucano como agradecimento pelas suas privatizações e corromper parte do Congresso à reeleição não terem sido investigadas pelo petista, um acordo entre políticos corruptos e desonestos, que resulta inexoravelmente em silêncio quanto às ilicitudes praticadas pelos governos que antecederam aquele que se senta na cadeira de Chefia da Nação.
    Credo, quanta patifaria!

    • Bendl, bota patifaria nisso.
      Tô falando faz tempo, esse corruptão do Partido da Ética é a PIADA PRONTA do nossoPaís, se contar lá na Terrinha Além Mar,creio eu, que serei expulso por cometer mortes por causa das risadas…….
      Devia ficar quieto no seu Apartamento na Avenue foch, comprado com o roubo dos 8 anos em que esteve no PHODER,
      cuidar dos seus filhos fidalgos, faisões franceses que não servem nem para limpar privadas de banheiro publico da Praça da sé,, ou então ficar jogando video-game com seus netinhos..
      Ou então escrever algum livro de suas Memórias Corruptivas de um Ser Insignificante , e tem muita coisa decorrupção para por no livro….eh!eh!eh
      Mas…….
      A vaidade, aquele dos sete pecados capitais não deixa o verme corrupto ficar quieto….
      ò vida criminosa desse velhaco.
      abçs

  6. O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), disse, nesta segunda-feira (03), que a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu “demonstra que é preciso criar no país um novo governo para que ele possa, junto com a Justiça, corrigir os rumos do Brasil”. No entender de Freire, “há o encaminhamento de que o impeachment pode se tornar necessário”.

    Freire observou que o momento é de atenção ao fato de que o país precisa se preparar “para fazer a intervenção constitucional, legítima para dar um paradeiro nisso tudo”. “A ingovernabilidade está instalada no país”, observou. O presidente frisou ainda que os poderes Legislativo e Judiciário estão “garantindo a institucionalidade democrática”.

    A prisão de Dirceu, analisou o parlamentar, é “um episódio a mais, lamentável em todos os sentidos”.

    “José Dirceu já é um condenado. O importante em mais essa fase da operação Lava Jato é que a Justiça está cumprindo seu papel”, disse Freire. Segundo ele, o PT continua a se comportar como uma organização criminosa, conforme definiu o ministro do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, durante julgamento do mensalão. “Lamentável isso”, salientou.

    Na avaliação de Roberto Freire, o processo e as punições do mensalão não serviram como advertência ao PT de que era preciso parar com as atividades que envolviam corrupção, conforme demonstra o caso de Dirceu, que continuou a delinquir dentro da prisão, segundo a Polícia Federal.

    A PF classificou Dirceu como o homem que instituiu o esquema de propina em contratos da Petrobras ainda no governo Luiz Inácio Lula da Silva, como ministro chefe da Casa Civil, posto em que definia os ocupantes de cargos na máquina administrativa. Atuava como um dos líderes do petrolão, que ordenava o que as pessoas colocadas por ele em postos-chave na companhia petrolífera deviam fazer para viabilizar a corrupção.

  7. Lula defende Sarney: “O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum.”

    FHC defende Lula: “Lula é um líder popular. Não se deve quebrar esse símbolo”.

    3 IMPRESTÁVEIS que se merecem.
    Quando um critica o outro é para enganar os tolos. É como se fossem disputar uma partida de futebol e combinassem o resultado, que seria o empate.
    Os tolos da plateia nem notariam que foram enganados.
    É nestas horas que gostaria que realmente existisse o Diabo, para levar os maus para o Inferno.

  8. Deputado Roberto Freire (SP),
    Este comunista (mudou de partido, mas tenho certeza que não mudou de seita) já o conheço desde os anos 80. Depois vi ser líder do governo de Itamar (que o considero o melhor presidente pós-ditadura) e mais recentemente li o que Sebastião Nery escreveu a respeito do mesmo.
    Também já vi o mesmo na TV falando mal do PT.
    É só mais um postulante a “salvador” da pátria.
    Vai enganar outro!

  9. “que ele (Lula) certamente tem muitos méritos e uma história pessoal emocionante. Um trabalhador humilde (eu achava que sabia o significado dessa palavra) que conseguiu ser presidente da sétima maior economia do mundo.” Sendo assim Hitler também teve seus méritos e a própria Dilma que de terrorista chegou à presidência. Teve um sujeito também que nasceu “em uma pequena cabana na cidade georgiana de Gori, filho da costureira Ketevan Geladze e do sapateiro Besarion Jughashvili que teve uma infância difícil e infeliz.” Sabem quem foi esse aí? Stalin.

  10. Permitam-me, manifesta-me quanto a Roberto Freire.

    Sempre escutei-o com atenção. Vá lá, com alguma admiração. É dos antigos políticos que ainda consegue motivar pessoas. Os novos, Deus nos ajude! Poucos se salvarão. Conversei com ele, uns 12 anos atrás, durante evento em que foi palestrante e falou verdades irrefutáveis. Mostrou as mazelas produzidas por servidores públicos e suas entidades. E isto tudo foi dito na cara dos organizadores: os próprios servidores e suas entidades.

    Meses atrás assisti – ninguém me contou, enfrentando parlamentar feminina da esquerda ultra-burra, aos empurrões. Quase escorreu. Uns meses atrás, pararia na comissão de ética. Agiu rápido e pediu desculpas, pelo mal entendido.

    A lamentar-se que Roberto Freire, nos últimos anos, misturado com um bocado de lixo que o PPS juntou dos outros partidos,. ficou afastado, fora do cenário nacional.

    Poderia e deveria estar a frente dos movimentos atuais. A idade e a saúde devem tê-lo segurado.

    • Respondo ao Sr. João Souza que Roberto Freire tem uma longa vida política e toda ela irretocável. Não há como falar mal dele ou dizer que ele quer enganar eleitores. Esta é uma acusação injusta para quem tem uma vida parlamentar limpa, coisa tão rara no Brasil ! Ah se tivéssemos 300 Robertos Freires no parlamento brasileiro ! O Brasil certamente seguiria no rumo do progresso. Prezado Sr. Fallavena, também não é verdade que o PPS tenha entre os filiados um bocado de lixo. Quais são os membros do PPS que o senhor chama de lixo ? Veja a atuação no plenário da Câmara do destemido deputado federal (PPS-PR) Rubem Bueno. A meu ver, nesses anos todos, só presenciei um parlamentar do PPS a mijar fora do penico, que foi o Stephan Nercesian, ao pedir dinheiro emprestado para o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Pagou caro por isso. Foi expurgado do Congresso pelos próprios eleitores do PPS e agora está fora do Partido. O PPS é a reserva moral do País !

  11. CN, você deveria cobrar pelo espaço utilizado pela propaganda político-partidária, diariamente.
    Não basta ligar a TV e ter que ver esse lixo, ligar o rádio e escutar essa baboseira, agora temos que ler também aqui no espaço dos comentários.
    Que tal um banner pago ? Ficaria num canto que a gente não precisa olhar e ajudaria a manter o blog.

  12. Ou o FHC defende o lullo-petismo, ou ele e a Dilma entregam o FHC e sua quadrilha. Ou alguém está pensando que o lullarápio estando presidente não tomou conhecimento dos malfeitos tucano ?
    Por exemplo: o mensalinho mineiro continua na gaveta do Gilmar Mendes.
    Se queremos uma correção de rota para o Brasil, não podemos escolher quais os ladrões tem que ir para a cadeia. Tem que ir todos.
    Já sei. Paciência. Não vai sobrar quase ninguém em Brasília.

  13. Martim Berto Fuchs,

    Apesar de eu considerar que você me fez uma agressão gratuita, não lhe vou responder com a mesma selvageria. Vou usar argumentos. Em trabalho seu nesta Tribuna, você também estava fazendo propaganda política (e assim deve ser – e vou explicar porque) em seu trabalho. Você propôs o que chama de “Capitalismo Social” como caminho para governar o Brasil, embora admita que este, no momento é infactível por falta de partidos e eleitores que o adotem. Assim disse você:

    “A democracia pode ser direta/participativa ou representativa. Na Grécia antiga era direta e funcionava muito bem. O povo era consultado e participava das decisões que lhe afetavam diretamente.

    “Hoje seria impossível a democracia direta/participativa na tomada das decisões que afetam toda sociedade. Usamos da democracia representativa e isto é feito através dos partidos políticos introduzidos e dominados por aqueles que hoje chamamos de elites”.

    “Em meus estudos sobre o Capitalismo Social proponho a extinção dos partidos como intermediários entre o povo e o governo. A escolha dos candidatos a funcionários públicos via eleição deverá ser feita pelos próprios eleitores, sem imposição de nenhum esquema por parte de ninguém. Isto é democracia!!! Demo=povo, cracia=governo”.

    Então, ficamos sabendo que você não acredita que possamos ter uma democracia direta e que não podemos ter governo como na Grécia antiga. Resta a solução, você neste texto parece concordar, de termos uma democracia representativa, embora você nela não acredite e até critique, a saber :”Repito: a estrutura de Poder destas elites está baseada nos partidos políticos, desde o início do industrialismo. E, na estrutura dominante, acima dos partidos, no lado ocidental, está o FMI, o Banco Mundial e o GATT” Então você é contra os partidos políticos porque, segundo você entende, são eles que mantêm a estrutura de poder das elites. E você vai mais longe na crítica à política atual, vejamos: “Este nosso “capitalismo” permite que aumente o número de ricos cada vez mais ricos e o de pobres cada vez mais endividados e pobres”

    “Você aponta para uma solução, muito peculiar sua: “.Só tem uma maneira de mudar esta situação: extinguir os partidos políticos e os candidatos serem escolhidos pelos eleitores. Não adianta esperar a segunda vinda de Jesus Cristo. Ele não volta, porque sente vergonha. Em um sistema político em que toda preocupação é com a reeleição, para se manterem nas mordomias e no roubo, e isto obviamente inclui todos os políticos, eles não têm tempo para se preocupar com o país.” Para que isto aconteça, teremos que ter uma Revolução, pare extinguir os partidos políticos e só termos candidatos avulsos, sem partido. Na mesma Revolução necessária para mudar a Constituição, você propõe também mudar a estrutura do Judiciário, a saber “Por que não paramos com essa discussão sem objetivo, se houve ou não mensalão e mensalinho mineiro, e se discute um novo modelo de preenchimento das vagas do Supremo e dos desembargadores, que é a mesma desgraça ?”

    Seu desprezo aos partidos políticos vai mais longe, quando você escreve: “os partidos se transformaram em organizações criminosas e este processo não tem mais volta. Quando um candidato a vereador declara para a Justiça Eleitoral que gastará R$ 400 mil na campanha eleitoral (máximo permitido naquela cidade), sabendo que se for eleito receberá os mesmos R$ 400 mil de salário nos próximos 48 meses, é porque a “vaca foi pro brejo”.

    E você, ao lançar suas idéias, inunda o blog de desesperança, já que acha que ninguém vai dar jeito no Brasil, a saber :”Mesmo que consigam impedir a Dilma de “governar”, nossa situação não vai mudar. Assuma quem assumir, estará preso na armadilha do nosso sistema político, que é um sistema vencido, apodrecido, e fede.”

    Pois bem, Martim, eu li todas as suas opiniões e não o agredi. Nem mesmo as refutei. Mas você fez uma declaração política eleitoral neste blog, embora não acredite que ela possa vir ou que possa mudar.

    Sinto informá-lo que os partidos políticos continuarão, mesmo contra a sua vontade. Quase todos nós, neste blog, declaramos as mesmas coisas quando se fala em “impeachment de Dilma” – somos a favor. “Petistas na cadeia”, somos a favor. “Lula na cadeia”, somos a favor. Mas não podemos ficar só nisso. O deputado Jair Bolsonaro se frequentasse este blog, iria responder da mesma forma que respondemos quanto à Dilma, Lula, PT, Petrolão, Mensalão etc e ele também é favorável ao impeachment de Dilma. Estará nas manifestações de rua contra o PT no proximo dia 16 de agosto. Bolsonaro representa 464.000 eleitores do Estado do Rio de Janeiro. Mas nossa concordância (dos que frequentam este blog – assim espero) com Jair Bolsonaro só vai até aí. O caminho que ele quer para o Brasil do pós-PT é um governo militarizado, machista, homofóbico, preconceituoso, favorável à pena de morte etc.

    Então não adianta ficarmos só repisando o Fora Dilma, Fora PT, Cadeia Lula, Cadeia Dirceu e outros meliantes do PT. Pode acontecer de o TSE dar posse ao deputado Eduardo Cunha e termos eleições em três meses. E aí ? Penso que seria proveitoso e democrático que cada debatedor, exceto você que já deu sua opinião política, expresse sua preferência por um caminho, uma proposta, que só pode vir de partidos políticos, e que não tenham vergonha de dizer com qual partido vai andar daqui para a frente. Os que são contra o socialismo – e são muitos – têm de escolher partidos pró-capitalistas e renegar a esquerda. Fui claro ?

    Agora, coteje o que eu escrevi aqui com o que você tem escrito em vários trabalhos, e me diga com honestidade, quem é que está falando baboseiras.

    • Salve ! Até que um dia podemos debater algo concreto. Propostas.

      1.a. Mantenho minha proposta de um sistema político sem partidos, e, o que você NÃO anotou, é que quem deve escolher os candidatos são os eleitores e não mais as quadrilhas (partidos políticos). Roberto Freire, como já declarei em outro comentário, juntamente com Pedro Simon, são dos poucos da velha guarda que não foram acusados de ladrão. Já estão idosos. E depois que Roberto Freire morrer ? E vai morrer, mais dia menos dia. E aí, quem vai assumir o PPS ? Já não se fazem mais homens como esses atualmente, pelo menos não estão atuando nas quadrilhas. Estão fora, com nojo.
      1.b. O que não quer dizer que concorde com propostas socialistas. Não concordo, embora o PPS não explicite preto no branco como funcionaria o país com suas propostas ou falta delas, pois não as encontrei em lugar algum, à não ser uma “carta de intenções”, à que chamam de programa ou estatuto. Em Capitalismo Social tudo isto é muito claro e facilmente compreensível.

      2. O sistema político que proponho é o ÚNICO em que o poder vem de baixo para cima e não imposto de cima para baixo. Isto é demo(povo) + cracia(poder) em sua mais alta expressão.

      3. A dicotomia esquerda x direita acabou, pois não existe mais proposta válida dentro dos preceitos até então defendidos pela esquerda. Até Cuba e Correia do Norte estão abandonando este barco naufragado.

      4. Resumindo. Hoje o desafio é introduzir no sistema capitalista de produção (predominância do setor privado), o item justiça social como condição “sine qua non”. É possível.

      5. Mas nada se conseguirá enquanto todos recursos extorquidos da população servirem apenas para sustentar um Estado como um fim em si mesmo. Logo, reforma completa do Estado.
      5.a. Teoria da Organização Humana, Antonio Rubbo Müller = 14 sistemas = 14 ministérios/secretarias.

      Coloque claramente como o PPS quer resolver as questões que em Capitalismo Social defino, que retiro o dito de propaganda político/partidária que você faz todo dia do PPS.
      Não vale carta de intenções do tipo:
      – Com o programa (que programa ?) do PPS o povo estará livre dos malefícios do capitalismo ……..

      PS . Partidos políticos. 30 já tem registro. Como levar isso à sério ?

      • Sr. Martim… dar atenção a quem fala mal do único sistema de produção que o ser humano criou que é o sistema capitalista, denotando a total falta de entendimento da vida, das organizações humanas, e mesmo da própria natureza, é muita perda de tempo.

        Não perca o seu tempo!

  14. Mais um comentarista que defende a moralidade seletiva. Vamos remover uma peça e deixar ficar todo o resto que também é podre. Infelizmente, não vamos a lugar algum.

    ET: Só acredito em democrácia direta, pois, é contra a natureza das coisas a maioria mandar na minoria.

  15. Martim Berto Fuchs, vamos começar daqui:

    A Executiva Nacional do PPS reuniu-se em Brasília, nesta terça-feira (14), para avaliar a crise econômica e ético-política por que passa o Brasil. O partido divulgou nota, assinada pelo presidente nacional, deputado federal Roberto Freire (SP), na qual exorta as oposições e a sociedade a se unirem “para que a resolução da crise se dê nos marcos institucionais previstos pela Constituição”.

    O documento do PPS afirma que a crise caminha para a ingovernabilidade. O texto conclama a sociedade a dar apoio à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, “para fortalecimento do Estado Democrático de Direito”. A nota aponta para o apoio à manifestação de rua a se realizar no dia 16 de agosto, que é, segundo o texto, “novo e decisivo momento” em que vai se reiterar o desejo de novos rumos para o país.

    A nota trata ainda do encontro da presidente Dilma Rousseff com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, “às escondidas e em terras estrangeiras”. Para o partido, o episódio, em Portugal, “demonstra o nível de degradação nas relações entre os presidentes de dois Poderes da República”.

    Leia a íntegra da nota:

    “Pela unidade das oposições democráticas para superar a crise

    Depois de quase treze anos de governos do PT, sob a responsabilidade de Lula e Dilma Rousseff, o Brasil atravessa uma profunda crise econômica, que tende a se agravar, e está enredado numa crise ético-política que é fruto da corrupção, da incapacidade administrativa e da perda de autoridade política.

    A corrupção se estende por toda a estrutura do Estado, capturado por um projeto de poder populista, que ampliou a dependência dos setores mais pobres da população ao assistencialismo governamental. Tal política levou à desindustrialização, aumentou o custo da energia, ressuscitou a inflação, elevou o desemprego e paralisou a economia do país.

    O Partido Popular Socialista avalia que a crise recrudesceu, caminhando para a ingovernabilidade, e coloca as forças políticas do país diante de duas possibilidades: a cassação do mandato da presidente Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decorrência das investigações da Operação Lava-Jato; a rejeição das contas do governo pelo Congresso Nacional, com base no parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as “pedaladas fiscais”, que configuram crime de responsabilidade, abrindo a possibilidade de o Congresso iniciar o processo de impeachment. O cenário político coloca, ainda, a possibilidade de renúncia da presidente pela deterioração das condições da crise, em curso.

    O obscuro encontro de Dilma Rousseff com o presidente do Supremo Tribunal Federal, às escondidas e em terras estrangeiras, demonstra o nível de degradação nas relações entre os presidentes de dois Poderes da República. Diante de tais situações, o PPS conclama a sociedade brasileira a renovar o apoio às instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário para fortalecimento do Estado Democrático de Direito, e chama a atenção para a necessária unidade das forças de oposição e da sociedade, para que a resolução da crise se dê nos marcos institucionais previstos pela Constituição.

    Os partidos políticos e as organizações sociais, articulados com as redes sociais e as mobilizações de rua, deverão ter novo e decisivo momento no próximo dia 16 de agosto, quando vamos reiterar nosso desejo de darmos novos rumos ao Brasil.

    Roberto Freire

    Presidente Nacional do PPS”

    (CONTINUA)

  16. MARTIM FUCHS, VAMOS CONTINUAR AQUI

    O presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP), defendeu a votação da proposta de emenda constitucional de autoria do ex-deputado Eduardo Jorge que institui o parlamentarismo no Brasil, durante cerimônia de lançamento da Frente Parlamentarista Franco Montoro, na manhã desta quinta-feira (16).

    A matéria está pronta para a apreciação do plenário da Câmara e tem parecer pela aprovação. Freire lembrou que solicitou que ela fosse votada como grande mudança na reforma política, mas não obteve sucesso.

    Estavam presentes no lançamento da frente a deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC), os dirigentes do partido Francisco Almeida e Soninha Francine e o secretário-geral do PPS-DF, Anderson Martins. Eduardo Jorge e vários deputados federais também participaram do evento.

    Segundo Freire, em um país como o Brasil, que é praticamente uma República unitária, já que a federação é “uma ficção”, o sistema presidencialista é imperial. “Além disso, o presidencialismo aprofunda todos os impasses, e todas as crises são passíveis de serem transformadas em impasses institucionais sob sua vigência”.

    No entanto, o presidente do PPS salientou que o parlamentarismo não pode ser usado como alternativa à crise econômica e ético-política por que passa o país.

    “É um regime para ser adotado no próximo mandato presidencial, até para não ser chamado de golpe por esses que facilmente tacham os outros de golpistas, mesmo que um dia tenham estado nas ruas e no parlamento, ao nosso lado, lutando pelo impeachment de Fernando Collor”, lembrou.

    Para Freire, o mandato presidencial deve ser cumprido, seja qual for o presidente, “havendo impeachment, sendo convocadas novas eleições ou se Dilma continuar”.

    Freire contou que a realização do plebiscito sobre o parlamentarismo foi adiantado na época dos estertores do governo Collor. “O país pensava se teríamos impeachment, como sairíamos da crise e imaginávamos que o parlamentarismo poderia ser usado para evitar o aprofundamento do impasse”.

    Na campanha do plebiscito, PT e PDT se perfilaram em favor do presidencialismo, acreditando que ou Lula ou Leonel Brizola fosse o eleito presidente em 1994. “E o único que foi presidente naquele ano foi um parlamentarista, que em oito anos de governo não tomou nenhuma medida em prol da luta pela qual seu partido, o PSDB, havia nascido”, afirmou Freire, numa referência a Fernando Henrique Cardoso.

    No plebiscito, realizado em 1993, o parlamentarismo foi derrotado. Para a adoção do sistema, mesmo com a aprovação da emenda de Eduardo Jorge pelo Congresso, deverá haver consulta popular novamente.

    Por isso, Eduardo Jorge defendeu que os parlamentaristas conversem com a população sempre sobre o regime que defendem. “Ele é o passo mais avançado para a governança democrática no mundo”, salientou. Com o sistema parlamentarista, “a responsabilidade de prestar contas ao cidadão é muito maior”. Eduardo Jorge disse que vai discutir o assunto com todos os presidentes de partido e também com a presidente Dilma Rousseff.

  17. Fuchs, tem mais aqui

    No parlamentarismo, “ninguém vai escolher um salvador da pátria”, diz Freire em entrevista

    Por: Assessoria do parlamentar

    Presidente do PPS afirma que novo regime de governo seria a alternativa mais democrática para a resolução de crises e projeta impeachment caso TCU reprove contas de Dilma

    O deputado federal Roberto Freire (SP), presidente nacional do PPS, voltou a defender a instituição do parlamentarismo no Brasil a partir da próxima legislatura, em janeiro de 2019. Em entrevista ao programa “Falou, Tá Gravado”, comandado pelo apresentador Odilon Miau, na Rádio Integração FM, de Caraguatatuba (SP), nesta quarta-feira (15), o parlamentar disse que não vê alternativa mais democrática para a resolução de crises políticas e impasses institucionais.

    “Você não elegerá um presidente, mas é a maioria que vai governar o país. Muitas vezes você elege um presidente, mas ele não consegue ter maioria no Congresso. Se fosse parlamentarismo, Dilma já teria ido embora para casa há muito tempo”, afirmou Freire. “E o mais importante do parlamentarismo: se não houver maioria, o Congresso é dissolvido e o povo vota para escolher uma nova maioria. Sem gerar nenhuma crise e nenhum impasse. Não há nada mais democrático que isso.”

    Segundo o presidente do PPS, o parlamentarismo traria uma nova dinâmica à democracia brasileira e um amadurecimento político ao país, que adotaria o mesmo sistema utilizado pela maioria das principais nações democráticas do mundo. “Ninguém vai escolher um salvador da pátria, alguém que vá resolver todos os nossos problemas. Vamos escolher o partido e o programa que vai formar a maioria e governar.”

    Impeachment

    Questionado sobre o momento delicado vivido pelo país, com uma grave crise econômica aliada à crise política, Roberto Freire comparou a situação da presidente Dilma Rousseff com o impeachment de Fernando Collor de Mello, em 1992. “A situação é complicada para ela [Dilma] e para o Brasil. Por isso mesmo é que se admite a possibilidade de impeachment”, avalia o deputado.

    “Seria muito melhor para o país que não estivéssemos enfrentando essa situação crítica. Mas cabe dizer que o impeachment pode se impor. Ninguém o desejava lá atrás, com Collor, mas tivemos de fazer. Era muito mais importante para o país que removêssemos aquilo que era a causa de todo o desmantelo e a corrupção, que é o que está acontecendo agora com Dilma”, prosseguiu Freire.

    Para o parlamentar, caso o Tribunal de Contas da União (TCU) emita um parecer que recomende a rejeição das contas do governo Dilma, o pedido de impeachment deverá ser protocolado na Câmara dos Deputados. “O TCU, ao que tudo indica, rejeitará as contas de Dilma pelas chamadas pedaladas fiscais. É crime de responsabilidade, previsto em lei, nos termos da Constituição, tudo dentro da legalidade democrática. Se isso acontecer, não tenho dúvida de que o pedido de impeachment terá tramitação na Câmara”, diz Freire.

    Na entrevista, o presidente do PPS afirmou que o país vive “tempos sombrios” desde que o PT chegou ao poder, com “a corrupção desenfreada e os maiores escândalos da história republicana”. “Não foi o PT que inventou a corrupção. Mas, infelizmente, no governo do PT ela alcançou uma forma sistêmica como nunca houve antes na história republicana.”

    O deputado ainda lembrou que muitos dos efeitos da crise sentidos pela população brasileira são decorrentes da irresponsabilidade do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tivemos um grande momento de crescimento da economia internacional, e o Brasil se beneficiaria muito disso se tivesse um bom governo aqui. Como tínhamos um péssimo governo, desperdiçamos oportunidades e hoje pagamos o preço”, analisa. “Esse endividamento das famílias é responsabilidade de Lula, que incentivou um consumismo que lhe dava índices de popularidade altíssimos. Nenhum país cresce baseado no incentivo ao consumo.”

    Segundo Freire, a recuperação da economia brasileira é possível, mas não acontecerá em um futuro tão próximo. “Não será nem a curto nem a médio prazo, até porque a economia não produz nenhum milagre”, projetou. “De qualquer forma, a economia brasileira tem um grande potencial. Se você tiver um governo que inspire confiança, que seja decente, que seja honesto, que tenha clareza sobre o que vai fazer, com um projeto de desenvolvimento nacional, é possível encontrar um caminho. É preciso haver um novo governo.”

  18. Fuchs, tem mais aqui

    “Precisamos de CPIs de verdade, que deem resultados. Vamos trabalhar para que as comissões de inquérito do BNDES e dos Fundos de Pensão atuem com total independência, sem poupar ninguém”, afirmou nesta terça-feira o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), após participar de reunião da oposição que discutiu a atuação política do grupo na retomada dos trabalhos legislativos. A previsão é de que as comissões comecem a ser instaladas nesta semana.

    Para o parlamentar, que é um autores dos pedidos de investigação, com o avanço da operação Lava Jato revelando o alcance da corrupção no governo do PT, é necessário que o Brasil abra mais essas duas caixas pretas. “O aparelhamento político dos fundos está causando um enorme prejuízo aos trabalhadores de estatais como os Correios, a Caixa, a Petrobras, entre outras. Trata-se de um festival de desvios e investimentos suspeitos feitos por gente indicada por vários partidos. Temos que apurar a atuação de todos. Já com relação ao BNDES, a nosso ver está claro que o banco foi utilizado para atender prioritariamente os doadores de campanha do PT que agora estão sendo investigados pela Operação Lava Jato”, reforçou Rubens Bueno.

    O líder do PPS disse ainda que o papel do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liberação de financiamentos do BNDES precisa ser apurado com rigor. “Pelo que estamos vendo até agora, no mínimo ele cometeu tráfico de influência ao percorrer o mundo em jatinhos com executivos de empreiteiras, conseguir obras no exterior, e depois, num passe de mágica, esses projetos recebiam dinheiro do BNDES. Tudo ao mesmo tempo em que a propina dessas mesmas empresas, como revela a Lava Jato, aterrissavam no caixa do PT. Isso sem contar o dinheiro que foi parar no Instituto Lula”, frisou o líder do PPS.

    Em conversa entre líderes partidários da oposição e do governo, ficou acertado que a CPI do BNDES será presidida por um deputado do PMDB, tendo como relator um do PR. Já a CPI dos Fundos de Pensão será comandada por um parlamentar do DEM, tendo como relator um do PMDB.

    Ainda serão criadas as CPIs para investigar crimes cibernéticos e maus tratos ao animais, comandas, respectivamente, por PSDB e PSD.

  19. Fuchs, aqui está o Código de Ética do PPS

    O Código de Ética do Partido Popular Socialista regula o comportamento dos filiados, definindo três tipos diferentes de deveres éticos a serem obedecidos: em relação ao partido; em relação aos filiados; em relação à atividade política.
    CAPÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS ÉTICOS
    CAPÍTULO II: DAS TRANSGRESSÕES ÀS NORMAS PARTIDÁRIAS
    CAPÍTULO III: DAS MEDIDAS DISCIPLINARES
    CAPÍTULO IV: DAS COMISSÕES DE ÉTICA
    CAPÍTULO V: DAS ATRIBUIÇÕES ÀS COMISSÕES DE ÉTICA
    CAPÍTULO VI: DO PROCESSO E DO JULGAMENTO
    CAPÍTULO VII: DOS PRAZOS
    CAPÍTULO VIII: DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

    CAPÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS ÉTICOS
    Art. 1º São princípios éticos dos filiados ao Partido Popular Socialista: Respeito e cumprimento dos Estatutos; Honestidade; Respeito às leis do país; Conduta social e política compatível com os compromissos partidários.
    Art. 2º São deveres éticos dos filiados ao PPS:
    I – Em relação ao Partido:
    – apoiar os compromissos fundamentais do Partido com a democracia e o socialismo, expressos no Capítulo I dos Estatutos do Partido;
    – cumprir os deveres dos filiados de acordo com o Art. 13 do Capítulo II, dos Estatutos;
    – exercer com decoro, fidelidade e responsabilidade os cargos de direção partidária, mandato ou qualquer função pública ou privada, integrando o seu exercício na construção e aplicação de novos paradigmas do socialismo democrático, colocando os interesses do partido acima dos pessoais;
    – contribuir financeiramente, na forma estabelecida pelos Estatutos partidários e pelas normas elaboradas pelos respectivos Diretórios ou Comissões Organizadoras Provisórias;
    – cumprir e fazer cumprir o Programa, os Estatutos, as resoluções e normas regularmente aprovados pelo órgão competente do Partido;
    – comparecer às reuniões do órgão partidário do qual faça parte, não podendo faltar a mais de 03 (três) consecutivas ou 05 (cinco) alternadas, sem motivo justificado podendo ser punido de acordo com o § 1º, do art. 4º, do Código.
    II – Em relação aos filiados do partido:
    – respeitar as condições de sexo, cor/raça, idade, estado civil, estado e capacidade física, deficiência, e situação sócio-econômica, bem como concepção filosófica, crença religiosa e opção sexual;
    – respeitar a livre manifestação pública de qualquer filiado, sobre quaisquer questões, em deliberação e discussões dentro do âmbito de atuação de cada um, bem como por documentos escritos.
    III – Em relação à atividade política:
    – votar nos candidatos do Partido, aproveitando o período eleitoral para apoiar propostas que visem a eliminar a injustiça social;
    – apoiar a união das forças populares, fiel à visão pluralista defendida pelo partido;
    – assumir, sem medo, compromissos com o presente e o futuro, tendo em conta a experiência partidária passada, mas recusando o dogma;
    – exercer a mais ampla iniciativa política, sem no entanto contrapor-se à linha política e às resoluções em que tenha sido voto vencido ou das quais discorde.
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    CAPÍTULO II: DAS TRANSGRESSÕES ÀS NORMAS PARTIDÁRIAS
    Art. 3º São incompatíveis com o comportamento dos filiados ao PPS:
    I – o desrespeito aos Estatutos partidários, aos princípios éticos, às resoluções ou normas aprovadas de forma democrática e emanadas dos órgãos de direção;
    II – procedimento atentatório ao livre exercício do direito do voto ou contra a normalidade e lisura das eleições partidárias;
    III – o exercício de atividade política contrária ao regime democrático ou aos interesses do partido, negando apoio a candidaturas patrocinadas pelo partido ou apoiando candidaturas estranhas, não aprovadas pelo partido;
    IV – aceitação de cargo de confiança de governo ao qual o partido faça oposição;
    V – dificultar ou obstruir o funcionamento de qualquer órgão do partido, inclusive negando quorum para suas deliberações.
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    CAPÍTULO III: DAS MEDIDAS DISCIPLINARES
    Art. 4º A responsabilidade por violação dos Estatutos, dos princípios éticos ou das resoluções ou normas partidárias será apurada por Comissão de Ética, que apresentará relatório ao Diretório a que o filiado estiver subordinado.
    § 1º O filiado que for considerado responsável por qualquer violação descrita neste Código estará sujeito a uma das seguintes medidas disciplinares:
    a) advertência interna; b) censura pública; c) suspensão pelo prazo máximo de seis meses; d) destituição do cargo partidário que exercer; e) expulsão.
    § 2º O filiado parlamentar que não subordinar sua ação e atividade político-legislativa aos princípios doutrinários e programáticos, além das medidas disciplinares básicas, poderá ainda ser desligado temporariamente da bancada, ter suspenso o direito de voto nas reuniões internas ou sofrer perda de todas as prerrogativas, cargos ou funções que exerça em decorrência da representação partidária na respectiva Casa Legislativa.
    § 3º Perde automaticamente o cargo ou a função que exerça na respectiva Casa Legislativa, em virtude da representação partidária, o filiado parlamentar que se desfiliar do Partido.
    § 4º O dirigente partidário tem os mesmos direitos e deveres dos demais, sendo entretanto sua responsabilidade proporcional ao cargo que exerce;
    § 5º Será assegurado amplo direito de defesa, cabendo recurso, com efeito suspensivo, para o órgão mais abrangente.
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    CAPÍTULO IV: DAS COMISSÕES DE ÉTICA

    Art. 5º A Comissão de Ética será composta por :
    a) 3 (três) membros titulares e 2 (dois) suplentes, se em nível municipal ou zonal;
    b) 5 (cinco) membros titulares e 3 (três) suplentes, se em nível regional;
    c) 7 (sete) membros titulares e 5 (cinco) suplentes, se em nível nacional.
    Parágrafo único. Os membros da Comissão de Ética elegerão entre seus membros um Presidente e um Relator.
    Art. 6º Os membros da Comissão de Ética serão eleitos nos respectivos Congressos que escolherem os Diretórios e opinarão em todas as representações relativas à infidelidade partidária, quebra de princípios e deveres éticos e à violação dos Estatutos.
    § 1º Nos Estados e Municípios onde o partido estiver em fase de estruturação, a Comissão de Ética será eleita em Congresso Extraordinário especialmente convocado pela Comissão Organizadora, nos prazos do art. 32 dos Estatutos.
    § 2º O Congresso Extraordinário de que trata o parágrafo anterior terá um quorum mínimo de 80% dos filiados no Município e de delegados municipais de no mínimo 20% dos Municípios para os Regionais.
    Art. 7º Os membros da Comissão de Ética são considerados dirigentes partidários, não podendo entretanto ser titular de mandato eletivo, membro titular ou suplente do Diretório ou membro de Comissão Fiscal ou Comissão Organizadora.
    Parágrafo único. Os mandatos da Comissão de Ética terão a mesma duração do respectivo Diretório ou Comissão Organizadora Provisória.
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    CAPÍTULO V: DAS ATRIBUIÇÕES ÀS COMISSÕES DE ÉTICA
    Art. 8º Compete exclusivamente à Comissão de Ética:
    a) elaborar seu Regimento Interno;
    b) instruir os processos, emitindo relatórios e pareceres conclusivos sobre as representações relativas à quebra, pelos membros e órgãos do Partido, dos princípios e deveres éticos;
    c) julgar-se incompetente para apreciar denúncia, submetendo o processo ao seu respectivo Diretório.
    Art. 9º As representações serão encaminhadas à Comissão de Ética pelo presidente da Comissão Executiva do respectivo Diretório.
    Art. 10. Recebida a denúncia, o presidente da Comissão de Ética notificará o denunciado para apresentar defesa no prazo de 08 (oito) dias, sob pena de considerar verdadeiras as denúncias recebidas.
    § 1º A Comissão de Ética poderá instruir o processo com o testemunho de pessoas que possam esclarecer os fatos argüidos, antes da apresentação da defesa pelo denunciado ou seu representante legal.
    § 2º Será permitido ao denunciado apresentar quaisquer tipos de prova que venha inocentá-lo ou esclarecer o processo, inclusive defesa oral ou testemunhos pessoais.
    Art. 11. Concluído o processo, o presidente da Comissão de Ética o encaminhará ao presidente da Comissão Executiva com seu relatório e parecer conclusivo.
    § 1º O presidente da Comissão Executiva convocará o respectivo Diretório para julgamento do processo, com base no relatório e parecer da Comissão de Ética.
    § 2º Em caso de recurso, de que trata o § 5º do Art. 4º, o Diretório hierarquicamentesuperior incluirá, na reunião subsequente à apresentação do recurso, o relatório e o parecer da Comissão de Ética e julgará o recurso.
    § 3º Não caberá recurso se o processo for julgado pelo Diretório Nacional.
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    CAPÍTULO VI: DO PROCESSO E DO JULGAMENTO

    Art. 12. Qualquer filiado poderá requerer, por escrito, motivada, circunstanciada e acompanhada de provas, a instauração de processo visando a apuração de violação de deveres partidários e infringência ao Código de Ética.
    Art. 13. A competência para receber a representação caberá:
    I – À Comissão Executiva do Diretório ou Comissão Organizadora a que estiver filiado o denunciado;
    II- À Comissão Executiva Nacional, se o denunciado for um de seus membros, deputado federal, senador, ministro de Estado ou equivalente, presidente ou vice-presidente da República;
    III- À Comissão Executiva Regional, se o denunciado for um dos seus membros, deputado estadual, prefeito, vice-prefeito, secretário de Estado ou equivalente, governador ou vice-governador;
    IV – À Comissão Executiva Municipal, se o denunciado for um dos seus membros, vereador, secretário municipal ou equivalente.
    Art. 14. Acatado o recebimento da denúncia, o processo será imediatamente encaminhado à Comissão de Ética que terá prazo de 15 dias para se pronunciar, prorrogáveis por mais 15 dias, mediante comunicação à respectiva direção.
    Art. 15. Para cumprimento do § 1º do Art. 11 deste Código, o presidente da Comissão Executiva terá o prazo máximo previsto no art. 32 dos Estatutos.
    Art. 16. As sanções previstas no Art. 4º e seus parágrafos serão aplicadas e decididas por maioria simples de votos dos membros do Diretório, exceto a de expulsão, que será decidida por maioria absoluta.
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    CAPÍTULO VII: DOS PRAZOS
    Art 17. O prazo para recurso é de 5 (cinco) dias, contados da data da comunicação aos interessados.
    Art 18. O presidente da Comissão Executiva do Diretório hierarquicamente superior que receber o recurso terá 5 (cinco) dias para proferir despacho e encaminhar para a respectiva Comissão de Ética, que terá o prazo de 15 dias para apresentar relatório e parecer conclusivo.
    Art 19. O Diretório imediatamente superior será convocado, e incluirá na pauta da primeira reunião subsequente ao recebimento, o relatório e o parecer da Comissão de Ética e julgará o recurso.
    Art. 20. Mantida a decisão, esta será imediatamente comunicada ao denunciado e tornada pública para o conjunto do Partido.
    Art. 21. Os prazos aqui fixados serão interrompidos aos domingos e feriados, computando-se com a exclusão do 1º dia e incluindo-se data do vencimento.
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    CAPÍTULO VIII: DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
    Art. 22. Todos os Diretórios e/ou Comissões Organizadoras deverão eleger suas respectivas Comissões de Ética no prazo máximo de 30 (trinta) dias, na forma prevista no presente Código.
    Art. 23. Os casos omissos serão decididos pelo Diretório com jurisdição sobre o caso.
    Art. 24. O presente Código de Ética entrará em vigor depois de aprovado pelo Diretório Nacional e publicado no Diário Oficial da União.
    Brasília, 28 de março de 1999.

  20. Sr. Ednei, você quer ter esperanças, acreditar em algo, não é? Eu também. O problema dos partidos políticos e das pessoas é que elas mudam dependendo da situação. O poder corrompe mas existem raríssimas exceções. E eu não sei dizer para você quais seriam. Alguém já disse que o poder é igual ao violino, você pega com a esquerda e toca com a direita. Torço para que o PPS seja tudo o que você acredita, mas se apoiar o aborto é um péssimo sinal. O tempo dirá. abraços.

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