Questão ambiental será dominante na relação entre Brasil e EUA no governo de Joe Biden

: "O ganho de 10 anos vai ser desfeito em menos de dois" |  GZH

Erros de Bolsonaro ameaçam exportações, diz Monica de Bolle 

Deu no Estadão

O Brasil vai ter no meio ambiente o fio condutor das relações bilaterais com o governo Joe Biden, disseram especialistas durante evento promovido nesta quinta-feira, 19, pelo Insper  e pelo Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais). Eles alertaram que será extremamente importante não apenas para o governo brasileiro, mas principalmente para o setor privado e agrícola, trabalhar para reverter a imagem de “vilão ambiental” que foi construída pelo País no exterior.

“Ainda não existe um posicionamento claro na equipe de Biden sobre o meio ambiente e como essa questão será tratada dentro do governo democrata, mas é claro que ela será essencial”, diz Monica de Bolle, pesquisadora do Petterson Institute e professora da Universidade Sais/Johns Hopkins. Ao lado de outros especialistas, ela participou de uma série especial promovida pelo Insper sobre os impactos do governo Biden para o Brasil.

SUSTENTABILIDADE – Apesar das indefinições que antecedem a posse do democrata, já é possível dizer que a sustentabilidade será o pilar principal da relação EUA-Brasil. “A pauta ambiental será de extrema importância para o País e pode ajudar a aliviar outras barreiras ideológicas que Bolsonaro evidentemente possui em relação a Biden”, analisa Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas da consultoria Eurasia.

Entre os pontos que o País precisa melhorar, Garman cita a necessidade do governo se empenhar nas negociações do Acordo de Paris e da próxima reunião da Conferência das Nações Unidas Sobre a Mudança Climática, a COP-25, que em virtude da pandemia, acontecerá em novembro de 2021.

Ao seguir por esse caminho, o País terá condições melhores não apenas para fazer negócios com os Estados Unidos, mas também com importantes potências da Europa, algo que está sendo perdido diante da atual imagem de vilão ambiental.

POTÊNCIA AMBIENTAL – “Temos uma agricultura e economia visivelmente sustentáveis, com um ótimo desempenho na preservação ambiental e um marco único de preservação do solo”, destaca Alexandre Mendonça de Barros, especialista em agronegócios e professor da Fundação Getúlio Vargas.

“Temos tudo para ser economicamente e socialmente uma grande potência ambiental, porém, acredito que vai demorar algum tempo até que o mundo volte a ver e reconhecer o potencial brasileiro”, analisa Barros.

A mudança na forma como o governo lida com as questões ambientais, no entanto, não deve partir apenas das lideranças políticas.

PRESSÃO AO GOVERNO – “É muito importante, nesse momento, que o setor privado, principalmente o agro, que pode ser um dos mais afetados em um eventual impasse ambiental com Biden, pressionem o governo a agir de forma diferente e contenham os eventuais impulsos de Bolsonaro de debater mais rispidamente essa questão com o presidente americano”, diz Monica de Bolle.

Se os índices de desmatamento na Amazônia voltarem a piorar durante a gestão Biden, o País poderá receber algumas punições do governo americano.

RISCO DE SANÇÕES –“Biden certamente não dará tanto valor para as birras ideológicas do governo, mas poderá reagir duramente se Bolsonaro continuar agindo com descaso em relação ao meio ambiente, que é uma das grandes bandeiras democratas”, diz Garman.

“Biden sabe a importância das relações com o Brasil e não vejo os Estados Unidos impondo sanções muito duras ao comércio brasileiro, mas acredito em um cenário no qual os americanos poderão aumentar os impostos cobrados sobre produtos chaves que o País exporta aos EUA”, conclui.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O chanceler Ernesto Araújo, no entanto, prefere transformar o Brasil num pária isolacionista, ao invés de inseri-lo no mercado global. Vamos pagar caro por essa política errática e injustificável, adotada por um governo sem dedicação ao interesse público. (C.N.)

2 thoughts on “Questão ambiental será dominante na relação entre Brasil e EUA no governo de Joe Biden

  1. Nossos governantes INCOMPETENTES e DESONESTOS são incapazes de propor ao mundo um projeto de desenvolvimento sustentável para para o Brasil através de investimento maciço dos países ricos em troca de áreas de preservação permanente.

  2. Roberto Nishiki é um ex-militante de movimentos negros e que sabe quais são as reais intenções desses movimentos criados e financiados por brancos norte-americanos ou europeus. Duvida?! Veja esse comentário abaixo aonde ele mostra como aqueles anglo-germânicos que vem com papo de “racismo”, “ecologia”, “diversidade” pertencem a grupos eugenistas:

    “Grandes Babacas da Eugenia Anglo-Germânica: Julian Huxley.
    Uma coisa que eu reparei é que sempre que um anglo-germânico vem com papo de “racismo”, “ecologia”, “diversidade” você pode pesquisar que o fdp é eugenista e supremacista nórdico disfarçado (e claro que ele geralmente tem seus vassalos entre a crioulada para posar de virtuoso).
    Você pode estar reconhecendo o sobrenome do babaca: Huxley. Sim, ele era irmão do autor de Admirável Mundo Novo. Depois de estudar a história de Julian, eu acho que o livro do tal Aldous era na verdade programação preditiva para as pessoas já irem se familiarizando com o que eles estavam preparando.
    Julian Huxley era presidente da Associação Britânica de Eugenia (The Galton Institute). Sua grande preocupação era com o crescimento populacional do mundo (principalmente dos não-germânicos). Ele foi fudandor da WWF (que diz cuidar dos bichinhos) e mandava na UNESCO. Bom, vou deixar um trecho de um texto escrito por ele, tirado do site da UNESCO, e você tire suas conclusões:
    “No momento, é provável que o efeito indireto da civilização seja disgênico em vez de eugênico; e, em qualquer caso, parece provável que o peso morto da estupidez genética, fraqueza física, instabilidade mental e tendência à doença, que já existem na espécie humana, se mostrará um fardo muito grande para que o progresso real seja alcançado. Assim, embora seja bem verdade que qualquer política eugênica radical será por muitos anos política e psicologicamente impossível, será importante para a UNESCO ver que o problema eugênico seja examinado com o maior cuidado e que a opinião pública seja informada sobre o questões em jogo, de modo que muito do que agora é impensável pode pelo menos se tornar imaginável.”

    https://www.facebook.com/photo/?fbid=142232454296683&set=a.131829572003638

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