Receita de bolo na política

Carla Kreefft

Dizem no interior de Minas que, para se fazer um bolo gostoso, é preciso mais do que uma boa farinha. Além de mãos vocacionadas à arte da culinária, é necessário experiência. Nem sempre as primeiras tentativas são bem sucedidas.

A dica vale para tudo e se encaixa em qualquer análise. É apenas uma dessas dicas de autoajuda. Mas, ainda assim, nunca é demais lembrar. Remetendo a sabedoria popular para a política, é possível dizer que a construção de uma candidatura não é coisa simples e não se faz de um dia para outro. Quem aposta na instantaneidade corre grande risco de erro.

Por mais que o eleitor brasileiro seja desatento e não se envolva com política, exceto em período eleitoral, ele tem memória. Nomes, fatos, positivos ou negativos, são sempre relembrados nessa época. Quem já tem uma trajetória, principalmente se for recente, tem mais chance de conquistar o eleitor ou de afastá-lo de vez. A política exige presença.

TAREFA INGRATA

O que acontece em Minas Gerais neste momento é um bom exemplo dessa exigência. O senador Aécio Neves, que, sem dúvida nenhuma, desde sua primeira eleição para o governo de Minas, foi se consolidando como a maior liderança do Estado, se depara com dificuldades agora – tanto na corrida presidencial quanto na busca pelo Palácio Tiradentes com o seu afilhado Pimenta da Veiga. Os motivos dessa dificuldade podem ser vários, mas sem dúvida levar uma campanha presidencial pesada e ainda ter que contribuir com a campanha para o governo de Minas não é tarefa fácil.

Há pouco tempo, deputados estaduais e federais candidatos à reeleição reclamavam, longe dos gravadores, que estavam fazendo campanha somente usando o nome de Aécio. A reclamação envolvia a falta de recursos financeiros, mas também a dificuldade de trabalhar com o o candidato majoritário, Pimenta da Veiga, que, nos últimos anos, esteve muito pouco ligado a Minas Gerais. O contrário parece acontecer na campanha petista, em que o nome do candidato majoritário, Fernando Pimentel, ajuda a carregar os candidatos a deputado estadual. Importante lembrar que Pimentel, mesmo depois de sair da Prefeitura de Belo Horizonte, marcou presença em Minas Gerais na condição de ministro do Desenvolvimento da presidente Dilma Rousseff. Quem não aparece é esquecido. Essa é outra máxima da política. Mostrar a cara e estar presente é requisito fundamental para os candidatos.

Assim, a estratégia de Aécio Neves de voltar mais para Minas Gerais parece ser muito acertada, mas é preciso avaliar se ainda haverá tempo para que ela se faça eficiente. As pesquisas mostram certa estabilidade nas intenções de voto do mineiro. É claro que pesquisa é só pesquisa, mas, geralmente, aponta um quadro que precisa ser considerado. (transcrito de O Tempo)

4 thoughts on “Receita de bolo na política

  1. Finalmente não somos mais a pátria de chuteiras!

    Agradeço aos alemães e as alemoas! 7×1 e 5×1

    O Brasil só vai melhorar, quando as pessoas de bem tiverem mais coragem que os Lá_drões”

    Está na hora de um levante, seja de que forma for para derrubar essa escória de Lá_drões e seus asseclas.

    Cego é aquele que não enxerga as loucuras dos PTralhas.

    “Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades.” Benjamin Franklin

  2. Aécio diz que, se perder eleição, vai para a oposição.

    O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse que, caso seja derrotado nestas eleições, irá para a oposição, não se comprometendo em apoiar um futuro governo de Marina Silva (PSB). Aécio fez a declaração em sabatina promovida pela Rede TV!, em conjunto com o portal iG, que foi ao ar na noite desta sexta-feira. “Quem indica qual deve ser o papel de cada partido é o eleitor, e, se ele entender que teremos de ser oposição, é o que seremos”, afirmou.

    Aécio, no entanto, disse estar otimista de que estará no segundo turno – “só não sei com qual das duas” – e vencerá a eleição, porque “está chegando uma onda de razão e o Brasil precisa de uma mudança para uma direção correta”. Ele criticou os ataques pessoais que a presidente Dilma Rousseff (PT) vem desferindo a Marina, dizendo que a presidente apequenou o debate, enquanto a ex-ministra foge do debate, e muda de posição a toda hora.

    A respeito das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, Aécio disse que as denúncias não vêm da oposição, mas de dentro da própria empresa, de um funcionário de confiança do governo federal.

    Questionado a respeito do envolvimento de seu correligionário Eduardo Azeredo no chamado “mensalão mineiro”, o tucano disse que, se houver prova de que ele tenha cometido irregularidades, não será tratado como herói nacional, como o PT fez com os condenados do partido no processo do mensalão.

    Sobre o ex-governador e candidato a presidente pelo PSB Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em agosto, ter sido mencionado por Costa como um dos políticos que recebiam propina no suposto esquema de corrupção na Petrobras, Aécio disse que não combina com ele essa atitude, mas que aguarda as investigações.

    Aécio criticou as desonerações fiscais promovidas pelo atual governo, dizendo que elas prejudicam E stados e municípios, falou que, em um governo seu, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não seria apenas para “meia dúzia de escolhidos” e defende a qualificação do gasto público.

    O candidato não respondeu a pergunta sobre quais gastos públicos ele cortaria, confrontado com a necessidade de recursos para implementar os programas que promete, dizendo que, com a retomada do crescimento que seu governo promoveria, os recursos viriam.

    (Transcrito do Valor Econômico)

  3. Sei não…
    O melhor candidato para resolver o abacaxi armado por inteiro por Dilma, entrando como receita de bolo, é dose, tendenciosa jornalista… o desafio para o Aécio está exatamente em aguentar mais um tempo, e acompanhar o que vai sobrar da guerra entre Dilma e Marina… com tantas tortas trocadas entre as duas, é possível que até outubro Aécio ganhe fôlego, e ainda tenha alguma chance…
    Para isso, também é preciso que o seu staff se toque, e deixe o carro andar… me parece que os seus aliados mais atrapalham do que ajudam…

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