Recordar é viver: Ditadura esquadrinhou patrimônio de Brizola e concluiu que ele era honesto

Mário Magalhães
De 18 de fevereiro de 1970 a 22 de abril de 1971, no decorrer de 429 dias, uma comissão criada pela ditadura esquadrinhou exaustivamente o patrimônio do então exilado Leonel de Moura Brizola (1922-2004). Com declarações de Imposto de Renda, extratos de contas bancárias e registros de imóveis urbanos e rurais à mão, a subcomissão gaúcha da Comissão Geral de Investigação (CGI) concluiu que os bens do ex-governador do Rio Grande do Sul eram compatíveis com sua renda. A investigação foi arquivada e, implicitamente, a ditadura chancelou a honestidade de um dos seus mais figadais inimigos.

Em 1964, o ex-governador Brizola era deputado federal pelo governista Partido Trabalhista Brasileiro, mesma agremiação de João Goulart, seu cunhado. Como o presidente, Brizola foi cassado pela ditadura (1964-85) nascida com o golpe de 1º de abril. Ele insistiu na resistência aos golpistas, mas não convenceu Jango. Ficaria no estrangeiro até a anistia, em 1979. Em 1982, elegeu-se governador do Rio de Janeiro, Estado que voltaria a administrar ao triunfar no pleito de 1990.

O PROCESSO
A apuração sobre o patrimônio de Brizola consta de um processo de 18 páginas, hoje sob guarda do Arquivo Nacional. A revelação histórica é de autoria do repórter Guilherme Amado, no jornal “O Globo”. O fac-símile integral da documentação pode ser lido clicando aqui.

Assinada por um tenente-coronel (provavelmente do Exército; a reprodução não permite ler claramente o nome), a resolução 045/70, de 18 de fevereiro de 1970, decidiu “instaurar, ex-ofício, investigação sumária para apuração de enriquecimento ilícito correspondente” a Leonel Brizola e outros cidadãos.
O relatório de 22 de abril de 1971 trouxe o parecer sustentando que “os ganhos do indiciado poderiam, em princípio, dar os frutos emergentes”. Em palavras de gente: os salários de Brizola lhe permitiriam ter acumulado uma casa em Porto Alegre (comprada em 1953), uma fazenda em Viamão (em 58), os saldos nas contas bancárias e outros eventuais bens registrados em suas declarações de renda anuais de 1959 a 68 (só não encontraram a de 61).
PATRIMÔNIO MAIOR
O relatório não faz menção ao fato de que o patrimônio da família era imensamente maior, devido às propriedades de Neusa Goulart Brizola (1921-93), mulher do investigado e irmã de Jango. A família Goulart, dona de estâncias, era rica.
O arquivamento foi ainda mais eloquente porque a CGI não fazia investigações “sobre” determinada pessoa. No caso dos opositores, fazia “contra”. Depois de deixar o Brasil à força, Brizola montara desde o Uruguai iniciativas mal sucedidas de guerrilha contra a ditadura.
A CGI fora criada em 1968. Seu propósito, como recorda o Arquivo Nacional, era promover “investigações sumárias para o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, inclusive de empregos das respectivas autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista”.
Uma das alegações dos golpistas de 1964 era o combate à corrupção. Poucos políticos foram tão odiados pela ditadura como Leonel Brizola. Conforme a CGI do próprio regime sacramentou, não se tratava de um corrupto.

45 thoughts on “Recordar é viver: Ditadura esquadrinhou patrimônio de Brizola e concluiu que ele era honesto

  1. Me lembro que a fábrica de CIEP(produzia módulos tipo drywall) ficava onde é hoje o terreirão do samba, próximo ao balança mais não cai. Diziam que a fábrica era do filho dele. A polícia acusava Brizola de envolvimento com o crime porque o Brizola não deixava as polícias irem matar na favela porque o projeto político era educar, tirar as crianças da rua, educação em período integral na favela. Mas apolícia

    • Essa foi a maior mentira difundida contra Brizola. Ele jamais impediu a Polícia de agir, entretanto, não aceitava que entrassem nas comunidades sem a sua anuência e a do Comandante da PM, Cel. Nazareno, pois temia que o povo ficasse em meio aos tiroteios. Tinha também outros motivos, que não convém aqui declarar. Desenterrar fatos pode ser muito perigoso.

  2. A mídia, com a inocência do povo, nunca deram oportunidade a Brizola, sempre procuraram denegrir a imagem dele, dizendo que iria destruir o Brasil, assim como fez com o PT, só que este vem demonstrando que Brizola tinha razão, está destruindo o país por não ter experiência, ele sabia o que falava e agora José, não adianta mais, não temos uma liderança que se preocupe com as causas sociais, gastaram mais de 20 bilhões para a copa do mundo e a violência continua sendo a pior do mundo, o Brasil poderia ser bem melhor, não se preocuparam com os projetos de Darcy Ribeiro e Brizola, hoje, as consequências estão aí e Lula, Dilma Rousseff, foram mordidos pela mosca azul da corrupção.

  3. Um grande brasileiro. Um patriota. Deve estar se revirando no túmulo diante do que Lupi – perdão da má palavra – fêz com o PDT que, na sua época,era o lídimo representante do Trabalhismo.

    • Leonel Brizola foi vítima de determinados auxiliares, que dele se aproximava com objetivos pessoais. Ele sempre dizia, que a política ama a traição, mas abomina o traidor. Parece que ele sabia que seria traído e entendia que nada poderia fazer.

  4. Pois é o projeto CIEP era tirar as crianças da rua através da educação integral. Brizola foi combatido , chamado de corrupto, facilitador do crime organizado. Tudo para bombardear o projeto educacional cujo modelo foi copiado da Nova Zelândia . No Brasil a tática é sempre a mesma, bombardear para denegrir e atrasar. No caso do CIEP, o tempo, que é o senhor da razão, mostra que se o projeto não tivesse sido combatido a violência infantojuvenil não seria alarmante como é. O combate a violência através do confronto armado venceu a política do CIEP.

    • Nenhum dos governadores após Brizola construiu um único CIEP para contar a história, inclusive integrantes do PDT, o que considero um absurdo e uma traição ao governador.
      No Brasil, a Educação não interessa aos governantes, que temem as próximas eleições com um povo com massa crítica. Preferem investir no pão e no circo, samba, cerveja e futebol não podem faltar e estádios babilônicos para o povo babar de alegria. Tudo para esquecer a inflação, os baixos salários, os impostos altos e a vida sem esperança.

  5. Na verdade, na luta pelo poder, o golllpismo-ditatorial já leva uma vantagem descomunal, por razões óbvias e ululantes, posto que tem a faca e o queijo em suas mãos. E se fizerem apologia do dito cujo nas ruas aí será covardia total, na cara dura. Com todo o respeito ao Ministro Marco Aurélio, inclusive pelo seu vasto conhecimento jurídico, mas na seara partidária-elleitoral, em que pese as suas boas intenções, ele não tem noção do que está falando. Na prática, o partidarismo-elleitoral, velhaco, tornou-se um enorme câncer na vida da sociedade consciente que, sistematicamente, tem sido obrigada a votar no menos ruim, conforme lhe são impostos os candidatos pela ditadura-partidária, dona do monopólio eleitoral, que obriga quem queira participar das eleições a sentar-se no colo da caciquia partidária, ou dos Jeffersons, Pennas, Costa Netos e CIA. Por ser um sistema mais furado do que queijo suíço, paralelamente, o dito cujo alimenta, em simbiose, outro câncer social ainda mais velhaco, mais perigoso, mais nefasto e mais terrível, que é o gollpismo-ditatoral, que está sempre de plantão, armado até os dentes, pronto para aplicar o gollpe. Em assim sendo, Ministro, e é, infelizmente, o buraco é mais embaixo, mas amplo e mais profundo, e o povo viverá para sempre como um eterno tutelado, ou refém, do partidarismo-elleitoral ou do gollpismo-ditatorial, velhacos, regados principalmente a caixa dois (sendo o financiamento público outro engodo para tentar prolongar a vida do dito cujo), todos impostos por muito dinheiro enquanto cabo eleitoral e varinha de condão que faz até milagres e mágicas. É um tipo de democracia que já deu flor, que já enganou o máximo que podia enganar, que o povo já não agüenta mais, não se sente representado e não quer mais a dita cuja, conforme já deixou claro nas ruas do Brasil. E, no caso, de nada adiantará o voto facultativo, porque implica em tirar o dono de dentro de sua própria casa e deixar o bode impostor, charlatão e fedido acomodado na sala do cidadão. Daí a necessidade da Meritocracia Eleitoral, aberta à participação direta de toda a sociedade,independente de partidos e de recursos financeiros, como funil natural (baseado naquilo que uma sociedade pode ter de melhor que é a educação, o conhecimento e a sabedoria e que se não funcionar bem com isso não funcionará bem com coisa nenhuma), à escolha dos nossos representantes, que poderão ser os próprios eleitores e cidadãos, diretamente ou através de partidos, associações, clubes, sindicatos e demais ONGs, desde que aprovados em CONCURSO PÚBLICO PADRÃO, com rigor máximo, tendo o Poder Legislativo como parâmetro para todo o serviço público e demais poderes, à moda façam o que eu faço, mudando-se completamente o perfil e a consistência disso que aí está e sempre esteve e que é um desastre social de longa duração, máxime tendo em vista a maldita reeleição imposta por FHC, via congresso “mensaleiro”. Como continua formulado o modello até hoje, de que adiantam 35 partidos, ou mais, ou menos, se todos elles sofrem do mesmo mal: dinheiro, sede de erário, empregos privilegiados fáceis, poder e vantagens pessoais ?

  6. O projeto dos CIEPS começou em 1982 com a eleição de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro. Prédios novos e modernos com a assinatura do projeto feito por Oscar Niemeyer. Todas as crianças do Estado do Rio em tempo integral na escola, além de estudarem, faziam 3 refeições por dia. Imaginem como seríamos hoje se esse projeto tivesse sido levado adiante depois de 32 anos. Quase duas gerações perdidas! Será que a Udenista Sandra Cavalcanti está satisfeita com os dias de hoje? Pois à época declarou que os CIEPS eram apenas grandes bandejões!

    • Moreira Franco e a Globo sabotaram o projeto CIEPs. Não obstante, passados mais de 30 anos o país está entregue ao crime organizado e o gato angorá ocupa cargo elevado no escalão (“assuntos estratégicos”) desse governo de farsantes. Por enquanto o projeto dos EUA para o Brasil mantém-se firme. Brasil, pobre país rico.

  7. MEU GRANDE ÍDOLO. A CIDADE DO RIO DE JANEIRO FOI CONSIDERADA A QUINTA MAIS VIOLENTA DO BRASIL. TALVEZ SE NÃO FOSSEM OS CIEPS ESTARÍAMOS EM PRIMEIRO LUGAR. OBRIGADO MESTRE!

  8. francamente. brizola foi o grande paimentor de toda essa bagunca que esta o rj atualmente. culpa… do povo do rj, quem votou nele. depois, tivemos os herdeiros: gartinhos, csar maia, marcello, moreira, conde, o cabral e o paes. tudo filhote de brizola. pobres darcy ribeiro e saturnino.

  9. Será que este atestado do sr. Leonel Brizola não serviu de exemplo para o novo contratado do canal de televisão, globo? Perdeu o elã, espontaneidade e jogou fora junto com currículo sua credibilidade. GRANA x MORAL, ganhou a GRANA! Caríssimo sr. Brizola, meus parabéns pela lisura de comportamento que nos foi escondida, povo BRASILEIRO, a mando de Washington. Mas a parábola da boa figueira sempre esteve presente na mente daqueles que acreditam em boas condutas.

  10. Antes de mais nada, Brizola era um idealista.
    Tinha consciência que para alastrar o seu projeto educacional precisava sair do Rio Grande do Sul, ir para o Rio de Janeiro, o centro das atenções, a capital cultural do Brasil.
    O destino bateu-lhe à porta com a Legalidade, em 1961, quando enfrentou os que não queriam a volta de Jango da China, na condição de presidente da República, com a renúncia de Jânio.
    Tornou-se conhecido nacionalmente e de forma positiva. Surgia um líder corajoso, e com propostas de melhorias para o povo, principalmente com ênfase à Educação, mola mestra de qualquer País que queira se desenvolver.
    Após a turbulência da ditadura que o caçou de todas as maneiras e revirou a sua vida do avesso, tirou-lhe a sigla partidária que herdara naturalmente de Vargas e Jango, o PTB, mesmo assim foi eleito governador do Rio em dois mandatos, e candidato à presidência do Brasil, sem as chances de quem era originário do eixo Rio/São Paulo ou que tivesse a imprensa ao seu lado.
    Brizola era um alienígena e não contava com o apoio da mídia que dominava o Brasil, que o chamava de “caudilho”.
    Contra tudo e todos, inclusive a manipulação das urnas, o gaúcho se elege governador do Rio, e dá início ao seu mega-projeto educacional, os CIEPs.
    Os traidores da Pátria, os políticos em geral, INCLUSIVE PETISTAS, tentaram acusá-lo do que inventavam a seu respeito, sem sucesso, a ponto de se reeleger mais tarde.
    Os Centros que fizera para retirar as crianças das ruas e das que mais necessitavam de ajuda governamental foram duramente criticados, impiedosamente acusados de desperdício de dinheiro, de que este processo era elitista.
    O objetivo primordial dos parlamentares e dos que se opunham a Brizola era a continuação do nosso analfabetismo funcional e analfabetismo em geral, condição importante para que um povo seja manipulado, conduzido.
    Afora a diminuição que teríamos da violência hoje em dia, adultos que teriam um belo futuro pela frente, índices educacionais muito melhores que os atuais, Brizola foi derrotado pela vaidade alheia, pela inveja, pela liderança inata que exercia no povo, e por um projeto de um partido político que queria se aproveitar da brecha que a retirada do PTB das mãos de Brizola ocasionara: O PT.
    Ora, simplesmente o PTB havia sido o partido que mais representava os trabalhadores, e agregado às figuras de Getúlio, Jango e Brizola, seus expoentes máximos.
    Brizola sem a sua sigla tradicional estava à mercê de um novo partido e de quem conseguiria reunir à sua implantação.
    Os combates eram em demasia para o gaúcho: Imprensa contra, políticos, o sistema, o povo que não o elegera à presidência do Brasil, o líder gaúcho perde, e com ele foi derrotada a Educação e as crianças, que teriam um Ensino digno às suas importâncias como adultos em condições de dar sequência à idéia do Ensino Integral.
    Hoje assistimos as tropas militares subindo os morros para combater os traficantes, certamente crianças à época de Brizola, que não seriam os bandidos atuais, mas pessoas que haviam assegurado uma condição de vida infinitamente melhor que àquelas prometidas pelo PT e seus aliados, desde que boicotaram o melhor e mais audacioso plano educacional já existente no Brasil!
    Brizola e seus defeitos ainda eram infinitamente melhores que os políticos e suas qualidades que já existiram, simplesmente porque foi o único que pensou na infância e juventude desta grandiosa Nação, que não fez por merecer a intenção de um legítimo nacionalista, patriota, e líder voltado às verdadeiras necessidades deste País, lamentavelmente.
    Assim, debruçamo-nos em analisar Collor, FHC, Lula e Dilma, que caracterizaram seus governos de que formas?
    A incomparabilidade de Brizola com esses presidentes é que não houve legado algum deixado por eles, enquanto que o gaúcho, mesmo sem ter sido eleito, ofereceu para esta terra a solução de seus problemas do passado e do futuro, que os nossos parlamentares e “interésses” outros impediram que fossem concretizado o majestoso plano de um legítimo líder trabalhista!

    • Você é patético!

      “Antes de mais nada, Brizola era um idealista.”

      Não, meu caro, Brizola era um oportunista em busca do poder a qualquer preço.

      “Tinha consciência que para alastrar o seu projeto educacional precisava sair do Rio Grande do Sul, ir para o Rio de Janeiro, o centro das atenções, a capital cultural do Brasil.”

      Eu gostaria que você me explicasse esse tal “projeto educacional” do Brizola.

      “O destino bateu-lhe à porta com a Legalidade, em 1961, quando enfrentou os que não queriam a volta de Jango da China, na condição de presidente da República, com a renúncia de Jânio.”

      Como eu disse, era um oportunista.

      “Tornou-se conhecido nacionalmente e de forma positiva. Surgia um líder corajoso, e com propostas de melhorias para o povo, principalmente com ênfase à Educação, mola mestra de qualquer País que queira se desenvolver.”

      Insisto: qual era esse “projeto educacional”?

      “Após a turbulência da ditadura que o caçou de todas as maneiras e revirou a sua vida do avesso, tirou-lhe a sigla partidária que herdara naturalmente de Vargas e Jango, o PTB, mesmo assim foi eleito governador do Rio em dois mandatos, e candidato à presidência do Brasil, sem as chances de quem era originário do eixo Rio/São Paulo ou que tivesse a imprensa ao seu lado.”

      Brizola não herdou sigla nenhuma. A sigla de Vargas foi justamente concedida a Ivete Vargas, sobrinha-neta de Getúlio. Quanto às suas eleições no Rio, não admira: quando ele foi eleito deputado federal aqui na minha terra, em 1960, meus conterrâneos “elegeram” também um rinoceronte chamado Cacareco. Ser eleito no Rio não é parâmetro para coisa nenhuma. Senão vejamos a plêiade de cafajestes eleitos para governador aqui: Brizola (duas vezes), Moreira Franco, Marcelo Alencar, Garotinho, Rosinha e Cabral (duas vezes). Ressalve-se que todos, à exceção de Moreira – tão ruim quanto os outros – foram “crias” do Brizola.

      “Brizola era um alienígena e não contava com o apoio da mídia que dominava o Brasil, que o chamava de “caudilho”.

      Contra tudo e todos, inclusive a manipulação das urnas, o gaúcho se elege governador do Rio, e dá início ao seu mega-projeto educacional, os CIEPs.

      Os traidores da Pátria, os políticos em geral, INCLUSIVE PETISTAS, tentaram acusá-lo do que inventavam a seu respeito, sem sucesso, a ponto de se reeleger mais tarde.

      Os Centros que fizera para retirar as crianças das ruas e das que mais necessitavam de ajuda governamental foram duramente criticados, impiedosamente acusados de desperdício de dinheiro, de que este processo era elitista.

      O objetivo primordial dos parlamentares e dos que se opunham a Brizola era a continuação do nosso analfabetismo funcional e analfabetismo em geral, condição importante para que um povo seja manipulado, conduzido.

      Afora a diminuição que teríamos da violência hoje em dia, adultos que teriam um belo futuro pela frente, índices educacionais muito melhores que os atuais, Brizola foi derrotado pela vaidade alheia, pela inveja, pela liderança inata que exercia no povo, e por um projeto de um partido político que queria se aproveitar da brecha que a retirada do PTB das mãos de Brizola ocasionara: O PT.”

      Os CIEPs não passaram de uma propaganda nojenta que fazia parte do plano de poder do Brizola. Projeto caríssimo do calhorda Niemeyer, eram construções caríssimas, construídas em lugares estrategicamente estudados, não para atender aos carentes, mas simplesmente para servir de propaganda eleitoreira, e que, além de superfaturadas, contavam com as roubalheiras dos filhos do caudilho, mas não atendiam ao principal: não havia mão de obra docente decente. Escola sem professor é do cacete!

      “Ora, simplesmente o PTB havia sido o partido que mais representava os trabalhadores, e agregado às figuras de Getúlio, Jango e Brizola, seus expoentes máximos.

      Brizola sem a sua sigla tradicional estava à mercê de um novo partido e de quem conseguiria reunir à sua implantação.

      Os combates eram em demasia para o gaúcho: Imprensa contra, políticos, o sistema, o povo que não o elegera à presidência do Brasil, o líder gaúcho perde, e com ele foi derrotada a Educação e as crianças, que teriam um Ensino digno às suas importâncias como adultos em condições de dar sequência à idéia do Ensino Integral.

      Hoje assistimos as tropas militares subindo os morros para combater os traficantes, certamente crianças à época de Brizola, que não seriam os bandidos atuais, mas pessoas que haviam assegurado uma condição de vida infinitamente melhor que àquelas prometidas pelo PT e seus aliados, desde que boicotaram o melhor e mais audacioso plano educacional já existente no Brasil!

      Se Brizola não tivesse feito acordos com traficantes, comprometendo-se com eles a proibir a polícia a entrar em favelas, nós não teríamos essa herança trágica chamada Sergio Cabral fazendo negócio com a traficância ao permitir o tráfico desde que os bandidos não ostentem mais armas. Cara de um, focinho do outro.

      Brizola e seus defeitos ainda eram infinitamente melhores que os políticos e suas qualidades que já existiram, simplesmente porque foi o único que pensou na infância e juventude desta grandiosa Nação, que não fez por merecer a intenção de um legítimo nacionalista, patriota, e líder voltado às verdadeiras necessidades deste País, lamentavelmente.

      Assim, debruçamo-nos em analisar Collor, FHC, Lula e Dilma, que caracterizaram seus governos de que formas?

      A incomparabilidade de Brizola com esses presidentes é que não houve legado algum deixado por eles, enquanto que o gaúcho, mesmo sem ter sido eleito, ofereceu para esta terra a solução de seus problemas do passado e do futuro, que os nossos parlamentares e “interésses” outros impediram que fossem concretizado o majestoso plano de um legítimo líder trabalhista!”

      Você é simplesmente patético ao exaltar um energúmeno que propôs, ente outros absurdos, fechar o Congresso, tal e qual seus algozes o fizeram. Isso sem falar no seu discurso do fatídico 13 de março de 1964, onde ele, textualmente, conclamou aos favelados que invadissem e tomassem as residências dos moradores da orla da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

      • A foto que estampa o teu nome com uma caneca grande de cerveja, explica o teu comentário a respeito de Brizola e sobre o que escrevi.
        Certamente tinhas empurrado goela abaixo mais do que devias, e o resultado foi cômico, digno de um pateta, Ricardo Froes.
        Aliás, símbolo algum se enquadraria melhor com o teu tipo que um imenso copo de bebida, razão pela qual destilas um bafo de onça insuportável, manifestado em um texto onde não consegues contra-argumentar, mas tentas desqualificar o autor do comentário que possibilitou o teu “protesto” da forma muito conhecida e utilizada por um alto prócer petista: à base de álcool.
        Quando ficares sóbrio, volta ao tema, pateta!

        • É isso aí, Bendl. Quem não tem argumento tergiversa e parte pra ofensa.

          Parodiando Chrchill, posso ficar bêbado, mas no dia seguinte estarei bem, o que não é o seu caso: idolatria esquizofrênica não tem cura, cega mesmo.

          • Percebe-se que estás melhorando do porre de ontem.
            Continuas arrotando besteiras.
            Quem sabe amanhã não te darás conta do fiasco que cometeste?!
            Mais a mais – a comprovação de que não estavas bem -, quem tergiversou e não contestou meus argumentos sobre Brizola foste tu que, simplesmente, apenas copiou o meu comentário e me perguntava qual era o tal “projeto educacional” de Brizola.
            Ora, isto não é debater, mas perguntar. E se não sabes até hoje qual era esta reengenharia educacional, então não tens como discutir algo tão sério que, desgraçadamente, os políticos que entendes como corretos abandonaram este projeto extraordinário.
            Por outro lado, meus textos provam que não sou esta pessoa que me acusas levianamente, mas a verdade precisa ser dita, “Duela a quien duela”, como disse certa feita um dos teus líderes!

          • Antes que eu esqueça, Ricardo:
            Lê o que escreveste ontem, que foi pouco, hajam vista teres reeditado o meu comentário.
            Nele tu verás quem ofende primeiro, pois apenas retruquei.
            Aliás, detesto este tipo de discussão.
            Combinemos o seguinte:
            Vamos esquecer este pequeno atrito, que tal?

        • Bendl, debater é perguntar sim!

          Se eu desconheço o tal “projeto educacional” do caudilho e se você simplesmente o mencionou sem explicar, eu tenho todo o direito de perguntar. Que me conste, construções faraônicas colocadas em locais de grande visibilidade não constituem um “projeto educacional”, mas sim um projeto de propaganda política enganosa, coisa corriqueira na carreira de um enganador de trouxas.

          Se você quiser, posso até convocar alguns amigos, professores à época dos CIEPs, para dar seus testemunhos sobre a qualidade do material humano contratado para tomar conta e ensinar crianças.

          Pena que você, o onissapiente dos comentários, não saiba argumentar.

          • Ricardo Froes,
            Outra recaída!
            Assim não vai dar.
            Quanto ao “onissapiente” é por tua conta, mesmo assim, obrigado!
            Olha, o projeto educacional comentado e que tu teimas em não pesquisar a respeito, tratava-se do ensino integral, isto é, as crianças permaneciam no colégio pela manhã e à tarde.
            Havia lanche, almoço, café, banho, esportes, além das séries normais do Ensino Fundamental.
            Brizola queria tirar as crianças das ruas, que ficavam à mercê de bandidos, traficantes, de pais até mesmo desleixados com seus filhos.
            Era uma revolução em se tratando de Ensino Público, pois normalmente tal oferta de tempo integral nas escolas é pelo Ensino Particular.
            Comentários que depreciam este projeto alegando preços caros dos CIEPs ou propaganda política, deixam de analisá-lo na essência, no cerne da questão.
            Resultado:
            Como estão as crianças das favelas ou comunidades do Rio?
            Onde está a qualidade nas escolas que estão sempre carentes de recursos?
            O que a gurizada faz quando volta para casa após um período de aula?
            Por que mensurar valores à Educação, s eela é o bem mais valioso que um País pode ofertar à sua população?
            Por que não criticas as obras faraônicas dos governos que sucederam Brizola e de nada adiantaram para o povo?
            Por que não acusas a malversação do dinheiro público pelo PT?
            No entanto, os CIEPs eram caros e serviam de propaganda política, na tua ótica deturpada!
            Então, a célebre pergunta:
            Debater contigo para quê?!
            Como pode alguém ser contra este projeto?
            Como pode alguém criticar o tratamento decente que se daria às crianças POBRES mediante escolas de qualidade e tempo integral?!
            Por que não teces comentários sobre o bolsa família?
            Afinal das contas, este benefício CONDENOU milhões à miséria, haja vista o PT não se preocupar com Educação, trabalho para os “bolsistas”, além da irresponsabilidade quanto à omissão de não exigir um Planejamento Familiar conforme o número de filhos que aquele casal necessitado possui.
            Mas, Brizola estava errado neste aspecto, de possibilitar um Ensino digno às crianças do Brasil.
            Por favor, Ricardo, comenta o que quiseres do Brizola, menos quanto à Educação.

  11. Que prazer ver um tópico sendo comentado por pessoas que têm uma visão honesta, sobre alguém que, além de lutar contra a perseguição uma Rede (Globo), que representa o que tem de pior para o nosso país, deixou um legado incomparável, tanto na questão educacional, como no trato dos direitos humanos.

  12. Prezado Carlos Newton:

    Vou procurar em meus arquivos o artigo ” ASSASSINATO DO ÚLTIMO ESTADISTA”, de Romero Machado, e enviar para publicação. Originalmente, quem o publicou foi o Hélio Fernandes. (Pra quem não sabe, o senhor Romero publicou o EXPLOSIVO livro ” AFUNDAÇÃO ROBERTO MARINHO “, colocando, no ventilador, à luz de provas cabais, plenas, documentadas, escândalos da emissora ex-todo-poderosa.) O artigo honra o EXTRAORDINÁRIO BRIZOLA, e faz referência a essa ridícula infâmia sobre ” el ratón”. Talvez isso ajude aos envenenados, mal informados e mal intencionados a procurarem outras mentiras, pelo menos mentiras novas, para usarem como verniz_ seja para a própria ignorância, seja para atacar homens íntegros e dignos, como o foi o grande gaúcho de Carazinho.
    Saudações,
    Carlos Cazé.

    PS: ou então, assim que tiver tempo para digitar, faço-o e envio-o, nos comentários, a quem interessar possa
    PS: Recordando o belo poema que PABLO NERUDA fez para Brizola:

    NOVAS ILHAS, NOVOS RIOS,
    NOVOS VULCÕES FAZEM DO NOSSO CONTINENTE
    UMA NOVA GEOGRAFIA.

    QUEREMOS NOVA AGRICULTURA,
    OUTRAS FORÇAS JUVENIS,
    UMA SOCIEDADE MAIS PURA,

    NOVAS PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA
    QUE ESTÁ NASCENDO
    E QUE TEMOS O DEVER DE CONSTRUIR

    QUEM PODE ESTAR CONTRA A VIDA?
    CELEBREMOS A CHEGADA DE BRIZOLA
    NO CENÁRIO DA AMÉRICA
    COMO UMA DESLUMBRANTE ENCARNAÇÃO
    DE NOSSAS ESPERANÇAS.

    ESTAMOS CANSADOS DA ROTINA DA MISÉRIA.,
    DE IGNORÂNCIA, DE INJUSTIÇA ECONÔMICA.
    ABRAMOS O CAMINHO ÁQUELE QUE ENCARNA HOJE
    A POSSÍVEL CONSTRUÇÃO DO FUTURO. .

  13. Leonel Brizola, foi o único político brasileiro a ganhar dois atestados
    de honestidade, um dado pela ditadura, que o condenou a cetenas de
    anos por subversão (contra o regime), mas não houve condenação por
    corrupção, o outro atestado de honestidade foi dado pela ALERJ.
    Marcelo Alencar, quando Governador, tentou cassar os direitos
    políticos por 8 anos de Leonel Brizola a pretexto de corrupção. O Brizola,
    saiu vencedor, inclusive com voto do adversário político, o Deputado
    Sivuca, que ao votar disse: um político que teve a vida toda vasculhada
    pela ditadura, durante trinta anos e não encontraram um ato de corrupção,
    não posso votar contra ele.
    Os CIEPs foi sem dúvida o maior projeto de nação, para o futuro do país, além
    de combater diversos males do presente que castigam a infância brasileira, vitimas inocentes.

  14. Aos idiotas que ainda insistem em denegrir Leonel Brizola, fiquem com Dilma, Lula, Renan, toda a corja do PMDB e vão tomar caju.

    Desculpem-me a leveza.

    Ao Bendl, mais uma vez, parabenizo pelo brilhante artigo. Aliás, CN, sugiro publicá-lo como destaque. Merece.

    • Oigres, meu caro, obrigado.
      Desmistificar alguém não é o mesmo que desconstruir a sua obra.
      O comentário desairoso sobre Brizola e a maneira como seu autor se dirige a mim, denotam uma personalidade confusa, que não é capaz de considerar o grandioso projeto do gaúcho sobre Educação.
      Aliás, quando comentei sobre a má fé como se reportavam aos CIEPs, que eram caros e assim por diante, o autor confirmou o conceito que falsos brasileiros deram para esta forma de tirar as crianças das ruas, ensiná-las, educá-las, e propiciar-lhes um futuro digno.
      Preferem as cracolãndias, que estejam a serviço dos traficantes, que cometam seus pequenos roubos para depois partirem para grandes assaltos, assassinatos, estupros, enfim, uma infância e juventude sem escolas decentes.
      A utilidade de um espaço democrático como este serve para que constatemos até que ponto vai a ignorância de uma pessoa que repete o que ouve de alguns, sem se preocupar em buscar a verdade ou o que lhe disseram se tem sentido.
      Um forte abraço, caro Oigres Martinelli Baleeiro.

  15. Não sabia que o sr. Ricardo Fróes bebia cachaça e escreveu essas babozeiras de porre. Já ouvi falar de um Ricardo Fróes em quem Brizola deu umas porradas. Não se é este senhor. Escrever o que escreveu só de porre ou por vingança por ter pungado alguma coisa do Brizola e levado umas porradas. Dizer que Moreira, Marcelo(sempre fora político e advogado), e Cabral foram criados por Brizola, só de porre e todo mijado. Dizer que a sígla do PTB pertencia a Ivete Vargas só estando de porre e “borrado”: Brizola foi fundador do partido em 1945, Ivete não. Ivete era filha adotiva de uma irmã de Getúlio, no caso da sígla estava a serviço de Golbery. Tanto é assim que deu a sígla a Sandra Cavalcanti para disputar o governo do RJ, tentando dar um golpe no povo. Os militares jogaaram na arena três capangas para derrotar Brizola em 1982: Sandra Cavalcanti, Miro Teixeira e Moreira Franco. Brizola passou sobre eles como se fora uma “motoniveladora”. Depois tentaram o golpe da Proconsult e Brizola mais uma vez os desmoralizou abortando-o.

  16. Não é possível que se trate do Romeu da Manu, que se casou naquele festão na fazenda lá no interior de SP com a Olivia no colo. Não deve ser o mesmo, ainda mais se apresentando com caneca de cerveja e com fisionomia de matungo. O Romeu da Manu que levava a Olivia toda de branco no colo (olha que eu vi) não pode se apresentar em público assim sob pena se desvalorizar no conceito da Vanessa Câmara. Concluo, portanto, que não é de marca, genérico ou similar. Usa o nome do alheio.

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