Reflexões sobre a cannabis, que é utilizada para curar viciados em drogas pesadas

Wildner Aguiar

Este blog, mais uma vez, presta um desserviço à sociedade opinando sem fundamentação sobre assunto que obviamente não tem o menor conhecimento.

Inicialmente, como todos os defensores da política proibicionista na falta de um argumento adequado, confunde crack com maconha, juntando todas as drogas num único saco. Propositadamente ou por desconhecimento? Pois  a maconha é porta de saída de drogas pesadas.

A revista médica norte-americana The Lancet coloca a cannabis em 11º lugar entre as drogas perigosas, bem atrás do álcool (4º lugar) e do tabaco. Portanto, as drogas pesadas já estão aí na sociedade, considerando o ranking de PESSOAS ESPECIALIZADAS (MÉDICOS E PESQUISADORES, não são “achistas” nem opiniões pessoais sem nenhuma base cientifica).

Em seguida,  deveria ser levado em conta o trabalho do psiquiatra Dartiu Xavier, FAPESP, que teve seu estudo publicado no “Journal of Psychoactive Drugs”. Nele afirma que 68% dos usuários, em um universo de 50, largaram o vício do crack atenuando a crise de abstinência com uso da maconha e acompanhamento psicológico, para depois abandonar também a erva por vontade própria. Portanto, a cannabis é porta de saída em termos de saúde pública, só não enxerga quem não quer.

O artigo contra a maconha não faz  tanta carga contra o maior vilão, o motorista bêbado, e atropela a Constituição Federal, que em seu Artigo 5, Inciso X , lê-se que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

O artigo propõe que as opções da maioria sejam impostas a todos, travestidas de “bem comum”, “vontade do povo”, “moral e bons costumes” e outros baboseiras tão comuns aos defensores dessa política fracasssada.

Política essa que completou em 2011 40 anos de retumbante fracasso com gastos da ordem de 1 trilhão de DÓLARES e milhares de jovens tendo suas vidas estragadas por uma legislação ignorante, que proíbe o uso de um vegetal por questões políticas e não farmacologicas, jogando-os na marginalidade.

A sociedade brasileira precisa se livrar desse ranço de eleger “tomadores de conta da vida alheia” e abrir-se como já fizeram os EUA, Canadá, Portugal, Espanha, Holanda, Israel, Chile, Uruguay, Argentina, República Tcheca (na Inglaterra a ex-chefe do MI-5 reuniu-se com deputados visando a descriminalização) e outros países e acabar com a hipocrisia e interesses outros que tentam colocar cabresto no cidadão comum.

Quando menino, brincávamos usando a expressão “cada macaco no seu galho”. Nada como aprender com quem sabe, caso de saúde pública não é para pessoas sem qualificação na área. No vídeo abaixo, o Dr. Renato Malcher, NEUROCIENTISTA, nos dá a receita do antídoto contra os “achistas” e hipócritas de plantão, informando com bastante clareza e desmistificando as desinformações plantadas nesses últimos 40 anos dessa política iniciada pelo governo Nixon.

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