Reflexões sobre a dualidade capitalismo-socialismo

Flávio José Bortolotto

Em mais de 250 anos de capitalismo industrial (via empresas privadas), montou-se um sistema econômico que produz bem, mas não garante pleno emprego, e distribui mal a riqueza/renda. O socialismo real (via empresas estatais) se apresentou como alternativa, em duas formas: marxista-leninista (Ditadura do Proletariado), tipo URSS, o que os jornalistas chamaram comunismo, que produziu mal e implodiu em 1989, e a social-democracia (países nórdicos, Alemanha, Inglaterra, França…). E a vertente social- anarquista é considerada utópica.

Com diferenças de um país para outro, na social-democracia houve estatização de bancos, indústria de base, sistemas de transportes, energia, muitas cooperativas etc., mas deixaram a iniciativa privada no resto, e chegaram a um bom padrão de vida, mas que está se mostrando não sustentável e em decadência.

Dentro desse quadro, a Teoria do Capitalismo Social do ilustre pensador Martim Berto Fuchs apresenta aspectos positivos, sendo superior tanto ao capitalismo clássico como à social-democracia.

TEORIA ECONÔMICA X URNAS

A civilização é feita do entrechoque da teoria econômica com as urnas. A meu ver, um processo democrático avança, quando o povo tem poder sobre a classe política (representantes eleitos pelo povo). Numa democracia bem regulada, o povo é o cão e os políticos são a cauda. O cão democrático tranquilamente abana a cauda. Em nossa democracia, é a cauda que consegue abanar o cão (povo), haja vista o nível de salários/benefícios da cauda em relação ao cão, segundo a média dos salários/benefícios do povo, pagador de impostos diretos/indiretos.

Em outras palavras: um processo democrático avança, quando os políticos têm medo do povo. Não é o nosso caso. Muito pelo contrário. E quando em época de “austeridade” a alta cúpula judicial passa seus salários para R$ 33.600/mês, além de muitos penduricalhos e em ano de 14 meses, contra um salário médio de apenas R$ 2.200/mês, em ano de 13 meses, e salário mínimo de R$ 788/mês, também em ano de 13 meses, dá vontade de chorar.

26 thoughts on “Reflexões sobre a dualidade capitalismo-socialismo

  1. Mas, como só existe o bem e o mal em ideologias ou religiões, na prática o mundo real se resume no pior e no menos pior.
    E o menos pior é o capitalismo serio como o americano, em que os salários são dos melhores do mundo e o país cresce, ao contrário da Europa que não cresce há 20 anos.
    Ou seja, liberdade econômica, garantia jurídica, ensino científico do melhor do mundo, impostos aceitáveis, segurança.E, enquanto lá prevalecer esta filosofia de quem quem precisa de estado é doente ou criminoso, o mundo vai precisar o que pode um ser livre. Como por exemplo Bill Gates e Steve Jobs que em suas garagens quando jovens criaram duas das maiores empresas do mundo, beneficiando a sociedade inteira do planeta com seus inventos e produzindo milhões de empregos pelo mundo afora.
    Enfim, quando se fala em socialismo já se sabe, o estado será forte e o cidadão se ferrará na mão dele. Mas seus ocupantes sempre se darão bem com o dinheiro que tomam do povo pelos impostos altos.
    Países como os nórdicos e outros do tipo, estão soidamente assentados em bases capitalistas. O que atrapalha a vida do pessoal de lá é que o estado cada vez mais interfere na vida pessoal do povo. Mas isto já está provocando reações contrárias e mesmo antes delas, muitos nódicos saem daquela chatice e se mudam para os EUA, como fazem também os pobres do mundo inteiro por razões óbvias.

    • Está certo. Quanto menor o peso do Estado sobre as costas das famílias e das empresas, maior é a otimização da geração de riquezas dentro do ciclo de rendas.

      Lembrando que não é o Estado que gera a riqueza, mas, as famílias e as empresas, e quanto menor for a interferência do ente estatal, melhor.

  2. Ahhh que falta faz aos “teóricos” contemporâneos a leitura atenta de clássicos como Marx, Weber, Keynes, Kalecki, Braudel, Hicks, Celso, Furtado, Raimundo Faoro… A maior boutade asnática do post: “civilização é feita do entrechoque da teoria econômica com as urnas”…. Não me darei ao esforço (didático) de resgatar os dois construtos “teoria econômica” e “urnas”

  3. Prezado Flávio, é aquela velha história; o mercado, na maioria dos casos, aloca mais eficientemente os recursos escassos do que o Estado. Isto não se discute. O fato é que a distribuição social da riqueza gerada pela eficiência do mercado é injusta. A intervenção do Estado na economia é a salvação do capitalismo, da forma como foi proposta por Keynes. Veja, a economia capitalista apresenta um comportamento cíclico: há períodos de expansão e contração da oferta agregada. O ponto importante é que muito possivelmente não ocorrerá coincidência quantitativa entre a oferta e a demanda agregadas, e a regra é o desequilíbrio entre essas duas grandezas. Também as duas variáveis macroeconômicas mais importantes, a inflação e o desemprego, apresentam comportamento cíclico.

    Na fase expansiva do ciclo, há excesso de oferta sobre a demanda, o que, em termos gerais, contribui para a deflação e o desemprego. Na fase recessiva do ciclo, ocorre o contrário.

    O que Keynes propõe é a intervenção corretiva diferenciada do Estado na economia, de acordo com a fase do ciclo econômico, para ajustar a demanda agregada à oferta agregada (princípio da demanda efetiva), por meio da execução da política fiscal, que seria expansionista na fase recessiva do ciclo, para combater o desemprego, e contracionista na fase expansiva do ciclo, para combater a inflação. Isto é que significa praticar uma política fiscal anticíclica.

    Outra forma de melhorar a distribuição social da riqueza no capitalismo é através da tributação progressiva da renda e das heranças. Modificar o perfil do sistema tributário, no sentido de fazer os tributos incidirem mais sobre o patrimônio e a renda, e menos no consumo, tributação regressiva, injusta para os mais pobres da sociedade. Segue link com sugestão de leitura.

    http://jus.com.br/artigos/17920/a-intervencao-do-estado-na-economia-por-meio-das-politicasfiscal-e-monetaria-uma-abordagem-keynesiana

    • Concordo com a suma que foi muito bem bem-feita pelo Sr. Alverga.

      Lembrando ao nosso nobre economista – Sr. Bortolotto – que o país tem de produzir muito mais para ser possível acumular uma renda suficientemente grande a fim de dar dignidade ao povo.

      Numa conta meio grosseira, temos que dobrar o PIB para começarmos a tornar isso possível.

    • “A intervenção do Estado na economia é a salvação do capitalismo, da forma como foi proposta por Keynes.”

      A melhor “intervenção” que o Estado pode fazer na economia, é não atrapalhar. Honrar, através dos seus funcionários públicos eleitos e contratados, suas obrigações Constitucionais.
      Nossas crises advém, principalmente, da fraqueza do Estado brasileiro, maltratado pelos seus “governantes”. Já se dizia na época do FHC, que um espirro em qualquer parte do mundo, resulta numa série gripe no nosso país.
      Esta atual crise não tem nada a ver com ” há períodos de expansão e contração da oferta agregada. “. Tem a ver com a constância dos desmandos dos nossos dirigentes, que em função de um sistema político apodrecido, perderam completamente o foco das suas obrigações.
      Antes de, novamente, tentar consertar as coisas atacando seus efeitos, precisamos diagnosticar e atacar as causas. Esta é a proposta de Capitalismo Social. Basta ler.

  4. Não posso comentar o artigo do mestre Bortolotto na questão econômica, pois desta área sei apenas gastar ou economizar dinheiro.
    Mas, devo me manifestar a respeito da sua afirmação quanto aos políticos terem medo do povo, frase que concordo em gênero, número e grau.
    Foi exatamente a partir do momento que os parlamentares se sentiram superiores ao povo e que este deveria reverenciá-los porque autoridades, pessoas eleitas para um poder e não para representar seus eleitores, que o Brasil perdeu o seu rumo, e não o encontra mais!
    Passou a vingar a negociação, corrupção, desonestidade, interesses e conveniências pessoais, autoconcessão de salários nababescos, indenizações de despesas, apenas dois dias e meio de “trabalho” – terça, quarta, e quinta até ao meio-dia -, recessos, férias, viagens internacionais às custas do povo, evidentemente que não há tempo para que se dediquem às questões nacionais e populares.
    A compra de políticos pelo mensalão, de modo a formar uma base aliada mediante somas de dinheiro obtido ilicitamente através de um empresário íntimo do poder Legislativo, pois tão desonesto e corrupto quanto os parlamentares, simplesmente neutraliza toda e qualquer oposição à situação, convertendo o Congresso Nacional em uma espécie de bolsa de valores, que além dos ganhos recebidos pelos “representantes do povo” também auferiam comissões de construtoras, de publicidades fictícias, e dos famigerados saldos de campanhas eleitorais!
    A população somente assiste passivamente este festival absurdo, perdulário, corrupto até as entranhas, sem nada fazer, sem reclamar, sem tomar qualquer atitude mais contundente que, igualmente, eu me acuso pela inércia, alienação, acomodamento.
    Desta forma, o político transita com ares de escárnio para o povo, pois ciente de que não será cobrado em sua atuação deplorável e nefasta ao País, SEM MEDO de represálias, de algum dedo na sua cara exigindo ética e moral.
    O poder que desfruta é absoluto.
    Solução tem, sim, basta reunir um grupo interessado no Brasil verdadeiramente e que não tenha medo de enfrentar esta corja de canalhas, de bandidos travestidos em deputados e senadores, este pessoal inútil, corrupto e desonesto.
    Fazê-los ter medo do povo, no sentido de serem obrigados a agir com decência, transparência, conforme os votos que receberam mediante a sigla partidária que representavam, incluindo a proibição de mudanças de partido, sob pena de perderem o mandato automaticamente.
    Precisamos cobrar mais, e com alguma agressividade, inclusive.
    Ou nos impomos como o poder mais importante em uma Nação, o do povo ou, então, continuaremos a assistir a falência de um País dilapidado por traidores, desinteressados em nosso desenvolvimento porque abastados economicamente, ao mesmo tempo que impedem que a população tenha Educação e Ensino condizentes, que seria a natural condição dos cidadãos terem senso crítico e consciência política, que contribuiria decisivamente para que não mais elegêssemos criminosos, interesseiros, carreiristas, mas colocássemos no Legislativo gente que ama esta terra e deseja trabalhar em prol do povo.
    Aplaudo o mestre Bortolotto que não usou de eufemismos, foi direto ao ponto, ao escrever:
    … “um processo democrático avança, quando os políticos têm medo do povo.”

    • Sr. Bendl!
      Sob o meu ponto de vista, qualquer mudança no estado de coisas que vivemos, está na educação, como você bem resumiu no final do texto. Todavia, essa área nunca foi a prioridade dos governos, por motivos a serem analisados pelos especialistas. Paulatinamente, desde 1972, vem sendo precarizada, com a famosa reforma do ensino, onde começaram a flexibilizar os parâmetros para aprovação dos alunos, dentre outras ações. Depois, com implementação de outras medidas questionáveis (entre elas a política salarial), atingiram os educadores, desestimulando a carreira, com todos os efeitos sobre aqueles que já estão ou pretendiam adentrar à área. A meu ver o desestímulo se acentuou no governo FHC, quando praticamente liquidou com o ensino técnico, além da continuação da precarização geral. Nestes últimos doze anos, a questão atingiu o ápice, com medidas prejudiciais ao sistema educacional, desnecessárias de se enumerar, pois constam de notícias veiculadas constantemente na imprensa. Como consequência de outros fatos (também expostos na midia), que afetam a área econômica, o governo federal desde o ano passado não tem repassado regularmente, dinheiro para agências de fomento que financiam as pesquisas. Neste ano a situação está ficando pior: alguns professores (responsáveis por pesquisas nas universidades federais) com anos de dedicação e, portanto, com muito conhecimento adquirido a ser repassado paras novas gerações, estão simplesmente pedindo aposentadoria (sem contar os que mudam de área), por falta de condições mínimas de trabalho, comprometendo todo o desenvolvimento futuro do país, com interrupção de atividades em andamento. Note-se ainda, que os bolsistas de iniciação científica e pós-graduação estão diretamente afetados pela condição destes repasses, com as consequências imagináveis, tendo em vista o que ocorre com as embaixadas no exterior pelos mesmos motivos.

      • Prezado Edson,
        Tenho gasto páginas e mais páginas escrevendo que o nosso maior problema – nessas alturas o grande mal – é a Educação e Ensino!
        Não há justificativas para este descaso governamental.
        Vou mais longe:
        Para este crime contra o povo brasileiro!
        O resultado é a corrupção desmedida, a desonestidade como característica, a imoralidade e falta de ética como cartão de visita de nossos governantes.
        Nesse meio tempo, o povo tem as suas deficiências nesta área fundamental para nosso desenvolvimento absolutamente desconsideradas pelas autoridades competentes, que não desejam uma população com senso crítico e consciência política, que saiba discernir por si mesma, sem formadores de opinião, pois a maioria dos políticos não estaria no Legislativo, não seria eleita, da mesma forma o PT, que não seria reeleito na última eleição por conta de uma administração caótica e altamente prejudicial ao povo e País!
        O problema escolar atualmente é muio grave, que exige intervenção judicial, a meu ver.
        Observa:
        Alunos com péssimo comportamento em sala de aula, agredindo professores e ofendendo-os com palavras de baixo calão. O mestre não pode fazer nada, não pode disciplinar, botar para fora o mal educado, puni-lo;
        O Piso Nacional do Magistério a maioria dos Estados não cumpre, pois foi uma medida demagógica, sem verificar se os Estados poderiam arcar com as despesas deste reajuste. Nesses casos, a União deveria complementar o orçamento estadual para que os mestres tivessem uma remuneração – mesmo aquém da sua importância -, mas menos indigna que a atual;
        O erro clamoroso que o aluno não repete o ano. O mau estudante chega ao terceiro e quarto ano do Fundamental SEM SABER LER;
        O distanciamento da família com a escola. Os pais que não se interessam pelo comportamento de seus filhos e como vão nas disciplinas;
        Professores altamente desmotivados pelos salários aviltantes que recebem;
        Escolas caindo aos pedaços, banheiros destruídos, falta d’água, carteiras, giz, apagador, laboratório, biblioteca, merenda escolar nutritiva, computadores … total descaso governamental;
        Os alunos mal preparados no Fundamental e Médio ao chegarem nas Universidades, deixam os cursos após um certo tempo porque o que deveriam ter aprendido no básico lhes faltam em aulas na faculdade, então a abandonam pela extrema dificuldade de entender o que é ministrado;
        A falta de incentivo aos mestres determina atualmente uma carência de professores de História, Geografia, Português, Matemática e Biologia, como jamais o Brasil se ressentiu, pois qualquer emprego na iniciativa privada paga melhor que o Magistério Público Estadual;
        O professor trabalha desmotivado;
        O professor é o espelho que os alunos deveriam ver o seu futuro. O saber, a verdadeira liberdade através do conhecimento, no entanto, o mestre ganha mal, se veste simplesmente, anda de ônibus, não tem dinheiro, vende bugigangas para seus colegas para aumentar a sua “renda”, vive de empréstimos nos bancos que lhe descontam as parcelas em folha de pagamento, diminuindo drasticamente seus ganhos pelos juros que ainda lhe cobram, mesmo com a garantia do desconto em folha;
        A imagem do professor é de tristeza, de um profissional vencido pela corrupção e desonestidade de governos que não o reconhece como decisivo para o progresso de uma Nação, ao contrário, governantes o percebe como inimigo à imoralidade, ao sistema que os locupleta, à conduta perniciosa, deplorável e nefasta aos interesses políticos brasileiros;
        Em consequência, 13% de analfabetos, mais de trinta milhões de pessoas;
        Mais de cinquenta milhões de cidadãos que mal e porcamente assinam seus nomes;
        A maioria da população não entende o que lê, muito menos sabe interpretar um texto qualquer;
        Assim, BBB, novelas, péssimos programas de auditórios, programação televisiva abaixo da crítica, são a diversão essencial para um povo simplório, que vive o cotidiano, que espera o fim de semana para um churrasquinho com os amigos e deliciar-se com cerveja gelada e, volta e meia, assistir o jogo de seu time no estádio.
        Não há ambição, decisão de crescer, melhorar de vida, justamente porque sabe não ter estudo, e não há motivos suficientes para que procure se aperfeiçoar pelo exemplo dos professores que igualmente residem em vilas, favelas, e têm as mesmas dificuldades daqueles que não possuem escolaridade.
        Não é por nada a explosão das escolinhas de futebol e a inscrição em partidos políticos, a grande esperança do brasileiro em ser alguém, na ótica obtusa que a falta de estudo não impede a pessoa progredir.
        Afinal das contas, tivemos um presidente que não lia livros, e declarava que para governar o Brasil não era necessário diplomas universitários, bastava coração!?
        Olha, Edson, vamos de mal a pior, lamentavelmente.

  5. O que eu entendo por capitalismo sério e, social ainda por cima, é àquele que produz mais, melhor e com menos custos. Isto por si só vai gerar o melhor e o máximo que se pode obter em termos de benefícios sociais. Mas, quando se começa a regulamentar demais com fins “sociais”, e por isso mais impostos e outros encargos, a produção cai, o produto encarece, o desemprego dispara e aí, o inferno que se queria acabar, se torna ainda maior.

    • “Mas, quando se começa a regulamentar demais com fins “sociais”, e por isso mais impostos e outros encargos, a produção cai, o produto encarece, o desemprego dispara e aí, o inferno que se queria acabar, se torna ainda maior.”

      Mauro, esta sua observação não se aplica a Capitalismo Social. Basta ler o projeto.
      Alguns criticam que usei a expressão Capitalismo; outros, a expressão Social.

  6. Prezado Sr. EDSON, embora seu excelente Comentário se dirija ao Sr. FRANCISCO BENDL, me permita opinar:
    Os Governos e o Povo Brasileiros só agora estão se dando conta da importância da EDUCAÇÃO, porque até quase 1950 éramos uma grande Fazenda de Agricultura/Pecuária MANUAL. Numa Economia assim, não atrapalha o Cidadão ser ANALFABETO, para manejar a enxada e o laço. Com a INDUSTRIALIZAÇÃO tudo mudou, e cada vez mais se exige EDUCAÇÃO/INSTRUÇÃO. Começamos então muito TARDE. Houve também uma explosão demográfica, em 1970 éramos 90 Milhões em ação, quarenta anos depois ( quase nada de tempo), já somos 200 Milhões. Apesar de tudo, gostemos ou não, foi a o atual Governo a fixar um Piso Salarial para o Professor da Escola Elementar e Básica) de R$ 1974/mês com 40 horas/semanal,e a colocar TODAS as Crianças na Escola. Devemos agora, principalmente depois que a explosão Populacional passou, nos dedicar a QUALIDADE dessa Escola. E só devemos parar quando TODAS as Crianças de nosso País, a começar pelas mais POBRES, puderem frequentar uma Escola Pública tipo CIEPS em 2 Turnos ( Nutrição – Instrução – Esportes ) e ESCOLAS TÉCNICAS e UNIVERSIDADES PÚBLICAS para todos que quiserem. E a Presidenta DILMA, na parte mais bonita de seu Discurso de re-Posse destacou que 2015 seria o ANO DA EDUCAÇÃO.

  7. O socialismo se serve do capitalismo, pois é antes de tudo puramente ideológico – desconsiderando, se é que isto é possível, intenções vampirescas que se escondem por trás do jogo de palavras e apelos à culpas ou dívidas imaginárias – sem qualquer parâmetro na realidade, o socialismo não se sustenta sem usurpar de outrem. O capitalismo pode servir desde o fascismo até o comunismo, passando pelo nazismo, ou o que quer que agrade aos seus interesses quando estes são meramente materialistas, não sustentados em alguma moral ou honestidade intelectual para com a verdade – esta uma que servirá de bússola ante os delírios igualitários que ignoram a própria diferença que constitui os seres e entes.

    É como Caim e Abel, Romulo e Reno. Eterna discussão, brilhantemente retratada em western no cinema por Sam Peckinpah em The Wild Bunch (“Meu Ódio Será Sua Herança”).
    Mas ater-se apenas à dualidade simplista é fechar os olhos para tudo à que as ideologias mais variadas podem servir.

  8. O espaço é livre para a manifestação do pensamento! Tenho percebido que você tem muito a compartilhar conosco! A troca de conhecimento engrandece a todos, enriquece o espírito! Ninguém é dono da verdade….
    Seja bem-vindo…

  9. Sr. Flávio Bortolotto:
    Leio este blog por muito tempo. Nunca entendi a sua orientação ideológica, não sei se o Sr. é um direitista ou se é um socialista. Quando o SR. defende o capitalismo e pede “regulações” o Sr. comete erro grave, já que as regulações são inimigas da liberdade econômica, do fair play, e beneficia apenas a grupos de pressão.
    Regulações, controle sobre a vida econômica, é o caminho brando do socialismo, é o socialismo “com vaselina”
    Nenhum homem que defende o capitalismo, o liberalismo, se for coerente com o pensamento liberal, pode pedir regulações. Deve ser coerente e optar pelo socialismo que é o império das regulações, da coerção, e que mais tarde impõe a servidão, a engenharia social.
    Sou formado em engenharia e matemática, com doutorado nestas duas disciplinas, aprendi a pensar, e posso lhe assegurar, com certeza, só o capitalismo, sem regulações, pode melhorar a vida das pessoas.
    Não faço concessão a nenhuma ideia socialista, pois todas elas produzem coerção sobre a vida das pessoas, limita as escolhas, impede a competição.
    O socialismo já foi desmoralizado, os argumentos levantados Eugen Von Bawerk, Mises, Hayek, Rothbard, Popper, desmoralizaram Marx e seus seguidores, nenhum argumento que defende o socialismo-comunismo ficou de pé, só ignorantes, incultos podem defender as vigarices do Sr. Marx, portanto ser marxista hoje em dia, é viver de mentiras, envolto em vigarices intelectuais.
    Os países que obtiveram melhores resultados no que diz respeito as liberdades individuais, a prosperidade econômica foram aqueles que optaram pelo liberalismo econômico, pelo Laissez-faire, e isto é indiscutível.
    O Brasil hoje é um pais com limitada liberdade economica, como mostra dados do American Heritage, ficamos no fim da fila, pois o Estado tudo controla, tudo impede. Pagamos 40% de impostos sobre a nossa renda, ou seja, somos semi-escravos do estado ladrão, corrupto.
    Regulações não Sr. Bortolotto, o estado não é onisciente, não sabe o que é o “correto”, só os mercados, através da intervenção de bilhões de indivíduos pode acertar.
    O estado do bem estar social, welfare state, sempre, em todos os casos desembocou na miséria, afinal, alguém tem trabalhar, pagar as contas. Não é possível pagar parasitas, sem que a conta chegue algum dia.
    Capitalismo com regulações,como o Sr. prega, todos os dias neste blog, é tolice, não funciona.
    Não é possíuvel pedir regulações, e ser liberal. Escolha o seu lado, opte pelo socialismo, é mais coerente com o seu ideário intervencionista.
    Antonio.l

  10. Caro Sr. Flávio Bortolotto:
    Ok, Sr. Flávio Bortolotto, como defendo o direito a liberdade de expressão, respeito as suas ideias, mas não concordo com nenhuma delas. Regulação, na maioria das vezes, para mim, é socialismo, e eu desprezo qualquer ideia socialista.
    O Sr. Keynes que era casado, mas tinha relacionamentos homossexuais, o que para mim é uma ignominia moral. Keynes era um utópico, escreveu “pérolas’ como a que segue. Para seduzir ainda mais os leitores da Alemanha nacional-socialista, Keynes acrescenta: “Os exemplos e as explicações de boa parte do livro a seguir remetem principalmente às condições vigentes nos países anglo-saxões. Não obstante, a teoria da produção como um todo, que é o que este livro tenciona oferecer, se adapta muito mais facilmente às condições de um estado totalitário, e não às condições de livre concorrência e uma grande medida de laissez-faire.” (1973b, p. xxvi), referindo-se a Teoria Geral, sua obra principal.
    Lord Keynes foi um socialista, e toda a sua abordagem econômica é socialista. De uma forma ou outra, os keynesianos são socialistas.
    Quanto a sua afirmação de que o laissez faire acabou, discordo, ideias boas não morrem, hibernam.

  11. Existem várias abordagens sobre temas econômicos, mas nãos são todas iguais, algumas são superiores por força dos argumentos, da racionalidade. Esta ciência não é palco de relativismos, ou de “achismos”. A teoria do valor de Carl Menger, por exemplo, e infinitamente superior a teoria do valor de Marx.
    A explicação dada por E. v. Bawerk sobre a “mais valia”, enterra de vez o conceito de Marx sobre.
    Quanto a homossexualidade do Sr. Keynes, para mim, revela fortemente a sua personalidade, revela a forma como ele “respeitava” a sua mulher, já que era casado.

  12. O texto abaixo foi publicado pelo IMB (instituto mises Brasil) que publica textos de alto padrão intelectual sobre economia, política, questões ambientais, educação, entre outros temas. O autor é o economista Peter St. Onge.

    Estímulos governamentais empobrecem a economia.
    Um dos principais debates econômicos atuais entre a esquerda e a direita é sobre se um aumento dos gastos do governo — principalmente na forma de estímulos — funcionam para aditivar a economia.
    A esquerda diz “sim, sempre”. A direita diz “somente sob as circunstâncias corretas”.
    Não é nada surpreendente constatar que tanto a esquerda quanto a direita estão completamente por fora — um aumento dos gastos governamentais é a maneira mais rápida de empobrecer uma economia.
    O pecado original dos keynesianos é que eles acreditam que o gasto do governo possui um milagroso “efeito multiplicador” que enriquece a todos. Todas as outras falácias do keynesianismo decorrem deste erro central.
    Essa doutrina do “enriquecendo pela gastança” obviamente não funciona na vida real: se você é pobre, a solução para a sua pobreza não é tomar dinheiro emprestado e sair fazendo farra em cima dessa dívida; a solução, infelizmente, passa por sacrifícios como trabalhar duro e poupar. Não é nenhuma ciência astronáutica.
    Mas, então, por que tal teoria tem tanto apelo? Por que praticamente todos os economistas, de esquerda e de direita, são na prática keynesianos?
    A ideia de que a gastança nos enriquece é bem antiga. Ela não foi criada por Keynes, que aliás nunca foi um pensador original. Keynes simplesmente remodelou e regurgitou aquela antiga falácia conhecida como “consumo insuficiente”.
    O “consumo insuficiente”
    A teoria do “consumo insuficiente” afirma que as economias funcionam muito bem enquanto o dinheiro estiver “circulando”. A princípio, parece algo bem intuitivo quando se analisa de cima para baixo: se as pessoas estão gastando dinheiro, então a situação está boa; se elas não estão gastando dinheiro, então deve haver algum problema.
    Não surpreendentemente, esse raciocínio está exatamente invertido. O gasto é algo que acontece quando você enriquece. O gasto não enriquece você; você tem de enriquecer para gastar. Logo, se uma economia está indo bem, então as pessoas realmente irão comprar mais piscinas para suas casas. Mas, obviamente, não é a compra de piscinas o que as enriqueceu.
    E o que as enriqueceu? Poupança e investimento. Mais especificamente, investimentos orientados por uma genuína demanda de mercado. Por que tem de ser “orientado por uma genuína demanda de mercado”? Porque, ao contrário do que afirmam os burlescos burocratas do governo, os gastos do governo para construir pontes que ligam o nada a lugar nenhum e para financiar pesquisas sobre a menstruação dos esquilos não são “investimentos”.
    Isso não significa que absolutamente todos os gastos do governo são inúteis — eles podem construir sarjetas e estações de tratamento de esgoto. Mas o fato é que realmente não há como saber se um “investimento” conduzido por um burocrata está fazendo a economia crescer. Sendo assim, seria tentador dizer que apenas “investimentos privados” importam, mas serei cabeça aberta e direi que apenas “investimentos conduzidos por uma genuína demanda de mercado” interessam.
    Isso significa que se o governo realmente descobrisse uma genuína demanda de mercado (como uma estrada ligando duas cidades até então incomunicáveis) isso poderia ser classificado como “investimento conduzido por uma genuína demanda de mercado”, e as consequências poderiam ser positivas.
    É possível entender o papel do investimento privado na clássica história de Robinson Crusoé. O pobre Robinson acorda com fome, todo molhado e com frio. Choveu a noite toda, e ele amanheceu com uma gripe forte. Robinson olha para o céu e ergue seu punho contra os Deuses da Pobreza.
    Como Robinson pode melhorar sua situação? Investindo, é claro. Para se alimentar, ele tem de construir anzóis de pesca, redes de pesca, e gravetos para colher frutas. Para se abrigar, ele tem de coletar madeira, primeiro para construir uma cabana, e depois para fazer uma fogueira para se aquecer. Tudo isso é investimento.
    E aí entra o keynesiano e diz em tom de deboche: “Por que tanto trabalho duro, Robinson? Para quê todo esse investimento, se você pode simplesmente aumentar seus gastos?” Lembre-se de que são economistas prestigiosos que seguem esse ideia.
    Como é que esse raciocínio fatal se traduz nas políticas governamentais atuais? O ponto-chave é se lembrar de que, quando o governo aumenta seus “gastos”, ele está na prática criando dinheiro e aumentando a quantidade de dinheiro na economia.
    (O raciocínio é simples: para aumentar seus gastos, o governo incorre em déficits. E os déficits são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro. E tudo isso é acomodado pelo Banco Central.)
    Ou seja, não está havendo fabricação de anzóis. Não está havendo coleta de madeira. Não está havendo construção de abrigo. Não está havendo criação de fogueira. Está havendo apenas criação de dinheiro.
    E por que o governo faz isso? Em parte, para conseguir apoio e votos: se eu pudesse criar dinheiro do nada, garanto a você que teria vários amigos no Facebook. Em parte, para “estimular” a economia com mais gastos.
    Criar dinheiro não significa criar riqueza
    O problema é que dinheiro criado do nada (tanto na forma de pedaços de papel quanto na de dígitos eletrônicos) não representa recursos reais. Você não come papel ou dígitos eletrônicos. A criação de dinheiro simplesmente faz com que alguns recursos sejam retirados de um setor e desviados para outras áreas.
    Suponha que eu possua alta influência perante o governo e o Banco Central cometa um “erro” e deposite trilhões de reais na minha conta. O que eu faria? Obviamente, compraria ou construiria várias mansões e, todas as noites, daria as maiores e mais estrondosas festas de arromba para meus amigos.
    A questão, no entanto, é que o Banco Central apenas me deu dígitos eletrônicos. Ele não me deu bebidas, não me deu DJs, e não me deu nem madeira, nem concreto, nem tijolos, nem vergalhões e nem latas de tinta para construir (ou redecorar) as casas.
    Sendo assim, como é que eu consegui construir as mansões e fazer as festas de arromba? Ora, utilizei o dinheiro que o BC criou para mim e, antes de você, me apropriei de todos os recursos disponíveis na economia. Sim, cheguei antes de você.
    Você é um empreendedor e queria construir uma fábrica? Lamento, já utilizei o dinheiro que o BC me deu para comprar todo o concreto antes de você. Você queria construir um prédio? Desculpe-me, os vergalhões e os tijolos já estão comigo. Queria construir estradas? De novo, o concreto já é meu. Queria simplesmente reformar sua casa? Desculpe-me, mas já me apropriei de toda a madeira e de todas as latas de tinta.
    Você pode até encontrar estes recursos, mas a preços muito maiores. E por causa dos meus gastos.
    Estou dando uma festa, não sabia? É uma festa keynesiana.
    E aí eu pergunto: toda essa minha gastança, que está consumido vários recursos escassos, está fazendo a economia crescer? Está enriquecendo todas as pessoas? Quando tudo acabar, tudo o que terei feito é exaurir recursos escassos. As pessoas que me forneceram serviços e materiais terão mais dígitos eletrônicos em suas contas bancárias, isso é fato. Mas como isso se traduz em benefício para todos? Não haverá fábricas construídas. Não haverá prédios. Não haverá estradas. Não haverá reformas de casas. E tudo está mais caro. Todos estamos mais pobres.
    E aqueles que não participaram da minha festa estão ainda mais pobres do que antes da minha festa. Para eles, sobrou apenas aumento generalizado de preços.
    Mas os políticos foram reeleitos, pois as pessoas que estavam recebendo meu dinheiro gostaram desse “estímulo”.
    Isso, resumidamente, é um “estímulo” keynesiano. Recursos escassos foram retirados da população, desviados para alguns privilegiados, e foram exauridos nesse processo.
    Conclusão
    “Aumento de gastos governamentais” e “estímulos” não funcionam como se gnomos mágicos surgissem e distribuíssem sorvetes igualmente para todos; “aumento de gastos” e “estímulos” são simplesmente uma política de redistribuição de recursos. No final, tudo se resume a tirar de todos e redistribuir para alguns poucos privilegiados.
    Portanto, perguntar se um “aumento dos gastos governamentais” funciona é uma mera distração. Deixando de lado a injustiça do roubo redistributivo — em que recursos escassos são retirados do acesso dos menos privilegiados —, a questão passa a ser se os privilegiados que receberam o dinheiro recém-criado fizeram mais “investimentos orientados por uma genuína demanda de mercado” do que as pessoas que ficaram apenas com a carestia.
    Não há nenhuma razão econômica para crer que esquemas de redistribuição tornem todos mais ricos. Com efeito, há excelentes razões para crer que redistribuição afeta negativamente a economia. Um aumento de gastos governamentais, por si só, nada mais é do que um esquema de empobrecimento maciço que permite a vários políticos comprar amigos durante esse processo.
    [Nota do IMB: nós brasileiros já temos experiência prática nisso. O governo Dilma elevou os gastos em 48% em termos nominais e gerou apenas carestia, aumento da desigualdade e estagnação econômica. Sendo assim, temos uma experiência empírica com essa teoria.]

  13. Trecho do artigo http://jus.com.br/artigos/17920/a-intervencao-do-estado-na-economia-por-meio-das-politicasfiscal-e-monetaria-uma-abordagem-keynesiana/226131

    “Por fim, cabe destacar um importante aspecto da teoria keynesiana levantado por Afonso (2.010), e que constitui uma interpretação equivocada dos postulados keynesianos, e que consiste no juízo de que Keynes defende a política fiscal expansionista e o incremento dos gastos públicos em qualquer circunstância ou conjuntura econômica. Sobre o assunto, o referido autor escreve que

    “Para Keynes, a política fiscal deve assumir papéis diversos em conjunturas diferentes, ao contrário do senso comum que supõe que o economista defendeu uma expansão permanente do gasto público em qualquer contexto. Tal situação era recomendada para uma situação bastante específica: o Estado tendo que assumir o comando da decisão de investir e de fomentar a demanda efetiva, depois que a economia tivesse entrado em colapso e como reação à crise” (Afonso, 2.010:2,3).

    Outro trecho em que o autor supracitado faz referência ao mesmo assunto é o a seguir transcrito: “Entende-se que Keynes não pregou um aumento do gasto público permanente, ou no longo prazo – como muitos vieram a interpretar a partir de sua obra. É correto, sim, atribuir a ele o ideal de uma política fiscal anticíclica, em que acumula superávits na fase de expansão do ciclo, para ampliar o gasto na fase da depressão” (Afonso, 2.010:6).

    Corroborando a argumentação de Afonso, Alves e Veríssimo (2.010:25) afirmam que “o orçamento público deve ser deficitário, quando a economia está em retração, e superavitário, em períodos de expansão, funcionando, por conseguinte, como um estabilizador automático de demanda”. Vasconcelos e Garcia (2.010:164) também ratificam o que escreve Afonso, afirmando que “embora o arcabouço teórico criado por Keynes esteja baseado em uma situação de desemprego, ele pode ser aplicado, mutatis mutandi, para uma conjuntura inflacionária”. Acerca desse assunto, Feijó (2007) tece as seguintes considerações:

    “Keynes foi acusado de ter com suas ideias induzido os políticos a praticarem políticas excessivamente expansionistas que resultaram no desastre nos anos 70. Diziam que Keynes não ofereceu um instrumento analítico para lidar com o problema da inflação e teria desprezado essa questão. Contudo, vimos que em seu último ensaio Como pagar pela guerra, Keynes faz diversas reservas quanto ao uso de seu instrumental analítico em condições potencialmente inflacionárias e oferece na ocasião um tratamento para o tema” (Feijó, 2007:471).

    Desta forma, pode-se concluir que, de acordo com a fase do ciclo econômico, o caráter da política fiscal vai variar; na fase recessiva do ciclo, será expansionista para auxiliar a economia a sair da recessão, por meio do incremento dos dispêndios do Governo e da redução da tributação sobre o investimento privado, o que vai aumentar o investimento, o nível de emprego e a renda. Esta foi a característica que ficou mais famosa ou popular do receituário keynesiano. Mas este último não se restringe a esse argumento, tanto que, na fase expansiva do ciclo, ocorrerá o oposto: a política fiscal será contracionista, com redução dos gastos públicos e aumento da tributação sobre o investimento privado, para combater a ameaça de alta generalizada dos preços, a inflação, a qual pode ocorrer na etapa de expansão do ciclo econômico. Corroborando este posicionamento, Galbraith (1.980:44) afirma que, para Keynes, “para evitar que os preços subam, é preciso restringir os gastos governamentais, aumentar os impostos e reduzir os gastos privados”. O mesmo autor assevera que, se o problema da economia for a inflação, aumenta-se a tributação e diminuem-se as despesas do Governo (Galbraith, 1.980:92). Foi exatamente isso que ocorreu no início do mandato de Dilma Roussef, em fevereiro de 2.011, quando o Governo brasileiro anunciou um corte no orçamento no montante de R$ 50 bilhões.”

  14. O caminho que leva ao inferno é pavimentado com as melhores intenções.
    Sob o embalo da insensatez, já se cometeu toda sorte de tolices, loucuras, insanidades.
    Só aqueles com grande coragem moral têm a grandeza para mudar de opiniões, para renovar conceitos, se livrar de critérios errados arraigados, e aceitar a força dos argumentos.

  15. Galbraith (1.989:240) informa que “A deflação e o desemprego exigem mais gastos públicos e menos impostos, ambas medidas politicamente muito agradáveis. A inflação dos preços, por outro lado, exige a redução dos gastos públicos e o aumento dos impostos, coisas pouquíssimo agradáveis politicamente”.

    Leia mais: http://jus.com.br/artigos/17920/a-intervencao-do-estado-na-economia-por-meio-das-politicasfiscal-e-monetaria-uma-abordagem-keynesiana#ixzz3QzKwkJr6

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