Reflexões sobre a ignorância do ser humano

José Mário Ferraz

O enfoque do economista John Kenneth Galbraith, sobre as favelas serem um avanço para a população pobre e desassistida do interior, visa o problema social. Este problema aflige toda a humanidade, mormente nos países que ainda se encontram na situação de colônia, como faz o Brasil ao servir de almoxarifado e depósito de lixo para outros países.

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Todo o mal da humanidade decorre unicamente em função da ignorância do ser humano que ainda se encontra muito próximo do tempo em que o encontro de dois seres humanos resultava na morte de um dos dois. Esta ignorância produz aberrações como alguém encontrar motivo de orgulho em possuir uma quantidade de bens materiais infinitamente além de suas necessidades enquanto criancinhas morrem de fome.

Uma primeira-dama da Argentina, Evita Peron, tinha duzentos pares de sapatos. Duzentos pares de sapatos para apenas dois pés é o mesmo que uma fortuna acima de um bilhão de reais para uma só família. A brutalidade empregada nesse ajuntamento de riqueza é uma cultura que arruinará o atual sistema capitalista e causará infelicidade aos que acreditam na proteção de sua riqueza, visto ser a riqueza inimiga da pobreza, diante da constatação de que os ricos crescem em proporção aritmética, e os pobres, em proporção geométrica.

É a mesma doença que faz uma pessoa apaixonada estar completamente convencida de não poder viver sem a companhia de determinada pessoa, situação esta capaz de levar o apaixonado até ao assassinato ou suicídio. Pois  é deste mesmo mal  que padece o usuário como consequência do seu desconhecimento do que seja sociabilidade, isto é, o comportamento necessário à vida comunitária.

A História mostra que as pessoas não atacadas pelo mal da usura sentiram-se mal com o sofrimento daqueles que desde sempre serviram de burro de carga para os ignorantes proprietários de montanhas de riqueza, da qual se despedirão infelicitados, por não poderem levá-la junto consigo para o inferno.

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