Reflexões sobre a questão do desarmamento dos homens de bem

Wilson Baptista Junior

“A Suíça, um dos países de menor criminalidade, tem a população mais armada do mundo. Enquanto isso, no Brasil… (C.N.)”. E os Estados Unidos, de que tanto falam mal os da corrente anti-armas, citando uma “cultura armamentista” e uma “cultura de violência”, que tem uma população incomparavelmente mais armada do que o Brasil (88,8 armas por 100 habitantes contra 8 armas por 100 habitantes no Brasil), e onde os civis podem portar armas em quase a totalidade dos seus estados, tem um índice de homicídios de 2,97 por 100 mil habitantes, contra 18,1 mortes por 100.000 habitantes no Brasil, mais de seis vezes *menor* do que o nosso.

Além de que , nos EUA, onde a população pode ter quantas armas quiser e a quantidade que quiser de munição, sem nenhuma restrição de calibre ou de potência, pode ter fuzis semiautomáticos, sem nada da burocracia cara e inútil que o cidadão brasileiro enfrenta para poder ter uma arma registrada (que não pode portar para sua defesa e que só pode ir até o calibre .38 SPL), não encontramos os bandidos armados com o armamento pesado que usam no Brasil.

A diferença é que nos Estados Unidos menos de 8% dos assassinatos não terminam com a prisão, julgamento e condenação dos culpados, enquanto aqui é exatamente o contrário, menos de 8% dos assassinos são presos, julgados e condenados. E menos ainda vão realmente para a prisão, e os poucos que vão em geral não ficam lá por muito tempo.

A culpa da violência no Brasil é dessa impunidade, e nós cidadãos ordeiros pagamos o preço absurdo e injusto de não nos podermos defender e ficarmos a mercê de qualquer bandido armado que mata sem a menor preocupação porque sabe que é quase impossível que seja preso e condenado.

Se duvidam dos dados, o levantamento mais recente pode ser visto no endereço abaixo:

http://www.guardian.co.uk/news/datablog/2012/jul/22/gun-homicides-ownership-world-list.

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