Reflexões sobre medidas provisórias, distribuição de cargos (é a coisa mais natural) e nomes cotados para os ministérios

Helio Fernandes

Num regime parlamentarista, a distribuição de cargos é feita abertamente, só existe governo com maioria. Sem maioria, o “governo cai” com um voto de confiança. No regime como o nosso (presidencialismo-pluripartidário), tudo é considerado excrescência, imoralidade, barganha. Mas não é, assim se formam os governos.

Lula formou o primeiro governo da forma possível para um homem  tímido, humilde, modesto, que havia perdido três vezes. No segundo mandato, ASSUMIU mesmo, derrubou os que pretendiam sucedê-lo, nomeou amigos sem muita pretensão.

Lembremos que FHC assumiu e foi logo dizendo: “Sem medida provisória, não há GOVERNABILIDADE”. E usou e abusou delas. Além de nomear multidões de amigos incompetentes, mas necessários. Quase todos com prioridade na Comissão de DESESTATIZAÇÃO. Todos riquíssimos.

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A INCÓGNITA CHAMADA PT

Dilma tem a incógnita chamada PT, que mantém um silêncio discreto, se arregimenta para reivindicar. Dificílimo. Outra dificuldade com os lobistas do PMDB, a maioria do partido. Conviveram com Lula, que soube recompensá-los. Não são os mesmos agora?

É lógico, mas estão mais velhos, mais apressados, não podem esperar muito. E são todos do segundo e terceiro times, se chamam Geddel Vieira, Henrique Eduardo Alves, Eduardo Cunha. O tempo vai passando, têm uma alavanca e um ponto de apoio, Michel Temer, que não pode garantir cargos para todos e para ele mesmo.

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ALGUNS NOMES COTADOS

Mantega, Luciano Coutinho e Meirelles, praticamente garantidos, por motivos diversos. Mierelles fica 1 ano, por exigência do FMI, depois vira embaixador, lá mesmo na Matriz. Mantega não sai, dona Dilma já disse, “quero controlar a Fazenda”. É o Mantega. Luciano Coutinho pode ficar, quem se lembra de tirá-lo ou mantê-lo?

Paulo Bernardo, Casa Civil. Muito antes da eleição, anunciando a vitória certa de Dilma, lembrei o nome dele para o cargo importante que já foi da própria Dilma. Bernardo não é brihante, é honesto, não cria caso, trabalhador. Fora da Casa Civil, para onde iria?

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PLANOS DE DONA SUPLICY

Quer ser Ministra das Cidades por causa de São Paulo capital. Como tem mandato até 2018 no Senado, pode tentar todas as divagações. Seu projeto: 1 – Ministra. 2 – Prefeita. Se for eleita, fica 15 meses (como Serra). Em 2014, no limiar dos 70 anos, disputa o governo do estado. E seja o que Deus quiser.

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MERCADANTE DERROTADO

Queria ser Ministro da Fazenda em janeiro de 2003, quando assumiu o Senado. Durante 8 anos ninguém se lembrou dele. Derrotado, não pensa (?) mais na Fazenda, agradece até o Ministério do Planejamento. O mais insignificante, e não desejado, da área econômica.

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E JOSÉ EDUARDO CARDOSO?

Ninguém sabia que era formado em Direito, quer ir para o Supremo Tribunal Federal. Só se for na vaga de Gilmar Mendes, que está pensando (?) em “se expulsar”, depois da publicação do artigo de Dalmo Dallari sobre ele.

Terá um ministério, pode ser o da Justiça. Muitos ministros da Justiça foram para o Supremo, o contrário também é verdadeiro. Os lobistas do PMDB estão sendo ultrapassados.

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O VAIVÉM DO DÓLAR

Durante 10 dias, foi de 1,67 para 1,70, ficou por aí, nos últimos 3 dias voltou para 1,67. E nao foi efeito dos 600 BILHÕES DE DÓLARES jogados por Obama no “mercado”.

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