Reflexões sobre o atentado na França e a liberdade de imprensa

A Virgem, violada pelos Reis Magos

Francisco Bendl

Deixando de lado a violência, que vitimou doze pessoas neste atentado ao jornal Charlie Hebdo, os tais cartunistas tão elogiados pelo mundo provocaram em demasia a ira dos muçulmanos. Muito mais com os católicos, que, devido a sua índole alienada com relação à Igreja, jamais protestaram a respeito das aberrações em formas de charge contra Deus e o Papa.

Fala-se muito em liberdade de expressão, no entanto, é para esta finalidade? Deboche, escárnio, desprezo pelos valores alheios? Ora, isto não é jornalismo, mas abuso, falta de respeito, patifaria e da grossa!

A capa que ostenta uma relação sexual entre Deus, seu Filho e o Espírito Santo, deveria ser sumariamente censurada, pois não pode ser publicada uma imagem com tamanha desconsideração para bilhões de fiéis católicos.

ATENTADO ABOMINÁVEL

Repito: o assassinato dessas doze pessoas, dois policiais entre elas, é injustificável, abominável, execrável, porém, quer queiram ou não, há limites que devem ser preservados, mas a tal liberdade de expressão os ignora, não os aceita, o que me obriga a perguntar o seguinte: Se qualquer pessoa ofende gratuitamente outra, e esta pode interpelar seu ofensor em Juízo e com chances de condená-lo por calúnia, injúria ou difamação, por que a imprensa tem esta regalia de poder publicar o que bem entender e querer ficar impune?

Os franceses exageraram, cuspiram na dignidade de milhões de cidadãos, abusaram da liberdade de poder publicar qualquer besteira, por pior que fosse, achando que era arte quando, na verdade, não passava de lixo, em função de seu conteúdo de péssimo gosto.

Se é assim, então vou pintar cartazes com imagens pornográficas e agressivas de quem não gosto e sair pelas ruas mostrando a minha “arte”, o meu talento e minha vocação.
Duvido que eu ande uma quadra antes de ser preso, merecidamente. Por que essa pornografia e essas ofensas podem ser publicadas em jornais? Qual é a diferença? Provocação? Ironia? A título de quê?! Rebeldia? Anarquismo?

A História do Menino Jesus

LIBERDADE DE IMPRENSA

Acredito que está sendo misturada propositadamente a importante liberdade de imprensa com liberalidade para alguns jornalistas, e o espírito de corpo da categoria, que é muito unido, hoje lamenta o atentado terrorista. Mas esse é o resultado de se querer fazer o que se quer, e não o que se deve!

Reitero: Prisão perpétua para os assassinos desses cidadãos, mas a imprensa precisa reciclar seus métodos. Ela não é a dona da verdade, não detém direitos sobre religiões, política, sociedade, indivíduos, e deve estabelecer limites, sim, da mesma forma como qualquer cidadão e entidade ou, então, rasguemos os códigos que estipulam e definem ofensas e agressões verbais e escritas, e passemos a escrever e dizer o que nos vêm à cabeça!
E se formos presos ou ameaçados de prisão, que justifiquemos tratar-se de arte, de liberdade de expressão, ora, e mandemos o Delegado de Polícia à m…!

96 thoughts on “Reflexões sobre o atentado na França e a liberdade de imprensa

  1. Indignado com os terroristas?? Pois é….breve esses terroristas serão chamados de heróis, guerreiros que lutam contra a opressão “Capetalista/cristã” . Serão até designados como “un cœur brave (Coração Valente)”….Quem sabe, até chegarão à presidência da França…..pois é…..não é mesmo???

    • Não entendi o teu comentário, Delmiro.
      Agradeço, se tu fores mais específico.
      Quanto ao terrorismo que ocasionou doze mortes, evidentemente que fiquei indignado, revoltado, por entender que se deve valorizar a vida, e não fazer da irreverência por mais cáustica que seja fator para assassinato.
      Obrigado.

    • Rocha,
      Na tua condição de professor, agradeço o teu apoio.
      Acho que devemos priorizar o bom senso neste momento, e não nos deixarmos contaminar pelo mesmo radicalismo que ceifou a vida de uma dúzia de pessoas, inexplicável e injustamente.
      Um abraço.

  2. Quem semea vento, colhe tempestade. Já dizia o ditado. Querer que estes fanáticos respeitem a liberdade de
    expressão é uma maluquice igual a que eles usam para defender o fanatismo religioso.
    Querer que este lixo pornográfico, rabiscado em folhas de papel, seja reconhecido como imprensa livre, acho
    um despropósito. Se acham que podem insultar os bárbaros, sem que estes reajam, é acreditar nos contos da carochinha.
    Sem querem continuar a fazer estas desfeitas para os fanáticos, tem fazer como eles. Se armar até os dentes,
    porque vão arrumar sarna pra se coçar.

  3. Que os cartunistas também se mostravam obsessivos contra as religiões não é o problema. mesmo que se demonstrassem bastantes religiosos do marxismo-leninismo, em que se abomina toda e qualquer religião , menos a do deus Marx.

    O problema ou a pergunta é: nos cultos muçulmanos se prega a não violência, como no cristianismo em que matar é pecado?

    (não tenho religião)

      • O jornalismo não pode ferir conceitos religiosos. Deve respeitar o âmago das pessoas. Se jornalista não tem fé em Jesus, não podem debochar daqueles que a possuem. Quem quer paz, busca a paz.

  4. Sr. Francisco Bendl:
    Na minha visão, para que exista verdadeira liberdade de expressão , nenhum tema pode ser visto como tabu, e ninguém tem o direito de delimitar o que pode ou não ser escrito.
    Palavras não produzem perfurações cranianas, não envenenam, não matam. As palavras expressam ideias, e quando ideias começam a ser perseguidas, resulta em Pogrons, Gulags, Inquisições, campos de concentrações, caça às bruxas, repetindo o velho filme de horror, de miséria moral.
    A verdadeira liberdade é a liberdade de acertar e também de errar. Se Martinho Lutero não tivesse denunciado o escândalo das vendas de indulgências feitas pela “santa Igreja Católica”,tal prática lesiva a razão ainda estaria em voga. Se Galileu não tivesse questionado as teses de Aristóteles e da “santa igreja católica”, o Homem não teria chegado onde chegou. A história da humanidade prova que só houve progresso efetivo da Civilização quando as liberdades triunfaram. Refiro-me a todas as liberdades: liberdade econômica, politíca, individual, pois elas estão entrelaçadas, e são indissociáveis.
    O ataque ao jornal Charlie Hebdon foi o maior atentado contra a civilização ocidental, desde o 11 de setembro. Foi um ataque contra ideias, contra o direito de expressão. Os assassinos optaram pela “solução final”, de forma covarde, suja, abjeta. Não importa se os textos do Charlie eram irônicos, cínicos, ácidos, mordazes, o que importa é que eles (os chargistas) não obrigavam ninguém a lê-los, e que agradavam a milhões de leitores em França e no exterior.
    Os chargistas mortos eram expoentes da criatividade gráfica, influenciaram artistas em todo o mundo, inclusive brasileiros como Millor, Jaguar, Ziraldo, entre outros. Os mortos eram jornalistas de extrema esquerda, ideologia que não professo, no entanto, me sinto ofendido como pessoa humana, quando assisto em pleno século XXI, uma revival do horror, bestialidade.
    Vivemos hoje o mundo do politicamente correto, onde tentam controlar corações e mentes com patrulhamento, com o bulliyng ideológico, e isto eu abomino. Espero que o jornal Charlie Hebdo continue vivo, e que possam escrever tudo que quiserem, doa a quem doer.
    Antônio F. Valente.

    • Valente,
      Não sou contrário ao que pensas a respeito deste atentado, aliás, concordo plenamente com as tuas observações.
      Entretanto, como que podemos classificar a responsabilidade dos autores dessas charges?
      Posso dizer que liberdade de expressão é também sinônimo de irresponsabilidade?
      De licenciosidade?
      De pornografia?
      Admito, claro, que o mundo se desenvolveu a partir das idéias e permissão para que elas fossem colocadas em prática, caso contrário, inócuas, mas eram pensamentos positivos, de avanços à sociedade, de novos conhecimentos filosóficos, científicos … mas a liberalidade – e dela que me reporto – ocasionou gravíssimos conflitos ao longo da História, por falta exatamente de limites quanto às ofensas a outras pessoas igualmente pensantes.
      Ou o comunismo não foi assim?
      As Cruzadas?
      As duas Guerras Mundiais que tivemos?
      O problema ainda pendente entre árabes e judeus tanto político quanto religioso?
      Por acaso sabe o homem o que vem a ser liberdade?
      Ela é individual ou coletiva?
      Se eu posso fazer o que me der na telha, o que impede a outra pessoa fazer o mesmo, ainda que me ofenda e agrida?
      Se para mim a vida é sagrada e para outros indivíduos ela é secundária, de que forma posso interferir nessa escala de valores se a minha é diferente dele?
      A minha, então, é a verdadeira?
      Desde quando?
      Neste caso resgatam-se valores e princípios desde que convenientes e interesseiros?
      Eis o âmago da questão a ser discutido, meu caro Valente, o relativismo dessa liberdade de expressão, que veda a liberdade de reação!
      Vamos e venhamos, não vejo como equalizar essas correntes tão opostas.
      Grato pelo teu comentário, pois inteligente, culto, e altamente proveitoso.
      Um abraço.

  5. Entendo que a liberdade de imprensa é um direito sagrado em qq sociedade democrática, e deve continuar assim. Só não consigo entender como é que certos cartunistas, como esses da citada revista, não fazem nenhuma charge envolvendo suas próprias progenitoras. Pareceriam mais isentos.

  6. Olá Francisco Bendl: substancial o teu comentário, porém não espere que a imprensa (empresa capitalista) vá reciclar teus métodos. O que move as empresas capitalista e lucro, não há pois considerações quanto a respeito a princípios e valores. O jornaleco (cartum) francês agia como tal empresa e monopoliza o nicho de marcado: insultar e debochar das religiões. Talvez encontre os demônios na eternidade… que lhes espetem tridentes nos cérebros de amebas e nas croacas de hienas. Não sou “politicamente correto” de lamentar a morte daqueles que a procuraram.

    • Rocha,
      Na concepção nossa, o assassinato é intolerável, seja ele de que forma for executado, ainda mais quando covardemente, como foi o caso na França.
      Apesar de ser injustificável esse ato abominável, a verdade é que a liberdade tem o seu preço, quer queiram ou não, razão pela qual este debate sobre liberdade de expressão e suas consequências!
      Ora, o exagero, o mau gosto, as agressões, as ofensas, a ironia, a contundência, que devem ser preservadas porque a censura não pode ser exercida em nome do significado em tela, resulta em reações, da mesma maneira positivas ou negativas.
      Os jornalistas devem estar conscientes que não são intocáveis, que estão protegidos porque pertencem à imprensa, ledo engano.
      A violência bate às nossas portas diariamente, e não precisa sequer ser provocada. Ora, se a França abriga milhares de árabes, houve uma certa imprundência e falta de cuidados ao jornal que não reforçou a sua segurança quando foi ameaçado pela primeira vez.
      Os terroristas agem de surpresa e covardemente, ainda mais alimentados pelo fanatismo, cuja fome é insaciável para oferecer vítimas aos seus deuses!
      Se, até no Brasil, os petistas atacaram a Abril por questões políticas, a França não estaria livre do terrorismo religioso, e por alguns árabes fanáticos que, se não me engano, a colônia muçulmana neste país é a maior do Continente Europeu.
      Em outras palavras:
      O caldeirão estava fervendo.
      Obrigado pelo comentário, César.

      • Ilustre Francisco Bendl: a questão de fundante é que a tal pós-modernidade que vicejou nas esquinas do Quartien Latin, na França pós-1968 e disseminou pelo mundo afora através dos “cadernos de cultura” da imprensa e tornou-se o grande bazar de ideias insubstanciais, onde o deboche ocupa a maior gôndola… Desde então, numa sociedade “vidiota” fomentada pela espetacularização de quase tudo, onde jornalistas e chargistas se imaginam “formadores de opinião” e cultores de uma liberdade sem peias e limites (=libertinagem), mesmo que se faça necessário o escracho; que era o caso do tal jornaleco de besteirol parisiense. Para quem razoavelmente letrado na história da França e seu “capitalismo tardio”, não é de se estranhar que o “modismo estruturalista” assumido pela “imprensa” tem (teve) como “missão” desconstruir a gênese e história dos processos culturais mesopotâmicos ancorados no fenômeno religioso. De certa maneira, ante uma Europa enfastiada pelo consumismo burguês tais “desconstrutores” conseguiram torna-se insignificante cultural e moralmente o Cristianismo… Desde a pouco, tenta o mesmo com o Islã em França (e Alemanha). Tudo isso escudado numa pretensa razão laicista! Intolerante às religiões. Nem Comte e Freud chegaram a tanto! Porém esquecem, que religião e família são duas instituições humana que estão presente nas vidas das pessoas desde a pré-historia. É o que nos ensina a Arqueologia e a Antropologia histórica… As religiões estruturam a subjetividade e mundivisão de bilhões de pessoas… Dão-lhes sentidos. Motivam-aspara o bem ou para mal. A turminha iconoclasta do Charlie Herbdo Cartoons se imaginavam a última “barrigada” do Maio-68 parisiense. De fato: a redação tornou-lhes uma cova rasa. Imagino que os tais chargistas desconheciam os versos do poeta paranaense Paulo Leminski: “Na luta de classes, todas as armas são boas: pedras, noite e poemas.”. O que para eles era piadas, para os “terroristas”, (também já mortos) era ofensas. E é moralmente razoável as pessoas reagirem às ofensas.

        • César,
          Não resta dúvida que o atentado de ontem proporciona discussões históricas e debates filosóficos.
          E deve ser assim esmiuçado o terrorismo e quem o provoca, por mais simples ou singela que seja a crítica estabelecida para os radicais.
          A questão é a quantidade de gente que se submete a tais aprendizados, de que somente a morte de infiéis agradará aos deuses e limpará o mundo dos ímpios.
          O problema com os árabes existe há muito tempo.
          Gerações foram sendo substituídas por pessoas que eram introduzidas no Islamismo com sentimentos de que as outras crenças eram falsas, que deveriam ser abolidas, que exploraram o povo árabe durante séculos.
          O próprio desenvolvimento dos povos que também professam o Monoteísmo, contribuiu para esta cisão, rotulando os muçulmanos como atrasados, bárbaros, ainda medievais.
          Houve uma reviravolta quando o Oriente Médio se viu rico em petróleo, e a sua exploração levou os povos a se conhecerem e perceber que havia muitas arestas pontudas para aparar.
          O reconhecimento do Estado de Israel, as guerras entre árabes e judeus, o fechamento do Canal de Suez, as terras tomadas pelos israelenses nas guerras e não devolvidas, os assentamentos irregulares na Palestina, o muro da vergonha erguido como símbolo da segregação, a reação desproporcional de Israel contra os palestinos, a Primavera Árabe, um movimento frustrado pela tradição antidemocrática deste povo, os conflitos de interesses entre russos e americanos na Região, a manutenção de ditadores porque agradam as grandes potências, foram ingredientes acrescentados em água fervendo, e que se tornou um caldo denso, forte, intragável, mal cheiroso, que volta e meia é derramado tanto no Oriente Médio quanto respinga em outras nações, tais como em França, Inglaterra, Espanha …
          A meu ver não há conserto, pelo menos não com os atuais líderes políticos que chefiam seus países, e se as religiões são motivos de mortais desavenças, então estamos diante de um impasse irreversível.
          Um abraço, César.

  7. O repúdio ao ato terrorista é óbvio, mas temos de nos perguntar o que sente de fato um muçulmano diante de uma ofensa dessa? O que isso significa para a sua cultura? Faço essas perguntas pois vi muitos católicos, que normalmente tem posições religiosas bem menos radicais, extremamente ofendidos. Resta outra questão: Tem muitos ‘jornalistas’, “humoristas’, etc que só por terem acesso fácil a imprensa se acham semi deuses, com o ‘direito’ de ofender a tudo e a todos, mesmo que com essa inconsequência barata eles terminem por disseminar ainda mais o ódio, mesmo sobre pessoas que nada tem a ver com a questão. Agora mesmo acabaram de atacar um mercado judaico, com mais 2 mortes.

      • Por isso que eu falo que é preciso entender as religiões. Não seria a eucaristia um ritual antropofágico? Para os índios a antropofagia é uma homenagem. Não existe sincretismos religiosos ?

      • Mas, em outros tempos, já aumentaram em muito a emissão de carbono. Mesmo um Deus único traz em si uma projeção do devoto, ou o Deus de S. Frco. de Assis seria o mesmo do Torquemada?

        • Caro Virgílio, vivemos em um mundo civilizado? Podemos considerar que ao menos a maior parte do ocidente sim. E esta civilização possui leis e preceitos morais. Respeito à crenças e descrenças, mas seguindo a lei de cada nação civilizada. Então não deve haver relativismos.

    • Virgílio,
      Somos intolerantes por natureza.
      A religião é catapulta para que joguemos mais longe a nossa raiva incontida, o nosso ódio e desprezo pelas diferenças de idéias e comportamentos.
      Nesta aldeia global querer padronizar reações e liberar expressões, podemos esperar violência e atos escabrosos, mais nada.
      Grato pelo comentário.
      Um abraço.

  8. Prezado Bendl, gostaria de sua opinião quanto à provocação sanguinária de grupos muçulmanos matando cristãos pelo mundo afora. E que fique claro, são milhares de cristãos as vítimas. Daqui há pouco chega ao milhão.

    • Mauro,
      O Estado Islâmico está sendo combatido pelos próprios árabes em face de seu radicalismo, que vai de encontro aos ensinamentos do Corão.
      Evidente que devem ser combatidos e presos, mas dificilmente este movimento será neutralizado por completo, diante da quantidade de jovens que são angariados para os quadros desses fanáticos, motivados por inúmeras circunstâncias pessoais, familiares, e de origem.
      Um abraço.

  9. Não concordo Bendl. Que era de mal gosto? Tudo bem. Mas eles tem o direito de publicarem o que quiserem dentro das leis da cada país. Quem não gostar, não consuma este produto. Quem se sentir ofendido, que procure a justiça. Eles podem sim ser processados, há leis e justiça para isso. Há que se respeitar a descrença dos outros também. Se formos relativizar desta maneira, a pessoa que sair nua e for estuprada, também teria abusado de sua liberdade? Vai ser julgada e presa por sair nua, sim. Estuprada ou assassinada? Jamais será permitido num país civilizado. Não há contemporizações, é barbárie x civilização. Liberdade do indivíduo e igualdade perante a lei, ou seja imprensa livre sem limites, desde que não esteja cometendo um crime.

    • Efrom,
      Lê com mais atenção o que escrevi, por favor!
      Concordo com a liberdade de expressão, mas ela precisa ser responsável!
      Quando invade territórios éticos e morais, como aconteceu, a reação dos ofendidos pode ser até mais radical que os rabiscos feitos.
      Na razão direta que os jornalistas alegam a liberdade de expressão, deveriam pelo menos compreender que nem todos terão um comportamento pacífico sobre o que publicam, indiscutivelmente.
      Se a sátira que faziam agredia uma religião que possui vertentes radicais e terroristas, em consequência, eis o resultado!
      Na verdade, o meu recado é que se podemos escrever e dizer o que pensamos, mentes diferentes das nossas podem interpretar que suas reações vão ao encontro do que professam, então… mata-se o ofensor.
      Que devem ser condenados à prisão perpétua volto a repetir, no entanto, pelo menos deve-se respeitar a reverência alheia, que para nós pode ser profana mas, para os outros, sagrada.
      Grato pela tua participação, meu caro.

      • Sigo afirmando Bendl, entendo teu ponto, sobre a responsabilidade sobre o que se publica, isso explica, mas não justifica os atos atrozes que estão ocorrendo. Não há como haver relativismos com relação a liberdade, não há ponderação neste caso, é um direito absoluto. Vivemos em países civilizados. Há leis e justiça para condenar o “irresponsável”. Se começarmos a relativizar daqui a pouco vai ser justificável matar alguém que falou ou escreveu mal do Lula, pois para alguns é como uma religião. Ou considerarmos normal extirparem o clitóris das mulheres, ou ainda, como acontece no Brasil, permitir o infanticídio indígena, por terem nascido com defeito ou serem gêmeos (!). Foram anos e anos de evolução humana para chegarmos neste arcabouço legal, não podemos retroceder por questões de relativismo cultural e moral. Um forte abraço Bendl.

        • Efrom,
          O que me dizes dos índios, que ainda existem no Brasil?
          Por acaso seus conceitos são iguais aos nossos?
          Podemos fazer com eles o quê?!
          Mal comparando, como será a mente de um terrorista?
          De um fanático religioso?
          Podemos compará-la às nossas?
          Como exigir respeito à vida porque assim entendem os civilizados – pelo menos em tese -, e abominarmos reações que as eliminam em face de outra interpretação dessa mesma vida?
          Concordo com o que pensas sobre liberdade, mas querer que amesma idéia seja aplicada a todos, vai uma distância enorme, a começar conosco, os brasileiros, que produzimos mais de cinquenta mil mortos por ano!
          Um abraço, Efrom.

          • Os conceitos podem ser diferentes, mas o respeito à vida está acima de qualquer costume cultural ou religioso. Se relativizarmos, voltamos a barbárie. Somos todos diferentes, iguais (deveríamos ser) só perante a lei. Os que vivem em um país civilizado com leis e justiça, a elas devem se submeter. Se não concordam que hajam legalmente pela justiça ou pelo voto para mudar. A liberdade do indivíduo, o direito à vida, o império de leis isonômicas são valores universais, inegociáveis, não importando a cultura a que pertence, como foi educado ou a religião a que pertence. Diferente disto é barbárie.
            Quanto ao Brasil tens razão, somos um povo torporizado, anestesiado, condescendente e esterilizado mentalmente que já considera normal 50 mil morrerem por ano, ou que, fala ao amigo assaltado a mão armada: “pelo menos não te mataram”, como se o assalto em si não fosse gravíssimo, ou ser um prêmio ser assaltado e não morrer. Lamento por nós.

  10. Por acaso alguém se que tenha se sentido ultrajado lembrou de entrar na Justiça contra o Charlie Hebdo? Acho que não, até porque não me consta que a Justiça francesa seja tão aparelhada a ponto de deixar de punir o jornal de alguma maneira.

    Por acaso o governo francês se manifestou oficialmente contra o semanário? Não, e nem poderia porque um governo de esquerda jamais censuraria uma publicação idem.

    Tudo isto poderia ter sido evitado se as pessoas usassem os meios civilizados que dispõem para dar uma meia-trava nesses exageros do Charlie Hebdo, mas como ninguém ousou tocar em um ícone da extrema-esquerda, a razão deu lugar ao modismo, e o fim foi esse.

    Por mais irônico que pareça, o acontecido foi um suicídio anunciado da esquerda, em função do crime ter sido cometido por islâmicos, seus atuais queridinhos protegidos. Quem pariu Maomé na Europa que agora o embale.

    • Fróes,
      Brilhante a tua conclusão:
      “o acontecido foi um suicídio anunciado da esquerda, em função do crime ter sido cometido por islâmicos,”, que complemento, se me permitires:
      … porque sabiam de antemão que a reação dos fanáticos era uma questão apenas de tempo para ser executada!
      Grato pela participação.

  11. Senhores!!!

    -OS FRANCESES QUE MORAM NA FRANÇA ESTÃO SUJEITOS ÀS LEIS FRANCESAS e não às leis de um livro sagrado para um grupo de pessoas lá do fim do mundo! Se os cartunistas cometeram algum crime, então que sejam acionados criminalmente nas leis do país onde moram! Podemos chamar isso de CIVILIDADE – a capacidade que temos de resolver diferenças sem apelar para a violência!

    Os cartuns ofenderam ao Profeta?
    Para isso a França deve ter um poder judiciário!!!

    -NINGUÉM ESTÁ OBRIGADO A SE SUJEITAR ÀS REGRAS DE UMA RELIGIÃO QUE NÃO PROFESSA!!! Já pensou se alguma seita decide que é pecado mortal trabalhar no domingo e os seus fanáticos seguidores resolverem matar os “hereges”?

    Abraços.

    (PS: os cartuns são de PÉSSIMO GOSTO, assim como muitas revistas, jornais e sites existentes por aí. Mas.. E daí? É só eu não comprar as revistas nem acessar os sites. Não me acho no direito de mandar no mundo)

    • Francisco, meu xará,
      Não estamos discutindo as leis francesas, que como sabemos todos os que residem naquele país devem obedecê-las.
      A questão é que nem todos obedecem as regras, as normas existentes.
      Olha o Brasil!
      Certamente somos campeões do mundo em desobediência, crimes, assassinatos, corrupção …
      Os islâmicos têm a sua religião como sagrada em qualquer canto deste mundo, e os fanáticos não aceitam provocações que envolvam o profeta e Alá, simples.
      Evidente que os criminosos serão condenados merecidamente, mas exigir comportamento racional de quem está tomado pela ira e desonra é meio difícil, ainda mais se somarmos a onda de protestos contra os árabes na Alemanha e França.
      Obrigado pela tua participação, Francisco.

  12. Bem, papo vai , papo vem, o importante é daqui prá frente. E o melhor seria reunir todos os sacerdotes ou chefes das mesquitas em todo o ocidente e deixar claro que se houver pregação de violência nesses estabelecimentos, eles serão fechados e os responsáveis enquadrados na forma da lei.
    E mais, aconselhar-se-ia aos tais sacerdotes que pregassem a não violência e o respeito às leis do país onde se encontrarem.

    Enfim é preciso de um pacto claro de não violência . Ou então este pacto será imposto incondicionalmente depois de uma guerra pelo seu vencedor como é de praxe na história da humanidade.

    • Mauro,
      Utopia a tua proposta, simplesmente.
      Se as suas religiões já são diferentes, querer que se entendam justamente neste particular é um devaneio.
      Esse inimaginável encontro redundaria numa fantástica e inesquecível “pauleira”!

  13. Muito bom, Bendl. PARABÉNS PELO ARTIGO.

    “A capa que ostenta uma relação sexual entre Deus, seu Filho e o Espírito Santo, deveria ser sumariamente censurada, pois não pode ser publicada uma imagem com tamanha desconsideração para bilhões de fiéis católicos.”

    Não só os católicos foram ofendidos, todos os cristãos foram ofendidos, meu caro companheiro. São Cristãos: Católicos, protestantes, coptas do Egito, ortodoxos.

    • Renato,
      A meu ver a discussão se atém ao significado de liberdade e licenciosidade, confundidos plenamente.
      Repito pela enésima vez:
      Os terroristas cometeram um crime bárbaro, que ofendeu os mais comezinhos princípios de cidadania e de liberdade.
      Os jornalistas mortos, lamentavelmente, cometeram os mais comezinhos abusos e desrespeito contra a crença de bilhões de pessoas.
      Mereciam a morte?
      Claro que não, mas invadiram o perigoso e minado terreno religioso, e explodiram uma mina sob seus pés porque a área em questão pertence a fanáticos, que não dialogam, não ouvem e aceitam opiniões em contrário.
      O resultado aís está: Doze mortos; doze vítimas; doze pessoas imoladas mais uma vez por pensamentos dirigidos a “Deus”!
      E agora?
      Obrigado pelo comentário, Renato.
      Um abraço.

  14. Sr. Francisco Bendl:
    Agradeço a sua gentil resposta.
    Sou um libertário e não aceito qualquer tentativa de obstruir as liberdades.
    Nenhuma liberdade humana é infinita, pois tudo que é humano tem limites, mas se quisermos avançar, temos que permitir que todos possam usufruir das liberdades: de expressão,política, econômica, individual.
    Não é possível “delimitar” os temas que podem ser discutidos, sem que se destrua a liberdade. A melhor solução, para mim, é permitir que as ideias transitem livremente, e que as melhores prevaleçam. Como disse Victor Hugo: “Há uma coisa mais forte do que todos os exércitos do mundo, e isso é uma ideia cujo tempo chegou”. Se não houver liberdade as ideias não” vingam”, e o caminho da servidão estará pavimentado.
    Quando o nazismo prevalecia na Alemanha, os pintores expressionistas foram banidos pois pintavam vacas em cores violetas, e os pastos de vermelho, foram chamados de pintores decadentes, degenerados. Hoje as obras de Kirchner, E. Nolde, Pechstein, Rottluff, pintores expressionistas daquele período, são consideradas obras primas, por qualidade, inovação, fino design.
    Que a liberdade de expressão seja ilimitada, que prevaleça a força das boas ideias, sempre.
    Saudações.

  15. Aos poucos vão aparecendo os dados.
    Se a revista é de extrema esquerda, ateus então, presumo, Deus, Allá, Jeovah, ou que outros nomes empreguem para o Criador, não lhe dizem respeito. Logo, anarquizam com as crenças alheias.
    Será que já fizeram uma charge do Marx e do Engels em posições de coito entre sí ?
    Será que já fizeram uma charge da senhora mãe deles sendo sodomizada por um burrico ?
    Ou da esposa e das filhas deles num bacanal com todo mundo drogado ? Seria uma charge para rir ???
    É, pimenta no dos outros é colírio. Colheram o que plantaram.
    De mais a mais, prender os terroristas que cometeram o crime, resolve pela metade. Tem que prender também quem os mandou perpetrar o crime. Prender quem faz lavagem cerebral em crianças e jovens, que já são normalmente suscetíveis. Esses são os verdadeiros criminosos.

      • Meu caro César – Fortaleza,
        A Tribuna da Internet possui comentaristas excelentes, e tu és um deles.
        Enaltacer o texto de Fuchs como fizeste merecidamente, comprova a qualidade do que é produzido e registrado neste espaço democrático.
        Um abraço, meu amigo.

    • Fuchs,
      Grato pelo pontual comentário.
      Mencionei acima que o Yêmen é o país preferido para treinamento de terroristas.
      Ninguém ouve falar desse país, o mais atrasado do Oriente Médio e o mais pobre.
      As cédulas de movimentos radicais se alastram pelo mundo, ainda mais quando existem choques culturais, religiosos e políticos, exatamente como em França, hoje em dia.
      Dessa forma, imaginarmos uma conduta que respeite a vida como o valor maior existente, torna-se quase impossível porque entra em jogo modos e costumes absolutamente opostos, onde a vida abundante não é neste plano, mas além dele.
      Para os radicais muçulmanos, a morte “heróica” é contemplada divinamente, portanto, revidar uma ofensa de naneira vital é uma espécie de dever.
      Ora, como mudar esse estado mental e cultural de um povo tão antigo, unido por um mesmo idioma e religião?
      Observo muito objetivo em torno do ato em si, mas não constato um debate amplo a respeito das causas do atentado, as razões pelas quais a vida se torna secundária, e a vingança prevalece!
      Obrigado pela tua participação sempre adequada e proveitosa, meu caro.
      Um forte abraço.

      • Caro Chicão.
        Li uma biografia de Maomé, livro bastante antigo, escritor francês.
        Vou ler novamente alguns trechos, mas não me consta ter lido essa história das virgens, assim como é apresentada hoje em dia.
        Volto ao assunto, aliás, que você abordou com bastante propriedade.
        Um abraço.

  16. Há dois extremos nesta história que andavam feito bombas e um lado acabou estourando contra o outro desguarnecido. É covardia editar imagens contra uma legião de fiéis mirando alguns extremados, mas ainda mais covarde foi o ataque fatal em resposta às agressões editadas. Desmedido o exercício da profissão, injustificável a pena aplicada. Achei interessantes as palavras do cartunista Carlos Latuff, de quem copiei as seguintes observações:

  17. 1. “Cada charge é um soco”, a revista parisiense claramente provoca os fiéis, enquanto no Brasil, os cartunistas estão mais preocupados em fazer graça do que crítica.

    2. Fui e continuo sendo contra as charges de Maomé, mas não posso aceitar a execução sumária de quem quer que seja por causa de suas opiniões.

    3. Em 2011, o veículo foi alvo de ataque após publicar sobre a religião islâmica. À época, o editor-chefe Stéphane Charbonnier, passou a sofrer ameaças de morte e andava sob escolta policial.

    4. Creio que soubessem o vespeiro onde estavam se metendo, mas não esperavam uma reação dessa proporção…

    FONTE: http://ultimosegundo.ig.com.br/…/nao-trabalharia-na-charlie… (íntegra)

    • Caro Valmor, sobre o Lattuf: faça o que eu digo, não faças o que faço. Mais um relativista moral, condena as charges de Maomé feitas pelos franceses, mas o próprio fez diversas charges extremamente ofensivas à igreja católica.

      • Plenamente de acordo com C.Efron.
        Êsse chargista não é independente. É um sectário da esquerdinha. Esquerdinha que faz propaganda como a dona das virtudes do mundo.
        Portanto ele se desacredita, pois artista que se preza é livre. Independente.

    • Stédile,
      Escreveste bem sobre o lamentável episódio.
      Houve covardia extrema dos terroristas com os jornalistas, mortos estupidamente.
      Diante do que foi noticiado, e o jornal francês alvo dos assassinos, percebe-se que não havia limites para os chargistas, que se achavam em pleno direito de desenhar o que quisessem, por mais degradante que fossem as imagens.
      Deixaram de considerar a instabilidade emocional do ser humano, a provocação à ira, o ódio sendo fustigado com vara curta.
      Inteligentes em retratar as religiões mediante caricaturas de seus deuses e líderes, esqueceram da realidade, o ser humano e suas contradições, aberrações, incompreensões, intolerâncias e violências.
      Pois vieram a sofrer dessa bestialidade que trazemos conosco, desse desrespeito, irresponsabilidade, decisão de ser ter uma vida nas mãos e eliminá-la através de um simples ato de vontade.
      Acho que chegou a hora do grande debate sobre a verdadeira liberdade, que não é conveniência, interesse, arte, caricatura, ironia, críticas, mas como esparramar o conceito dessa condição que sirva para toda a humanidade, e não somente para o Ocidente.
      Queremos viver em paz?
      Respeitemos a cultura alheia, a crença das demais pessoas, seu modo de vida;
      Queremos impor uma “pax” Ocidental?
      Então preparemo-nos para mais episódios como este ou demarquemos a Terra, isolando os árabes do resto do mundo.
      Obrigado pelo comentário.
      Saudações.

  18. Senhores,

    Vejam esta notícia de hoje do Deutsche Welle :

    “MINISTRO ESPANHOL DIZ QUE 600 JIHADISTAS RETORNARAM À EUROPA

    O ministro do Interior espanhol, Jorge Fernández Díaz, afirmou nesta sexta-feira (09/01) que cerca de 3 mil europeus saíram para zonas de conflito, principalmente no Iraque e na Síria, para combater em nome da Jihad Islâmica, e 600 deles já regressaram ao continente.
    “Centenas estão neste momento pela Europa, e podem agir a qualquer momento, como atores solitários ou integrados em células ou grupos com pouca estrutura, e realizar atentados tão trágicos como o que vimos nesta quarta-feira em Paris”, disse o ministro em entrevista à emissora Telecinco.

    (O ESTADO ISLÂMICO SÓ É IMINIGO OCIDENTAL QUANDO MATA FORA DA SÍRIA OU DO IRÃ)
    Segundo Díaz, 80% dos europeus que se juntaram ao terrorismo jihadista se uniram ao “Estado Islâmico” (EI) no Iraque e na Síria. Muitos outros aderiram a ramificações da Al Qaeda.
    Na Espanha, cerca de 70 cidadãos teriam partido para as zonas de conflito. Dez deles já estariam de volta ao país, metade na prisão na Espanha e no Marrocos, afirma o ministro.
    As declarações foram dadas no mesmo dia em que o Ministério do Interior espanhol divulgou que em 2014 foram detidos 43 supostos terroristas islâmicos no país. Mas, segundo o ministro, um só deles já representa “um risco potencial”.

    (O MAIS CURIOSO é que quando esses COMBATENTES matavam na Síria eram considerados HERÓIS. Agora, quando matam em casa são considerados TERRORISTAS)

    (AGORA, QUEM TREINOU E ARMOU ESSAS PESSOAS?)
    “O portal Military.com publicou um balanço, com dados fornecidos pelo US CENTCOM (Central Command), dos ataques aéreos contra o EI (Exército Islâmico), no Iraque e Síria. O equipamento destruído é de toda a forma surpreendente. Da lista constam viaturas Humvees, M-1A1 Abrams, MRAPS, etc, DE FABRICAÇÃO OCIDENTAL.
    São ao menos:
    – 184 Humvees;
    – 58 tanques MBTs M-1A1 Abrams;
    – 700 viaturas blindadas incluindo 26 MRAPS (Mine Resistant Ambush Protected), 79 peças de artilharia, incluindo morteiros.”

    Abraços.

    • A reportagem em questão, Francisco, corrobora o que estamos debatendo.
      Impossível adotar um padrão de comportamento com o terrorismo, que pode ter uma de suas sedes na casa ao lado da nossa.
      O assunto é mais amplo que imaginamos, e não se resume a um ato em si, mas na força que determina que assim deve ser feito contra aqueles que pensam diferente dos ocidentais e que professam uma religião que possui várias ramificações, desde as mais pacíficas às mais radicais.
      A perda de prestígio de princípios e valores que eram mantidos pouco tempo atrás resulta em confusão, procura por novas crenças, diante da incerteza dos tradicionais que não conseguiram mudar o mundo para melhor.
      Se não foi por bem, vai por mal!
      Eis o radicalismo instalado, e vai se tornar uma tarefa muito árdua desalojá-lo do nosso mundo, pelo menos para aqueles que desejam a paz em quaisquer circunstâncias.
      Outro abraço.

  19. Ora, ora, ora … Parte da esquerda francesa sendo defendida aqui neste pedaço.

    Sr Bendl, eu dissera antes:
    ‘Fazer charges zombando de valores apreciados pelos radicais é equivalente a se enfeitar com jóias de ouro e pedras preciosas e depois ‘dar um rolé’ na favela ou na Presidente Vargas’.

    • Massao,
      Tá complicado!
      O mundo meio que virou de cabeça para baixo.
      O problema é que além de não sabermos como desvirá-lo, sequer teríamos também as ferramentas para consertá-lo.
      Assim …. que Deus nos ajude!
      Um abraço.

  20. Um dos textos mais lúcidos que já li e que, didaticamente, esclarece toda essa discussão.
    Na minha visão, os chargistas brincaram com radicais amalucados e pagaram , infelizmente com a vida. Não se trata absolutamente de censura , mas de observar os limites em situações potencialmente explosivas. Nenhuma relação há, portanto, com cerceamento à liberdade de expressão.
    Parabéns ao articulista Bendl.

    • ivanaraguaia,
      Muito obrigado pelo apoio e por teres entendido o meu texto.
      Abominei o ato terrorista, que ceifou a vida de doze pessoas, duas delas policiais. No entanto, temos de ter cautela em não endeusar um tipo de imprensa que não tem nada de útil, de positivo, ao contrário, somente agressões e ofensas, em nome da “liberdade de expressão”.
      Não proponho a censura, ao contrário, mas decididamente o Charlie não apresentava em suas páginas arte, mas pornografia, mau gosto, achincalhes e imagens degradantes.
      Se a Europa atualmente está um caldeirão com o avanço dos muçulmanos e, a França, possui 5% da sua população como seguidores de Maomé, os jornalistas deveriam se precaver, teriam de ter mais cuidados e reforçar a segurança do prédio onde trabalhavam.
      Afinal das contas, a liberdade tem o seu preço, que está localizado exatamente na mente dos ofendidos, que determinarão o valor a ser pago pelo ofensor, simples.
      A morte dos chargistas foi um preço incalculável, que deve ser compensado não pela morte dos terroristas, mas pelas prisões perpétuas, de modo que diariamente se lembrem do crime que cometeram.
      Um abraço, e obrigado pela participação.

  21. À quem interessa o crime? Pergunta básica. Quem mais ganhou com a intensa repercussão desse caso foram os que pregam contra o islamismo. Lembremos que Iraque, Libia, Síria e outros eram nações prósperas e em paz, antes das invasões covardes e criminosas dos EUA. Quem insultar bárbaros deve sempre esperar barbaridade como resposta. Desconfio ainda da suposta autoria dos já executados suspeitos. Deixar documento no carro utilizado na fuga é trapalhada de amador e tudo indica que os executores tinham treinamento profissional. Muitos afirmam com propriedade que o ataque às torres gêmeas foi “consentido”ou tramado pelo próprio EUA. E esse, poderia ter sido?

    • Caro Rodrigo de Carvalho,
      Pois aventei esta possibilidade ontem em outro tema, mas semelhante a este.
      Ora, botar mais lenha na fogueira imensa que se faz com relação ao cresimento do Islamismo na Europa seria um prato cheio qualquer atentado terrorista neste momento.
      E nada mais simbólico que praticado contra a imprensa.
      Não podemos deixar de considerar nehuma hipótese por mais absurda que seja neste caso.
      Muito obrigado pelo comentário.
      Um abraço.

  22. Bendl, como dizem os mais jovens, vc está “bombando”, aliás, merecidamente. Em se tratando de Tribuna da Internet, vc “é o cara !”, com a devida vênia do Obama e, não desmerecendo os demais comentaristas. Bola pra frente, amigo !

    • Bah, Rocha,
      Tu estás sendo um terrorista comigo!
      Queres me amedrontar para quê?!
      E, ainda por cima, escreves que estou “bombando”, isto é, me tornei um suicida homem bomba?!!?
      Um abraço, Rocha, meu amigo.

  23. A linha de raciocínio de Francisco Bendl, está perfeita, não se tem o que tirar
    nem por. Os jornalistas que agridem o sentimento de bilhões de pessoas e os
    terroristas, estão certos, conforme entendimento deles. Para nós, ambos estão
    errados, de acordo com nosso entendimento. Por questão de bom senso, a liberdade
    de expressão, não tem o direito de agredir, chacotear e ofender o sentimento alheio,,
    assim como ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém.
    Um forte abraço, caro Bendl.

  24. Jacob, meu amigo,
    Muito obrigado pela participação.
    O teu apoio ao que escrevi me alegra, e me dá a certeza que não estou distante da verdade, mas muito perto dela.
    Um forte abraço, meu caro.

  25. As últimas notícias dão conta que os suspeitos do ato de terrorismo contra os jornalistas foram mortos pela polícia francesa.
    A reportagem que li, esclarece que o treinamento dos criminosos havia sido no Yêmen, conforme eu escrevera anteriormente.
    Portanto, quinze mortos, famílias enlutadas, parentes e amigos sofrendo a perda de seus entes queridos, e a violência preponderando sobre a razão, sobre a vida do ser humano.
    Que tristeza!

  26. Prezado Edilson,
    Obrigado pelo apoio e comentário.
    De fato, eu ficaria extremamente honrado com os comentários dos ilustres cidadãos que mencionaste.
    O Dr.Béja, do alto da sua autoridade como jurista e cristão e, Puggina, um católico confesso e homem de cultura e opinião.
    Inegavelmente abrilhantariam sobremaneira esta exposição de pensamentos a respeito do ato terrorista em questão.
    Belíssima sugestão, Edilson.
    Um forte abraço.

  27. A maioria aqui está confundindo um pouquinho de macarrão com um porrão de macaquinhos e praticamente legitimando a ação dos islâmicos, tanto que tem sempre um “mas” nos comentários.

    É até criminoso julgar as blasfêmias do Charlie Hebdo agora. Eles acabaram, morreram, e ponto! A única coisa que cabe agora é cuidar dessa boçalidade chamada islamismo, para que seus sequazes parem de atormentar o mundo civilizado.

    • Fróes,
      Respeitosamente não deverias generalizar.
      O Islamismo não é terrorismo, muito menos boçalidade.
      Aliás, como religião, é infinitamente melhor que o Cristianismo e Judaísmo com relação às questões sociais!
      O aspecto fundamental é o radicalismo, a intolerância, as vertentes de uma religião que descamba para o terrorismo porque assim entende que fazem com ela, e de várias formas.
      A caricatura e a sátira são algumas dessas ofensas, a poluição visual, a pornografia, o desrespeito.
      Se a vida para nós é sagrada, para os radicais as imagens degradantes do profeta e de Alá são motivos pelos quais a defesa dessa honra ofendida é maior que a vida, então matam e morrem sem pestanejar.
      Estão errados?
      Para nós, evidente que estão clamorosa e indiscutivelmente errados, mas, na concepção desta gente, eles estão certos e cumpriram com a obrigação de defender a crença que adotaram.
      Devemos puni-los, aliás, já pagaram com suas próprias vidas o ato bestial que cometeram, no entanto, saberemos colher os devidos ensinamentos a respeito ou continuaremos com o achincalhe, as ofensas, as agressões, em nome de uma discutível e duvidosa liberdade de expressão?!

  28. Depois de ler o belo texto e apreciar tantos comentários, o que poderia sobrar-me?
    Liberdade não é “fazer-se o que se quer”. Jamais!
    Democracia, da mesma forma, não é dar-se o direito de alguém invadir, desrespeitar, pisotear a crença e os direitos de outrem. Liberdade e democracia são irmãs.

    A imprensa deve ter liberdade, mas não pode tudo!
    Por vezes, pessoas esquecem que vivem em sociedade e que seus direitos esbarram no limite do direito dos outros. Matar não é direito de ninguém. O estado, em nome da sociedade, “elimina” alguns, aqui e ali. Quando li o que pude nos últimos dias, me perguntei: afinal, quem são os loucos?

    Amigo Bendl, o tema e tua abordagem são palpitantes. Com bem colocaste, mas temos de raciocinar como animais racionais!

    De repente, me veio a lembrança de um episódio que vivi, nos anos 90, com um número razoável de pessoas, quase todas educadoras. Um estudante, pretenso líder de seu segmento, ao manifestar-se sobre o direito democrático e o exercício da democracia, produziu a seguinte sentença: “nós estudantes, queremos democracia na escola. Nós queremos fazer o que nós queremos.” Mal acabara de “assassinar” a língua-mãe, e tive de desafiá-lo a explicar que “raios de democracia” era aquela que ele desejava exercitar”. Bem que ele tentou, mas os argumentos ficaram piores do que a inicial.

    Defender liberdade à imprensa não é dar imunidade a ela. Confesso que, sempre me soou estranho, a tal prerrogativa conhecida como “imprensa investigativa”.

    Ao longo dos anos, em todos os meios, tenho ouvido, lido e assistido informações erradas, equivocadas, deturpadas. Algumas vezes tive de enfrentá-las. E não foi fácil: o jornalista, de um modo geral, não admite correções. O direito de resposta é um dos meios mais complexos e difíceis de se utilizar para repor a verdade. Depois de cobrá-lo e consegui-los, perde-se o espaço para novas manifestações. isto é muito comum em rádio, jornais e televisão.

    O excesso produzido pelos assassinos (não há outra palavra para defini-los), foi instigado pela forma arrogante dos que os provocaram.

    Quando falta o respeito, sobra a violência. Assim, na minha modesta opinião, erraram todos.

    Que os bons representantes da imprensa livre, com coragem e discernimento, continuem a defender o direito de bem informar, de bem opinar. Estarão cumprindo com sua missão e valorizando sua profissão.

    Parabéns BENDL. Mais uma vez, assino embaixo de um texto do amigo, coma devida permissão.

  29. Fallavena,
    Obrigado pelo comentário procedente, que soma para debates.
    A idéia é esta, de se discutir a liberdade de expressão e sua abrangência, se limitada ou não.
    Na razão direta que as sociedades mundiais se preservam à base de leis e regras a serem seguidas sob pena de detenção do indivíduo, a imprensa deveria estabelecer para si mesma normas que não desrespeitassem a cidadania, mas que a enaltecessem, respeitassem.
    O terrorismo dilacera a paz. Covarde, intolerável, e não sendo combatido pelas autoridades com sucesso e decisão, permanece à espreita para matar, para nos fazer sofrer, na tentativa de que nos curvemos à sua vontade e poder.
    A violência se tornou banal, corriqueira. Hoje é manchete, amanhã será esquecida até novo episódio mais grave ou imitando o anterior.
    Choramos por jornalistas de outro Continente e com o Atlântico nos separando. Quem poderá afirmar que não acontecerá no Brasil algo semelhante?
    Na Argentina, no governo Menen, houve um atentado com dezenas de mortos judeus. Por enquanto, somos uma ilha de calma e tranquilidade neste aspecto terrorista, diferente quanto ao comportamento do brasileiro contra o brasileiro porque produzimos mais de cinquenta mil mortos de várias formas, algumas com extrema violência e horror, que nenhum terrorista internacional a praticou, por incrível que pareça:
    Lembra, Fallavena, da morte absolutamente inenarrável do jornalista Tim Lopes, no famigerado microondas?!
    Então, a TV mostra inúmeros países com suas populações ostentando o cartaz “Je suis Charlie”, em homenagem às vítimas do império do mal, e quanto às chacinas a cada fim de semana em São Paulo, Rio, Porto Alegre, Salvador …?
    Je suis quoi?
    E os milhares de mortos pelo vírus Ebola?
    E as 132 crianças, repito, 132 CRIANÇAS, que foram massacradas no Paquistão, em dezembro último?
    Alguém postou algum cartaz ou carregou “Je suis pakistanaise?”
    Por que esta violência seria menos importante que a dos jornalistas franceses?
    Que escala estamos usando para definir o que é grave e merece ser notícia e ter a devida divulgação, entre o que é corriqueiro e não necessita ser noticiado?
    CENTO E TRINTA E DUAS CRIANÇAS, e não se viu o mundo tão triste quanto ontem e hoje!
    Tim Maia foi assado vivo, e a imprensa nacional não empunhou cartaz para que nós nos chamássemos de “Je suis journaliste” ou algo parecido.
    Não sei, meu amigo, mas estamos andando em círculos, sem saber o que queremos, para onde vamos, e de que forma.
    Vamos à base do embalo, do momento, da notícia fresca, da tragédia mais pungente, da violência de bandidos e terroristas, de políticos corruptos e desonestos!
    Elaboramos medidas para minimizar as surpresas nefastas e dolorosas?
    Não.
    Na verdade continuaremos a viver como se nada tivesse acontecido. Em seguida, talvez uma ou duas semanas, este fato já terá sido esquecido, e dele não aproveitaremos nada, não se extrairá nenhuma lição, alerta, cuidados ou mera observação.
    A vida segue, dizem. Às vezes, de maneira muito sofrida, que esquecem de complementar a frase, lógico.
    Abraço forte, meu amigo Fallavena.

  30. Terrorismo é um ato abominável e monstruoso sob qualquer pretexto. Agora, será que existe alguém que acha graça em alguma dessas charges, caro Chico?! Esses terroristas, além de monstruosos, foram de uma burrice sem tamanho, porque acabaram fazendo com que essa tal de Charlie Hebdo se tornasse conhecida no mundo todo: do Iêmen ao Lago Titicaca!

    • Gonzaga,
      Afora o crime imperdoável que cometeram, deram um tiro no próprio pé, pois a revista se tornou famosa da noite para o dia.
      Na verdade houve ofensas à religião muçulmana, a verdadeira, e não aquela que o Estado Islâmico alega representar.
      Quanto às charges, de fato, primavam pelo mau gosto, apelação, imagens degradantes e pornográficas.
      Não creio que os rabiscos poderiam ser considerados como “arte”, a meu ver, e aceitem ou não, lamentavelmente provocaram em demasia a violência que sabiam existir, até porque já haviam sofrido um atentado anteriormente.
      Aliás, jamais eu imaginei que alguém fosse capaz de fazer a charge sobre a Santíssima Trindade (católicos) com tamanho desrespeito, agressão, imagens abjetas e deploráveis, como foi mostrada com este atentado!
      Olha, podem escrever o que quiserem, mas isto não é liberdade de expressão, por favor.
      Obrigado pela tua participação, Gonzaga.

  31. Copiado e colado – Do livro de Allan Kardec:

    Do ponto de vista religioso, a fé consiste na crença em dogmas especiais , que constituem as diferentes religiões. Todas elas tem seus artigos de fé. Sob este aspecto , a fé pode ser raciocinada ou cega. Nada examinando, a fé cega aceita sem controle tanto o verdadeiro como o falso e a cada passo se choca com a evidência e razão. Levada ao excesso , produz o fanatismo. Quando a fé se assenta no erro , cedo ou tarde desmorona; somente a fé que se baseia na verdade garante o futuro, porque nada tem a temer do progresso das luzes, considerando-se que o que é verdadeiro na obscuridade , também o é à luz do dia. Cada religião pretende ter a posse exclusiva da verdade : Preconizar alguém a fé cega sobre um ponto de crença é confessar-se impotente para demonstrar que está com a razão.
    A resistência do incrédulo, devemos convir, muitas vezes provém menos dele do que da maneira pela qual lhe apresentam as coisa. A fé precisa de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender. A fé cega já não é deste século. Ora, é justamente o dogma da fé cega que produz hoje o maior número de incrédulos., porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem: O raciocínio e o livre arbítrio. É principalmente contra essa fé que se levanta o incrédulo, e dela é que se pode dizer, com verdade, que não se prescreve. Não admitindo provas , ela deixa no espírito alguma coisa vago , que dá origem à dúvida. A fé raciocinada, a que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade : A criatura acredita porque tem certeza, e tem certeza porque compreendeu. Eis porque não se dobra. Fé inabalável é somente a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade. O espiritismo conduz a esse resultado , razão pela qual triunfa da incredulidade sempre que não encontra oposição sistemática e interessada.

    • Renato, me considero espiritualista e portanto concordo com as colocações de Kardec, que foi quem codificou aqui no ocidente o que veio a ser chamado de Doutrina Espírita.
      Mas, o que importa, é que todos que acreditam na reencarnação, como eu, pregam a fé raciocinada.
      Lamento a teimosia das 3 principais religiões em aceitar debater abertamente este assunto, sem PRÉconceitos .
      Até a ciência, primeiro através da física quântica e agora com a física noética, estão deixando para trás os conceitos cartesianos dos cientistas, para participar do século XXI.

      • Os espíritas são sem duvidas os mais crédulos.
        Não sou espirita mas se fosse, eu acreditaria em mula-sem cabeca, boitatá, agua benta, cegonha, delfos , saci-perere dente outras coisas.

        Adriano Bento
        Uberaba – mg

  32. Paula,
    Respeitosamente, salvo se tu participavas do jornal à época, como podes saber que as charges eram mais cáusticas que as do Charlie?
    Por favor, não acredito – não em ti, claro – que os chargistas do Pasquim ousassem publicar a caricatura feita pelo Charlie com relação à Santíssima Trindade!
    Digo mais:
    Este tipo de ofensa degradante e dprimente, altamente desrespeitoso, não era da índole do pessoal que trabalhava neste jornal.
    Agora, se queres dizer que o humor do Pasquim era mais refinado que o francês, mais sutil, mais inteligente, concordo absolutamente com esta afirmação, mas rejeito que o jornal brasileiro era mais crítico que o Charlie no que diz respeito às religiões, ainda mais nas décadas de sessenta e setenta, convenhamos.

  33. Fred,
    Nessas alturas, quem duvidar desta possibilidade seria ingênuo.
    A verdade é que somos marionetes, e me refiro ao povo, ao cidadão comum, que paga impostos e sustenta o sistema, o establichment.
    As artimanhas entre os poderosos não nos excluem, ao contrário, nos envolvem de tal forma que mesmo percebendo não temos como fugir.
    Os próprios governantes são comandados, manipulados, portanto, como podemos ter certeza de algo como a dimensão deste ataque terrorista?
    E foi ordenado por quem?
    Quem forneceu as armas?
    Quem o planejou?
    São perguntas que ficarão sem respostas, pois os terroristas foram mortos, não saberemos a verdade dos fatos, apenas versões.
    Inteligente o teu comentário, Fred.
    Obrigado pela participação.
    Um abraço.

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