Reflexões sobre o Catolicismo e outras religiões

Paulo Solon

O mito Jesus, ao qual se refere o Papa Leão X, exerce grande fascínio para muita gente, talvez porque tivessem inventado que ele expulsou demônios para entrar em um rebanho de porcos, coisa sem sentido, já que ele dispunha de poderes mágicos para exterminar os demônios.(Dizem também que Jesus abusava de seus poderes mágicos para transformar seus amiguinhos e cabras, quando criança, e transformar um monte de lama em pardais).

Como as religiões se utilizam de indefesos inocentes para fazerem experiências de fé, puro abuso infantil, aliás, podem estar fazendo exatamente o contrário, expulsando dos porcos para colocá-los nas crianças, incutindo a ansiedade e a dúvida, que sempre ameaçarão o controle da fé. Foi, por exemplo, o que aconteceu no meu caso. Quando eu era mais velho, era bem temente, mas à medida em que vou ficando mais jovem, cada vez mais descrente.

O hadith muçulmano é outra fantasia, muito enbora o profeta Maomé tenha sido, de fato, um personnagem histórico comprovado. Tal como no caso do Messias, o islamismo se vale de informações ultralimitadas, do medo que as pessoas sentem da morte e da ameaça de julgamento após a morte, o que acarreta esplêndidos resultados de manipulação e controle numa baixa expectativa de vida e, principalmente, em relação a platéias ignorantes.

Para mim, tanto faz que os ensinos tenham sido de Moisés, Abraão, Jesus, Maomé, Buda ou Crishna, já que todos os povos possuem seus mitos de criação. E também não me atormenta o detalhe de serem monoteístas ou politeístas, já que encaro o mito da Santíssima Trindade como manifestação intermediária de politeísmo.

O problema nem é esse, mas a invenção humana de Deus. Entre religião e evolução, a primeira tem a vantagem de ter surgido antes, mas a segunda possui o dinamismo das constatações científicas, como as da biologia, o que não significa, obviamente, o fim da fé. O homem nasce ignorante, daí a necessidade de se catequizar as crianças, mesmo as de tenra idade.

Acho muito interessante e bastante prosaico o fato de os judeus ainda estarem esperando a chegada de Jesus “em lombo de jumento”, como declara o chatíssimo texto de Zacarias 9.9, embora os cristãos digam que ele já chegou. Constato apenas que , não só os judeus, como muitos historisdores, acham também que Jesus não é histórico. Mas ninguém contesta que Maomé seja histórico, lamento.

Para muitos, os feitos de Jesus são inconsistentes e sem fundamento, para não dizer que alguns chegam a ser imorais, eis porque o qualificam como mito. Tal como o anjo Gabriel ditando suras ou versos a Maomé, um homem analfabeto, Jesus também ditou seu livrinho vermelho para homens totalmente ignorantes e igualmente analfabetos. Uma coleção de histórias duvidosas, tanto nos evangelhos, como no chamado hadith islâmico.

Não me interesso pelo islamismo, pelo fato de ele se basear no judaísmo e no cristianismo. Um plágio adulterado. No entanto, embora haja pouca ou nenhuma evidência da vida de Jesus, o personagem Maomé é de fato uma figura que faz parte da História.

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