Reforma da Previdência virou mistério e ninguém sabe qual é a proposta do governo

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Charge do Tacho (Jornal NH)

Pedro do Coutto

Acredito que o título desta matéria reflete com nitidez o desconhecimento do texto final do projeto da Previdência defendido pelo ministro Paulo Guedes, antes de a mensagem ser encaminhada ao Congresso Nacional pelo presidente Bolsonaro. Tem-se a impressão de que o projeto do governo está se transformando num jargão repetido a torto e a direito sem que seus defensores, e também seus opositores, conheçam o texto concreto a ser debatido pelas correntes políticas e pela opinião pública, nela incluídos os Sindicatos e Associações de classe.

Parece até que as controvérsias lembram o debate sobre a reforma agrária, tema da sucessão de 1960 e do governo João Goulart em 1963, um ano antes de sua queda. As discussões eram as mais desencontradas, a exemplo do que está acontecendo agora na véspera praticamente do presidente Jair Bolsonaro aprovar o anteprojeto que será discutido no Legislativo e na sociedade brasileira de modo geral.

TRANSPARÊNCIA – É fundamental, sobretudo para o governo. que a opinião pública tome conhecimento do conteúdo da matéria para então se posicionar a respeito dela. Isso ainda não aconteceu, tampouco o chefe do Executivo se pronunciou a respeito de todos os aspectos que provavelmente se encontram no texto em que ele mesmo vai enviar ao Congresso Nacional.

Ontem, em Davos, Jair Bolsonaro cancelou entrevista primeiramente convocada para a imprensa brasileira e estrangeira, não se sabe por qual motivo ou por quais motivos. A reforma da Previdência seria inevitavelmente focalizada sobretudo porque o Palácio do Planalto já uniu a reforma, previdenciária ao ingresso de investidores estrangeiros na economia brasileira. Mas não vejo relação entre a reforma do INSS e o mercado de capitais, por exemplo, ou para o ingresso de novos investimentos na economia do país, cujos reflexos teriam que se fazer sentir em toda a sociedade trabalhadora e no seu poder de compra, condição básica para empreendedores ,além de nossas fronteiras que para cá viriam em busca de lucros superiores àqueles que obtêm em seus países de origem. Mas esta é outra questão.

DEBATE CONCRETO – O que se espera é um texto concreto capaz de permitir por seu turno um debate concreto em torno do assunto. Vale frisar que o sistema da Previdência encontra-se totalmente ligado à mão de obra ativa brasileira que reúne em torno de 100 milhões de pessoas, metade da população.

Se o governo Bolsonaro não tem ainda certeza sobre o conteúdo de seu projeto, como pode condicioná-lo a abertura do mercado econômico a empresas internacionais e multinacionais?

Esta é a questão fundamental.

8 thoughts on “Reforma da Previdência virou mistério e ninguém sabe qual é a proposta do governo

  1. Não tem nada a ver com incerteza. A PEC da reforma da previdência será apresentada no início das atividades do Legislativo para entrar em discussão. Depois de ampla discussão será pautado. O governo só pautará se tiver certeza que tem maioria. Eles já falaram isso umas trezentas vezes.

    • Eliel, discordo do Sr., se for pautada já com vitória garantida no congresso, não haverá discussão com a sociedade e isso não é bom.

      No sistema do INSS não há razão para reforma, pois os benefícios já são muito reduzidos, para não dizer que são benefícios de fome.

      Já temos a fórmula 95 x 85 que já está em 96 x 86, e como visto é progressiva, dificultando aos poucos a aposentadoria “precoce”,

      Eles querem mesmo é mexer nas pensões do INSS, e isso é uma covardia.

      E implementar a previdência privada, que já é sabido que não funciona, não gera aposentadoria. Vai gerar mais miséria.

  2. É exagero dizer que não há texto pronto. Porém não adianta antecipar para a imprensa e esta procurar os “analistas” amestrados e estes ficarem dando palpites. O novo congresso é que tem que saber antes de todos.

  3. Depois de mais de 32 anos de espera no qual todos os governantes disseram que fariam uma reforma da previdência, uma reforma fiscal entre tantas outras necessitarias para o bom andamento das contas publicas e da população em geral, mais um governante se comprometeu com tal façanha, e estão todos afoito com a tal proposta, até ai e compreensível o afobamento desses afoitos, mas será que não podem esperar pelo menos uns 30 dia até o congresso eleito os trabalhos pra depois jogar pedra. afinal de contas 32 anos lambendo as botas do poderosos civis não estão a tolerar ter de lamber botas militares?

    • “Lambe bota” é um termo relativamente antigo e está ligado aquele que bajula, e este não é bem o caso. Puxar o saco dos poderosos esquerdistas sim, mas bajular militares, não se esperaria jamais isso de MAVs ou não, esquerdistas. O problema de se escolher os militares como saco de pancada desta esquerda insana, é que os alvos que são os oficiais de alta patente, estes estão relativamente protegidos, mas os menores que são a grande maioria da corporação, são os verdadeiramente prejudicados.

  4. São tantas as propostas e setores a serem beneficiados, protegidos e beneficiados que é melhor deixar como está. Fazer uma reforma que só vai piorar a vida de quem realmente trabalha, é além de injusta desnecessária, não vai reformar nada. Ou todo mundo carrega o peso da cruz, civis, militares, empregados e empresas, sem as exceções exigidas pelo Judiciário e pelo Legislativo, ou é melhor que fique como está. Aí lá na frente ninguém recebe no fim ou no começo do mês.

  5. Porque o Governo não faz uma ‘AUDITORIA EXTERNA? O INSS, os governos dão perdão das dividas bilionárias, paga a quem nunca contribuiu, e mistura na mesma “CONTA” o Dever do Estado de amparar os Miseráveis e pobres, com o Tesouro, abastecido pelos impostos escorchantes (compulsoriamente entregamos 6 meses e 5 dias anuais de nosso miseráveis salários). Ainda tem a hipocrisia de falar em DIREITOS HUMANOS. INSS esse segundo “S” “serviço social” é espúrio, deveri ser o “T” de trabalhador, que abastece o cofre junto com o Patrão. Essa “Gerência do Governo” é danosa ao trabalhador. Que o Presidente Bolsonaro faça uma “Auditoria externa” da Divida pública, que enriquece os “banqueiros” e enfraquece a Nação.
    O Peru, acabou de fazer uma “Auditoria em sua “Divida”, que caiu 70%, na Equipe estava uma Brasileira, atuante, que ajudou o País irmão a não escravizar seu povo, aqui o Povo que sobrevive é que tem que pagar a “Conta” dos desmandos dos Governos, traidores da Pátria. Que Deus nos ajude.

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