Reforma previdenciária de Armínio Fraga recebe críticas de general Mourão

O general Hamilton Mourão, eleito vice-presidente

Mourão aponta erro sobre aposentadoria de militares

Mônica Bergamo
Folha

A reforma previdenciária de Armínio Fraga, entregue à equipe de Jair Bolsonaro, já recebe críticas de um dos principais quadros do novo governo: o general Hamilton Mourão, eleito vice-presidente.  Mourão tomou conhecimento dos pontos que afetariam os militares por meio da Folha. “Esse troço não funciona”, disse ele sobre a possibilidade, por exemplo, de os integrantes das Forças Armadas se aposentarem mais cedo, aos 45 anos.

Pela proposta de Fraga, os militares que assim o fizessem não mais receberiam 100% do salário que tinham na ativa, mas sim 40%.  “Com 45 anos [o militar] nem chegou a coronel. Como vai mandá-lo para casa?”, questiona Mourão. “É preciso conhecer as especificidades da carreira”, segue.

BEM MAIS - A ideia posta à mesa por representantes das Forças Armadas desde 2016, quando a reforma da previdência passou a ser discutida, é outra: aumentar o tempo de permanência de seus membros na ativa, de 30 para 35 anos.

Assim, menos gente entra na carreira, gerando economia. “E simbolicamente ficamos mais próximos [dos civis, que pela proposta hoje no Congresso se aposentariam aos 65]”, diz Mourão.

Além disso, as pensionistas passariam a pagar contribuição para o sistema de aposentadoria, o que hoje não ocorre. Em compensação, os militares continuariam a receber o salário integral depois de passarem para a reserva.

PREOCUPAÇÃO – O PT está preocupado com a possibilidade de o juiz Sergio Moro direcionar órgãos como a CGU (Controladoria Geral da União) para fazer devassas nas administrações anteriores do partido, criando fatos negativos para a legenda nos próximos anos.

 “Eu fui muito criticado por não utilizar o ministério nem para proteger amigos nem para perseguir inimigos. Mas hoje, sinceramente, temo que isso possa ocorrer”, diz o ex-ministro José Eduardo Cardozo, verbalizando o receio de outros dirigentes da legenda.

NA LISTA – O nome de Maria Inês Fini, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), circulava como opção para o MEC (Ministério da Educação) no governo de Bolsonaro.

Além da experiência como educadora, ela tem boa relação com setores militares, em especial com o general Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa.

11 thoughts on “Reforma previdenciária de Armínio Fraga recebe críticas de general Mourão

  1. ““Eu fui muito criticado por não utilizar o ministério nem para proteger amigos nem para perseguir inimigos. Mas hoje, sinceramente, temo que isso possa ocorrer”, diz o ex-ministro José Eduardo Cardozo, verbalizando o receio de outros dirigentes da legenda.”

    -ORA, só teme QUALQUER investigação quem é BANDIDO.

    • Não são somente os criminosos que temem a aplicação lei.

      Você nunca ouviu falar em lawfare?

      Temos exemplos em outros países do mundo: Holanda, Suécia, Alemanha, Turquia etc.

      Temos o exemplos especialmente em relação às figuras políticas, mas também de cidadãos comuns que em seus países atuam com críticas aos governantes dos partidos da situação.

      Vemos o seu emprego contra nacionalistas: Geert Wilder (Holanda), Le Pen (França) e cidadãos que levantam a voz contra a migração em massa nestes países como na Alemanha. Mas também temos casos quando o Estado declara um inimigo: Assange, Snowden

  2. Eu também tenho boas relações com os setores militares. Prestei o serviço militar obrigatório em 1975. Além disto, tenho graduação de nível superior do tempo que a Faculdade ainda formava profissionais. Será que posso obter alguma boquinha de Ministro, Mônica? Faça campanha aí para mmim.

  3. Mais ainda Francisco; não se mexe nos corruptos, para também serem preservados e a sociedade é quem paga estes e outros desmazelos.
    É exatamente isto que estamos “CLAMANDO” para mudar.
    Bom final de semana a todos.

  4. LORIAGA LEÃO, este criado que vos escreve, propõe ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, UM NOVO PACTO SOCIAL PARA O BEM DO BRASIL, E, SOBRETUDO, DO POVO BRASILEIRO, pela pacificação e união do país, com todos juntos e misturados, direita, esquerda e centro, conforme comentário feito no Blog Tribuna da Internet. Como se vê na entrevista do presidente, Jair Bolsonaro, o mantra do militarismo político é sempre o mesmo, comunismo, agora atenuado para socialismo, antipetismo, rivalidade política civil-militar e vice-versa. É o eterno golpismo ditatorial versus partidarismo eleitoral, enquanto donos da república 171 dos me$mo$ em permanente disputa pelo poder central da dita-cuja, dos quais, na verdade, somos todos apenas vítimas, reféns, súditos e escravos, fantasiados de cidadãos, há 128 anos. Todos, pois, responsáveis pela falência em que nos encontramos, moral, cívica, social, política, econômica…, decorrente da guerra tribal primitiva, permanente e insana dos mesmos, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, à moda tudo para eles e o resto que se dane. Ora essa, se um dia não resolvermos isso este país nunca terá Solução, estabilidade, paz, ordem e progresso perenes. Vai ficar a vida toda nos seus esporádicos voos de galinha, seguidos de 20 anos de recessão, tipo massa falida, face a qual a pessoa é eleita presidente mas na verdade, na prática, não consegue ser outra coisa senão reles administradora de massa falida, sem poder sair do riscado, sem mexer na estrutura jurídica do país e da política, sob pena de dar merda, seguida de explosão social que só poderá ser contida com repressão, e daí mais desgraças sociais, infelizmente. Temos que desarmar essa bomba-relógio senão não temos futuro alvissareiro, ousar é preciso, não se faz omelete sem quebrar ovos, não há espaço para socialismo no Brasil, não há mais tempo a perder, ou fazemos uma novo pacto social agora, todos juntos e misturados, direita, esquerda e centro, em torno de um projeto novo e alternativo de política e de nação, que coloque todos em condições de igualdade numa nova arena política, com a rendição do $istema podre, ou não há mais o que fazer, até porque jamais resolvermos o Brasil no varejo, nos municípios, sem resolvê-lo antes no atacado, em Brasília, onde se concentram os ladravazes da república. E a hora é agora, do novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, alicerçado na paz, no amor, no perdão, na conciliação, na união e na mobilização pela mega-solução. Pacto esse cujo simples anúncio para o conjunto da sociedade, por sí só, já é capaz de reduzir significativamente a criminalidade no país. E daí, direita, esquerda, centro, e irmãos bolsonarianos, vamos conversar ? http://www.tribunadainternet.com.br/se-eu-errar-o-pt-vai-voltar-ao-poder-diz-bolsonaro-que-critica-

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