Regina Duarte é convidada para assumir a Secretaria de Cultura de Bolsonaro

Atriz afirmou que não considera estar preparada pra o cargo

Naira Trindade
O Globo

O presidente Jair Bolsonaro convidou a atriz Regina Duarte na tarde desta sexta-feira, dia 17, para assumir a Secretaria da Cultura do governo federal. O convite foi feito por telefone, numa ligação do próprio presidente. Segundo aliados de Bolsonaro, Regina ficou de responder nos próximos dias.

A informação foi adiantada pela colunista Mônica Bergamo, da “Folha de S.Paulo”, e confirmada pelo O Globo. Regina Duarte foi convidada para ocupar a vaga de Roberto Alvim, demitido nesta sexta-feira após copiar frases de um discurso nazista em um pronunciamento oficial da pasta. Até a definição do novo secretário, assume interinamente José Paulo Soares Martins.

AMIGA DE MICHELLE – Defensora do governo Bolsonaro, a atriz é amiga da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Regina é uma das conselheiras do Pátria Voluntária, programa de Michelle para fomentar a prática do voluntariado.

Em agosto, Regina esteve em Brasília para uma reunião do Pátria Voluntária. “A sociedade precisa ocupar seu espaço de contribuição para um país crescente, para um país que evolua e que crie mais chances e mais oportunidades para as novas gerações. Nesse sentido, o voluntariado pode ocupar um espaço importantíssimo”, afirmou, na ocasião.

DESPREPARADA – Segundo o site “UOL”, a atriz deu entrevista à rádio Jovem Pan. Regina não bateu o martelo sobre o convite, mas afirmou que não considera estar preparada para assumir a pasta. “Eu não me sinto preparada. Acho que a gestão pública é algo complicado. Uma pasta como a da cultura, muito mais. Este é um país imenso e continental, tem muitos artistas, grupos, criações, vamos querer abraçar tudo. Eu fico muito preocupada de não estar preparada”, admitiu Regina, que disse ainda “ter que pensar em coisas que não imaginava estar pensando agora”.

Ministros de Bolsonaro defenderam também o nome do secretário de Audiovisual, André Sturm, como uma solução imediata para o cargo. Sturm passou por um pente fino do governo em dezembro quando foi anunciado para assumir a Secretaria de Audiovisual.

SECRETÁRIO DE DORIA – Pesou contra André Sturm o fato de ele ter sido secretário de Cultura de João Doria, no governo de São Paulo. Sturm foi levado para o governo federal a convite de Roberto Alvim, durante um almoço na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em dezembro passado. Ele deve substituir Katiane Gouvêa, que ocupou a secretaria por duas semanas.

Além de Sturm, Josias Teófilo, diretor de ‘O jardim das aflições’, sobre o guru Olavo de Carvalho, também foi cotado para a vaga. Esta é a segunda vez que o nome de Teófilo aparece como opção para um cargo no governo. A primeira vez foi para a área de Audiovisual, assumida por Sturm, em dezembro passado.

“AMOR A ISRAEL” – Bolsonaro considerou insustentável a permanência de Alvim no cargo e ainda considerou a gravação como um “pronunciamento infeliz”. A aliados, o presidente justificou a demissão pelo “amor a Israel”, como mostrou a colunista Bela Megale.

“Ele disse que tinha de demiti-lo por amor e respeito a Israel. A questão de Israel é muito cara ao presidente. Ele nos disse que não poderia permitir que feridas que jamais serão cicatrizadas sejam expostas no governo dele”, descreveu o deputado Ottoni de Paula (PSC-RJ), que estava na sala do presidente no momento da demissão.

A demissão de Alvim ocorreu após ele copiar uma citação do ministro de propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, em um pronunciamento. O vídeo foi divulgado para anunciar o Prêmio Nacional das Artes, projeto no valor total de mais de R$ 20 milhões.

Além disso, o anúncio traz como fundo musical a ópera “Lohengrin”, de Richard Wagner, compositor alemão celebrado pelo nazismo. A semelhança entre o discurso de Alvim e do ministro nazista foi identificada primeiro pelo portal “Jornalistas Livres”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
Regina está em uma sinuca de bico. Sabe que além de não ter preparo, a exemplo de tantos outros que são escalados para jogar sem saber nem mesmo se a bola é redonda, carregará uma grande vidraça pela avenida suscetível aos sucessivos ataques se vacilar. Fora isso, atualmente, na Rede Globo recebe cerca de R$ 60 mil por mês quando está fora das telas, dobrando o valor quando está no ar. Agora, se aceitar assumir a pasta, receberá o mesmo que Alvim, ou seja, quase R$ 16 mil mensais. Vale o risco? (Marcelo Copelli)

11 thoughts on “Regina Duarte é convidada para assumir a Secretaria de Cultura de Bolsonaro

  1. Milhares de professores das universidades federais ganham mais do que 16 mil. E a responsabilidade e assiduidade no local do trabalho infinitamente menor. A lógica salarial brazuca é do balacobaco.

  2. Números interessantes, poderia citar a fonte?
    Ou é mais uma dessas mentiras que ressentidos regurgitam por aí.
    Para ser “professores das universidades federais”, é necessário décadas de estudo, pesquisa e trabalho pesado.
    Mérito.
    Queria que eles ganhassem como o senhor que não lê um livro sequer?

  3. O governo deveria investir essa fortuna, em um grande estúdio todo equipado. Aí o “cineasta” e os artistas usariam as alocações e os equipamentos, fazendo um filme que essa limitação permitisse. Então após ele estrear o filme e lucrar com as apresentações, ele pega o dinheiro dele e faz um filme com alocações na França ou onde o dinheiro dele puder pagar.

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