Regina Duarte quer demitir todos os parceiros de Alvim na Secretaria de Cultura

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Ao que parece, a lista de demissões já está preparada

Jorge Vasconcellos
Correio Braziliense

Após a desastrada passagem de Roberto Alvim pela chefia da Secretaria Especial de Cultura, a ordem do Palácio do Planalto é eliminar todos os rastros da gestão do dramaturgo no órgão. O objetivo é transmitir à sociedade a mensagem de que o governo como um todo não compactua com as ideias do ex-secretário, exonerado do cargo após divulgar um vídeo no qual parafraseou Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista.

Conforme apurou o Blog, a tendência é de que, antes mesmo de Regina Duarte responder formalmente ao convite para comandar a secretaria, os dirigentes nomeados por Alvim sejam os próximos na fila de exonerações.

QUEM VAI SAIR – São eles, no primeiro escalão do órgão, os presidentes da Biblioteca Nacional, Rafael Nogueira; da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Dante Mantovani; e da Fundação Palmares, Sérgio Nascimento. Esse último esteve no centro de uma das maiores crises da gestão de Roberto Alvim na Secretaria Especial de Cultura.

A nomeação do jornalista Sérgio Nascimento atraiu uma avalanche de críticas depois da revelação de que, nas redes sociais, ele negou a existência do racismo, defendeu o fim do feriado da Consciência Negra e, ao atacar diversas personalidades engajadas na causa, sugeriu que elas fossem “mandadas para a África”.

Também escreveu que a escravidão foi “terrível, mas benéfica para os descendentes”, porque negros, na sua opinião, vivem em condições melhores no Brasil do que na África.

CASO DE JUSTIÇA – Em meio aos protestos, a nomeação de Nascimento foi suspensa pela Justiça, o que levou o governo a fazer o mesmo, posteriormente. A tendência é que ele seja exonerado em definitivo nos próximos dias.

Já o presidente da Funarte, o maestro Dante Mantovani, ficou conhecido por afirmar, no canal próprio no YouTube, que “O rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto, que ativa o satanismo”.

Ainda sob o comando de Mantovani, a Funarte divulgou, nesta quarta-feira (22/01), o edital do “Prêmio de Apoio a Bandas de Música 2020”, que proíbe a participação de bandas de rock.

VETO AO ROCK – O concurso visa a premiar bandas de todo o país, com a distribuição gratuita de instrumentos de sopro e ampliação e/ou reposição instrumental. Apesar de direcionado a instrumentos de sopro, o edital não restringe outros tipos de ritmo, apenas o rock.

Apesar da estratégia do governo de tratar todos esses episódios como casos isolados, é de conhecimento público que essa turma do barulho, incluindo o ex-secretário Roberto Alvim, é adepta dos ensinamentos de Olavo de Carvalho, tido como o guru do bolsonarismo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Regina Duarte sempre foi tucana. É da social-democracia, não tem nada a ver com esses exageros da extrema-direita. Bolsonaro lhe prometeu carta-branca, mas é conversa fiada. Nesse governo ninguém tem carta-branca, nem mesmo Olavo de Carvalho. O guru virginiano chegou a ter carta-branca, mas conseguiu emporcalhá-la totalmente. (C.N.)

6 thoughts on “Regina Duarte quer demitir todos os parceiros de Alvim na Secretaria de Cultura

  1. Como disse o Mourão na semana passada, os ministros podem falar o que quiserem, mas a decisão final vem do Presidente da República. Acho que o Vice Presidente Mourão desapontou muita gente. O mesmo se pode dizer do Ministro Moro. Um absurdo apoiarem um presidente fascista!
    SQN !!!

  2. Apoiado, contar com colaboradores alinhados com o chefe anterior nunca foi uma boa. Se a namoradinha do Brasil é tucana ou não não conta, o que conta é o que ela pode fazer de bom para o país.

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