Relator que tenta inocentar Temer sente nostalgia da impunidade absoluta

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Charge do Cazo (Arquivo Google)

Bernardo Mello Franco
Folha

Os vilões da República são a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário. Esta é a conclusão que se tira do relatório do deputado Bonifácio de Andrada, que pede o arquivamento da segunda denúncia contra Michel Temer. Em vez de analisar as provas, o tucano produziu um libelo contra a Lava Jato. Seu parecer aposta no corporativismo dos colegas para salvar o presidente, acusado de organização criminosa e obstrução da Justiça.

O relatório de Andrada faz coro a um discurso repisado pela defesa de Temer. Ele acusa a Procuradoria de “criminalizar a atividade político-partidária” e promover “um ataque generalizado aos homens públicos do país”. “Essa denúncia apresenta uma ampla acusação à vida pública brasileira”, afirma o tucano.

DEMONIZAÇÃO – Aos olhos do deputado, o Ministério Público é um órgão que “domina a Polícia Federal, mancomunado com o Judiciário”, para impor constrangimentos a uma classe política indefesa. Ele ainda sugere que o avanço das investigações “trouxe para o país um desequilíbrio nas relações entre os Poderes da República”.

Em tom de lamento, o relator diz que o Congresso “teve reduzidas as prerrogativas e as garantias da imunidade parlamentar”. “O Poder Legislativo perdeu muito na sua eficiência institucional com a falta das imunidades parlamentares que existiam no passado brasileiro”, afirma.

IMPUNIDADE ABSOLUTA – A queixa transparece uma nostalgia dos tempos em que as leis conspiravam a favor da impunidade dos políticos. Pela lógica do tucano, o Brasil era um país melhor quando a Justiça precisava de autorização da Câmara ou do Senado para processar congressistas sob suspeita.

Herdeiro de um clã que está no poder desde o Império, Andrada não pode ser acusado de incoerência. Há 16 anos, ele lutou sozinho contra a emenda constitucional que restringiu a imunidade parlamentar a delitos de opinião. A Câmara aprovou o fim da blindagem por 441 a 1 — o único voto contrário foi o dele.

16 thoughts on “Relator que tenta inocentar Temer sente nostalgia da impunidade absoluta

  1. O LULA TEM UM PROBLEMÃO, O LEÃO TEM A MEGA-SOLUÇÃO. MENOS WADIH, MENOS, comparar Lula a Tiradentes aí tb já é demais da conta, né ? Aí já é chutar o saco da plateia, já de saco cheio de tudo e de todos, pronta pra jogar a república 171 inteira no lixo, de porteira fechada. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como já dizia o filósofo Farinácio. Lula tem lá os seus méritos de conseguir governar por 8 anos uma república que afeiçoa-se uma grande camorra, do único jeito que a dita cuja aceita ser governada, à moda torneiras totalmente abertas com todas as suas consequências, segurando a vaca brava pelos chifres para a bezerrada de ouro mamar à vontade (como, aliás, Temer está fazendo à moda liquidação total no varejão de ofertas), mas compará-lo a Tiradentes me parece uma infâmia contra a memória, projeto, luta e martírio de Tiradentes, que ao que consta nunca deu palestras milionárias para nenhum empresário corrupto, nunca teve conta bancária milionária, nunca foi amigo de banqueiros, nem de empresários corruptos, e nem nunca soube o que é viajar pelo mundo de jatinho exclusivo de última geração. https://www.brasil247.com/pt/247/poder/321959/Wadih-Lula-%C3%A9-o-Tiradentes-dos-tempos-atuais.htm

      • A questão no Brasil não é se omitir da política, mas, isto sim, ser impedido de fazer política, porque a seara está ocupada por bandidos do partidarismo eleitoral, do golpismo ditatorial e seus tentáculos, velhaco$. Plutocracia não é democracia, e partidarismo mafioso não é política.

  2. Só espero que as Forças Armadas não deixem isto aqui virar Venezuela, não estamos longe. Acredito que o nosso Congresso seja até mais corrupto com o venezuelano (Estou falando do parlamento venezuelano, antes do presidente Maduro PT ou o ditador Maduro deletar os parlamentares).

    • Antonio Carlos
      Já que não podemos usar as forças armadas para defender a democracia e a destruição de nosso pais, por ser um ato “inconstitucional”, quem sabe trazemos divisas alugando=as para salvar outros países?
      Afinal, neste caso, seria para boas ações!
      Fallavena

  3. Demagogia e leviandade pura! Quem não gosta de gozar de uma impunidade? Quem paga um pacote de viagem para desfrutar suas férias numa cela? Cada um só exige que a Justiça seja severa, quando é no lombo alheio! Não me diga que você não eleva sua autoestima, quando recebe um tratamento de exceção de regra em seu favor?

  4. 441×1 muito obrigado pela informação; mas, poderia completar se possível, se ele já estava gágá 16 anos atrás? Esta informação é relevante.
    Outro ponto é: Toda unanimidade é burra (Nelson Rodrigues) será que ele não queria proteger o plenário fazendo 442×0?!!!

  5. Mais uma figuraça!
    Fico imaginando os votos e respectivos eleitores.
    Faz tempo, não acredito em reforma política com eleitores e eleitos assim;
    Ontem ouvi uma pérola: “os jovens farão as mudanças”!
    Olhando as duas maiores instituições. família/escola, perguntei de onde tirou está conclusão e de que jovens falava. Descobri que o sujeito, ainda tinha algo na cabeça. Calou-se.
    Fallavena (ainda de Manaus)

  6. Cabe aos eleitores de Minas explicarem ao país o que esta figura dantesca faz em seu nome, encracada dentro do Congresso Nacional. Este senhor e suas idéias já deveriam estar em casa e não fazendo vergonha ao país. Com um relatório deste ele merecia sair algemado do Congresso.

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