Renan avisa que o Congresso vai modificar o ajuste fiscal

Renan diz que o Congresso não se omitirá

Eliane Oliveira
O Globo

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deixa claro que não será fácil para o governo aprovar as medidas de ajuste fiscal no Congresso. Em sua opinião, ao invés de o Executivo propor a redução da desoneração da folha de pagamento dos direitos trabalhistas e sociais, este deveria diminuir a interferência do Estado na economia, começando por uma reforma ministerial.

— É hora de diminuirmos o tamanho do Estado. Nada mais justo para a sociedade, em tempo de sacríficio,que o governo dê o exemplo. Se aplaudimos, recentemente, o (programa) Mais Médicos, está na hora do programa “Menos Ministérios”, 20 no máximo. Menos cargos comissionados, menos desperdícios e menos aparelhamento. A consequência será a profissionalização da administração pública e a redução de gastos com os cargos, muitos de indicação política. Critérios subjetivos e privilégios geram descréditos não nas pessoas, que são passageiras, mas nas instituições, que são permanentes. Essa é a oportunidade adequada para tornar mais confiável e profissional a administração da máquina publica no Brasil — afirma Renan

Ele destaca que o momento atual é “grave e difícil”, o problema é complexo e não será resolvido como resultado de uma única equação, “ou com visões simplistas.

— O Congresso Nacional está pronto para fazer a sua parte. Não há, como o Parlamento abrir mão de aprimorar o ajuste fiscal proposto pelo Executivo. O ajuste, como está, tende a não ser aceito pelo Congresso, porque é recusado pelo conjunto da sociedade e o Legislativo é a caixa de ressonância da população. A lógica tanto obsessiva quanto perversa de aumentar receita através de impostos, tributos, serviços públicos e combustíveis, precisa ser substituída pelo corte de custos no Estado brasileiro, inclusive com a revisão de todos os contratos que dependem apenas da vontade de fazer e de ações concretas, e não de legislação.

8 thoughts on “Renan avisa que o Congresso vai modificar o ajuste fiscal

  1. Quero ver se o Renan vai também, de verdade, diminuir a absurdamente grande estrutura do Senado, cujo tamanho, para atender a 81 senadores, é uma afronta ao contribuimte brasileiro.

  2. O pt é sim o partido dos trabalhadores. Sim. Desde que não entendemos isso como um absoluto. Os trabalhadores a que sempre falaram foram os que ocupam cargos e vaguinhas públicas, os que dependem exclusivamente do Estado. Não são os trabalhadores de fato, os que trabalham sol a sol nas fábricas, nos comércios. Não são os trabalhadores autônomos, investidores, empresários não. Destes verdadeiros trabalhadores, desde o assalariado mínimo ao industrial e fazendeiro, a esses o pt só manifestam uma coisa: desprezo!
    O pt odeia o trabalhador de verdade. Os petistas odeiam ver alguém estudando, querendo crescer na vida pelos próprios méritos, pois alguém crescer pelos próprios méritos é uma denúncia contra eles, os petistas, que fracassaram já na alfabetização. Por isso que fazem de tudo pra fazer com que todos se sintam de alguma forma dependentes do Estado, pois isso seria uma maneira deles se autoafirmarem como não sendo os únicos que não conseguem por si só.
    Quando o petista fala que está assegurando os empregos dos trabalhadores de fato ele está, mas não são os trabalhadores de verdade, são sim os fracassados petistas e amigos; quando o pt fala que tem assegurado renda boa pra todo trabalhador, isso não é totalmente mentira desde que se exclua os trabalhadores de verdade da lista; quando o pt diz que a reforma fiscal vai proteger acima de tudo os empregos dos brasileiros, isso é mais uma verdade, mas os brasileiros em questão são os milhares de parasitas militantes que conseguiram seus cargos nos órgãos do Estado nos últimos treze anos.
    Observem que tudo é verdade, mas verdade para uma certa ala da sociedade, a ala clarque,a ala dos fracassados, que tiveram no encargo público uma certa segurança.
    Quanto ao resto, quanto ao trabalhadores de verdade, esses têm tido e vão ter muitas e muitas contas a pagar.

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