Renúncia do presidente alemão, acusado de corrupção, mostra a diferença entre a política no Brasil e na Alemanha.

Carlos Newton

Em meio à sagrada e bem-vinda volúpia do Carnaval, os jornais brasileiros deram pouco destaque à renúncia do presidente da Alemanha, Christian Wulff, que está sendo investigado por atos de corrupção. Aqui no Blog da Tribuna, o assunto só não passou batido porque o comentarista Martim Berto Fuchs se encarregou de abordá-lo duas vezes, reproduzindo a seguinte informação:

“A confiança dos cidadãos foi afetada. Portanto, não posso seguir exercendo minha função. Por isso renuncio”, declarou Wulff.

Na noite de quinta-feira (16/2), a Procuradoria de Hannover (no norte do país) havia reclamado que sua imunidade fosse suspensa por suspeitas de corrupção por ele ter obtido várias vantagens de amigos empresários.

A chanceler Angela Merkel, a promotora da eleição de Wulff, cancelou de última hora sua visita à Itália, onde deveria se reunir com o primeiro-ministro Mario Monti, para fazer uma declaração na qual pediu consenso para designar o próximo presidente alemão.

Desde meados de dezembro, Wulff, de 52 anos, é alvo de críticas dos meios de comunicação alemães que o acusam de ter tentado abafar um caso de crédito privado obtido da esposa de um amigo industrial, quando era chefe do governo regional da Baixa Saxônia.”

Vejam que diferença para o Brasil, onde sete ministros são afastados por corrupção, no prazo de apenas 13 meses, e não acontece nada. Analisem, por exemplo, o caso do governador Sergio Cabral. Quando suas ligações com os empreiteiros que vivem ás custas do erário ficaram evidentes, naquele fim de semana na Bahia, ao invés de renunciar, ele simplesmente mandou redigir um Código de Conduta, como se não soubesse o que é certo ou errado para um homem público fazer. Sinceramente…

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NOVO PRESIDENTE É ESCOLHIDO

O ex-ativista de direitos humanos da Alemanha Oriental, Joachim Gauck, será o próximo presidente da Alemanha, disse a chanceler Angela Merkel neste domingo.

Os partidos cristãos de Merkel (CDU/CSU) e seu aliado liberal (FDP), o Partido Social Democrata (SPD) e os Verdes contavam com uma cômoda maioria para que Gauck, de 72 anos, fosse eleito.

Gauck foi o candidato do SPD e dos Verdes em junho de 2010 contra Wulff, a quem Merkel acabou escolhendo sem muitas dificuldades.

O futuro presidente alemão, a quem Merkel chamou de “professor da democracia” durante sua coletiva de imprensa, goza de uma grande popularidade em seu país.

Apenas o partido de extrema esquerda Die Linke, formado por alguns ex-membros do partido comunista que governava a RDA, critica ferozmente Gauck, que é pastor luterano.

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