Repórter fez o “curso” de Olavo de Carvalho e agora relata o que aprendeu

 (EUA). Foto: Vivi Zanatta / Folhapress

Olavo na casa de um dos seus filhos em Petersburg, na Virginia (EUA)

Denis Russo Burgierman
Época

Vai se acabando meu terceiro mês como aluno do COF (Curso Online de Filosofia). E aí? O que aprendi? Aprendi a entender a origem do carisma de Olavo, que antes para mim era um mistério. Minha consciência, buscando o conhecimento (Viu, professor? Aprendi!), concluiu que as pessoas gostam dele e o admiram porque enxergam a dedicação extrema à missão que ele escolheu na vida, ao mesmo tempo que percebem uma certa vulnerabilidade por trás da casca de filósofo durão. Isso fica claro quando ele revela suas fraquezas: por exemplo, quando choraminga que nenhum aluno o defende. É o que basta para centenas de pessoas se mobilizarem a favor dele.

Aprendi também que é mentira que os seguidores de Olavo sejam todos pessoas com deficiência intelectual ou ressentidas por não ter acesso às melhores universidades, como alguns críticos gostam de insinuar. Tive conversas profundas com gente inteligente e seriamente empenhada em aprender.

ACOLHIMENTO – Não é a burrice que atrai gente ao COF (assim como obviamente não é a burrice que atrai para a esquerda), é outra coisa. Suspeito que, em parte, seja a busca de um senso de pertencimento, do acolhimento de um vovô que ao mesmo tempo tem a aura sábia de alguém que está entendendo tudo — quando está tão difícil entender as coisas — e a informalidade de quem não tem papas na língua.

Aprendi também que, no fundo, toda a obra de Olavo tem por trás a intenção de atacar alguém ou alguma coisa. Quando fala de filosofia, ele ataca as pessoas que escolheram a filosofia como profissão. Quando o assunto é ciência, o subtexto é a superioridade da filosofia sobre a ciência. Qualquer discussão sobre política tem como premissa a má-fé ou o analfabetismo de qualquer um que não concorde com ele.

OFENSAS, SEMPRE – Mesmo seu livro mais filosófico, sobre Aristóteles, dedica quase metade de suas páginas a ofender alguém (no caso, o parecerista da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, classificado como “analfabeto” depois de recusar a publicação da tese de Olavo na revista Ciência Hoje). Olavo pode até se importar com o conhecimento, mas se importa mais com a guerra.

Aprendi que quase toda a obra de Olavo é uma tentativa de negar a complexidade do mundo. Por trás de seus textos estruturalmente sofisticados, há ideias bem simples. Ele quer voltar no tempo, para um mundo que ele fosse capaz de entender: onde só há dois sexos (e não me venha com gênero), Newton basta (sem as incertezas e as heresias da relatividade e da física quântica), preocupar-se com o clima é assunto para São Pedro e todo mundo que não é bom é mau, e vice-versa.

Um mundo cristão, de cultura clássica, sob o comando de quem parece estar no comando — melhor se for alguém bem autoritário. Um mundo que possa ser apreendido inteiro por uma única mente brilhante, como a de Aristóteles — sem todas as complicações contemporâneas, que exigem uma imensa diversidade de perspectivas para fazer sentido.

MENSAGEM ÚNICA – Aprendi também o poder de uma mensagem única que preencha todos os espaços do dia, com a ajuda das redes sociais. A repetição incansável cria um ambiente saturado de informação, que não deixa espaço para mais nada. Quando essa mensagem é de ódio, os efeitos sociais são profundos. É sério: essa experiência me impactou muito e mudou, espero que temporariamente, minha percepção da realidade. Estou me sentindo muito desinformado sobre tudo que não é olavismo, e também muito paranoico, coisa que nunca fui.

Aprendi, mais que tudo, sobre a força demolidora do insulto para impedir qualquer possibilidade de diálogo. Olavo é um artista da ofensa. Julgando pela perspectiva subjetiva de minha consciência, avalio que pelo menos metade das dezenas de milhares de páginas que ele diz ter escrito são ofensas a alguém. De um lado, ele xinga como uma criança: com a repetição infindável de apelidos engraçadinhos ao longo de dias e dias. Mas ele faz isso com a erudição de alguém que lê muito.

USANDO A ARMA – Acho que aprendi um pouco a usar dessa arma também. Cheguei mesmo a bolar, para mim mesmo, um exercício para treinar essa habilidade. Imaginei, de maneira hipotética, que eu quisesse ofender Olavo. E aí ofendi, sem dó: com referências a sua idade, a sua saúde, a seu peso, a suas dificuldades cognitivas na infância que formaram uma personalidade obcecada pela ideia de entender tudo. Dei-lhe apelidos feitos de palavras horríveis, inclusive uma com rima quase perfeita com seu sobrenome. Ficou bom. Ficou demolidor. Senti o poder que isso pode ter, de incitar.

Mas por que mesmo eu iria querer incitar alguém, num momento como este? Que uma pessoa que tenha acesso ao poder do Estado, inclusive de mobilizar violência a seu serviço, esteja incitando, aí já é outra história.

Assim como sobre a evolução ou o formato esférico da Terra, Olavo mandou avisar que não tem opinião formada sobre a reforma da Previdência, num post que deve ter deixado muito apoiador de Bolsonaro nervoso.

CASO SZABÓ – Depois ganhou um novo alvo quando o ministro da Justiça Sergio Moro chamou a especialista em segurança pública Ilona Szabó, que se considera uma liberal, para ser suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Olavo ficou furioso porque considera Szabó esquerdista, por causa de sua proximidade com Fernando Henrique Cardoso. A treta durou 48 horas, até Moro voltar atrás na indicação, depois de ser pressionado pelo presidente.

Mais tarde, surgiu no Facebook uma petição on-line pedindo a Moro e a Bolsonaro que defendam Olavo dos crimes que vêm sendo cometidos contra ele. O abaixo-assinado fala de “perseguição, fake news e assassinato de reputação” contra meu professor e sua família, denuncia uma “rede que atua dentro e fora do país e que incita o ódio através de ataques constantes”, sem mencionar nada específico.

TUDO POR DINHEIRO – No dia 27 de fevereiro chegou o boleto com a mensalidade do COF. Deletei. Mas no dia 2 de março Olavo postou um apelo a seus seguidores no Facebook: “Acossados por uma rede internacional de caluniadores e difamadores, recebemos ainda uma cobrança monstruosa de despesas médicas e impostos, e vamos precisar desesperadamente da ajuda de nossos amigos.”

Olavo pede dinheiro e fornece seus dados bancários no Brasil e nos Estados Unidos. Disse que só pode pagar pela ajuda com livros autografados e sua profunda gratidão.

A cobrança à qual ele se refere foi por causa de uma internação de emergência para tirar um tumor da traqueia, em março do ano passado, contrariando a tese olavista, muitas vezes repetida, de que fumar faz bem à saúde. Aparentemente, a conta do hospital chegou agora — acontece isso nos Estados Unidos, você é atendido sem que ninguém discuta custos e de repente chega em sua casa uma conta astronômica. Eduardo Bolsonaro compartilhou o apelo olavista, ajudando bastante a divulgá-lo.

PERGUNTA DA ALUNA – Na página pessoal de Olavo, uma aluna perguntou, em relação ao apelo: “Professor, acho que peguei o bonde andando e não estou entendendo o que está acontecendo. O senhor está com dificuldades para custear as despesas médicas que o senhor teve no ano passado, quando precisou ficar internado em um hospital? Os débitos fiscais são perante o Fisco dos EUA ou daqui do Brasil? Estão alegando sonegação? O que isso tudo tem a ver com a perseguição que seus detratores vêm impondo ao senhor? Isso tem a ver com a renda que o senhor tem com o COF, com os alunos brasileiros? Estão alegando evasão de divisas?”

Ela foi gentil na pergunta, e conferi que é uma verdadeira admiradora de Olavo, que contribuiu para outras campanhas em benefício dele e de outros ícones da direita, e tem papel de liderança organizando jovens. Mas ficou sem resposta.

MENSALIDADE – Procurei o e-mail do Seminário de Filosofia na minha lixeira e fui lá renovar minha mensalidade: mais R$ 60. O tema da aula foi o projeto da Escola de Frankfurt, um grupo de filósofos alemães de um século atrás, de destruir o mundo. Segundo Olavo, os frankfurtianos dominam o pensamento de esquerda hoje e, consequentemente, mandam na mídia, na universidade e no PT. É basicamente por isso que é impossível dialogar com toda essa gente: todos eles estão trabalhando pela destruição do mundo.

Era sábado de Carnaval, passava das 11 da noite e eu ouvia da janela gritos da festa lá embaixo. Enquanto isso, quase 800 pessoas discutiam animadas no chat, lotado de novo, sobre as formas mais eficazes de doar ao mestre.

MAIS UM CANAL – Carnaval animado na Virgínia. O professor estreou hoje mais um canal de comunicação: o perfil do Twitter @oproprioolavo. Agora dá para passar quase 24 horas por dia consumindo e comentando conteúdo dele, sem fazer mais nada. Você checa o Twitter, tem algo ultrajante lá, comenta, depois faz o mesmo na página pessoal no Facebook, depois na fanpage e, quando terminar de comentar lá, já tem algo novo no Twitter. É assim dia e noite. Fora os grupos de apoio no Facebook. Estou quase agradecendo ao sujeito que me expulsou do grupo do WhatsApp.

O maior alvo dessa metralhadora é Mourão: hoje houve um post dizendo que é melhor Bolsonaro confiar nos filhos do que nele, outro dizendo que ele não vê Bolsonaro como comandante — o que em si já é um golpe militar —, um dizendo que ele próprio, Olavo, defende mais a honra das Forças Armadas do que o general vice, um comparando o capitão comprometido com as promessas de campanha com o general que as despreza, outro lembrando que Mourão deveria servir à vontade popular, entre tantos. Olavo também compartilhou um “Pedido de Desculpas” do Movimento Direita Brasil, por ter recomendado o voto em Alexandre Frota, depois dos ataques do ator a Olavo.

E BOLSONARO? – Sobrou tempo para uma advertência ao presidente, a quem Olavo permanece fiel: “Bolsonaro está dando mais atenção gentil a seus inimigos do que ao povo que o elegeu. Isso é SUICÍDIO. Ou ele vira as costas aos fofoqueiros e fala ao povo uma vez por semana, ou pode-se considerar derrotado desde já”.

Em suas aulas, o filósofo elogia os governos de Viktor Orbán, da Hungria (na foto), e Andrzej Duda, da Polônia, ambos

O presidente deu mais mostras de que escuta o mestre: anunciou que faria lives semanais pelo Facebook e publicou logo a primeira, criticando campanhas de educação sexual e reclamando de lombadas eletrônicas. Dois dias antes, ele já tinha elogiado Olavo no Twitter, mesmo com o filósofo descendo a lenha todo dia em seu vice.

AINDA FURIOSO – Mesmo com o apoio de Bolsonaro, Olavo está furioso. Hoje parece ter rachado com o governo. “Já não posso mais me calar. Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo — umas poucas dezenas, creio eu — deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar a sua vida de estudos.” Sua explicação foi a seguinte: “O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem é como eles”. Será que a influência do filósofo no poder está se acabando?

Quando entrei na sala de aula para assistir à aula número 463, encontrei, pela primeira vez, mais de 1.000 alunos no chat. O clima era de comoção. Muita gente xingando Mourão, outros atacando o diplomata Paulo Roberto de Almeida, demitido nesta semana da diretoria do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, depois de compartilhar críticas a Olavo. Vários discutiam a confusão no Ministério da Educação, onde um assessor, o coronel Ricardo Roquetti, era acusado de tutelar o ministro, indicado por meu professor, a mando de Mourão, e de perseguir os alunos de Olavo, que ocupam posições-chaves na pasta.

IDADE MÉDIA – A aula não falou de nenhuma dessas polêmicas: foi sobre ciência política. Olavo disse que “não temos nada a comemorar pela modernidade”, referindo-se ao fim da Idade Média. “O resultado foi o homem perdido. O individualismo é a consequência, porque o ‘eu’ foi tudo que restou a ele, quando acabou o império e a autoridade da Igreja.” Sobrou tapa para Haddad (“que quis transformar São Paulo numa cracolândia”) e Obama (“que nem nasceu nos Estados Unidos — tem documento falso”), acusados de, por influência da Escola de Frankfurt, propor uma política “baseada no prazer sexual”.

Elogios só para a Polônia e para a Hungria, cujos governos, que vêm sendo acusados de destruir a democracia, segundo Olavo estão “abertos para o transcendente”. António Salazar, ex-ditador de Portugal, também foi citado em tom positivo: “Um homem mais religioso do que todo o clero brasileiro junto”.

E BRASÍLIA? – Mas, numa semana de muita polêmica, que terminou com Olavo solicitando a todos os seus alunos que deixassem o governo, o professor nem falou de Brasília. Será que ele realmente resolveu abrir mão do poder político e dedicar-se a ser um professor que fala de filosofia?

Parece que não. O coronel Roquetti foi demitido do Ministério da Educação, a mando do presidente, e os alunos de Olavo, pelo visto, ficaram. Ao longo dos últimos três meses, meu professor comprou briga com quase todo mundo que ele não indicou no governo. Até agora, os Bolsonaros apoiaram-no em todas e demitiram quem ele mandou — Ilona Szabó, o coronel Roquetti, Paulo Roberto de Almeida —, mesmo contra a vontade de figurões como Moro e Mourão.

BRIGA COM VÉLEZ – Agora meu professor parece ter rachado também com o ministro que ele mesmo indicou, Ricardo Vélez Rodríguez. No Twitter, ele perguntava se “Vélez se vendeu ou se deu?”. Bem que o colega dele, o filósofo Joel Pinheiro da Fonseca, com quem almocei na semana passada, tinha me avisado que brigar com as pessoas é o modus operandi de Olavo. É assim que ele passa pelo mundo: tretando. E com muita frequência o seguidor de hoje vira o arqui-inimigo de amanhã.

Aliás, li hoje um denso artigo filosófico de um desses ex-seguidores, Martim Vasques da Cunha, publicado na semana passada no jornal conservador Gazeta do Povo. Chama-se “O mínimo que você precisa saber sobre o pensamento de Olavo de Carvalho”. O texto é cuidadoso e respeitoso, e dedica bem mais elogios do que críticas ao ex-professor. Mas as críticas são fortes: Cunha acusa-o de ter um projeto de poder com toques místicos.

“O que era para ser uma comunidade de estudos tornou-se depois uma ‘teia hierárquica’, cuja meta é influenciar espiritualmente os eventos políticos de uma nação, como uma casta.”

COISA AUTORITÁRIA – Para Cunha, o que Olavo tem em mente é “um programa de reforma intelectual, moral e espiritual do ser humano”: ou seja, a coisa mais autoritária que existe. A resposta de Olavo a esse tipo de crítica vem na forma de apelido: no caso, Mastim Vaca. Fico aqui pensando qual apelido ele vai me dar. Pênis Burroman, será? Ou será que vai me reservar a suprema humilhação de me ignorar?

Mas o que não foi ignorado hoje foi um tuíte de Olavo dizendo que nenhum estudante consegue sobreviver na universidade sem usar drogas e participar de bolinação coletiva. A mensagem bombou nas redes sociais, servindo de escada para uma infinitude de piadas.

Uma coisa que Olavo disse me faz pensar muito: a ideia de que um professor universitário tem conflitos de interesse demais e não pode pensar livremente. Acho que ele tem razão, sabia? Realmente vivemos uma época em que é difícil pensar com liberdade.

UM SOLDADO – Mas tenho notado que Olavo convive também com um número enorme de conflitos de interesse. Por exemplo: ele sabe que sua audiência aumenta — e a receita também — se ele se comportar menos como um filósofo e mais como um soldado.

Esse papel de animador de torcida que ele tem certamente o atrapalha na hora de olhar para as coisas querendo realmente ganhar conhecimento.

Hoje, por exemplo, a Polícia Federal tinha acabado de anunciar que o matador de Marielle Franco era vizinho de Bolsonaro, e que o motorista que conduziu o assassino no crime foi fotografado ao lado do presidente. Olavo postou: “Pô, presidente, a mídia já está insinuando que o senhor e sua família são culpados da morte da Marielle. Nem diante de uma coisa dessas o senhor vai tomar a iniciativa de processar os caluniadores?”. Não é estranho que um filósofo nunca, jamais, em tempo algum critique ou sequer admita dúvida sobre o presidente da República? Que livre-pensador é esse, casado com o poder?

37 thoughts on “Repórter fez o “curso” de Olavo de Carvalho e agora relata o que aprendeu

  1. Esse sujeito boquirroto está mais para Candinha interesseira tentando arrumar um amante rico do que para filósofo, ao que parece. Enfim, cada um se vira como pode, conforme a sua índole. O fato é que, no Brasil, pela direita, esquerda e centro, não se chega a lugar novo nenhum, senão ao mesmo e velho lugar comum iniciado em 1889, pelo golpismo ditatorial militarista, o partidarismo eleitora e seus tentáculos, velhaco$, como tem dito, há mais de 20 anos, o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro, o novo de verdade, que nos propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o projeto novo e alternativo de política e de nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso. O resto, infelizmente, não passa de mais dos me$mo$. filhttps://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/15/a-mamadeira-de-piroca-ganhou-as-eleicoes-no-brasil-diz-wagner-moura.htm

    • Que ninguém leve a mal, mas quando num comentário aqui na TI aparece esse RPL…, todo mundo sabe quem é o autor, que parece ter mais heterônimos que o Fernando Pessoa.

      • Que mal eu pergunte, para falar tanta besteira política sem nexo e sem noção da realidade brasileira como fala esse tal Olavo sempre Zangado, é preciso se fotografar e se mostrar diante de uma estante enorme apinhada de livros napoleônicos que não viram o dilúvio mas pisaram na lama ?

      • Pedro Meira, conta então para a mídia retardatária quem é o autor da RPL, até porque não obstante 20 anos nas estradas da vida a mídia luso-tupiniquim-agregados sócia da dita-cuja república 171 ainda não sabe o que é a RPL e nem quem é o seu autor , mas foge deles igual o diabo foge da cruz, assim como o golpismo ditatorial, o partidarismo eleitoral e seus tentáculos, velhaco$.

        • Olha, aqui neste site os comentários com RPL-…- etc., são assinados por Loriaga Leão, que me parece ser a identificação mais antiga do autor, que também usa Lauro José, Luiz Felipe, e outras que não lembro, mas todos com o mesmo estilo. Não comentei com intenção de ofender nem polemizar, mas só mesmo para comentar essa mania, nem fui o primeiro aqui a notar isso.
          Se acaso meu comentário foi ofensivo, podem apagá-lo, não há problema nisso.

          • Quanto aos seus nicks e da sua turma, aí vc dá uma de samambaia, né ? Os nicks não tem importância, se bem-intencionados, ajudam a dinamizar os debates, o problema são os malignos, os partidários, os ideológicos, que vivem em guerra tribal cada qual puxando a brasa para a sua sardinha, e que não deixam o debate de ideias livre e independente fluir.

          • Não sou de turma nenhuma. Não tive intenção de lhe ofender, achei que isso tivesse ficado claro. Se isso ocorreu, peço desculpas.
            Se outras pessoas aqui usam de diversos nomes, confesso que não notei. Nem todo mundo tem uma, por assim dizer, assinatura de estilo tão evidente como RPL-etc-etc. Se é de alguma coisa, nos meus primeiros comentários aqui eu assinava só como Pedro, mas como o administrador numa resposta indicou meu sobrenome,, passe a usá-lo. Meu comentário foi só por achar curioso tantos nomes usados para assinar comentários tão similares.

          • A turma dos Bolsonaro vive por aqui, dia e noite, usam vários nicks, não há mal nenhum nisso, desde que usados de boa-fé. Dinamiza e esquenta o debate, fica mais interessante. Falo por mim, e te garanto que a RPL, tem muitos adeptos, como já vimos nas ruas do Brasil em Junho de 2013, eu sou apenas um deles, e se a RPL é um novo sistema diferente disso tudo que ai está, uma tese forte, que tem um discurso próprio, inconfundível, reluzente, é lógico que os comentários em prol dela sejam parecidos, concentrados.

          • Pedro Meira, notar é quando alguém atento vê uma coisa que passaria despercebido, um elefante em loja de cristal não vale como notar.

  2. Um esquerdopata infiltrado no Curso de Olavo de Carvalho para, em menos de três meses (que gênio!), dissecar toda filosofia, psique e biografia do guru da Virgínia. Parece até que tinha o texto pronto antes de ingressar no curso.

    Tradicional vigarice da esquerda que não engana mais.

    • Que seria desse pobre senhor que não deu certo nem em seu país, sem essa maldita bengala dessa tal esquerda, de araque, que ele usa o tempo todo para parar de pé ?

      • Olavo deu certo em seu país. A maioria de seus alunos e leitores são brasileiros (tem de vários países também).

        Observação: Se não existe “essa tal esquerda”, como poderia existir a direita (ou extrema direita, como chamam)? Como pode existir o lado de cima se não existe o lado de baixo? Ou quente sem existir o frio?

        A propósito, não sou e nunca fui aluno de Olavo de Carvalho e até discordo dele em muitas coisas. Mas o admiro porque ele foi um dos raros brasileiros, ao lado de Percival Puggina, Nivaldo Cordeiro e outros poucos, que mantiveram sua independência intelectual enquanto a toda a cachorrada da mídia e da academia balançava o rabo para a máfia tucano-petralha!

        • Existe, claro que existe, ninguém disse que não existe, mas é tudo meia boca, porque o negócio dos três é um só, poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$. E se não entendeu eu desenho. O problema é que a população está caindo na real, e o trio parada dura, está sendo posto na parede, e não é à toa que a coisa já desceu ao nível do milicianismo, que nada mais é do que o sistema apodrecido buscando proteção violenta para continuar operando, com o rescaldo politiqueiro da ditadura militar, rejeitado até por ela à época da dita-cuja, agora tirando proveito da situação.

  3. “O diabo é que, no Brasil, pela direita, esquerda, ou centro, não se chega a lugar novo nenhum, pelo contrário, vai dar sempre em água de barrela, no mesmo e velho lugar comum formulado em 1889, pelo golpismo ditatorial militarista, pelo partidarismo eleitoral e seus tentáculos, velhaco$, que construiram o sistema político ora apodrecido e a república 171 dos me$mo$, que vivem no bem bom em estado de guerra tribal, primitiva, permanente e insana por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, à moda tudo de bom para elle$ e o resto que se dane, que trabalhe igual burro de carga para sustentá-los no bem bom do erário, enquanto sócios-proprietários majoritários da dita-cuja, da matriz cujo mal precisa ser arrancado pela raiz, enquanto doenças congênitas, os quais protagonizam uma espécie de plutocracia putrefata, com jeitão de cleptocracia e ares fétidos de bandidocracia, fantasiada de democracia só para enganar a freguesia, dos quais, na verdade, somos todos vítimas, reféns, súditos e escravos, há 129 aos, e dos quais urge nos libertarmos, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, o projeto novo e alternativo de política e de nação, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, o fato político novo de verdade, contra tudo isso que ai está há 129 anos, megaprojeto esse que caso não tivesse sido barrado pelo PSOL nas últimas eleições talvez a população não tivesse eleito a tal “Mamadeira de Piroca” direita ( cunhada pelo Wagner Moura), contra a da esquerda e a do centro. https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/15/a-mamadeira-de-piroca-ganhou-as-eleicoes-no-brasil-diz-wagner-moura.htm

  4. há mais mistérios entre o céu e a terra do que nossa vã filosofia pode imaginar. William Shakespeare.

    Com cristão, olavo é bem católico. Explico: confia mais nos gregos e sua filosofia, do que a Bíblia, de origem hebráica e nada a ver com os gregos. Portanto raso e com viés romano, nada se aproveita. Roma continua ativa, sob uma alcunha de uma religião pagã, disfarçada de cristã, que divulga verdades entrelaçadas com mentiras. Bastar ler o catecismo católico.

  5. Essa gente primária, aqui no Brasil é o que mais existe e pior, , toda ela ela com diplomas das nossas maravilhosas universidades nas Humanas, História e Filosofia, onde se aprende o pecado e o pecador, o bem e o mal, o bom e o mal, por aí, essas coisas de uma “boa” moral religiosa e pior, política.

    Tô nem aí para mensageiros , ao contrário dessa gente que os querem destruídos, como fazem nas redações , pior que que nas ditaduras militares, que censuravam apenas suas mensagens.

    “No momento em que nos recusamos a admitir o caráter intercambiável das ideias, o sangue corre; sob resoluções firmes ergue-se um punhal….os olhos flamejantes pressagiam o crime” (Cioran- Genealogia do fanatismo)

    • Pois fique vc sabendo que é essa gente “primária”, que bem direcionada e motivada é que vai revolucionar a política do Brasil e do mundo, depois de tirarmos do caminho essas mentes primitivas, venais, mercenárias, vira-latas, que se comportam como capachos de uma tal casa branca, que deveria ser vermelha face ao sangue que faz jorrar no mundo inteiro. Não faz sentido, franquear a nossa lagoa para sapos de fora, que tratam os nossos sapos como repulsivos, ao ponto levantar até muro na fronteira com o México para impedir a entrada de latino-americanos na sua Sapolância.

      • Como Cuba, Coreia do Norte e Venezuela agora?

        Se entregou malandro de boquinha estatal, que é a única coisa que vc sabe que dá dinheiro, quando sua religião impera em países como o nosso (socialismo fascista) e os aí de cima (socialismo comunista).

        Ahahahahahaha…me engana que eu gosto.

        • Vc e os seus são tão dementes, que até parece, o tal pombo contra o qual não devemos jogar xadrez, porque é perda de tempo, ele nunca se dará por vencido, tudo pra vocês de direita, de esquerda e de centro, tem que ter o viés ideológico, até parecem bolinhas e luluzinhas e seus clubinhos fechados. Por conta dessa idiotice, o caipirão entrou na malandragem do Trump, levou o drible da vaca do ianque malandro, e perdeu a China como o maior comprador de soja do Brasil, exatamente para o EUA. Mui espertos.

          • E o pior de tudo é que não conseguem entender sequer o recado claro do Presidente Chinês, ao plantonista do planalto, comprando soja dos EUA, deixando claro a ele que o que os EUA quer em relação ao Brasil é apenas lucros, dividendos, que implica em inviabilizar a parceria China-Brasil.

          • Se traindo de novo?
            Sempre entra aqui com vários nomes para pregar as taras de suas crenças.

            me engana que eu gosto.

            Voce é muito pri…mário.

  6. Vicente, permita-me reproduzir seu perfeito, oportuno, direto e conciso comentário:
    “Um esquerdopata infiltrado no Curso de Olavo de Carvalho para, em menos de três meses (que gênio!), dissecar toda filosofia, psique e biografia do guru da Virgínia. Parece até que tinha o texto pronto antes de ingressar no curso.
    Tradicional vigarice da esquerda que não engana mais.”

  7. O Olavo de Carvalho deve estar adorando toda essa publicidade gratuita, tantas matérias, todo dia, sobre ele e sua filosofia padrão Jack T. Chick de que todos os males do universo são obra de uma associação maligna. E enquanto isso o país vai indo pro brejo.

  8. Bastou eu seguir o Twitter do Olavo, durante algumas semanas, para perceber – através de suas falas – que ele é um grande maluco!

    Porém o problema é que ele é um maluco que acredita naquilo que diz. Uma espécie de Lula com os sinais trocados.

    Além do mais o Olavo tem um grande poder de persuasão, como se fosse uma espécie de encantador de cavalos.

  9. A mente é uma usina de mensagens que , a nossa própria, engana a nós mesmos, seus mensageiros.

    Cada mensagem é uma e é preciso conferir se ela tem correspondência nos fatos.

    Uma mensagem que contraria a realidade é culpar o mensageiro por uma outra de suas mensagens sem seu devido exame.

  10. A crença de que nós ou somos bons ou somos maus, vem de uma mensagem fundamentada na boa e velha falsa moral das ideologias ou religiões.

    cada caso é um caso

  11. REMEDIO PARA OTARIOS E DEPENDENTES:

    1 mês intergrando com mata primaria de floresta.
    Pra terem a noção de quanto sua vã filosofia, religião, fundamentação politica e apreço ou necessidade do conhecimento alheio, nesta vida, não presta pra NADA….

    E CURA QUE É UMA BELEZA!

    • PS: não vale levar o celular…

      Bando de atordoados, de ambos os lados e acima e abaixo do que nao é.

      Olavo, Bozonaldio, tudo isso faz parte do que nao é.
      Se fosse estariamos todos em silencio, praticando…..

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