Requião complica a situação de Paulo Bernardo, ao confirmar que o ministro fazia lobby para empreiteiras.

Carlos Newton

Notícia divulgada pela Folha de S. Paulo traz informações liberadas
pelo ex-governador paranaense e senador Roberto Requião (PMDB), que
deixam mal o ministro Paulo Bernardo (hoje na pasta das
Comunicações, mas que ocupava o Ministério do Planejamento no último
mandato do presidente Lula).

Requião afirma que o ministro interessava-se também por ferrovias e
diz ter sido procurado por ele, no Paraná, acusando Bernardo de ter
proposto a construção de uma ferrovia sem licitação, com preço
superfaturado e favorecimento a uma empreiteira. O custo da obra
saltaria de R$ 220 milhões para R$ 550 milhões.

Bernardo admitiu que se reuniu com Requião à época em que ele
governava o Paraná, mas atribuiu a iniciativa a uma “determinação do
presidente Lula”. Negou, porém, que tenha tratado de direcionamento da
obra ferroviária.

O mais interessante é que os dois, Requião e Bernardo, estão se
digladiando na Justiça. O ex-governador acionou o Ministério Público
Federal para investigar o caso, enquanto o ministro também protocolou
no STF uma petição na qual acusa o agora senador de tê-lo caluniado.

Requião, diga-se de passagem, foi quem denunciou o chamado escândalo
dos precatórios, em sua passagem anterior pelo Senado. Depois, quando
governador, na época em que apoiava o presidente Lula, fez acordo para
receber os precatórios pobres que o governo do Paraná detinha. Bateu
de um lado e levou vantagem de outro.

Agora, aguarda-se com ansiedade o depoimento de Luiz Antonio Pagot,
diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes), esta terça, às 9 da manhã. Se Pagot confirmar as
acusações que tem feito a Bernardo, a República vai tremer.

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