Resistência ao nome de Feder por apoiadores de Bolsonaro emperram definição para o MEC

Feder trabalhou com tucanos e é tido pouco alinhado aos evangélicos

Ana Flor
G1

Depois de convidar o secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, para ser ministro da Educação, o presidente Jair Bolsonaro decidiu segurar o anúncio em razão da repercussão negativa que o nome teve entre apoiadores de grupos ideológicos e evangélicos.

Bolsonaro telefonou para Feder na última quinta-feira, dia 2, e havia inclusive a expectativa de que o secretário viesse a Brasília já nesta segunda-feira, dia 6, segundo assessores próximos do presidente. Feder já havia sido cotado para chefiar o Ministério da Educação há pouco mais de uma semana, mas Bolsonaro acabou optando por Carlos Alberto Decotelli, que ficou apenas cinco dias nomeado e não chegou a tomar posse no cargo de ministro.

RESISTÊNCIAS – As resistências a Feder vêm do fato de ele ter trabalhado no governo tucano de São Paulo, mesmo que por pouco tempo, e por ele ter doado recursos para a campanha à prefeitura de São Paulo de João Doria, atual governador do Estado. Além disso, Feder é considerado pouco alinhado a grupos evangélicos.

Ele ainda desagrada à ala ideológica do governo, que se reúne em torno das ideias de Olavo de Carvalho. O escritor apadrinhou tanto a escolha de Ricardo Vélez Rodríguez quanto a de Abraham Weintraub, ex-ministros da Educação. A quem o acompanhou na viagem a Santa Catarina neste sábado, dia 4, Bolsonaro afirmou que a escolha do novo ministro ainda não está feita.

10 thoughts on “Resistência ao nome de Feder por apoiadores de Bolsonaro emperram definição para o MEC

  1. Como se vê, o seu Jair não manda em porra nenhuma.

    É um verdadeiro zero à esquerda.

    Os brasileiros de bem estão pagando um preço alto por ter um presidente canalha como esse.

    Faz o seguinte, seu Jair, coloca Silas Malafaia ou Edir Macedo para ministério da Educação.

  2. Se ele é dono de Empresas com contratos com o Governo, e outras com dívidas, tem por óbvio alguma questões que sob o ponto da moralidade administrativa põe em xeque a nomeação.

  3. Feder foi convidado para ser ministro do MEC e recusou. Em homenagem á sua coragem, vão essas reflexões:

    1. Justamente quando a lagarta
    Achava que o mundo tinha acabado,
    Ela havia se tornado uma borboleta!
    (Alphonse Lamartine)

    2. Ás vezes o mesmo acontece com a gente.
    O Feder escolheu não ser ministro, para
    continuar homem decente.

    3. Quem com porcos se junta, acaba comendo
    farelo!

  4. “Recebi na noite da última quinta-feira uma ligação do presidente Jair Bolsonaro me convidando para ser ministro da Educação. Fiquei muito honrado com o convite, que coroa o bom trabalho feito por 90 mil profissionais da Educação do Paraná. Agradeço ao presidente Jair Bolsonaro, por quem tenho grande apreço, mas declino do convite recebido. Sigo com o projeto no Paraná, desejo sorte ao presidente e uma boa gestão no Ministério da Educação”, escreveu Feder.” Gaucha-ZH de 05.07.2020.

    Quando será que os apoiadores incondicionais do presidente, conseguirão enxergar que ele,cada vez ais, está enrolado em questões pessoais e familiares?

    Os filhos, os quatro, não possuem controle, educação, escolarização e cultura alguma, mas no entanto, mandam no governo! Olavianos, ou seja, dependentes de um desequilibrado e tabagista inveterado, os filhos e seus contratados dominam a situação e a oposição ao governo.
    A oposição partidária/legislativa, sem forças e sem moral para cobrar nada, assiste de camarote os “malucos” brigando entre si!
    O STF, se não fosse incompetente ecom vários ministros com a “corda no pescoço”, já teriam dado conta do recado.
    Mérito de Bolsonaro? ter tirado o PT do poder. O resto é um caos e desgoverno geral!
    E, para quem não me conhece, não percam tempo de me acusar de petista, esquerdista ou fascista. SOu apenas um conservador de direita, se é que isto ainda existe.
    Fallavena
    Fallavena

  5. Só existe uma razão para tanta “resistência” ao nome do Feder, mas isto os apoiadores do guru da famiglia presidencial e as lideranças evangélicas não querem confessar qual é. Esta é uma das marcas deste desgoverno, pautado pela hipocrisia travestida de conservadora de costumes. Só se forem dos maus.

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