Resposta a comentaristas que estão protestando contra supostos ataques às igrejas evangélicas

Carlos Newton

O comentarista Sergio de Freitas enviou à Tribuna a seguinte mensagem: “Caro Newton. Como leitor assíduo deste blog e membro de uma igreja evangélica, discordo totalmente quando diz que este assassino seja evangélico. pois a característica do povo evangélico é o amor e o respeito entre todos, o que não condiz com este assassino. Pregamos a Palavra de Deus, conforme a Bíblia Sagrada, que exemplifica a amor de Jesus que diz: “Amai o próximo com a ti mesmo”. Este assassino pode ser um psicopata e membro de alguma seita, mas dizer que é evangélico e sofreu lavagem cerebral é denegrir, em muito, os milhões de evangélicos deste Pais. Um abraço. “

Realmente, Sergio de Freitas e outros comentaristas que protestaram têm alguma razão, em vários pontos posso até ter cometido excessos. Mas é bom observar que, em meu texto, em nenhum momento fiz generalizações. Por exemplo, me referi ao fato de o jovem ser “evangélico mais do que convicto, que nas mãos de algum pastor incompetente sofreu uma lavagem cerebral e passou a dividir a sociedade entre puros e impuros”.

Agora se sabe que o rapaz era de uma família da corrente Testemunhas de Jeová. É realmente uma igreja evangélica, não há dúvida, que segue Jesus Cristo, como as outras. No artigo, não critiquei os pastores evangélicos como um todo. Pelo contrário. Vamos reler.

Esse tipo de pastor só pensa em faturar fieis, porque isso significa faturar dízimos, esta é a realidade dos tempos atuais, deixemos de hipocrisias. Se estivesse numa igreja em que o pastor realmente se preocupasse com os fiéis, alguém teria percebido que o rapaz tinha problemas mentais e tentaria encaminhá-lo a tratamento”.

Assim, está mais do que clara a minha posição. Pessoalmente, sou religioso e respeito as igrejas evangélicas, como respeito TODAS as religiões. O que me incomoda é a existência de igrejas evangélicas que se dedicam a ter o dízimo como obrigação e dever do fiel. Isso é um exagero e uma exploração. Duvido que Jesus aceitasse isso, ou melhor, aceitasse que essa exploração dos fiéis fosse feita em seu nome. Pense nisso, Sergio, e verá que estamos juntos.

***

HELIO FERNANDES, AMANHÃ:
Não queria escrever sobre essa chacinao ou
massacre do Realengo. O texto de Jady Ramos de Araújo,
12 anos, na primeira de O Globo, me emocionou.
Não posso superá-la, esquecê-la, ignorá-la.

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