Resultado da ‘Tolerância Zero’ de Witzel é espetacular, mas ninguém fica sabendo

Resultado de imagem para relatorio 100 dias de governo witzel

Ex-fuzileiro naval e ex-juiz, Witzel impõe a Tolerância Zero no Rio

Carlos Newton

Jornais, televisões e rádios publicaram sem maior destaque o relatório dos 100 dias do governo de Wilson Witzel (PSC). O Globo, por exemplo, informou a queda de alguns índices de criminalidade, mas fez a ressalva de que isso já vinha acontecendo desde a intervenção militar, o que não é bem verdade, pois foi justamente a fase em que houve mais tiroteios entre facções, com balas perdidas, e os telejornais diariamente exibiam vídeos enviados pelos moradores das comunidades, eram saraivadas impressionantes.

O relatório é aberto com um texto do governador Witzel, que relata a herança recebida da dupla Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

LEGADO MALDITO – “Sabíamos que não seria um desafio simples. Herdamos um Estado em profunda crise fiscal (com um passivo de R$ 27 bilhões), econômica (1,3 milhão de desempregados), de segurança pública (que levou a uma intervenção federal na área em 2018), social (com a pior cobertura da rede básica de saúde do Sudeste e queda nos indicadores de educação) e moral (com políticos, que ocuparam o Executivo e o Legislativo, presos por corrupção)”.

Revela Witzel que a arrecadação tributária teve incremento de R$ 900 milhões em comparação aos 100 primeiros dias de 2018. “Boa parte desse aumento se deu pelas ações fiscalizatórias da Secretaria de Fazenda. Foram 11 operações de combate à sonegação fiscal, com mais de 450 estabelecimentos fiscalizados”, assinala.

EDUCAÇÃO E SAÚDE – Diz Witzel que na educação, foram abertas 1.157 novas turmas, atendendo 40.495 novos alunos. E foi lançada a licitação para a construção de 16 novas escolas em regiões do estado com carência de vagas.

E na saúde foi estabelecido repasse de R$ 5 milhões por mês para o Complexo Hospitalar da Posse, de R$ 14 milhões por mês para os municípios nos programas de UPA, Samu e Farmácia Básica, e investimento de R$ 3,5 milhões por mês para a redução de filas para exames e procedimentos médicos. Além disso, 357 aparelhos de ar-condicionado foram instalados para climatização de unidades.

Realmente, houve bons resultados. Mas e a segurança pública, principal carro-chefe da campanha eleitoral. O que está acontecendo?

TOLERÂNCIA ZERO – O relatório mostra que os resultados da política de Tolerância Zero são espetaculares, com forte queda dos índices de criminalidade. Houve 18% de diminuição de letalidade violenta. Também caiu, em 26%, o número de homicídios dolosos e reduziram-se em 28% os casos de roubo de veículo.

Da mesma foram, ocorreu diminuição do número de roubos de carga em 23%, e o assalto de rua foi o único índice que se manteve no patamar entre 10 e 12 mil casos, estável desde o início de 2018.

O programa Segurança Presente foi expandido para mais três bairros – Tijuca, Leblon e Ipanema. E com a criação do Departamento de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro, subiu 748% o número de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

POLÍCIA CIVIL – Foram incorporadas 1.677 novas viaturas e 50 veículos para transporte de presos, além de 8 drones, já em uso na captação de imagens para a inteligência da Polícia Civil. Além disso, houve convocação de 191 oficiais de cartório e 200 papiloscopistas, e até o final do ano serão abertos concursos para delegado, inspetor, perito, técnico e auxiliar de necropsia.

Os resultados corresponderam. No primeiro trimestre aumentou 23% o número de operações da Polícia Civil, houve mais 8% de registros de ocorrência, com 66% de crescimento do número de elucidação de crimes, incluindo o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSol.

Também cresceu em 5% o número de laudos periciais e os indiciamentos aumentaram em 91%. Houve mais 19% em apreensão de drogas, cresceram em 29% os inquéritos com êxito e o número de mandados de prisão aumentou em 21%.

POLÍCIA MILITAR – Os números também são impressionantes em relação à PM, que convocou mais 3 mil soldados e promoveu o retorno de 400 policiais militares cedidos a outros órgãos. Além disso, implantou o projeto-piloto de motopatrulha em quatro batalhões, fez treinamento de 32 policiais do grupamento aeromóvel, capacitados para operar drones, houve incorporação de 591 novas viaturas e a implantação do programa de reconhecimento facial.

O resultado surpreende, com 74% de aumento na apreensão de fuzis; 8% no número de armas e explosivos apreendidos; 20% de crescimento de prisões em flagrante; e 5% de aumento na apreensão de menores infratores,

OUTROS  NÚMEROS – No primeiro trimestre, houve 46% de diminuição do número de PMs feridos em folga, 32% de redução de PMs feridos em serviço; e o mais importante, caiu em 62% o número de PMs mortos, com apenas 4 no primeiro trimestre, vejam que grande notícia.

Ao mesmo tempo, aumentou 123% o número de celulares apreendidos, mais 120% na apreensão de drogas; e houve também crescimento na movimentação de presos, com mais 42% por gestão administrativa, 26% por apresentação à Justiça e 26% por decisão judicial, parece que todo mundo resolveu trabalhar ao mesmo tempo.

Ocorreu aumento de 63% nas prisões temporárias; cresceram em 1% as preventivas e em 5% as prisões provisórias. Além disso, houve mais 190% de ocorrências policiais em barreiras fiscais, incluindo 13 operações marítimas e 1.936 veículos aquáticos abordados.

###
P.S.
Realmente, é de impressionar. Até porque, nesses primeiros 100 dias, foram realizadas 2.450 palestras de conscientização. Quer dizer, o Rio de Janeiro realmente está renascendo depois do tsunami de Cabral e Pezão. Que assim seja. (C.N.)

13 thoughts on “Resultado da ‘Tolerância Zero’ de Witzel é espetacular, mas ninguém fica sabendo

  1. Aqui na Tijuca (Largo da 2a. feira e ampla adjacência) é zona livre para assaltos, de dia e de noite. Assalto seguido de assalto. Não se vê um policial fardado e armado, Nem à paisana. Há cabines da PM. Vazias e abandonadas. Não se vê uma viatura da PM, Uma só. Nada. Nada. Policiamento preventivo, ostensivo, fardado e armado, em todos os lugares, de dia e de noite, inibe em 70% a ação criminosa dos logradouros publicos. Quem escreveu isso foi um amigo meu parisiense: Ferdinand Chatalla no livro “Polícia, Mito e Realidade”. Quando o jurista Nilo Batista governou o Estado, em razão do afastamento de Brizola para ser candidato à presidência, comprei 100 volumes do livro e dei quase 100 deelegados de polícia e um exemplar ao então secretário de segurança e ao corregedor da Polícia Civil, delegado Heberar Fraderico Henning. De nada adiantou. O povo não quer discurso, governador Witzel. O povo quer ver a polícia nas ruas, ostensivamente. Faz décadas e décadas que no Rio inteiro não se houve mais o som dos apitos dos guardas de trânsito. Eram PMs fardados e armados.

      • O que é isso, companheiro?, diria Gabeira. Os dados são oficiais. A matéria diz que acaba de ser aumentado o policiamento na Tijuca, incluída no programa Polícia Presente. Dê uma relida, por favor.

        CN

    • Estatística é manipulável e o cidadão nem sabe como é feita, que é que é feita mesmo. Algum leitor já foi pesquisado sobre qualquer assunto?

      Meu comentário é no sentido de colaborar com o Dr. Witzel. Não, censurá-lo, mesmo porque o Homem está dando tudo de si para consertar erros de anos e décadas.

      Agora, pergunte a qualquer pessoa se desejaria ver a polícia fardada e armada nas ruas, dia e noite. Se perguntar a 10 pessoas, 11 responderão que querem, sim.

      Um dia, cara a cara e dentro do Palácio Guanabara, disse isso ao Pezão. E o governador-bundão-presidiário me respondeu: “Dr. Béja, não posso modificar uma corporação mais que centenária, como é a Polícia Militar. Não tenho solução. Não tem jeito”.

      Tem jeito, sim. E como tem. Aposto no governo Wilson Witzel. Em apenas 4 meses não pode curar moléstia antiga, para não dizer congênita, embora na década de 50 e 60 e 70, havia paz na Cidade.

  2. A violência nas favelas e seu aumento se deve a ausência de estado. Isso já foi mais do que estudado e discutido. A ocupação resolveu até o ponto em que toda polícia pacificadora foi corrompida ou denunciada pela mídia. Witzel deveria se preocupar menos com seus primeiros 100 dias e mais com o que fará no restante. Gasolina das mais caras do país, recebendo 80% de royalties de petróleo, é bem complicado de se explicar. O povo do Rio não atura mais isso, pois esta equação tem apenas um resultado depois do sinal de igual, a corrupção/ mal gasto. Ele se elegeu para resolver e não para beijar a ALERJ. A justiça do Rio é uma das piores do país. O resto acompanha. Matar bandidos armados com fuzis é uma forma de conter a violência? Não se pode dizer que não, mas trás em seu bojo a possibilidade dele ser linchado politicamente em caso de erro ou vítima colateral. Os que trabalharam para o Rio chegar a este estágio deplorável e infame estão a postos.

  3. Infelizmente, o brasileiro é do tipo imediatista: só enxerga um palmo distante da venta!
    Altualmente, o efetivo e poder de fogo das polícias estaduais, é alguma coisa de colossal e pandemônica. Coincidentemente, devido ao seu desmando e capacidade fulminante, são elas que compõem o braço armado do Crime Organizado, no Brasil inteiro.
    Se as FFAA, sob o comando do general Braga Netto, não tivesse promovido essa, mesmo incompleta, assepsia, no sistema de segurança do Rio de Janeiro, hoje Wilson Witzel não estaria cantando de galo, de galo carioca! Braga Netto sim, esse é digno de louvores! Porque, graças ao poder nefasto e avassalador, que as forças policiais adquiriram, em caso de inversão do papel, somente o Trio Belipotente será capaz de recolocá-las nos eixos.
    Se autoridade, meramente titularizada, sem poderio bélico, fosse capaz de conter uma quadrilha legalista, a juíza Patrícia Acioli teria triunfado.
    É óbvio que esse tipo de verdade ficará sempre obscura aos olhos do cidadão: nenhum governador quer figurar como comandante-em-chefe de uma quadrilha nutrida pelo Estado e pelos estados. Isso ganha votos e tira votos. Mesmo porque, os Órgãos que coletam e registram dados sobre criminalidade, inclusive dos agentes estatais contra a comunidade à paisana, todos eles sob o controle dos Executivos federal e estaduais.

    • Como você não mora aqui no Rio, Paulo III, está perdoado. Na verdade, o general Braga Netto foi um fracasso. Ia devolver à União grande parte do investimento liberado pelo governo federal. Tivemos de fazer uma campanha aqui na TI para que ele tomasse juízo e mandasse comprar viaturas, armas e equipamentos para a PM e a Polícia Civil. Você desconhece esse fatos, por isso seu comentário saiu enviesado.

      Abs,

      CN

    • FILIE-SE AO PARTIDO
      PARTIDO
      NOTÍCIAS
      BIBLIOTECA
      FALE CONOSCO
      FILIE-SE
      FAÇA UMA DOAÇÃO
      // Matérias // Witzel se reúne com o general Braga Netto
      Witzel se reúne com o general Braga Netto

      Publicado: segunda-feira , 19 de novembro 2018 19:12

      O governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse na tarde desta segunda-feira que o legado deixado pela intervenção federal para o Estado será fundamental para que, a partir de janeiro, as polícias Civil e Militar possam trabalhar com mais eficiência:

      “O general Braga Netto me apresentou as questões que ainda serão necessárias a partir de 1° de janeiro, com o fim da intervenção. Trata-se da consolidação das compras que estão sendo agora empenhadas, dentro do total de R$ 1 bilhão que veio com a intervenção, para que as polícias civil e militar possam continuar fazendo o seu trabalho de forma adequada. Esse material — novos equipamentos, veículos e outros insumos necessários — vai ser consolidado de janeiro a julho, e a estrutura para viabilizar isso até lá ficará no CML”, afirmou Witzel, após reunir-se com o general Walter Souza Braga Netto, Comandante Militar do Leste e atual Interventor Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

      Depois do encontro, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), o governador eleito disse ainda que irá avaliar, até o fim deste ano, a necessidade de solicitar ou não ao governo federal, para o ano que vem, a prorrogação, por mais alguns meses, do instrumento da Garantia da Lei e da Ordem. É por meio da GLO que as Forças Armadas podem apoiar o governo estadual em operações pontuais e desde que solicitadas pelo governador.

      “Ainda não tomei essa decisão. Antes, é necessário que se conclua a transição. Só depois da apresentação do nosso plano de segurança, que será feita até o fim de dezembro, teremos melhores condições para avaliar essa questão”, explicou Witzel.

      Ele agradeceu ao interventor pela atuação das Forças Armadas no combate à criminalidade no estado. “Agradeci ao general Braga Netto pelos serviços prestados e pela oportunidade que estamos tendo de ter transparência e de uma colaboração total entre as instituições”, disse Witzel

      http://www.psc.org.br/witzel-pscrj-se-reune-com-o-general-braga-netto/

      • Percebe-se que neste encontro, Witzel, percebendo o terreno já desbravado, simula uma dúvida se vai solicitar a prorrogação da intervenção. O que dá para se inferir, é que aqui o governador já estava possuído pelo espírito de se candidatar a presidente. As FFAA permanecendo lá, ele estaria mais na dependência de Bolsonaro, o conandante-em-chefe e potencial concorrente de Witzel.

  4. A Segurança Presente foi estendida para mais três bairros, Tijuca, Ipanema e Leblon. Ótimo. Mas no ponto de vista quem mais sofre com a insegurança são os moradores das comunidades do RJ, justamente os mais pobres, que vivem sob o domínio das milícias, que ameaçam e cumprem com a ameaça de quem não lhes pagar o que eles cobram.
    Se somarmos o número de comunidades dominadas pelas milícias, var dar uma grande parte da população do Rio de Janeiro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *